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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

OLIVENÇA MUSEU ETNOGRÁFICO


Margarida Castro
margaridadsc@yahoo.com
dialogos_lusófonos

Olivença -uma cidade e um município numa zona fronteiriça, cuja demarcação é objeto de litígio entre Portugal e Espanha. Reivindicada de jure por ambos os países, integra atualmente a comunidade autónoma espanhola da Estremadura e a província de Badajoz. Tem 430,1 km² de área e em 2016 tinha 12 032 habitantes (densidade: 28 hab./km²)

OLIVENÇA MUSEU ETNOGRÁFICO (ver vídeo):



quarta-feira, 27 de junho de 2018

Diálogos Lusófonos


Apresentação de forró com Paulo Aguiar e Daniela Moura



in, Diálogos Lusófonos, 26/6/2018
Coordenação de Margarida Castro

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Um consumo reduzido de produtos de origem animal é necessário para salvar o mundo


por Margarida Castro


Um consumo reduzido de produtos de origem animal é necessário para salvar o mundo dos piores impactos das mudanças climáticas, diz relatório da ONU.
Uma mudança global para uma dieta vegana é vital para salvar o mundo da fome, da escassez de combustíveis e dos piores impactos das mudanças climáticas, afirmou hoje um relatório da ONU. Na medida em que a população mundial avança para o número previsível de 9,1 biliões de pessoas em 2050 e o apetite por carne e laticínios ocidental é insustentável, diz o relatório do painel internacional de gerenciamento de recursos sustentáveis do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP).
Diz o relatório: “Espera-se que os impactos da agricultura cresçam substancialmente devido ao crescimento da população e do consumo de produtos de origem animal. Ao contrário do que ocorre com os combustíveis fósseis, é difícil procurar por alternativas: as pessoas têm que comer. Uma redução substancial nos impactos somente seria possível com uma mudança substancial na alimentação, eliminando produtos de origem animal”.
O professor Edgar Hertwich, principal autor do relatório, disse: “Produtos de origem animal causam mais danos do que produzir minerais de construção como areia e cimento, plásticos e metais. A biomassa e plantações para alimentar animais causam tanto dano quanto queimar combustíveis fósseis”.
A recomendação segue o conselho de Lorde Nicholas Stern, ex-conselheiro do governo trabalhista inglês sobre a economia das mudanças climáticas. O Dr. Rajendra Pachauri, diretor do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), também fez um apelo para que as pessoas observem um dia sem carne por semana para reduzir emissões de carbono.
O painel de especialistas categorizou produtos, recursos e atividades econômicas e de transporte de acordo com seus impactos ambientais. A agricultura se equiparou com o consumo de combustível fóssil porque ambos crescem rapidamente com  o desenvolvimento econômico, eles disseram.
Ernst von Weizsaecker, um dos cientistas especializados em meio ambiente que coordenaram o painel, disse: “A crescente riqueza econômica está levando a um maior consumo de carne e laticínios – os rebanhos agora consomem boa parte das colheitas do mundo e, por inferência, uma grande quantidade de água doce, fertilizantes e pesticidas”.
Tanto a energia quanto a agricultura precisam ser “dissociadas” do crescimento económico, porque os impactos ambientais aumentam grosso modo 80% quando a renda dobra, afirma o relatório.
Achim Steiner, subsecretário geral da ONU e diretor executivo da UNEP,afirmou: “Separar o crescimento dos danos ambientais é o desafio número um de todos os governos de um mundo em que o número de pessoas cresce exponencialmente, aumentando a demanda consumista e persistindo o desafio de aliviar a miséria e a pobreza”.
O painel, que fez uso de diversos estudos incluindo o Millennium Ecosystem Assessment (avaliação do ecossistema no milénio), cita os seguintes itens de pressão ambiental como prioridade para os governos do mundo: mudanças climáticas, mudanças de habitats, uso com desperdício de nitrogénio e fósforo em fertilizantes, exploração excessiva dos oceanos e rios por meio da pesca, exploração de florestas e outros recursos, espécies invasoras, fontes  não seguras de água potável e falta de saneamento básico, exposição ao chumbo, poluição do ar urbano e contaminação por outros metais pesados.
A agricultura, particularmente a carne e os laticínios, é responsável pelo consumo de 70% de água fresca do planeta, 38% do uso da terra e 19% da emissão de gases de efeito estufa, diz o relatório, que foi liberado para coincidir com o dia Mundial do Meio Ambiente.
No ano passado, a Organização de Alimentos e Agricultura da ONU (FAO) disse que a produção de alimentos teria de aumentar em 70% para suprir as demandas em 2050. O painel afirmou que os avanços na agricultura serão ultrapassados pelo crescimento populacional.
O professor Hertwich, que é também diretor de um programa de ecologia industrial na Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, disse que os países em desenvolvimento, onde se dará grande parte do crescimento populacional, não devem seguir os padrões de consumo ocidentais: “Os países em desenvolvimento não devem seguir nossos modelos. Mas cabe a nós desenvolver tecnologias em, digamos, energia renovável e métodos de irrigação.”
Desde o relatório da ONU de 2010, a organização já vinha observando os impactos gritantes do consumo de alimento de origem animal no meio-ambiente e saúde humana, mas recentemente, o relatório datado de maio 2016, agora sugere medidas ainda mais “extremas” para diminuir o consumo de derivados animais, tentando evitar assim um cataclisma ambiental sem precedentes.. 
De fato, a organização recomenda agora a criação de impostos específicos para produtores e vendedores de carne, aumentando assim o preço do produto e desincentivando os consumidores a comprar.
Fonte: JornalQ
(em, dialogos_lusofonos@yahoogrupos.com.br )


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Ao sabor do vento...



Na Holanda,a NS (rede de comboios holandesa) opera cerca de 5.500 viagens de comboio por dia. Desde janeiro que os comboios elétricos desta rede funcionam 100% a energia eólica.

O que sabemos sobre os números do consumo das energias renováveis e não renováveis? Importa reverter a tendência do consumo das energias não renováveis: Energia do Carvão; Energia do Petróleo; Energia do Gás Natural; Energia do Urânio.

Exemplos de Fontes de Energias Renováveis: Enregia Hídrica; Energia Eólica; Energia Solar; Energia Geotérmica; Energia das Ondas e Marés; Energia da Biomassa.
O que sabemos sobre os números, nos países da lusofonia, tornando o seu consumo mais eficiente e substituindo-o gradualmente por energias renováveis limpas?
Inúmeras são as fontes de energia disponíveis no nosso planeta, sendo que essas fontes se dividem em dois tipos, as fontes de energia renováveis e as não renováveis.
As fontes de energia renováveis, são aquelas em que a sua utilização e uso é renovável e pode-se manter e ser aproveitado ao longo do tempo sem possibilidade de esgotamento dessa mesma fonte, exemplos deste tipo de fonte são a energia eólica e solar.
As fontes de energias não renováveis têm recursos teoricamente limitados, sendo que esse limite depende dos recursos existentes no nosso planeta, como é o exemplo dos combustíveis fósseis.
Margarida Castro ( diálogos_lusófonos@yhaoo.grupos.com )
(notícia completa AQUI)

quinta-feira, 18 de maio de 2017

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, PADROEIRA E RAINHA MÃE DE PORTUGAL...

      

«Em 25 de Março de 1646, o rei D. João IV organizou uma cerimónia solene, em Vila Viçosa, para agradecer a Nossa Senhora a Restauração da Independência em relação a Espanha. 
Foi até à Igreja de Nossa Senhora da Conceição, ofereceu a Coroa Portuguesa a Nossa Senhora, colocando-a a seus pés, proclamou-a Padroeira Portugal. 
O acto da proclamação alargou-se a todo o País, com o povo a celebrar, pelas ruas, entoando cânticos de júbilo.
Assim se tornou Nossa Senhora a verdadeira Soberana de Portugal, por isso, desde este dia, mais nenhum Rei Português usou a coroa real na cabeça, direito que passou a pertencer apenas a Nossa Senhora. 
Em cerimónias solenes, a coroa passou a ser colocada em cima de uma almofada, ao lado do rei. Um facto extraordinário e ÚNICO no mundo.

Margarida Castro
Diálogos Lusófonos
( dialogos_lusofonos@yahoogrupos.com.br )

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Património de Uberaba - Minas Gerais


Margarida Castro
dialogos_lusofonos@yahoogrupos.com.br

Mercado Municipal

Mercado Municipal
O Mercado Municipal funciona em prédio erguido em 1922, na Praça Manoel Terra. Sofreu reformas em 1936 e 1992, que modernizaram seu interior e todas as suas instalações, mas que conservaram seu estilo original. É uma excelente opção para compras de produtos típicos mineiros, frutas, verduras, laticínios, carnes e peixes, além de contar com outras lojas de produtos típicos. Nas manhãs de Domingo a fundação cultural promove o Domingo Musical.

Horário de funcionamento: Segunda a sábado das 6h às 18h, Domingo das 6h às 12h.
Pça. Manoel Terra s/n°
 3332-1691

Prédio do Paço Municipal Major Eustáquio 

Prédio do Paço Municipal Major Eustáqui
É o prédio público mais antigo da cidade. Foi construído em 1836 e é o centro histórico das decisões políticas do Município. A construção evoluiu do estilo colonial ao atual eclético, tendo passado por várias reformas, mas resguardando suas características e proporções. Sua decoração interna apresenta tetos e paredes adornados, com pinturas da década de 20, alusivas à história de Uberaba. Abriga, atualmente, a Câmara Municipal de Uberaba.
Horário de visita: Somente com agendamento prévio
Rua Coronel Manoel Borges, 41
  3318-7261 / 3318-1761 - Contato: Sumaira / Diretora do Departamento de Documentos e Pesquisa         


Igreja Santa Rita

Horário de visita: Segunda a Sexta das 7h às 18h
Pça. Manoel Terra, s/n
  3316-9886   masmuseudeartedeuberaba@yahoo.com.br

 
Catedral Metropolitana do Sagrado Coração de Jesus 

Catedral Metropolitana do Sagrado Coração de Jesus
Instalada no núcleo inicial de povoamento da cidade, a Igreja da Matriz do Sagrado Coração de Jesus acompanha a história de Uberaba. Tornou-se Catedral em 1896. A igreja passou por várias modificações durante estes anos, porém seu estilo neo-gótico foi conservado e é grande sua beleza interior. Comemorou no ano 2000, 180 anos de atividades paroquiais.
Horário de visita: Segunda a Sexta das 09:30h às 12h e das 13h às 17h
Rua. Tristão de Castro, 17 - Centro
 3332-1775  catedralpscdejesus@hotmail.com 


Igreja Medalha Milagrosa

Igreja Medalha Milagrosa
Está localizada no Mosteiro da Imaculada Conceição. No interior da igreja encontra-se o túmulo da fundadora do Mosteiro, Madre Virgínia, canonizada devido a um milagre ocorrido em março de 1988 na cidade. Atrai, anualmente, milhares de romeiros de todos os lugares do Brasil, principalmente no dia 27 de novembro, data da comemoração da festa dedicada à Santa Padroeira.
Horário de visita: Segunda a Sexta das 6h às 17:30h, Sábado e Domingo das 6h às 18:30h.

Igreja São Domingos

Igreja São Domingos
É um dos mais belos templos religiosos da cidade em estilo neo-gótico. Sua forma em cruz assemelha-se às igrejas bizantinas. A pedra fundamental foi lançada pelos padres dominicanos em 1895, tornando-se o marco de chegada desta ordem religiosa ao Brasil. Sua inauguração só ocorreu em 1904, ainda sem as torres, as quais foram terminadas em 1914. Por esse motivo ficaram com estilo diferente da construção original, que é toda construída em tapiocanga de cor avermelhada, deixadas aparentes, naturais da região de Uberaba, resultando em textura de grande originalidade.
Horário de Visita: Segunda a Sexta das 8h às 11h e das 13:30 às 17h
R. Lauro Borges, 272
  3332-1261  igcentenaria@netsite.com.br   www.igrejacentenaria.com.br

Igreja Nossa Senhora da Abadia

Igreja Nossa Senhora da Abadia
Sua construção quase toda horizontal impressiona pela grandeza. A bela imagem de Nossa Senhora da Abadia, a padroeira de Uberaba, está colocada em cima de sua torre e pode ser vista de vários pontos da cidade. Foi fundada no fim do século XIX (1884), e durante a primeira quinzena de agosto, realiza-se sua tradicional festa religiosa trazendo milhares de romeiros de outros lugares tendo seu ponto culminante no dia 15 de agosto, com procissão e missas durante todo o dia dedicado à nossa santa padroeira. Esta festa tem muito de nosso folclore, com barraquinhas, danças típicas, leilões, jogos, parques etc.
Horário de visita: Segunda: 8h às 11:30h e das 14h às 17h
                                Terça a Sexta das 7h às 11:30h das 14h às 20h
                                Sábado das 8h às 11:30h e das 16h às 18h
                                Domingo das 7h às 12h e das 16h as 20:30h
Pça. N. Sra. da Abadia, 323
  3322–7771  santuariodabadia@bol.com.br   www.santuarioabadia.org.br


Igreja Santa Terezinha do Menino Jesus

Igreja Santa Terezinha do Menino Jesus
Localiza-se no bairro fabrício. Teve sua pedra fundamental lançada em 1949. Construída em alvenaria de tijolos. A igreja aparenta características neoromânicas, com planta em cruz grega e nave única. Os vitrais dispostos nas ilhagens da capela. Reproduzem cenas da vida de Santa Terezinha.
Horário de Visita: Segunda a Sexta das 8h às 11h e das 13h às 17h
Praça Santa Terezinha, 231
  3332-2284  paroquiasantaterezinha@uol.com.br

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Nosso Idioma, minúscula ou maiúscula?


Nosso Idioma, minúscula ou maíscula: português/Português , brasileiro/Brasileiro?

A palavra português, na acepção de idiomadeve grafar-se com inicial minúscula: «Ele é estrangeiro, não percebe português.» 

Na acepção de nome étnico (que designa raças, povos, habitantes de um lugar), ainda merece a maiúscula inicial: «Os Portugueses deram novos mundos ao Mundo.» 

Mesmo metonimicamente, a maiúscula mantém-se: «O Português é, por natureza, mais sisudo que o Brasileiro.» 

Quando se refere à nacionalidade, já é a minúscula que leva a melhor: «Eu sou português, tu és brasileiro.» 

Quando se trata de um curso ou de uma disciplina acadé[ê]mica, já torna a merecer a maiúscula: «Tive boa nota no exame de Português.»


Margarida Castro
dialogos_lusofonos@yahoogrupos.com.br


domingo, 20 de março de 2016

Nosso idioma : dúvidas sobre palavras com o mesmo significado


Diferenças entre as palavras Concelho e Município (sinônimas no latim)

No Brasil, para se designar a subdivisão administrativa de cunho municipal e local, se diz apenas município; já em Portugal, usa-se sobretudo concelho, mas município também encontra uso.

As duas palavras, na sua origem, ou seja da língua-mãe que é o latim, significavam a mesma coisa: uma divisão territorial e administrativa de um país. Esta divisão nasce no antigo Império Romano.

Quer isto dizer que se dividem grandes territórios – os países – em vários – os concelhos – para melhor poderem ser governados e aplicar as leis mais facilmente. Criam-se também leis próprias para estes Municípios ou Concelhos – leis locais, como ainda hoje se chamam. Nem todos os países adotaram esta estrutura, mas Portugal, sim. 

Na prática, em Portugal, pode não haver grande diferença entre concelhomunicípio e municipalidade: digamos que o primeiro termo designa o território administrado por um município; o segundo, a própria estrutura autárquica ou a população que é abrangida por ela; e o terceiro, as pessoas eleitas e os funcionários que trabalham numa câmara municipal.
Mesmo assim, tendo em conta apenas os dicionários gerais, pode afirmar-se que, historicamente, os termos não são exatamente sinónimos. O dicionário da Academia das Ciências de Lisboa (ACL) define as palavras em questão do seguinte modo:

município
1. Hist. Cidade conquistada, no tempo dos romanos, com direito a administrar-se pelas suas próprias leis e cujos habitantes gozavam dos direitos civis da cidadania romana. 2. Circunscrição territorial administrada por uma vereação, por uma câmara municipal, superintendida por um um presidente. CONCELHO. 3. População que habita num concelho, congregada por interesses comuns. Salientam-se algumas das medidas que vieram beneficiar todo o município: a abertura de novas estradas, a criação do parque de campismo e do museu etnográfico. 4. Bras. Circunscrição administrativa autónoma do estado, governada por um prefeito e uma câmara de vereadores.»(1)

concelho
«Divisão administrativa de categoria inferior à de distrito. MUNICÍPIO. Almada é um dos concelhos do distrito de Setúbal. O concelho divide-se em freguesias. «Quando vagou um 1.º andar sobre o armazém de vinhos, então, os meus antepassados atravessaram o Tejo e botaram raízes no concelho de Almada» (R. CORREIA, Tristão, p. 27).

Observe-se, no entanto, que, ainda em Portugal, o termo município é o que é usado na Constituição da República :
«Artigo 236.º
Categorias de autarquias locais e divisão administrativa
 1. No continente, as autarquias locais são as freguesias, os municípios e as regiões administrativas.»

Quanto a municipalidade, é um termo que pode ser sinónimo de município e concelho ou de «câmara municipal». O dicionário da ACL define-o assim:
«1. Conjunto de pessoas eleitas pelo povo de um município, para administrar os seus interesses. VEREAÇÃO. 
2. Conjunto dos funcionários de uma câmara municipal. 
3. Edifício onde funcionam os órgãos da administração municipal. CÂMARA MUNICIPAL. 
4. Circunscrição territorial em que uma vereação exerce a sua jurisdição. CONCELHO, MUNICÍPIO.»(2)

Portanto, as duas palavras tomaram um rumo diferente. Muito embora algumas pessoas se refiram ao concelho como município, esta palavra refere-se geralmente à Câmara Municipal. Câmaras Municipais são os chamados órgãos executivos, eleitos pelos cidadãos (que no caso do concelho se chamam munícipes) para, como a palavra já deixa adivinhar: executar leis e, assim, governar um concelho. Assim, quando dizemos, por exemplo: "O Município de Sintra" estamos a referir-nos à Câmara Municipal de Sintra. E existe ainda a Assembleia Municipal, composta por deputados eleitos e pelos presidentes das Juntas de Freguesia (ver mais adiante); às assembleias municipais chamam-se órgãos legislativo porque fazem e aprovam leis.
Por exemplo, o regulamento de Recolha de Resíduos Orgânicos do Concelho foi votado em Assembleia Municipal. Mas quem decide, com base neste regulamento, como fazer a recolha é a Câmara Municipal.

Já as palavras cidade/vila  não tem o mesmo significado de município. 
Por exemplo, cidade/vila, entende-se como espaço urbano de um município delimitado por um perímetro urbano. Para ser considerada cidade/vila, é preciso ter um número mínimo de habitantes e uma infraestrutura que atenda minimamente as condições dessa população, mesmo que essa cidade seja dependente de outras que se localizem próximas a ela. E acrescento, que no Brasil, não é adotada a palavra vila. 
E a subdivisão administrativa : município, possui a sua zona rural e a zona urbanizada.

Quanto aos outros países da lusofonia, a terminologia para a área administrativa dos territórios, é outra. Não tem a origem romana. Vamos ter que aprender!

(1) O símbolo significa «sinônimo».
(2) «[Vereação] conjunto dos vereadores, das pessoas eleitas pelos cidadãos eleitores de um município para, sob a égide de um presidente, o candidato mais votado, administrar os serviços do concelho [...].»

Fontes:
__._,_.___

Enviado por: Margarida Castro <margaridadsc@yahoo.com>


sábado, 31 de outubro de 2015

Zé do Telhado


"Zé do Telhado" (Castelões de Recesinhos, Penafiel, 22 de, junho de 1818 —Mucari, Malanje, Angola, 1875), foi um militar e famoso salteador português, chefe bandoleiro, realiza um grande número de assaltos por todo o Norte de Portugal, durante um período muito conturbado, em que tentaram formar grupos de guerrilha em todo o país.Até hoje,contam-de muitas histórias do Zé do Telhado, mas muitos acreditam que era um homem bom e que roubava para dar aos pobres.
O bandoleiro mais conhecido do país acaba por ser apanhado pelas autoridades em 31 de março de 1859 quando tentava fugir para o Brasil. Esteve preso na Cadeia da Relação, onde conheceu Camilo Castelo Branco que se lhe refere nas Memórias do Cárcere.
 Em 9 de dezembro de 1859 foi julgado e condenado ao degredo perpétuo na África Ocidental Portuguesa. Foi-lhe comutada a pena aplicada de 15 anos de degredo, em 28 de setembro de 1863. Viveu em Malanje, negociando em borrachacera e marfim. Casou-se com uma angolana, Conceição, de quem teve três filhos. Conhecido entre os locais como o kimuezo – homem de barbas grandes –, viveu desafogadamente. Faleceu aos 57 anos, vítima de varíola, sendo sepultado na aldeia de Xissa, município de Mucari, a meia centena de quilómetros de Malanje, sendo-lhe erguido um mausoléu, objeto de romagens.

Margarida Castro
dialogos_lusófonos@yahoogrupos.com.br 

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Livros




Autor: Luis Carlos dos Santos
Estado: Público
Nº de páginas: 45
Tamanho: 170x235
Miolo: Preto e branco
Encadernação: Agrafado
Acabamento da capa: Brillo

Edições Bubok, 2010

Um livro onde o espírito dos pássaros, e de outros seres alados, se cruza com o espírito dos homens. No fundo, uma lição dada sobre liberdade e, nalguns casos, da melhor forma de estarmos à mesa. Um livro dedicado a Alhos Vedros, terra natal do autor, onde pululam e se misturam todos esses seres que lhe são intrínsecos como depressa se perceberá na leitura.


P.S.: Uma lembrança dos Diálogos Lusófonos. Também se pode ler LER AQUI


sexta-feira, 17 de abril de 2015

Xiquitsi - Música Clássica de Maputo



 Coro e Ensemble Xiquitsi - Para ouvir clique na imagem


O projecto Xiquitsi é um dos projetos administrados pela Kulungwana, a  Associação para o Desenvolvimento Cultural, que foi adquirindo ao longo dos anos a necessária experiência para gerir projetos em diversas áreas de atividade cultural. Com apoio financeiro do Reino da Noruega, dos patrocinadores e das receitas próprias tem conseguido levar a cabo interessantes e diversificados projetos.

Conta para o efeito com uma Direção Executiva e respectiva assistente e pessoal na área de acolhimento e contabilidade que asseguram a atividade corrente dos projetos. No site da Kulungwana (www.kulungwana.org.mz) podem ser conhecidas as atividades desenvolvidas ao longo dos anos.

A Kulungwana organizou desde 2005, oito edições do Festival Internacional de Música de Maputo. A música clássica e o jazz acústico foram os géneros musicais privilegiados.

Entre 2005 – 2012 os festivais que reuniam músicos internacionais e nacionais permitiram um intercâmbio importante e criaram a oportunidade para o público jovem em particular, conhecer de perto um género musical e instrumentos menos divulgados em Moçambique. O acolhimento do público e estudantes tem sido muito positivo e as solicitações de promover este tipo de evento ao longo do ano, tem vindo a crescer.

Nossos aplausos para este projeto. E amiga Zé continue a dar-nos conhecimento sobre as ações da  associação Kulungwana. Isto, sim, é lusofonia.

Saudações,
Margarida Castro 
(in, Diálogos Lusófonos)


sábado, 8 de novembro de 2014

Antigas profissões e a origem dos nomes destas : alfaiate
O alfaiate é um profissional que confecciona roupas masculinas. O nome tem origem na palavra árabe alkhayyát. O verbo Kháta significa coser. 

A costureira diferencia-se do alfaiate por confeccionar as roupas femininas provindo o nome da palavra latina consustura.

O termo latino para alfaiate é sartor que, em Português, deu origem ao verbo sarcir, o qual significa coser, e às palavras sarcir, que se refere à técnica de remendar um tecido roto com um pedaço de tecido do mesmo padrão, e de o coser de tal modo que não se perceba o remendo, e sarcideira, a mulher que usa essa técnica. Contrasta com fundilhar, ou seja, pôr
fundilhos, que consiste em tapar o roto ou reforçar o tecido, normalmente de calças ou de casacos de trabalho, com pano igual ou diferente, geralmente mais forte que o original.

Era uma arte importante que conferia um estatuto, diremos que confortável e bem remunerado, ao respectivo artesão. Tanto assim que os judeus, durante a Idade Média, fizeram dela a principal atividade: “foi a profissão de alfaiate a que mais professaram (os judeus) na Idade Média, durante os séculos XIV e XV. (…). Esse ofício era, então, o que em Lisboa ocupava o maior número de judeus. (…) O alfaiate de D. Afonso V era um hebreu – mestre Latão –, e o de D. João II era outro – Mestre Abraão.”

Os alfaiates eram artesãos altamente especializados sujeitos a rigorosos exames e anos de prática, para obterem a carteira profissional. Tinham que saber talhar, alinhavar, chulear, casear, coser e fazer todos os acabamentos necessários e exigidos pelo cliente na confecção de calças, casacos, coletes … 



Margarida Castro
dialogos_lusofonos@yahoogrupos.com.br