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quarta-feira, 14 de março de 2012

A língua portuguesa é um "instrumento" para estabelecer comunicação

Respeito a controversa portuguesa que determina a não aceitação, por muitos, do novo acordo ortográfico, embora julgue que se confunde "ortografia única" da língua portuguesa com uma ameaça à nacionalidade ou identidade portuguesa.

No entanto, há que não esquecer que a lingua portuguesa é um "instrumento" para estabelecer comunicação entre as pessoas. Só existe apenas um fator para definir uma boa comunicação. Se ela comunica, ou não, e esta se modificará eternamente, porque depende das pessoas, que não são estáticas, e ai temos um problema, porque se as pessoas mudam, a mudança na comunicação é inerente. E o que fazer nesse caso?

Os meios de comunicação e o povo nas ruas, dão testemunhos a todo o momento.Observamos as diversidades da linguagem portuguesa na lusofonia em muitas latitudes.  O AO 90 estabelece normas para que não fiquemos pior, pois as variantes da língua portuguesa vão ser cada vez mais, o que nos pode a levar a um distanciamento e ao surgimento de "outras" línguas.

Como exemplo, cito as palavras de Amélia Mingas  em "O português em Angola: Reflexões", no: VIII Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (vol. 1). Macau: Centro Cultural da Universidade de Macau, 1998 pp. 109-126 cit em INVERNO, Liliana. A transição de Angola para o português vernáculo: estudo morfossintáctico do sintagma nominal (em português) :

(...) uma nova realidade linguística em Angola, a que chamamos "português de Angola" ou "angolano", à semelhança do que aconteceu ao brasileiro ou ao crioulo. Embora em estado embrionário, o "angolano" apresenta já especificidades próprias (...). Pensamos que, no nosso país, o "português de Angola" sobrepor-se-á ao "português padrão" como língua segunda dos Angolanos.

Enfim, será bom refletirmos sobre a dinâmica da língua e a importância de continuarmos a conseguir comunicarmo-nos em língua portuguesa. Ou não valerá a pena esta luta pelo norma ortográfica?   Disse o poeta: "tudo vale a pena quando a alma não é pequena".

Margarida Castro
12.03.12

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Museu da Língua Portuguesa abre expo sobre Fernando Pessoa

O Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, abriu ontem (24) ao público a primeira exposição que tem como tema um autor português. Depois de homenagear grandes nomes da literatura nacional, como Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Machado de Assis, Fernando Pessoa, Plural como o Universo mostra diversas facetas daquele que foi um maiores poetas do século 20.

“Nosso propósito básico é levar Fernando Pessoa à vida do cidadão que não o conhece, e que portanto encontrará um linguagem acessível. E também àqueles que já estão familiarizados com seus versos, que terão a chance de descobrir aspectos e conceitos novos”, diz um dos curadores, Carlos Felipe Moisés.

Além dos conhecidos heterônimos de Fernando Pessoa: Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos, estão expostos poemas de outros menos conhecidos, como o Barão de Teive, o prosador suicida. Na exposição estão também algumas raridades, como a primeira edição do livro Mensagem, único publicado pelo poeta em vida, e os dois números da revista Orpheu, marco inicial do modernismo em Portugal.

O mar está presente em todas as salas da mostra – diferentes tons de azul da água e do céu remetem o visitante à época das grandes navegações e dos descobrimentos. Figuras que representam o casario de Lisboa também estão espalhadas pelas salas da exposição. “A ideia é sugerir viagens mentais e espirituais, em torno das ruas de Lisboa, das aventuras dos heterônimos e de Pessoa”, ressalta o cenógrafo Hélio Eichbauer.

No primeiro dia aberto ao público, os estudantes foram os principais visitantes da mostra. Felipe Guimarães, que está no ensino fundamental, ficou entusiasmado com os recursos tecnológicos utilizados na exposição. “Gostei de ver as poesias sendo escritas em cima da praia”, diz, se referindo a projeção dos versos de Fernando Pessoa sobre um cenário que imita a areia.

A exposição vai até o dia 30 de janeiro. O museu, que fica na Praça da Luz, no centro da capital, funciona de terça a domingo das 10h às 18h. Informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3326 0775.

Fonte: Agência Brasil - Bruno Bocchini
http://www.revistamuseu.com.br/noticias/not.asp?id=25352&MES=/8/2010&max_por=10&max_ing=5#not

in, dialogos_lusofonos@yahoogrupos.com.br
25/8/2010