No Canto IX dos Lusíadas, Ilha dos Amores, «Camões dá este conselho pedagógico aos portugueses: os meus amigos, se querem alcançar o Céu na terra, tratem do seu navio, mantendo-o em ordem, com disciplina a bordo, porque um dia a Ilha dos Amores aparece».

Agostinho da Silva


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

a mente mente... e desmente, absolutamente


Quão extraordinária força da evolução da natureza, da própria vida, a mente humana e a sua enormíssima capacidade transformadora: um instrumento super poderoso que, afinal, capaz do melhor e do pior, ergue e destrói coisas belas.

Luís Santos


Fotografia de Lucas Rosa

terça-feira, 30 de outubro de 2018

O DIÁRIO DA MATILDE - O MEU PRIMEIRO ANO DE ESCOLA

Da autoria de Natividade Correia, “Júnior”, o livro de Matemática do primeiro ano do ensino básico, publicado pela Texto Editora, em Lisboa, no ano de dois mil e três, sendo este um exemplar da tiragem inicial da primeira edição. 



Mas hoje estou tão cansado que o meu desejo de Sábado só tem comparação com a vontade que sinto de me deitar e dormir. 



Os alunos fizeram exercícios com as palavras dadas até cenoura e fizeram contas, bem como escreveram por extenso e em numerário todos os números aprendidos até ao momento. 



Agora há uma noite para dormir. Lá fora está frio. 


Alhos Vedros 
  11/05/2004

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

REAL... IRREAL... SURREAL. (327)



Título Rinoceronte,  Niki de Saint Phalle
Serigrafia colorida, em velino, 1998,

Assinada e numerada, 43 x 56 cm

Niki de Saint Phalle foi uma pintora, escultora e cineasta francesa, que nasceu a 29 de Outubro de 1930, em Neuilly-sur-Seine, França e faleceu, a 21 de Maio de 2002, em La Jolla, Califórnia. Emigrou para os Estados Unidos ainda jovem.
Na década de 60, a artista desenvolveu um estilo de pintura que ela realizava atirando tinta sobre a tela, como parte de uma performance.
Saint Phalle também cultivou um estilo diferente de fazer esculturas, criando grandes peças como as Nanas, figuras exageradas que representavam a "Mãe Terra". Três delas foram encomendadas pela cidade de Hanover, em 1974.

Selecção de António Tapadinhas

terça-feira, 23 de outubro de 2018

O DIÁRIO DA MATILDE - O MEU PRIMEIRO ANO DE ESCOLA

Ontem, em Grozny, por ocasião da cerimónia de aniversário da vitória da União Soviética sobre o nazismo, um atentado saldou-se pela morte do Presidente eleito e reconhecido por Moscovo, assim como do chefe militar das suas tropas e outros altos dirigentes políticos e militares. 
Se bem que ainda não tenha sido reivindicado, tudo indica que se tratou de uma acção perpetrada pelos rebeldes independentistas que incorporaram os métodos do terror na guerra que travam com a federação russa. 

Putin promete vingança, mas não me parece que seja capaz de encontrar uma solução para aquele problema que já se arrasta desde os finais da década de oitenta e que tem as suas raízes num passado em que a consolidação do império czarista meteu o dedo e, mais perto de nós, o estalinismo a espada e o livro vermelho. 
É difícil conceber um mundo resultante da desintegração da Rússia actual, mas a verdade é que a questão tchetchena dificilmente será resolvida dentro daquele estado federal e não é possível prever as consequências de um reconhecimento, por parte de Moscovo, daquela independência. 

E o Ocidente está aqui de pés e mãos atadas, até pelo simples facto de nada ter feito para salvar a União Soviética do caos em que acabou por cair e, em parte, levou à sua implosão, ajudando energicamente as forças que então apostavam na criação de uma economia de mercado no contexto do regime comunista, com o que poderiam ter permitido a transição para uma sociedade aberta e um estado de direito. 

Mas isto, provavelmente, é idealismo da minha parte. 
Sem embargo, tenho para mim que ao deixarem cair Gorbatchov, os ocidentais perderam o único interlocutor capaz de entender a importância da continuidade do império para os equilíbrios geo-políticos e geo-estratégicos a nível mundial. Ao contrário, ao darem o aval aos golpes palacianos de Yeltsin, cobriram alguém que nada mais queria que o poder. 

Não por acaso, o muro de Berlim caiu e o Pacto de Varsóvia dissolveu-se sem que Budapeste ou Praga se tivessem repetido. 

Hoje ainda sofremos as ondas de choque desse terramoto e o que se passa na Tchetchénia não é o único testemunho desse fenómeno. 



“-A aula de hoje foi toda dedicada a trabalhos de Matemática.” –Disse a Matilde à mãe, quando esta lhe perguntou se a manhã lhe tinha corrido bem. E na realidade, não fez qualquer interrupção no discurso. “-Fizemos números, conjuntos de números, contas e fizemos jogos e uma ficha com os números que já aprendemos.” 

E não tiveram trabalhos para casa, pelo que a tarde foi preenchida com brincadeira até à hora de irem para a ginástica. 



A Margarida está constipada. 



E por cá começou o debate instrutório do processo Casa Pia, findo o qual se saberá quais são os arguidos que serão levados a julgamento. 

A ver vamos a força da nossa justiça. 
Não tenho dúvidas que é o que resta do estado de direito entre nós que está em jogo em todo este processo, assim como nesse outro que dá pelo nome de apito dourado. 

Mas a desinformação é mais que muita. 
Os jornais, aqui há uns meses, encheram-se de notícias que diziam que Herman José já não seria pronunciado, mas hoje lá esteve o advogado a representá-lo. 

Vejamos como tudo isto acaba. 


Alhos Vedros 
  10/05/2004

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

REAL... IRREAL... SURREAL... (326)

Francisco dos Santos
Estátua Marquês de Pombal, Lisboa

Francisco dos Santos nasceu a 22 de Outubro de 1878 e faleceu, inesperadamente, às 4 da madrugada de 29 de Abril de 1930, vitimado por uma congestão.
Foi um escultor do primeiro modernismo nacional. Tem diversas esculturas emblemáticas, tais como, Salomé, Beijo, Nina e uma escultura actualmente no Jardim Constantino, com o título Prometeu. Foi o escultor do Monumento ao Marquês de Pombal, na praça do mesmo nome em Lisboa (foto desta postagem).
Na pintura, notabilizou-se pela sensualidade dos seus nus femininos.

Selecção de António Tapadinhas

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Já é Primavera


De que árvore florida chega?
Não sei.
Mas é seu perfume.

Matsuo Basho


Photopoema

Kity Amaral

Já é Primavera
Photopoesie
2018, Brasil

terça-feira, 16 de outubro de 2018

O DIÁRIO DA MATILDE - O MEU PRIMEIRO ANO DE ESCOLA

Na sexta-feira foi dia de Feira de Projectos e mais uma vez as minhas filhas lá foram ao pavilhão de exposições do município para verem a exposição dos respectivos trabalhos. Segundo a mais nova, sem qualquer exemplar da sua autoria mas, de qualquer forma, com a particularidade de ser a primeira vez que participa na qualidade de aluna do básico, ao contrário da irmã que para o próximo ano ali voltará em representação de outro estabelecimento de ensino. 


Quanto a mim, sempre pensei que o espírito com que estas realizações são postas em prática deixa muito a desejar. 
Chegámos já ao ponto de vermos conteúdos elaborados com o único propósito de ali virem a ser apresentados o que é, de todo, um erro. 

Estes eventos deveriam muito simplesmente limitar-se a expor os melhores e os mais representativos trabalhos que ao longo do ano lectivo curricular tivessem sido realizados pelos alunos. 
Para além disso, seriam também uma boa ocasião para as escolas se mostrarem ao público e conseguirem realizar dinheiro pela venda de serviços ou outros produtos ou pela captação de doações privadas. 
Da forma como as coisas são feitas é que continuamos a brincar às casinhas. 

Mas é esta a filosofia de fundo com que, entre nós, se encara o ensino. 
Agora vem o Presidente da República com a ideia de um plano para o sucesso escolar até dois mil e dez. 
Words, nothing but words, empty words. 
Mal sabe o senhor que se for preciso arranja-se a forma dos alunos passarem com competências nem que seja por decreto e se este não existir, até por uma questão de pudor, infelizmente, certos profes tratarão de transformar as avaliações em simples inscrições dos nomes dos candidatos. 

É claro que isto do plano não passa de conversa para uso da presidência aberta. 
Mas revela a ligeireza com que entre nós se aborda o fenómeno do ensino/aprendizagem. 



Mas deixemo-nos de tristezas que na noite desse mesmo dia fomos ao coliseu, em Lisboa, para assistirmos a um concerto de José Mário Branco. 

Esmagador, digo eu, se quiser usar uma palavra para descrever aquele que não hesito em reputar como o melhor espectáculo do género feito por portugueses. 
No fim, a sala foi o lugar onde o público, todo de pé, esteve a bater palmas sem descanso ao longo de uns bons dez minutos. 

O Autor/Intérprete apresentou-nos o último álbum e depois, com o auxílio de um coro infantil, fez uma espécie de rapsódia pelos temas mais antigos com os quais deu o show por encerrado. 

Mas foi uma noite amarga, posso mesmo dizer que foi um exemplo do belo que um músico genial pode elaborar com a amargura. 



E cá por casa as obras continuam e ontem lá a Luísa teve que ir com as miúdas à aula de natação. 

Seja como for, a parte da alvenaria está completa com o trabalho de estucagem que hoje foi concluído. 


Ontem à noite, ainda assistimos a um sarau de música coral, na Vélhinha. 



De resto, o fim-de-semana teve jornais. 
Especialmente interessante, uma entrevista ao filósofo Fernando Gil que tem sido uma das vozes mais esclarecidas na denúncia do perigo mortal que o terrorismo da Al-Qaeda representa. (1) 


Agora que os aliados levaram outro rombo moral com a publicação de fotografias que dão testemunho de sevícias praticadas sobre os prisioneiros iraquianos, é importante que haja quem consiga manter a distância para não confundir as coisas e não deixar que os erros de gente mal formada encubram o que realmente está em jogo na guerra travada com os homens de Bin Laden. 



Depois de um Inverno seco, estamos a ter as chuvas de Abril em Maio. 


Alhos Vedros 
  09/05/2004 


NOTA 

(1) Gil, Fernando, ENTREVISTA, pp. 34 e ss 


CITAÇÃO BIBLIOGRÁFICA 

Gil, Fernando, ENTREVISTA, Entrevista a Maria João Seixas, “Pública”, nº. 45, de 09/05/2004, In “Público”, nº. 5160, de 09/05/2004

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

REAL... IRREAL... SURREAL... (325)


Ilustração de Graça Morais


E assim nasceu um livro ...
Agustina Bessa-Luís nasceu a 15 de Outubro de 1922, em Vila Meã.
As Metarmofoses - um livro a duas mãos de Agustina Bessa-Luís e Graça Morais - é um projecto, nascido de outro...que não foi avante. Esse outro visava assinalar o cinquentenário da 1ªedição de A Sibila (1954) , e foi a própria Agustina a contactar Graça Morais, convidando-a a ilustrar a nova edição.


Selecção de António Tapadinhas

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

LAU GOD DOG - Negação [videoclip oficial]



LAU GOD DOG
You Tube, 11 de out de 2018
A negação é uma espécie de veneno, a necessidade de ver o mundo de uma forma ilusória. A música negação é uma espécie de antídoto: pretende fazer sentir esse medo da morte e da vida e, através desse arrepio, desse desassossego, tornar o objeto do medo real e o medo irreal. Tornar-nos superiores a esse estado e fazê-lo dissipar-se. O medo é natural. O medo de ter medo é um problema. Se eu não quero ter medo, o meu medo não deixará de existir, mas a minha mente encontrará máscaras, ilusões, adiamentos, distracções - o que for preciso para não encarar esse medo. É aí que nasce a negação.
Mas há sempre um momento em que os medos voltam, como bolas que, depois de empurradas para baixo, ressaltam com força proporcional. Normalmente, isso acontece quando se encara a morte. A maioria das pessoas só se liberta antes da morte. Quando é inevitável largar a negação. Quando já não há por onde fugir.
A morte deve ser encarada como uma companhia constante, uma mulher que a qualquer momento nos pode beijar, mas que gosta de jogar à apanhada. "A morte não está no futuro. Está aqui." É assim que nasce a aceitação."
Se ouviste até ao fim e te arrepiaste pelo caminho, comenta #MeioCãoMeioDeus
Videoclip da faixa "Negação", do álbum "Meio Cão Meio Deus", de LAU GOD DOG: - realização e produção: Rafael Augusto (@laugoddog) - operadores de câmera adicionais: Luís Diogo e João Bigos Campaniço - Casting (por ordem de aparecimento): David Santos e Tiago Faquinha
Música: - Composição, letra e voz: LAU GOD DOG - Produção e pós-produção: LAU GOD DOG
Links: - instagram: https://www.instagram.com/laugoddog/ - Facebook: https://www.facebook.com/laugoddog/ - Youtube: https://www.youtube.com/user/rafamast...

terça-feira, 9 de outubro de 2018

O DIÁRIO DA MATILDE - O MEU PRIMEIRO ANO DE ESCOLA

Hoje os alunos aprenderam uma nova palavra, cenoura, com a qual trabalharam e a respeito da qual trouxeram trabalho para casa para o fim-de-semana, uma vez que amanhã deslocar-se-ão à Moita a propósito da Feira de Projectos que só os ocupará no turno matinal; com isso, a Margarida não terá aula à tarde e a Matilde regressará a casa ao meio-dia, uma hora mais cedo do que é habitual. 



Acabei de ver uma entrevista na RTP, feita pela jornalista Judite de Sousa a uma magistrada do Ministério Público encarregue da luta contra a corrupção, a Drª. Cândida Almeida que se revelou uma excelente conversadora o que poderia ter sido muito bem aproveitado para um diálogo interessante e esclarecedor. 

Mas qual quê? Nós estamos no reino do homo maniatábilis, não estamos? 
Pois a entrevistadora em vez de indagar a interlocutora sobre como se formam os diversos tipos de corrupção, as respectivas raízes, como agem, os propósitos que visam, como subjugam os poderes das áreas em que actuam, as repercussões que têm no tecido social e económico, quais as áreas em que mais acontece, enfim, já nem falaria em questões incómodas como as que interrogariam o silêncio sobre certos universos em que agora se revela uma certa antiguidade das práticas corruptas; mas a senhora, em vez de visar uma noite de esclarecimento sobre o estado de direito e as suas debilidades e pontos fortes, entre nós, limitou-se à lana caprina e a insistir naquele discursozinho ignorante e pernicioso do Ministério Público como justiceiro e não defensor da lei e das liberdades que, perante o arquivamento de uma investigação e a não formulação de acusação, é passível de sofrer derrotas na realização do seu trabalho. O que a mulher parecia pretender saber era se fulano seria acusado, se sicrano poderia vir a ser preso. 

Uma tristeza… 



A Sofia, a Professora de Ginástica que, por sinal, foi minha aluna, está com uma crise provocada por uma úlcera gástrica; há dois dias que não dá aulas. 

Fazemos votos para que melhore rapidamente. 



E por hoje é tudo que o cansaço é grande e a noite vai longa e fria. 


Alhos Vedros 
  06/05/2004

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

REAL... IRREAL... SURREAL... (324)


Lagos, Autor António Tapadinhas
Óleo sobre Tela 80x100cm

Sempre que observo este quadro com atenção eu vejo lá a mão de Deus. 

Se não for este o seu caso, não faz mal.


Selecção de António Tapadinhas

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Poema de Manuel (D'Angola) de Sousa


“Nunca Embandeirando Em Arco Na Travessia Vai-E-Vem De Um Breve E Mental Deserto Renovado”

Escuso-me de embandeirar em arco
Recuso corruptelas e convites corruptíveis
Tenazmente luto contra a auto-teimosia

Baixo-me em absoluto abaixo de zero
Levanto-me para o topo do pleno nada
Permaneço agachado atrás da sarça-ardente

Mantenho-me dentro de uma moita desflorada
Foco-me em artimanhas sem qualquer arte
Remendo com pensos rápidos as mazelas cutâneas

Exponho a curvatura e as ossadas à vista
Desarmo-me de todos os logaritmos avulsos
Empenho-me em sair do breu e ficar ao léu

Perpetuo-me na eternidade em outros veículos
Nada sei por ora em que corpos viverei no advir
Quiçá serei então leão ou jibóia ou extraterreno

Deixar-me-ei levar pelas forças da atracção
Abraçarei sempre com agrado a gravidade
E tanto que voarei sempre que houver ocasião

Esmigalho as migalhas caídas no soalho
Migo o pão numa sopa de pedra granítica
Sonho com o Alentejo veicular da seiva sagrada…

Corro sanguíneo e fluido loucamente pelas areias de um renovado deserto temporário…

Escrito por Manuel (D’Angola) de Sousa, em Luanda, Angola, de 4 de Outubro de 2018, em Homenagem a todos Bebes e Recém-Nascidos Humanos e de todas as Espécies Animais e Vegetais do Planeta Terra, autentico limbo do desenvolvimento frágil da Vida, e a toda a Vida Universal, seja ela nos estados Físico ou Espirita ou em outro estado que desconheçamos ainda aqui na Terra!...

“À Minha Querida Prima mais pequena, a Alicinha, que hoje comemorou mais um Ano de Vida…”

terça-feira, 2 de outubro de 2018

O DIÁRIO DA MATILDE - O MEU PRIMEIRO ANO DE ESCOLA

Infelizmente, não foi possível ver o eclipse total da Lua uma vez que o céu esteve encoberto pela opacidade de nuvens carregadas. 


Em contrapartida vi o Futebol Clube do Porto ganhar em La Corunha, ao Deportivo e com isso conseguir o apuramento para a final da liga dos campeões. 

Depois do abalo do apito dourado, eis o tónico que Pinto da Costa precisava para reforçar a imunidade junto de uma justiça incapaz de pôr um poderoso atrás das grades e uma classe política que, vergada à magia das mordomias, se limita a assinar de cruz aquilo que os esconsos interesses lhe impõem. 



Give me winds to fly 
Tell me why, tell me why 

Há quantos anos não ouvia os Barclay James Harvest? 
Seguramente há mais de um quarto de século. 

E de facto é uma música datada. São sons que têm ecos de Moody Blues e Génesis e guitarras com sotaque de David Guilmor. 

Mas o que é isto? 
Agora o Dylan, esse sim, a great one, and maybe you stay, 
forever young. 



Hoje os alunos trabalharam em números a respeito dos quais fizeram exercícios e fichas e contas de somar e subtrair. Como amanhã terão folga, a Professora anunciou que faltará, trouxeram trabalho para casa. 



E a Matilde que já consegue escrever sozinha, incorporou a escrita e a leitura nas suas brincadeiras. Antes da aula de ginástica esforçou-se por ler qualquer coisa numa história de Harry Potter para dar verosimilhança ao seu papel de menina que ia requisitar um livro na biblioteca. 



O pai vive encantado. 



E hoje iniciou-se mais uma presidência aberta sobre a educação. 
Amanhã tudo continuará como dantes, mas nestes próximos dias haverá retórica com fartura. 

Querem apostar? 


Alhos Vedros 
  04/05/2004

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

REAL... IRREAL... SURREAL... (323)



Dancing Hobos,
Óleo sobre Tela, 39 x 64 cm


Adam Adolf Oberländer, pintor e caricaturista alemão, nasceu em Regensburg, a 1 de Outubro de 1845 e morreu em Munique a 29 de Maio de 1923.
Estudou Pintura na Academia de Belas Artes de Munique. Foi aluno de Ferdinand von Piloty, e logo descobriu que a verdadeira expressão de seu génio estava no campo da caricatura e desenhos de humor.
O trabalho de Oberländer é essencialmente pictórico e é independente da escrita para se fazer entender.
Dentre seus melhores desenhos estão suas paródias no estilo de pintores famosos, tais como as "Variações sobre o Tema Beijo".

Selecção de António Tapadinhas