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sábado, 11 de julho de 2020

A Poesia de Manuel (D'Angola) de Sousa


“Furando Tuneis Na Existência Psíquica E Mental Da Terra Física”

Furo um túnel debaixo de terra molhada
Rego raízes de muitos que delas se originam
Podo os ramos que estão hipoteticamente a mais

Ainda oiço falar perto de genocídio
Vejo com o terceiro olho mesmo meio fechado
Quando na escuridão absoluta resplandeço à mesma

Olho a intensidade da luz num piscar de olhos
Benzo-me mesmo assim de mãos atadas atrás das costas
Mastigo a hóstia ainda sem me aperceber disso

Tranco a mim e as memórias no interior dum cofre
Esqueço-me por infinitos instantes onde guardei as chaves
De martelo na mão arrombo portas impenetráveis

Limpo os bolsos de hipocrisias e falsarias à toa
Raspo da superfície da língua palavras indiscretas
Digo o que não devo sem ter tempo para pensar nisso

Vou até ao limite de minhas hipotéticas posses
Armo-me sem armas em pateta e em quem sabe de tudo
Arrasto de rastos a ignorância pela poeira da estrada

Aguardo paciente que a estupidez dilua em pouca água
Dissolvo a vaidade ilusiva e disfarçada em falsa modéstia
Resolvo pular borda a fora do barco em alta velocidade…

Pego a prancha para deslizar nas ondas turbulentas de um mar calmo…

Escrito em Luanda, Angola, por Manuel (D’Angola) de Sousa, a 8 de Julho de 2020, em Alusão Seres Voadores, sejam eles pássaros de todos os tipos, assim como, àqueles que perderam o poder do vôo, e sejam eles pertencentes à classe das aves ou dos mamíferos, ou ainda, aos da classe dos répteis que adquiriram a habilidade para planar, etc…

Não fossem estes e as abelhas e todos os outros animais que, fazem das árvores e das plantas parte essencial de suas vidas e de suas sobrevivências diárias, e talvez as florestas e as selvas nunca se teriam desenvolvido e invadido o Planeta Terra de um verde vegetal e que, ainda, nos proporciona parte substancial do oxigénio que nos permite respirar e sobreviver…

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Manuel (D'Angola) de Sousa


“Enfiado Numa Garganta Profunda De Alienígena Vindo De Algures Lá De Baixo” 

Enfio-me pela garganta profunda dos alienígenas a baixo
Entupo-lhes as traqueias com hélio vindo directo do Sol
Cubro-lhes os rostos azuis com bronzeadores castanhos

Penetro milhões de almas simultâneas ao mesmo tempo
Vou até ao mais fundo do âmago dos segredos ocultos
Desligo lá dentro o sistema de ar-condicionado com calor

Abandono a nave espacial ainda a navegar a meio caminho
Dou o salto com um paraquedas feitos com sêda de meias
Jogo à roleta russa ou a outra qualquer das tríades chinesas

Enfio o dedo maior no tinteiro sem tampa para o refrescar
Espreito tão-somente com um dos olhos para não cegar o outro
Vejo tudo muito foscamente ao ponto de não me ver ao espelho

Cubro-me com um saco de cem quilos de palha feita à mão
Descalço-me das chinelas de borracha e calço umas socas
Bato a porta atrás de mim assim que saio em direcção à Lua

Troco tudo o que me diz respeito e substituo por material férreo
Com meias de palha-de-aço nos pés enfrento o orgulho próprio
Monto e desmonto numa correria desenfreada um bico-de-obra…

Perco eu também uma parte substancial do juízo sem me recordar a onde!...

Escrito em Luanda, Angola, a 8 de Maio de 2020, por Manuel (D’Angola) de Sousa, em Homenagem aos nossos Irmãos Extraterrestres, estejam eles lá onde estiverem e venham eles de lá de onde vierem!...

“Cá estaremos para os receber, a qualquer hora do tempo, seja amanhã ou depois ou para daqui a alguns anos ou para quando isso vier a acontecer!...”

domingo, 26 de abril de 2020

Manuel (D'Angola) de Sousa


“Cumpro Cabalmente Regras Certas E Dúbias Em Auto-Cópia 3D E/Ou À Mão” 

Cumpro com as regras desregradas e anómalas
Copio-me a mim mesmo pacientemente à mão
Pincelo e cinzelo as minhas curvas e dúbia silhueta

Agarro a pena com a mão esquerda e a tinta com a direita
Vôo com asas emprestadas duma borboleta acima da realidade
Encolho a ambição e poiso algures na pradaria

Misturo o vinho com água numa água-pé perfeita
A ferro e fogo extraio um alfinete entalado na garganta
Engulo em seco e a espinha atravessada no pescoço

Rebusco debaixo da pele indícios de tatuagens de há milénios
Sacudo as moscas e os moscardos dos ombros encolhidos
Abro o peito com uma chave-de-grifos francesa

Amarro-me sozinho ao poste dos sacríficos absurdos
Avanço para a berma dum vulcão activo sem intenções
Subo nas calmas os degraus de pedra da ingreme pirâmide

Ascendo ao cume pontiagudo para cúmulo do bom senso
Inalo os gases matinais da mais critica ascensão crística
Cristalizo-me misticamente em uma mistura de açúcares ancestrais…

Transformo-me em três ou mais ocasiões na cabalística árvore da vida…

Escrito em Luanda, Angola, por Manuel (D’Angola) de Sousa, a 25 de Abril de 2020, em Homenagem aos Autores Activos do 25 de Abril, dia da Revolução dos Cravos em Portugal, dia da queda do famigerado regime ditactorial fascista e colonialista de Salazar e da instauração da Democracia Portuguesa e que, culminou nas justas e reconhecidas Independências das ex-Colónias Portuguesas e de seus Povos respectivos, em todo o Mundo…

“Viva o 25 de Abril de 1974, dia da libertação do pensamento e da liberdade de falar e opinar, em Portugal…”

quarta-feira, 18 de março de 2020

A favor da amizade sincera e honesta mundial



“Revisando Paradigmas E Tabus E Substituindo-os Por Sinergias Vibratórias”

A olhos vistos aumenta a minha fé
Acredito na victória da consciência
Sinto o juízo a crescer-me na cabeça
Fervilha-se-me o cérebro com bom senso
Há boas ideias a borbulharem numa roda-viva
Inovo e renovo o pensamento e a ainda mais a imaginação

Concorro para observador-mor do Universo e arredores
Fico quieto num dos cantos superiores da bancada
Admiro a paisagem em frenesim de braços no ar
O mar agita-se numa vibração incontrolável
Sinergias movimentam tudo em volta
Desligo da tomada o fio preso a mim

Descarrego as frustrações ao largo
Deito pela borda fora as maluquices
Agarro em contentores que esvazio à toa
Fixo a atenção num crucifixo feito de arame
Sangra por si a baixo como eu sangro do cérebro
Choro com um misto de molho de tomate e soro nos olhos…

Arrebento com tabus e anteriores paradigmas enquanto quebro rotinas…

Escrito em Luanda, Angola, a 17 de Março de 2020, por Manuel (D’Angola) de Sousa, a favor da Amizade Sincera e Honesta Mundial e pela Reconstrução Conjunta e Solidaria da Economia Global, mais justa e equilibrada e harmonizada, entre Países mais pobres e mais ricos…

“Viva o Espirito Global da Harmonia do Equilíbrio e da Paz Fraternal entre todos os Povos da Terra…”

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Mais Um Poema...


“Egocêntrica Energia Espirito Da Eterna Vida Fluida Advinda Dos Confins Cósmicos”

A energia espirito trouxe-me consigo dos confins do Universo
Implantou-me no gérmen das imortais sementes da Vida
Semeou-me ao acaso por todo o lado no fecundo ocaso

Transformou-me em imensa panóplia de animais e plantas
Insuflou em mim o fluido sequencial da essência Cósmica
Fez de mim uma mera parábola de reencarnações sem fim

Há muito sou uma sequência de transmutações transmórficas
Transformo-me em vento e água e em terra em perfeita simbiose
Em momento algum deixo a sucessão evolutiva do passar do tempo

Alimento-me sempre de sonhos e ilusões materializadas fantásticos
Imagino-me dentro e fora do corpo e de outros aspectos físicos
Embarco e desembarco constantemente em Mundos díspares

Passo de oito a oitenta em um nada que mal se sente ou vê
Decaio em decadência célere à velocidade do som e da luz
Mexo-me e remexo-me quase à vontade no seio da Inteligência

Há quem diga que sou Divino e que todos somos somente um Sêr
Não tenho quaisquer dúvidas por dissipar ou questões a pôr
Coloco-me de frente para o Sol a receber seus raios luminosos

Evaporo-me em ciclos eternos e pingo por toda a Aurora existencial
Formo-me num imenso arco-íris pejado de mil côres espectaculares
O Juízo e a Consciência cobrem e tingem-me de pigmentos a pele natural…

Torno-me desapercebido e abstracto ao facto de ser uma egocêntrica máquina…

Escrito em Luanda, Angola, por Manuel (D’Angola) de Sousa, a 3 de Fevereiro de 2020, em Homenagem aos Místicos, aos Espiritualistas, Filosóficos, Teosóficos e a todos os que buscam a Razão da Vida Existencial e da Fonte de sua Origem, Criação e Disseminação, por todos o quadrantes do Universo Astral Cósmico material e físico e ainda, etérico e espiritual…

“Aos Rosacruzes e à Incomensurável E Infinita Alma Cósmica, Inteligente e Criadora Essência da Vida Existencial Universal…”

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Um Poema


“A Mastigar Sem Parar De Estar Atento À Vasta Luz Do Eterno Ovo Cósmico”

Mastigo com uma parte da boca e com a outra não
Bocejo armado em mastodonte já extinto há muito
Passei com o tempo de carnal a sêr de aspecto puro
Quiçá fui invisível e sou agora um pouco mais visível
Vim do nada e pretensiosamente transformei-me em luz…

Andei pelo formato vegetal de hortas em jardins afins
Vim das sementes de frondosas florestas marinhas
Cheguei ao ponto de mastigar folhas e ramos crus
Transmutei de uma árvore da selva em bicho da sêda
Arrastei-me sim e icei-me momentos passados depois…

Aqui estou eu a olhar para as estrelas e tentar contá-las
Nos pulsos uso pulseiras feitas de tecidos e de contas
Sonho em desprender-me desta rocha e libertar-me além
Conjecturo desde o início atingir o fim de meus objectivos
Reúno-me com o resto do cosmos original a idealizar a multiplicação…

Saio da casca do ovo filosofal onde também nasceu a Terra para o imaginário…

Escrito em Luanda, Angola, por Manuel (D’Angola) de Sousa, a 16 de Janeiro de 2020,
em Homenagem a todos aquelas e aqueles Cientistas, Estudiosos, Professores e  Observadores que, para além de pacientemente perscrutar o incomensurável Espaço e o Universo e todos os possíveis eventos e fenómenos espaciais, buscam novos Galáxias, Astros Solares e outros e Planetários e tudo o que para la é detectar ou observar a partir do Planeta Terra…

“A estes Heróis da Observação Astronómica, vai o meu profundo respeito e a eles, como muitos de nós Humanos, deposito toda a confiança para que se mantenha a esperança de um dia, estarmos mais avançados a explorar os novos Mundos, ora observados e catalogados…”   

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

A Poesia de Manuel (D'Angola) de Sousa



“Aquém E Além De Mim Mesmo Já Não Há Volta A Dar Ao Destino”

Estou redondamente decepcionado
Nunca pensei encontrar tal vida
Supunha-a muito mais prática

Arrependi-me tão logo abri olhos
Chorei compulsivamente para voltar
Lamento não ter ficado agarrado à origem

Ninguém em absoluto me entende
Ando frustrado desde então
Desejo desviar o rumo

Apago do livro o passado
Não aceito ter vindo das cinzas
Nego ainda o pó que me acoberta

Sinto-me como uma errante alma penada
Nem vale a pena reclamar muito
Meu destino já está traçado

Grito a sós por socorro
Seguro-me bem à bóia salva-vidas
De nada me vale esconder-me atrás de mim mesmo

Jamais me será permitido voltar ao princípio de tudo
Queira eu ou não reiniciar noutra condição
O caminho leva-me sem apêlo…

Escuto além cancões de todos os tempos e existências a uma só voz… 

Escrito por Manuel (D’Angola) de Sousa, a 5 de Novembro de 2019, em Luanda, Angola, em Alusão a toda a Matéria que suporta o milagre da Vida Existencial e que, na forma de Astros vários e de uma infinita multidão de Galáxias, suporta a formatação presencial da Alma Cósmica em todos os recantos do maravilhoso e supra intrincado Universo…

“Viva a Suprema e Omnisciente Inteligência, que está em cada um e em todos nós, e ainda, em todos os recantos Cósmicos do Universo, sob as mais variadas e múltiplas formas de Vida e sob Sua Orientação, Plano e Comando…”

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Manuel (D'Angola) de Sousa: Um Poema


“Na Ponta De Um Pincel Feito De Silábicas Palavras E De Fonéticas Existências”

Partilho tudo com a Humanidade e até a Alma
Ao primeiro sopro Divino levanto do pó e do barro
A primeira coisa que faço é ir à fonte Cósmica beber água

Personalizo-me no interior da matéria rígida
Formato a personalidade identificativa e assumo
Alguém me baptiza à força e chama-me nomes à parte

Ainda grito e choro pela primeira vez reclamando
Chamo pelos três Anjos da Criação sem me lembrar deles
Esqueço como se chamam e no que acabaram por me transformar

Sinto-me como que um menino do coro e do Paraíso
Alimentam-me de papas de trigo e cevada de bibe enfiado
Sou mimado por todos e ainda pela Babá e pelo Jardim de Infância

Há quem me trate por bebé do princípio ao fim
Vivo com o pêso das sucessivas fraldas e suas memórias
Convencem-me um dia a sentar no penico das necessidades

Jogo ao berlinde pela primeira vez num campo
Deixo de suportar o cheiro da cebola e do leite de vaca
Dou meus primeiros passos e fonetizo as primeiras silabas

Percorro a calçada decorada aos saltos e ao pé-coxinho
Marco passo a disparar setas num longo arco em marcha lenta
Não me recordo mais onde está a meta ou o objectivo traçado a pincel…

Reencarno em mil e um corpos astrais pelo Universo e ando nas calmas pela Existência…

Escrito por Manuel (D’Angola) de Sousa, em Luanda, Angola, a 25 de Setembro de 2019, em Homenagem a todos os Seres que Pronunciaram o Verbo e o Sentido Fonético do Aventureiro Desejo Divino, ao longo de toda a Existência e de Suas Omnipresença e Omnisciente Manifestação ao longo de todo o Universo Cósmico, desde os mais recônditos e infinitos quadrantes aos mais próximos, e tanto aos níveis imaginário e abstracto, como nos âmbito real e concreto da Realidade e em todos os seus planos invisíveis e visíveis…

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Um poema de Manuel (D'Angola) de Sousa


“Refugiado Debaixo De Pontes Vãs Como Um Incipiente Indigente Astral”

Armadilho as esquinas e os cantos à casa
Chovam picaretas e eu serei a desviar-me delas
Caiam canivetes e arrecadarei cada um deles na bolsa

Leio de viés mensagens semi encriptadas
Refugio-me debaixo duma ponte cheia de indigentes
Incipiente é a minha superficial visão do vastíssimo Interior

Afinal quem é o Deus que se diz sêr e me segue
Calcorreio as páginas de livros inteiros e aqueles sacros
Perfilo-me pelos que me antecederam junto ao muro mental

Vivo encrustado em limites circunstanciais
Procuro no fundo do bolso as cruzes quase todas
Dou a volta ao texto e a uma boa parte da cabeça zonzo

Como insipidamente com as mãos e o largo desejo
Entrego emendas feitas e ementas diárias a curiosos
Sujo a imaculada paisagem com um olhar deveras poluto

Pedalo uma bicicleta transformada em triciclo fixo
Fragilizo-me a arrancar penas de galinha a um pavão
Comporto-me que nem uma besta de nome impronunciável

Abano perigosamente o capacete de aço
Espreito por um caniço fino furado para Saturno
Relincho a bom som que nem um Pégaso armado em Condôr…

Sonambulizado meto-me por atalhos labirínticos até que ultrapasse a fase lunar…

Escrito em Luanda, Angola, por Manuel (D’Angola) de Sousa, a 16 de Setembro de 2019, em Homenagem à minha Mãe e todas as Mães Humanas e da Natureza e a todas aquelas que, eventualmente, existam na imensidão do Cosmos Material e Psíquico, deste nosso tao incomensurável Universo e outros que, quiçá, existam paralelos ao nosso e em outras dimensões, sejam elas do Pensamento ou em um plano Físico qualquer diferenciado…

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Manuel (D'Angola) de Sousa: Poemas


1.

“De Fome Ôca E Sem Quaisquer Factores Lógicos Ou Sonoros Sempre A Subir Ao Nadir”

Alimento-me rápido da acelerada vibração primaveril do início
Giro à volta do meu próprio eixo centralizado de rotação
Gravito em autêntica apoteose preso à forca da gravidade
Colo a cabeça a um monte de entulho de desperdício nuclear
Dou comigo a praticar uma exótica dança atómica particular
Respiro com dificuldade para dentro e para fora duma garrafa

Faço bolinhas de sabão com o oxigénio contido numa botija
Enervo-me tanto que dou comigo a arrancar ervas daninhas
Oculto-me atrás de recônditos cantos obscurecidos pela ignorância
Rebento com a correnteza forte com uma simulada granada de imitação
Visto a pele nua sem quaisquer ossos animais ou espinhas adicionais
Agrego valor numa pilha bem grande a perder de vista de lixo

Entro no processo colectivo do linchamento de ratos e baratas
Alio-me vorazmente à brigada de extermínio de pestes e pragas
Desalmo-me ainda mais quando estou deveras desalmado e sem jeito
Espremo borbulhas de gasosa à mão com as pontas dos dedos trémulos
Estendo a rede de comunicações para além do alcance da maldade
Protejo inocentes e os ingénuos como um ponto crucial assente

Sento-me na berma do declive ingreme duma pirâmide a vêr o pôr-do-sol
Arquejo com o pêso da humildade modesta que quase fico marreco
Subo com corda ao topo dum cume de formato totalmente cónico
Encontro-me na rota de colisão com um cómico que me desinforma
Faço-me quieto para não ser visualizado pelos julgadores caluniosos
Desvio atenções para os telhados de manjedouras ocultos a bocas abertas…

Mato a fome com a projecção de pensamentos abstractos e subjectivamente ôcos…

Escrito em Luanda, Angola, a 26 de Agosto de 2018, por Manuel (D’Angola) de Sousa, em Alusão à necessidade de todos nos primarmos por comportamentos e atitudes transparente e de extremas sinceridade, honestidade ética, responsabilidade e elevado grau de consciência, em nossa relação diária com o Mundo e com as Sociedades Civis onde nos inserimos…

Ainda, em sincera e sentida Homenagem ao ora malogrado Senador John McCain, sobretudo, por ter sido um exemplo de Homem Defensor honesto e afincado de seu Povo Norte-Americano e das Políticas mais correctas, justas e maior interesse para o seu País, independentemente de ter sido um dos actuais grandes Líderes do Partido Republicano Norte-Americano…   


2.

“Viro A Página Final Com Um Fenomenal Pulo Para Cima E Para Baixo Num Colchão De Molas”

Pulo para baixo e para cima na vida num colchão de molas
Corro contra o tempo pulando as intemporais barreiras temporais
Estraçalho a matéria carnal que me cobre e dispo-me eventualmente

A meio de imenso estardalhaço travo o caos com o sinal da mão
Varro tudo em um instante diminuto para debaixo do tapete da sala
Cubro o resto a cochichar sobre os restantes factos e provas incomprovadas

Abro a mente de lés-a-lés e de viés ao final de cada início de manhã
Comove-me ficar o dia inteiro à janela com ela aberta para a eternidade
Por muito que concentre a vista interior em visualizações continuo meio vesgo

Dou com a cabeça num poste para tentar acender lá dentro a luz
Fico apagado num quase total e longo apagão por noites repetidas a fio
Mesmo cortando com uma tesoura afiada a fita das inaugurações sinto-me cego

Mergulho na fonte tida como aquela original de muitos desgostos
Bebo água fresca dôce e entorno metade do copo de cristal raro em cima
Molho o cabelo com o recém-novo penteado feito num dispendioso cabeleireiro

Viro a página dos paradoxos e dos termos contraditórios e fecho o livro
Desligo a ficha com a maior rapidez possível para não ser impedido por nada
Encerro o capítulo usando em parte algo imperceptível do genuíno verbo sagrado

Apago toda a possível sinalética diabólica do pensamento simbolizante
Rasgo as vestes de quem as deixou penduradas no meu caminho para a iluminação
Pinto o arco-íris do amor e da paz em meu peito aberto e nas bandeiras que transporto…

Ultrapasso entraves tidos como intransponíveis andando como um andarilho sobre pernas-de-pau…

Escrito em Luanda, Angola, por Manuel (D’Angola) de Sousa, a 25 de Agosto de 2018, em Alusão e a favor das tradições populares, mas, simplesmente por altura de festas de teor e prática folclórica, evitando exageros que impeçam a mudança de paradigmas conservadores e a adaptação a novos e modernos métodos, sistemas, filosofias e tecnologias, para permitir a fluidez constante da evolução e modernidade da cultura social, em geral…