Uma Revista que se pretende livre, tendo até a liberdade de o não ser. Livre na divisa, imprevisível na senha. Este "Estudo Geral", também virado à participação local, lembra a fundação do "Estudo Geral" em Portugal, lá longe no ido século XIII, por D. Dinis, "o plantador das naus a haver", como lhe chama Fernando Pessoa em "Mensagem". Coordenação de Edição: Luís Santos.
domingo, 17 de março de 2024
Paulo Borges, curso online
sábado, 17 de dezembro de 2022
Academia Agostinho da Silva
Nem tudo vale o mesmo. Há o que
promove o pleno desenvolvimento humano, pessoal e comunitário, e o que apenas
satisfaz os interesses e desejos de ilusão, preservação e engrandecimento dos
egos individuais e colectivos. Há exemplos de vida virtuosa, posta ao serviço
do bem dos humanos e de todos os seres, e exemplos de vida pequenina, serva do
aumento do próprio umbigo, individual ou colectivo. Uma sociedade e civilização
que entroniza e idolatra os heróis da competição e do sucesso exterior- seja
empresarial, político, artístico, literário, académico ou desportivo - está em
profunda decadência e arrasta consigo os mais jovens, a quem não oferece
modelos de pleno florescimento humano, exemplos de sabedoria, amor e compaixão.
É uma sociedade e uma civilização que se corrompe e dissolve, tornando-se na
melhor das hipóteses o húmus do germinar de novas sementes de consciência e de
Vida.
Paulo Borges
#irmânia
https://www.facebook.com/hashtag/irm%C3%A2nia
sexta-feira, 11 de novembro de 2022
Ulisses de Paulo Borges
Partiu há pouco o meu querido
Ulisses, o animal com quem senti mais conexão dos muitos que se cruzaram comigo
nesta vida. Ensinou-me muitas coisas, sobretudo com a sua morte, que me deixou
o ser nu, lavado das muitas futilidades e distracções em que me tenho enredado.
Vejo-te, Ulisses, a regressares à Luz sem forma de onde tudo vem. E, agora que
não tens corpo, reconheço-te em todos os seres e coisas, em todo o lado. A
morte é um dos aspectos mais sagrados da vida, como fizeste sentir a mim e à
Daniela enquanto acompanhávamos a tua lenta, serena e silenciosa despedida. Que
as minhas orações e as de todos os amigos que se quiserem juntar a elas sejam
as asas que te levem mais lesto para o Infinito. Na tradição do Buda usamos o
mantra da compaixão - Om Mani Padme Hum - , mas todas as palavras e sons puros
são bem vindos para te acompanhar e a todos os seres que estão a fazer a mesma
Viagem. Sim, que contigo nos leves a todos para a Luz infinita! Que todos os
seres sejam livres e felizes, agora e sempre! Que todos despertemos deste sonho
de haver vida e morte!
E, por falar em partidas, foi adicionada uma música que é da responsabilidade do editor, aqui: https://www.youtube.com/watch?v=MzGpYtR1v4U
sexta-feira, 28 de outubro de 2022
Peregrinação à Índia
sábado, 17 de agosto de 2019
sexta-feira, 24 de novembro de 2017
"O Apocalipse sobre Fernando Pessoa e Ofélia Queirós", livro de Paulo Borges
"Sozinho, no cais deserto, nesta Hora sem tempo
Olho pro lado da barra, olho pro Infinito
Olho sem olhos, corpo-alma transido de saudade
Olho a fúria deste céu de crepúsculo e tempestade
E a Distância começa em mim a girar
A Distância começa em mim a girar
A Distância começa em mim a girar"
"Sou A-que-não-é, A-que-não-foi, A-que-jamais-será
A matriz imensa que a tudo dá à luz, nutre, reabsorve e recria
A mãe, irmã, esposa e amante de todos os seres e coisas
O Alfa-Ómega
A Toda-Poderosa que nada pode senão tudo amar
A infinita saudade que há em todas as coisas
O Infinito-Saudade"
"Não apareci senão para te iniciar ao Amor
Para te insuflar boca na boca o Fogo-Sopro do mundo
Para unirmos os corações ardentes
No íntimo da carne iluminada"
"Ah, quem me desencantará?
Quem me reconhecerá?
Quem me beijará o coração?
Quem me amará e fecundará?
Quem erguerá a mão, encontrará hera
E verá que “ele mesmo era
A Princesa que dormia”?"
"Cesse aqui todo o pensamento, imaginação e linguagem
Dissipem-se todos os véus de conceitos, palavras e símbolos
Finde tudo o que a musa antiga canta
Que outro valor mais alto se levanta
Nada acrescentemos ao espanto, perplexidade e maravilhamento
Deste imenso esplendor e prodígio!"
"Vinde a nós, ó vós todos em cujo íntimo desde sempre habitamos!
Vinde a nós, ó vós todos em cujo coração agora mesmo ressurgimos!
Vinde, ó vinde, vós todos que sois Todo o Mundo e Ninguém!
Ó vós todos, povos-seres de todo o cosmos que trazeis no coração um Mundo Novo!
Aqui e Agora vos convocamos
É a Hora da Grande Mutação
A Hora das Horas
A Hora dos quatro tempos refluírem para o centro anterior a tudo
E ressurgirem como o Quinto
O Império sem império
A Era sem tempo
A Era sem era do despertar da consciência-coração na visão-amor universal!
Ó excelsas irmandades e confrarias do Quinto Império sem império nem imperador a não ser a coroada criança que dança de roda e olhos atónitos num rodopio de espantos, pombas e rosas!
Ó excelsas irmandades e confrarias do Império do Santo Espírito, que ninguém sabe de onde vem nem para onde vai, sopra onde quer e fala um silêncio de todas as línguas!
Ó excelsas irmandades e confrarias dos amantes andróginos, que conduzem ao altar interno o masculino e o feminino e o unem em Núpcias mais vastas que o espaço que explodem em festas e folias de amor por todos os seres e coisas!
Vinde a nós, ó vós todos, que é a Hora!
É a Hora!
A Hora!
Agora!
Valete, Fratres!
Saúde, Irmãos!"
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
Paulo Borges*
Não te foques no negativo. A realidade é infinitamente mais vasta que a tua percepção. Há muito mais seres no cosmos, desde sempre felizes e livres de sofrimento ou que se tornaram para sempre felizes e livres de sofrimento, do que os sete mil milhões de humanos e o número imenso de animais que parecem estar sempre ou muitas vezes a sofrer neste minúsculo grão de pó da realidade universal chamado Terra. E a grande notícia é que, quando um ser desperta e se livra para sempre d...o sofrimento, isso é irreversível e há mais uma fonte de energia positiva para o mundo, que vai acelerar a libertação universal. Isto significa que mais tarde ou mais cedo todos os seres despertarão e se libertarão. Vê as coisas assim e tem confiança. Mas desenvolve compaixão por quem sofre, a começar por ti mesmo, e pratica com todo o empenho uma via espiritual para que tu e todos o mais rapidamente se libertem. Não te atrases, pois és o universo e atrasares-te atrasa a libertação universal. Ao avançares, todos avançam. Ao libertares-te, todos se libertam. No fundo sem fundo de ti e de todos os seres já há desde sempre uma liberdade, uma paz e uma felicidade infinitas. Por isso todos as procuram. Trata-se apenas de as descobrir aqui-agora e não mais as buscar no exterior. Cultiva esta visão e deixa para trás a tristeza, a depressão, a raiva e a doença. Foca-te no bem que há em tudo. Mesmo no que parece ser o mal e a dor, pois é isso que nos incita a praticar pela libertação de todos. Cultiva uma visão pura acerca de tudo. Descobre o sentido bom, profundo e positivo de tudo o que acontece. Pois isso é despertares e despertares é seres a luz do mundo.
in, https://www.facebook.com/pauloaeborges , 14/10/2017
* Professor do Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
quarta-feira, 5 de julho de 2017
Desaprender e reaprender tudo. Deixar de viver mortos. Despertar
Paulo Borges
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Uma Festa
Paulo Borges
Uma festa elegante ao fim do dia num terraço de Lisboa sobre o rio. Serviram uma bebida e uns aperitivos. E depois algo mais forte. O conhecimento de que somos uma consciência que, ao aprofundar a mínima percepção, pode chegar a tudo. Instaurou-se um silêncio estranho. O silêncio estranho de quem começa a ver e a sentir. A experimentar o que é realmente estar vivo.
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Presidenciais 2016
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Presidenciais 2016
"Candidato-me a presidente da República porque é a Hora de assumir que desde sempre e cada vez mais existe Outro Portugal, que irrompe por entre as brechas do asfalto do Portugal institucional, como rebentos de ervas primaveris. Esse é o Portugal real e profundo, o Portugal da natureza, das pessoas e de todos os seres vivos, o Portugal das nossas vidas e dos nossos sonhos, o Portugal das alegrias simples e boas de viver, contemplar, criar e amar, o Portugal da dádiva e da partilha desinteressadas, o Portugal das amizades e dos afectos, o Portugal do haver tempo para tudo e da suprema vocação de “poeta à solta” de que falava Agostinho da Silva"
quarta-feira, 29 de abril de 2015
sábado, 28 de março de 2015

Paulo Borges
sábado, 28 de fevereiro de 2015
Paulo Borges
Círculo do Entre-Ser
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Acabo de ouvir a ministra das Finanças na televisão a dizer que já não se importa tanto de perder tempo nas filas de trânsito porque haver mais veículos na estrada é sinal de retoma económica... Triste cegueira de quem só pensa em termos de crescimento económico e não vê o impacto irreversível e destrutivo deste modelo de economia no planeta... Uma verdadeira aula em directo de deseducação ambiental. Os governantes não lêem os relatórios científicos sobre o estado crítico da relação do ser humano com a Terra e sobre o tremendo impacto poluente e de efeito de estufa do dióxido de carbono emitido pelos meios de transporte e do metano emitido sobretudo pelas vacas, industrializadas e exploradas para nosso consumo? Somos governados pela ignorância, activa ou passiva, e o pior é muita gente ser cúmplice disto. O antropocentrismo a destruir a humanidade, destruindo a vida.
Paulo Borges
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
O Coração da Vida
Paulo Borges
"Introdução", O Coração da Vida
"Escrevo e publico este livro com a convicção profunda de que pacificar a mente e despertar a consciência, levando-a ao pleno desenvolvimento de todas as suas ilimitadas potencialidades cognitivas e afectivas, deve tornar-se o centro das nossas preocupações e investimentos pessoais, sociais e políticos. Com serenidade, sabedoria, amor e compaixão, encontraremos as soluções mais adequadas para todos os problemas sociais, políticos, económicos e ambientais. Sem serenidade, sabedoria, amor e compaixão, todas as pretensas soluções sociais, políticas, económicas e ambientais jamais deixarão de se converter em novos e maiores problemas, como em geral tem acontecido. A humanidade paga muito caro a recusa da espiritualidade, que, insisto, não é religião, mas a expansão fraterna e activa da consciência. É isto que temos de mudar, se queremos realmente mudar alguma coisa. É a isto que chamo política da consciência, que começa pelo que se pode chamar a micropolítica da mudança de cada uma das nossas mentes e pela educação de cada um de nós e dos mais jovens para sermos mais conscientes da interconexão e interdependência de todas as formas de vida e dos ecossistemas, numa ética da responsabilidade e da solidariedade universal. A política da consciência é também a proposta de uma profunda mudança do paradigma dominante na política e, sendo transversal a todos os quadrantes ideológicos e partidários, transcende o espectáculo em geral triste e o horizonte estreito da política partidária e convencional, mediante uma visão de Bem Comum universal e integral que não desconsidera os seres não-humanos e os ecossistemas nem os factores internos, mentais e emocionais, da felicidade que todos procuramos, assumindo-os como parte das necessidades fundamentais de todo o ser humano. A política da consciência reúne contemplação e acção na acção integral, interna e externa, em prol de uma sociedade mais pacífica, solidária e desperta. Com efeito, como veremos, voltar a atenção para o interior e observar os movimentos da mente, deixá-los dissolver-se e repousar num estado calmo, claro e aberto, livre da fictícia separação entre eu e outro, pode revelar-se o fundamento indispensável de uma vida saudável e a acção interna que é a fonte de toda a acção externa justa e esclarecida, amorosa e compassiva. O estado do mundo e a tremenda violência contra a Terra e os seres, humanos e animais, são o espelho do contrário disto. Não há mudança de paradigma sem reunião da contemplação e da acção. Cremos ser este um dos desafios fundamentais do mundo contemporâneo, equidistante do extremo de uma contemplação sem acção externa e assim degradada numa experiência intelectual desprovida do calor e do dinamismo do amor e da compaixão, bem como do extremo oposto da obsessão do agir externo desprovido de visão e do mesmo dinamismo amoroso e compassivo e assim convertido numa agitação e activismo pouco esclarecidos e beligerantes que são parte de todos os problemas e de nenhuma solução"
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
"Fazer acontecer", "produzir"?
sábado, 18 de maio de 2013
Exercício de Revolução Silenciosa
Concentra-te no centro do peito, no coração da energia subtil e profunda, sentindo e se possível visualizando que há aí uma pequena chama luminosa, como a chama de uma vela ou um pequeno sol, que é a tua natureza profunda. Ela está viva e é ela que em ti respira em cada inspiração e expiração. Ao inspirares sente então que essa chama absorve em si, por compaixão, toda a negatividade, doenças e problemas que possam existir em ti, conhecidos ou desconhecidos, sob a forma de um fumo cinzento que, ao tocar a luz do coração, nela imediatamente se dissolve e transmuta, aumentando o seu brilho, intensidade e calor. Repousa então com a respiração suspensa com os pulmões cheios durante uns momentos, sentindo a intensificação da luz e do calor. Expira então, sentindo e vendo que do coração essa luz e esse calor irradiam, por amor, impregnando-te totalmente e levando-te tudo o que há de melhor e mais benéfico e mais necessitas: saúde, paz, alegria, felicidade, sabedoria e amor por ti e pelos outros. Repousa então de novo com a respiração suspensa com os pulmões vazios durante uns momentos, sentindo a plenitude desta experiência. Prossegue inspirando e expirando assim até que todo o teu corpo e todo o teu ser transpareçam e irradiem luz, calor e felicidade.
É então o momento de convidares para diante de ti os seres que te forem mais queridos, que amas mais incondicionalmente, esperando menos algo em troca. Sente-os e se possível visualiza-os claramente à tua frente. Sente e visualiza que a luz no teu coração inspira e transforma igualmente em si, por compaixão, tudo o que possa haver nesses seres, tal como em ti, de menos positivo, repousa uns momentos suspendendo a respiração nesse calor e luz e depois irradia-os ao expirar levando a eles e a ti, por amor, tudo o que houver de melhor, mais benéfico e necessário, fazendo como antes, até que tu e eles se tornem igualmente transparentes, luminosos e irradiantes de saúde, paz e felicidade.
Prossegue assim, abrindo cada vez mais a mente e o coração e expandindo o círculo da prática, convidando para diante de ti, por esta ordem - e vendo-os sempre a sair do teu coração e do coração dos teus entes queridos, de vós inseparáveis - , os teus amigos, aqueles que te são indiferentes, aqueles de quem não gostas e por quem tens aversão, adversários ou inimigos, os seres que vivem na mesma casa, edifício e quarteirão que tu, na mesma cidade ou localidade, no mesmo país, no planeta e no universo, humanos e não-humanos, visíveis e invisíveis, pensem, digam e façam o que pensarem, disserem e fizerem. Sente que ao inspirar e transformar a negatividade de cada vez mais seres a compaixão aumenta, que ao oferecer a luz a mais seres o amor aumenta, bem como a alegria e a imparcialidade, sentindo o mesmo por todos, sem exclusões nem preferências.
À medida que a luz em ti incluir mais seres sente o aumento do poder, benefício e alegria da experiência, sentindo que o aumento da luz a partir do coração, ou seja, da sabedoria, amor, compaixão, alegria e imparcialidade, é a progressiva manifestação da tua e nossa natureza profunda, comum a todos os seres, e que a dissolução do apego a alguns, bem como da indiferença e da aversão pelos outros, é a dissolução do teu e nosso ser egocêntrico e fictício, com toda a sua estreiteza, juízos e preconceitos. Aprecia o privilégio de poderes fazer isto, dissolvendo os medos, conceitos, emoções, muros, frieza e raivas que te oprimem e limitam.
À medida que a luz em ti inspira e expira tu e todos os seres convertem-se na própria luz. No final nada és senão luz que inspira tudo o que houver a inspirar em todos os seres em tudo o universo, o transforma em si e o expira oferecendo-se igualmente com todo o bem a tudo e a todos, sem qualquer excepção ou discriminação. Numa expiração deixa que essa luz tudo dissolva em si mesma, incluindo tudo o que imaginas ser e existir, e repousa tanto quanto quiseres nesta experiência, sem pensar, dizer ou fazer nada.
Afinal nada és e nada há senão o que desde sempre nós e todos os seres verdadeiramente somos: luz sábia, amorosa e compassiva, livre de todos estes conceitos.
Façamos isto no mínimo uma vez por dia, de preferência de manhã, recordemos ao longo do dia que o fizemos por todos os seres que virmos, ouvirmos ou em que pensarmos, e o mundo será inevitável e irreversivelmente outro, sem ruído, conflitos, vencedores ou vencidos.
Boa prática!
sexta-feira, 1 de março de 2013
Não sou um bombista nem as suas vítimas na Síria
sábado, 23 de fevereiro de 2013
A educação das nossas crianças...
- Thich Nhat Hanh, The Heart of the Buddhas’s Teaching, Londres, Ryder, 1999, p.150.
Uma das bases mais evidentes da falência do actual sistema é a educação. As famílias, ou seja, nós todos, pouco mais fazemos em geral do que orientar as crianças e jovens para se tornarem iguais aos adultos que somos, supostamente mais experientes e conhecedores, mas que na verdade quase só sabemos como competir e trabalhar para sobreviver e consumir, distrairmo-nos de vez em quando para voltar à rotina de sempre e ser infelizes a vida toda. E depois esperamos que a escola continue o mesmo processo. O resultado é, mais do que o insucesso escolar, o insucesso da escola para cumprir uma verdadeira função educativa e o crescente mal-estar nesta civilização, onde as potencialidades mais profundas do ser humano, como a expansão da consciência, a criatividade, a amizade e o amor desinteressados, a generosidade e a partilha, a empatia com a natureza e todas as formas de vida, são recalcados pela pressão familiar, escolar, social e profissional, dando lugar a seres divididos, em luta contra o melhor de si mesmos e por isso em constante conflito com os outros, que morrem com remorsos de não haver vivido plenamente. Necessitamos urgentemente de outras escolas e de outra escola, mas isso não vai acontecer, globalmente, enquanto a sociedade estiver dominada pela economia de mercado e pela ganância capitalista, da qual somos todos cúmplices e responsáveis. Não basta lutar por mudanças sectoriais sem pôr em causa a estrutura fundamental do sistema.
Paulo Borges



















