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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

O SUFISMO: SABEDORIA E MÍSTICA


Curso em horário pós-laboral (começa a 23 de novembro)

Este curso visa proporcionar aos alunos as ferramentas básicas para se estudar o Sufismo, ou misticismo-esoterismo islâmico, nos seus aspetos fundamentais bem como nalgumas suas vertentes mais caraterísticas.
Especial atenção será dada aos princípios espirituais e iniciáticos do Sufismo assim como ao ensinamento de alguns importantes mestres sufis: o poeta e dervixe Rumi; o místico e metafísico Ibn al-Arabi; e a mulher sufi Rabia al-Adawiyya.
Além disso, será abordada a presença do Sufismo no Gharb al-Andalus (parte do atual território português) e ainda à maneira como a sabedoria sufi pode atender a algumas questões cruciais da atualidade, quais a relação entre homem e natureza e o diálogo inter-religioso.
Uma sessão especial será dedicada à presença da poesia sufi no espólio e na obra de Fernando Pessoa.
Programa (8 aulas)
  1. Fundamentos do Sufismo: Unidade Divina
  2. Fundamentos do Sufismo: Gnose, Via Iniciática e Práticas
  3. Ibn al-Arabi e o Sufismo no Gharb al-Andalus
  4. Rumi: Poesia Sufi e Dança Dervixe
  5. Sufismo e Encontro entre Religiões
  6. Mulheres Sufis
  7. Sufismo, Natureza e Ecologia
  8. Ecos sufis na obra de Fernando Pessoa
Quando e onde: Segundas-feiras, 20h – 22h (23 nov. - 14 dez.; 11 jan. - 1 fev.); Coração do Mundo – Centro de Estudos e Práticas para o Despertar da Consciência, Av. Almirante Reis, 174, 2º D – Lisboa
Valor da inscrição: € 80,00
Organização e Inscrições: Círculo do Entre-Ser (inscricoes@circuloentreser.org)

Docente: Fabrizio Boscaglia (CFUL)

Mais informações: clicar aqui

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Yoga, Alquimia e Sufismo (Apontamentos)


Yoga
O autor percursor do Yoga é Patãnjali, com os seus escritos “Yoga Sutras”, no século III (a.C.).
Objetivo principal do Yoga: o samadhi (iluminação).
Princípio absoluto: Todo aquele que vê muitos mas não vê o único, esse vagueia de morte em morte.
A regra de ouro: analogia entre o microcosmo e o macrocosmo.
Os sidhis: poderes que nascem no fundo do coração (telepatia, poder do olhar, voar, levitação, invisibilidade, apaziguamento das feras selvagens…), desenvolvem-se com o Yoga, mas podem ser obstáculo á iluminação…
Kundalini: a energia primordial, que se encontra na matéria densa , a “centelha divina”. “A serpente é despertada, eleva-se, e transforma-se em serpente emplumada…”. Superação da dualidade.
Obra com interesse: “Yoga, imortalidade e liberdade”, de Mircea Elíade.

Alquimia
Hermes Trimegisto é o pai da Alquimia ocidental. A “Tábua da Esmeralda” é o livro de Hermes que dá origem à Alquimia ocidental e islâmica.
Objetivos: transmutação, imortalidade, liberdade.
Vias iniciáticas: o conhecimento é transmitido só para alguns, em segredo, de Mestre para aluno.
A unidade primordial constitui-se pela essência de todas as coisas.
O laboratóro por excelência do alquimista é o corpo.
A Alquimia dos metais, a transmutação do chumbo em ouro – Purificação.
A aplicação dos elementos ativos da natureza definem o processo alquímico. Os 3 elementos fundamentais são o mercúrio, o enxofre e o sal.
Obra de referência: O Mistério das Catedrais, de Fulcanelli.

Sufismo
Sufis: os amigos da verdade, os construtores, os puros, os mestres, o povo do caminho, os amigos de Deus.
Sufismo: é dita como a corrente mística e contemplativa do Islão. Descreve um vasto grupo de correntes e práticas. Uma via de sabedoria. Por várias escolas islâmicas o sufismo é considerado um movimento herético. Muitos sufis foram perseguidos por grupos islâmicos mais tradicionalistas.
Principio absoluto: a unidade do ser. Só há um Deus. Procura a superação do espetáculo das formas sensíveis e dualistas.
Via iniciática: o Mestre é fundamental. O conhecimento como libertação. O Amor como instrumento do conhecimento (o Amor é uma saudade do saber de Alláh – Purificação).
Os Derviches, os sufis dançantes, são um grupo sufi que utiliza uma técnica de dança que se caracteriza pela rotação constante como uma forma de meditação em movimento.
Os Sufis também recorrem a mantras (sílabas fonéticas de ressonância interna, como a repetição dos nomes de Alláh) no seu processo de evolução espiritual.

Carlos Rodrigues