MIRADOURO 15 / 2015
(esta rúbrica não respeita as regras do acordo ortográfico)
Pensamentos Vagabundos
Do tempo que passa e passou restam memórias. Recordações que nos
visitam e que conotamos em função do estado do tempo que interiormente medra.
Umas vezes, gratidão pelo vivenciado, outras, frustração pelo
desperdiçado. Lembramos frequentemente pessoas importantes nas nossas vidas.
As mais importantes.
Aquelas que nos são inquestionáveis
Todos “temos” pessoas assim.
Algumas já não estão por cá e são-nos inacessíveis.
Com algumas, comungámos respiração e sonhos, realizámos projectos, construímos amor na harmonia possível dos dias partilhados. Com outras, talvez nem tanto e daí a sensação insuportável de falha. De que algo, talvez não fundamental mas seguramente importante, ficou por declarar, algo que se não chegou a manifestar em toda a sua extensão e que decerto se justificava.
Parece que é mais fácil e infalível a transmissão de aversões do que a declaração de amores.
No amor falha-se mais.
Não deveria ser mas, parece que é.
Manuel João Croca
