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quarta-feira, 19 de abril de 2017

COLÓQUIOS DA LUSOFONIA


AGRADECIMENTOS E CONCLUSÕES DO 27º COLÓQUIO BELMONTE 2017


Com mais de cinquenta pessoas inscritas e um excelente clima soalheiro decorreu o excelente 27º colóquio em Belmonte que registou dezenas de presenças locais a assistirem aos trabalhos em muitas sessões.  
O autor homenageado era o escritor açoriano Urbano Bettencourt com três convidados de Honra, Dom Carlos Ximenes Belo, o cientista José António Salcedo e o escritor Miguel Real.
  
Além das sessões habituais sujeitas aos temas LUSOFONIA E LÍNGUA PORTUGUESA, AÇORIANIDADE E TRADUTOLOGIA houve uma sessão das Academias, uma sessão especial da AGLP (Academia Galega da língua portuguesa) e outra da UBI.  

Fomos recebidos juntamente com Dom Carlos Ximenes Belo numa sessão de boas vindas na Câmara Municipal com todo o pessoal camarário onde houve troca de galhardetes, incluindo uma miniatura da notável peça arqueológica reproduzindo a Torre de Centum Cellas.

A sessão de abertura com a presença do presidente da edilidade e o presidente da empresa municipal, tal como a de encerramento tiveram, respetivamente, a presença do autor homenageado e dos convidados de honra e patronos. Logo no primeiro dia fomos convidados a regressar e - posteriormente - surgiu uma proposta de fazermos de Belmonte a nossa sede em Portugal para os colóquios, o que seria decidido pela Direção da AICL após a Assembleia Geral e a definição do colóquio nº 29 na Galiza em Santiago de Compostela.

Tivemos três apresentações literárias e quatro recitais de Ana Paula Andrade (uma a solo e outras acompanhada pelo violoncelista Henrique Constância e duas representantes da Escola de Música de Belmonte), além do grupo Coro Animato de pais e encarregados de educação dos alunos da Escola de Música.

A participação local em sessões culturais centrou-se na Academia Sénior e na Escola de Música de Belmonte e numa forte componente museológica que incluiu a Igreja de Santiago e Panteão dos Cabrais, Castelo e seus núcleos interpretativos, a Torre de Centum Cellas, a sinagoga e os museus do Azeite, dos Descobrimentos, Judaico, Ecomuseu do Zêzere.

Conclusões: 
  1. Aceitar a proposta da EMPDS e da Câmara Municipal de sediar os próximos colóquios de forma definitiva em Belmonte 
  1. Aceitar a proposta de revitalizar o nosso projeto de 2009 do Museu da Lusofonia e construir nos próximos dois anos o primeiro módulo dedicado ao período de início da língua galaico-portuguesa até Carta de Pero Vaz de Caminha, a fim de poder ser incluído no Museu dos Descobrimentos. Foi já criada uma equipa multidisciplinar liderada pelo Professor Malaca Casteleiro, coadjuvado pelas professoras Maria Francisca Xavier e Maria de Lourdes Crispim, a que se juntarão representantes da Academia Galega da Língua Portuguesa. A preparação de imagens e textos deverá estar pronta no prazo de um ano a fim de a entregarmos à EMPDS para encomendar a sua transposição para elementos interativos. Posteriormente iremos tratar do segundo módulo, com a inclusão de línguas nativas da era dos Descobrimentos e posteriores (tupi, guarani, etc.) e sua evolução até aos nossos dias. 
  1. Aceitar a proposta da EMPDS de editar em livro as comunicações deste 27º colóquio, sendo pedido a todos os oradores que enviem as versões finais dos seus trabalhos até 30 de abril 
  1. Protocolar um convénio com o Belmonte Sinai Hotel a fim de podermos manter os mesmos preços competitivos no próximo quadriénio 
  1. Fixar as datas dos PRÓXIMOS COLÓQUIOS, faltando apenas protocolar acordos para o 33º e 35º 
28º VILA DO PORTO 27 outº 1 NOVº 2017 
29º SANTIAGO DE COMPOSTELA 20-25 abril 2018 
30º BELMONTE 3-7 outº. 2018 
31º GRACIOSA PÁSCOA 22-26 abr 2019 
32º BELMONTE 3-6 outº. 2019 
33º MADALENA DO PICO OU VELAS PÁSCOA 2-5 abril 2020** 
34º BELMONTE 1-5 outº 2020 
35º S. MIGUEL (Maia, Moinhos de Porto Formoso,Nordeste) OU Velas, S. Jorge 25-28 março 2021** 
36º BELMONTE 1-5 outº 2021 
** a protocolar em devido tempo 

Agradecimentos  
QUEREMOS DEIXAR AQUI OS NOSSOS AGRADECIMENTOS a todos os que connosco colaboraram para este sucesso, começando pelos nossos convidados, homenageados e demais autores 
Dom Carlos Ximenes Belo, cientista José António Salcedo, Miguel Real, Urbano Bettencourt (autor homenageado 2017), Eduíno de Jesus (decano dos escritores), Norberto Ávila, Álamo Oliveira, Brites Araújo, Mª João Ruivo, Carolina Cordeiro, Pedro P. Câmara, António Ponces de Carvalho,  Carla Guerreiro e Lídia Santos, à maestrina Ana Paula Andrade e Henrique Constância, bem como à AGLP e UBI e ainda aos colegas que me ajudaram na minha sessão de poesia a cinco vozes (Luciano Pereira, Concha Rousia, Brites Araújo e Carolina Cordeiro) 
Igualmente agradecemos às nossas comissões, em especial a Helena Chrystello e José Soares, todo o pessoal da EMPDS / CMB que incansavelmente esteve connosco quase todo o tempo, a saber Eng.º Joaquim Costa, Susana Miranda, Elisabete Manteigueiro e o luminotécnico e sonoplasta Marco Santos Silva, que além da sua presença constante ainda nos serviram de guias nas várias visitas que fizemos 
Um agradecimento muito especial ao Presidente da Câmara, Dr António Pinto Dias Rocha, pela sua disponibilidade, e hospitalidade e visão ao propor-nos uma sede fixa e pelas suas inúmeras ofertas a todos os participantes.  
Um agradecimento mais ao Sr. José da Sinagoga Beit Eliahu (Filho de Elias), a todo o pessoal (em especial ao Sr. Vasco e Sr. José Belchior) e aos donos do Belmonte Sinai Hotel por nos terem feito sentir em casa e terem prontamente atendido a todos os nossos pedidos e retificações. 

Antecipadamente grato pela atenção dispensada, subscrevo-me Att. 


Com os melhores cumprimentos 
 
  
J. CHRYS CHRYSTELLO (Dr., MA, BSc),13-04-2017 
Presidente da Direção AICL, [Colóquios da Lusofonia] 
Portal www.lusofonias.net     

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

MANIFESTO CONTRA A CRISE – A LÍNGUA COMO MOTOR ECONÓMICO


A Direção da AICL - COLÓQUIOS DA LUSOFONIA (AICL, Associação [Internacional] Colóquios da Lusofonia) –preocupada pelas recentes decisões economicistas relativas à Língua e Cultura de todos nós, vem apresentar algumas ideias de estímulo económico, através da língua e cultura, que servirão a médio prazo para um estímulo maior à economia. Sabendo que existem estudos que apontam a importância deste setor e cifram o mesmo em 17% do PIB e considerando que BRASIL e PORTUGAL são os países em melhores condições de proporcionarem o arranque deste projeto, fica desde já a ressalva de que a eles se devem juntar os restantes países da CPLP quando estiverem dispostos a fazê-lo sem medos de Quintos Impérios e neocolonização cultural

1.       BUSCAR CONSENSOS COM O GOVERNO DO BRASIL E DE PORTUGAL E LANÇAR CURSOS DE PORTUGUÊS – PRESENCIAIS E ONLINE – EM TODOS OS 4 CANTOS DO MUNDO, UTILIZANDO UMA NOVA FÓRMULA QUE QUER O INSTITUTO CAMÕES QUER O MACHADO DE ASSIS NÃO PROPORCIONARAM, PODENDO INCLUSIVE UTILIZAR-SE O IILP PARA TAL FIM, E COM APOIO DE UNIVERSIDADES E POLITÉCNICOS DOS DOIS PAÍSES

2.       SERIAM CRIADOS CURSOS PRESENCIAIS DE LÍNGUA, CULTURA E TRADUÇÃO NAS CIDADES ONDE OS CURSOS DO INSTITUTO CAMÕES VINHAM FUNCIONANDO (EM COORDENAÇÃO COM UNIVERSIDADES, POLITÉCNICOS E OUTRAS ENTIDADES LOCAIS) E EM TODAS AS OUTRAS ONDE EXISTA UM NÚMERO SUFICIENTE DE LUSOFALANTES. NOS RESTANTES LOCAIS USAR-SE-IAM PLATAFORMAS DE E-ENSINO COMO AS EXISTENTES NA UNIVERSIDADE ABERTA DE PORTUGAL ENTRE MUITAS OUTRAS PARA MINISTRAR ESSES CURSOS QUE SE DEVERIAM FOCAR EM 3 VERTENTES: APRENDIZAGEM E MELHORAMENTO DA LÍNGUA PORTUGUESA, LITERATURA LUSÓFONA E ESTUDOS DE TRADUÇÃO.

3.       BUSCAR APOIOS DAS ACADEMIAS DE LÍNGUA PORTUGUESA EXISTENTES ( ABL, ACL; AGLP), DA CPLP, E DE TODAS AS RESTANTES INSTITUIÇÕES PARA QUE CONTRIBUÍSSEM PARA ESTE PROJETO QUE SE NÃO DEVE LIMITAR AOS PALOP MAS A TODO O MUNDO ONDE HAJA LUSOFALANTES.

4.       CRIAR – PELO MENOS 500 BOLSAS DE ESTUDO ANUAIS PARA PAÍSES DE TODOS OS CONTINENTES FREQUENTAREM UNIVERSIDADES BRASILEIRAS E PORTUGUESAS (o Brasil poderia disponibilizar 350 e Portugal 150) PARA OS MELHORES ALUNOS DOS CURSOS REFERIDOS EM 2. OS BOLSEIROS DEVERIAM FUNCIONAR COMO EMBAIXADORES DA LÍNGUA PORTUGUESA NOS SEUS PAÍSES DE ORIGEM, UMA VEZ TERMINADA A BOLSA EM MOLDES A DEFINIR.

5.       CONVOCAR AS EDITORAS DE PORTUGAL E DO BRASIL E CRIAR COM AS ACADEMIAS E OUTRAS ENTIDADES UMA BOLSA DE EDIÇÕES A PROMOVER EM TODO O MUNDO DOS MAIORES VULTOS QUE REPRESENTAM A ESCRITA DE CADA UM DOS PAÍSES LUSÓFONOS, AS QUAIS SERIAM DISPONIBILIZADAS NOS VÁRIOS PAÍSES.

6.       CRIAR ANTOLOGIAS BILINGUES PARA A DISSEMINAÇÃO DE OBRAS DE AUTORES LUSÓFONOS E PROMOVER A SUA DISTRIBUIÇÃO NOS PAÍSES DE DESTINO À SEMELHANÇA DA ANTOLOGIA BILINGUE DE AUTORES AÇORIANOS

7.     CRIAR E DESPERTAR O INTERESSE POR AUTORES LUSÓFONOS, ATRAVÉS DA DISPONIBILIZAÇÃO GRATUITA EM LINHA DE EXCERTOS DE OBRAS SELECIONADAS DE AUTORES LUSÓFONOS, TAL COMO ESTÁ A SER FEITO COM OS CADERNOS DE ESTUDOS AÇORIANOS.

8.       EVITAR QUE AS BUROCRACIAS MINISTERIAIS E GOVERNAMENTAIS IMPEÇAM A IMEDIATA CONSECUÇÃO DESTE PROJETO, NOMEANDO UMA COMISSÃO DE SÁBIOS PARA DEFINIR EM DETALHE ESTE PROJETO, SEU CRONOGRAMA E CUSTOS.

Estes são os pontos de partida que gostaríamos de ver debatidos e aumentados no 17º Colóquio da Lusofonia pelos associados durante a Reunião da Assembleia Geral. Para aqueles que não puderem estar presentes, agradecemos que nos enviem as suas sugestões juntamente com a sua declaração de voto

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 J. CHRYS CHRYSTELLO, Presidente da Direção
,14-01-2012
COLÓQUIOS DA LUSOFONIA (AICL, Associação [Internacional] Colóquios da Lusofonia) - NIPC 509663133
Sede: Rua da Igreja 6, Lomba da Maia S. Miguel, Açores, Portugal /
Contactos: (+351) 296446940, (+351) 919287816/ 916755675
Faxe eletrónico:+(00) 18153013682/(00)16305631902



sábado, 21 de janeiro de 2012

A descoberta da Austrália pelos portugueses




Este é um dos temas  que venho tentando divulgar desde o início da década de 1980...mas que nenhum historiador em Portugal quis trabalhar, a descoberta da Austrália pelos portugueses (tema bastante bem desenvolvido no último capítulo de Chrónicaçores uma circum-navegação - volume dois - da editora calendário de letras...www.calendario.pt )

veja um filme  sobre o tema e ...vá ao blogue
http://coloquioslusofonia.blogspot.com/ , 

J. CHRYS CHRYSTELLO, 
Presidente da Direção, AICL, Associação [Internacional] dos Colóquios da Lusofonia

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A Ásia recebeu os Colóquios da Lusofonia numa ponte entre os Açores e Macau

Macau Revisitado
Por Chrys Chrystello*


Normalmente, o oriente veste-se de magia para os ocidentais e Macau acaba por ser mais esotérico ainda nas conceções que dele se fazem fruto de autores inúmeros que dele fizeram a sua base terrena. Foi com estas premissas em mente que um grupo de cerca de quarenta pessoas partiu de vários pontos do mundo para o 15 colóquio da lusofonia. Para muitos seria um batismo enorme intercontinental e intercultural, para outros apenas um regresso – mais ou menos adiado – a uma terra que partilharam com sonhos e projetos vários. Tratava-se do mais ambicioso de todos os colóquios depois da ida ao Brasil em 2010 graças à generosidade do alto patrocínio do Instituto Politécnico de Macau (IPM) que não só apoiava a deslocação de uma comitiva de 17 membros como ainda apoiou a estadia e alimentação dos restantes oradores e seus acompanhantes num gesto magnânimo raramente visto nestes dias em que todos clamam crise para se escusarem a apoios culturais.
A longa viagem começada pelas 12 horas de dia 9 em Ponta Delgada terminaria em Macau pelas 16.00 horas locais de dia 11 (08.00 PDL) para um grupo de 31 viandantes que se juntaram em Lisboa. Sem perdas de bagagem foram recebidos pelos representantes do IPM e transportados ao luxuoso Hotel onde iriamos ficar durante os dez dias seguintes a escassos metros do IPM.
Na manhã seguinte teve inicio com toda a pompa e circunstância o 15º colóquio por entre espetáculos musicais que incluíam danças e cantares portugueses interpretados por jovens chineses aprendizes de português há uns meros seis meses ou menos. Seguia-se uma demonstração do cancioneiro Açoriano preenchido pelas mágicas mãos da pianista Ana Paula Andrade do Conservatório Regional de Ponta Delgada acompanhada da jovem e promissora soprano Raquel Machado. Depois das sessões iniciais dedicadas ao AO 1990 e outros temas, houve uma pausa para visionar um documentário sobre o quase extinto patuá de Macau seguida do primeiro banquete, oferecido pelo IPM, com laivos de corte imperial chinesa: 15 pratos e seis entradas, deixando a maior parte dos presentes de olhos e estômagos plenos de imagens e sabores. Momentos inesquecíveis na memória de muitos e a deixar antever o grau de hospitalidade oriental e seus protocolos rígidos a que todos automaticamente aderiram sem custo. Nessa noite já todos diziam que iria ser difícil igualar esta receção e as muitas honrarias que eram conferidas aos 48 participantes.
O segundo dia começou com o calor habitual 24-29 °C e a humidade elevada fazendo crer que a ilha de São Miguel nos Açores era um lugar seco. Esta manhã era destinada ao roteiro cultural pela Macau antiga em homenagem a Henrique de Senna Fernandes e teve o seu início no Jardim Camões onde junto á lendária gruta se declamou poesia de Macau, Galiza, Brasil, África, Açores, etc…Depois, foi a visita ao excelente Museu de Macau e seus percursos paralelos entre Portugal e Macau, à reprodução dos modos de vida, das fachadas de casa típicas da construção luso-macaense, e a obrigatória visita às Portas do Cerco, esse ex-líbris que o fogo quase consumiu na totalidade há mais de 200 anos. A visita terminava na Livraria Portuguesa onde se visitaram edições de obras de autores macaenses antes de prosseguir para um banquete português com caldo verde, bolos de bacalhau, entre outras iguarias, oferecido pela Fundação Macau no restaurante Pinnochio’s da Taipa ora remodelado e com três andares em vez do andar térreo que se lhe conhecia na década de 1970. As sessões da tarde foram de dicadas a autores macaenses e a África antes de prosseguir na Livraria Portuguesa onde os três autores convidados (Vasco Pereira da Costa, Anabela Mimoso e Chrys Chrystello) iriam apresentar os seus novos livros. A sessão começaria com uma homenagem curta ao seu dono, o jornalista Ricardo Pinto, pela colaboração dada a um programa mítico da rádio TDM em 1980 (o uísque e a cola, de Chrys Chrystello). Curtas apresentações, mais algumas entrevistas e lá estavam todos de abalada para o Forte de Mong Há onde se situa a Pousada do mesmo nome e onde seria teria lugar o banquete oferecido pelo Instituto de Formação Turística, sendo os convivas as cobaias escolhidas para os mil e um deliciosos pratos confecionados pelos alunos. A manhã do terceiro dia de sessões foi totalmente dedicada a autores macaenses, interrompida para mais um banquete e, de tarde, seguia-se a sessão plenária dedicada à Literatura e Açorianidade onde se homenageava Vasco Pereira da Costa, com a presença do editor convidado e do autor da diáspora, Eduardo Bettencourt Pinto (Canadá). Terminada esta sessão foi a comitiva e seu séquito de debandada para o Instituto Internacional de Macau onde se iria celebrar um protocolo dos Colóquios seguida de uma palestra do ex-governador Garcia Leandro e de um banquete ao ar livre de comida macaense típica. No último dia de manhã houve textos dedicados a Macau e Açores estabelecendo as pontes que este colóquio se destinava a construir entre as insularidades da lusofonia afastadas continentes e oceanos. Ao almoço um banquete oferecido pela Direção dos Serviços de Turismo no luxuoso novo Hotel Lisboa Grand de Stanley Ho. Era a altura de correr de volta para o IPM e celebrar um Memorando de Entendimento entre os colóquios e o patrocinador deste evento, com a presença de todos os convidados e de cerca de vinte membros da comunicação social, com a habitual troca de presentes e as formalidades protocolares habituais. Seguiu-se depois a última sessão antecedendo as conclusões do colóquio eivadas de agradecimentos e da promessa de regresso em 2012, por entre promessas de lutar contra a extinção dos crioulos locais. Por fim, o toque mágico de um espetáculo de viagem pelo mundo lusófono, percurso musical com atuações de representantes de várias zonas geográficas da lusofonia, da Índia a África e Ásia, com passagem obrigatória pelos Açores. Terminava assim de forma sublime e mágica o colóquio deixando lágrimas nalguns dos presentes desejosos de voltarem uns e outros ansiosos por se fixarem em Macau. Os três dias seguintes por conta de cada um foram dedicados a visitar Zuhai na China, as ilhas da Taipa e Coloane depois de compras de souvenirs nas “Mariazinhas” e antecedendo o último dia dedicado a explorar à vol d’oiseau essa enorme metrópole que é Hong Kong.
Dos luxos e iguarias não falaremos aqui pois a imagem de profissionalismo e rigor cientifico foi o que mais marcou este 15º colóquio que o IPM coorganizou. Começou já a contagem decrescente de 18 meses para o regresso à cidade que foi do Santo Nome de Deus e que, dez anos após o regresso à pátria chinesa, fervilha de vida e de progresso.

Fotos em https://picasaweb.google.com/LUSOFONIA.AICL/Fotosmacau2011#

* Diretor da AICL (Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia) e Presidente da Comissão Executiva dos Colóquios.

NB: O 15º colóquio teve o alto Patrocínio do Instituto Politécnico de Macau NÃO SÓ À COMITIVA OFICIAL COMO AOS RESTANTES ORADORES E SEUS ACOMPANHANTES, BEM COMO OS APOIOS DA CÂMARA MUNICIPAL DA LAGOA (AÇORES), DA PRESIDÊNCIA DO GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES E DA SUA DIREÇÃO REGIONAL DAS COMUNIDADES, BEM COMO DOS PATROCINADORES LOCAIS: IIM (INSTITUTO INTERNACIONAL DE MACAU), FUNDAÇÃO MACAU, GABINETE DE APOIO AO SECRETARIADO PERMANENTE DO FÓRUM PARA A COOPERAÇÃO ECONÓMICA E COMERCIAL ENTRE A CHINA E OS PAÍSES DE LINGUA PORTUGUESA, DIREÇÃO DOS SERVIÇOS DE TURISMO DE MACAU, INSTITUTO DE FORMAÇÃO TURÍSTICA DE MACAU, PUBLICAÇÕES ADELIAÇOR (AÇORES).