Ao dar corpo à manivela,
Gastou o tempo seu calor.
Bem-dita sejas Primavera,
Que o Verão te conserve flor.
Das estações que o ano trás,
Em todo o apeadeiro pára,
O comboio constante faz,
Caminhando o tempo passa.
No Outono a vida caduca,
Espirra o ano decadente,
Tal como o Inverno educa.
Traz o tempo esta tragédia,
No choro das nuvens esperança
Que esta manhã nasça comédia.
Diogo Correia
Uma Revista que se pretende livre, tendo até a liberdade de o não ser. Livre na divisa, imprevisível na senha. Este "Estudo Geral", também virado à participação local, lembra a fundação do "Estudo Geral" em Portugal, lá longe no ido século XIII, por D. Dinis, "o plantador das naus a haver", como lhe chama Fernando Pessoa em "Mensagem". Coordenação de Edição: Luís Santos.
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010
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