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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

domingo, 12 de fevereiro de 2012





 ENTÃO MAS AFINAL … (III)









                               (...)

A mecânica continua e ser misteriosa.
Perde e reganha magia.                                      A música oscila, varia.

Perdem-se instrumentos, calam-se outros que entravam na composição do som e o temperavam mas surpreendentemente outros surgem de onde menos e quando nada se esperava e reverbera o som noutras tonalidades que dilatam a alma.


E escutamos de novo e sempre, e tentamos perceber
 - porque sentimos e só depois sabemos -
que a mecânica da vida se altera, muda, e que, todos nós fomos, somos, seremos,
arquitectos e construtores nessa mudança.

 



Chega um poeta e solta o seu verso cantado
“Que caminho tão longo, que viagem tão comprida, que deserto tão grande, sem fronteira nem medida. Águas do pensamento vinde regar o sustento da minha vida …” (1)

É claro, gostaríamos ter a arte de sempre cruzar os caminhos interpretando uma declaração de amor. Amor por tudo, por todas as coisas, por todos os seres vivos e inanimados. Amor universal, completo e pleno.
Mas apesar de sentirmos – na convicção e instinto – ser essa a única atitude orientada no sentido do que todos buscamos, nem sempre é possível, pois não? Não porque o não queiramos, antes porque o não podemos, porque o não sabemos.

E não se pode soçobrar. Não se pode dizer agora não, agora “passo”, agora …espera?!

Não se pode?

Não! No universo das ideias/emoções a vida é sempre a andar. Sem intervalos nem esperas, sem ausências.

As ideias/emoções cavalgam-nos, ultrapassam-nos e arrastam-nos para o abismo ou a redenção. 

                       (...)

(1) - Excerto de um poema de José Mário Branco do álbum “Ser Solidário”

Fotos: Edgar Cantante, Texto: João C.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

"Pombinha"




Aqui vai uma foto da "Pombinha", que continua em agonia no estaleiro do mestre Jaime em Sarilhos Pequenos.

Abraço.
Joaquim Raminhos

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Igreja Nossa Senhora de Lourdes, em Teresina.







Imagens da Igreja
Nossa Senhora de Lourdes, em Teresina, Capital do
Estado do Piauí (Região Nordeste do Brasil), tiradas
em novembro de 2010.

Trata-se de uma igreja famosa pelas obras de carpintaria
do Mestre Dezinho (José Alves de Oliveira) que o projetaram
como artista de renome.

Grande abraço geral!

Hidemberg Alves da Frota

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Manaus





Fotos do Monumento à Abertura dos Portos às Nações Amigas, localizado no Largo São Sebastião, em frente ao Teatro Amazonas, bem como uma foto da Igreja de São Sebastião, no centro de Manaus, capital do Estado do Amazonas.

Hidemberg Alves da Frota
Agosto/2011

(nota: clique em cima das fotos para ampliar)

terça-feira, 28 de junho de 2011

poemas


Foto de Lucas Rosa

sábado, 21 de agosto de 2010

Sérgio Guerra - Exposição de fotografia sobre os Hereros em Lisboa e Luanda

Mulheres Muhimbas da aldeia do senhor Tchimbari Kezumo Bingue, Biquifemo, Namibe, em Angola.
Imagem: Sérgio Guerra


Duas exposições do fotógrafo brasileiro Sérgio Guerra, em Luanda e em Lisboa, vão permitir redescobrir os Hereros, povo Banto que vive no sul de Angola e que atravessou décadas de conflito mantendo os seus traços culturais.
As duas exposições resultam das mais de 10 mil imagens e mais de uma centena de depoimentos que Sérgio Guerra, 50 anos, registou em Julho e Agosto de 2009 quando viveu com os Hereros. “Pouquíssima gente em Angola os conhece de perto, os conseguiria identificar ou simplesmente nomear os subgrupos que formam os Hereros”, diz Guerra.

Actualmente os Hereros totalizam 240 mil pessoas, parte vivendo também nos países vizinhos Namíbia, Zimbábue e Botswana. Os traços principais da cultura desse povo remontam a 3 mil anos e seus ancestrais teriam chegado a Angola há pelo menos três séculos – lá se instalaram nas províncias do Cunene, Namibe e Huíla. Com histórico caracterizado pela resistência (e sangue, consequentemente), opuseram-se à escravidão e outras formas de dominação. Num dos capítulos mais tristes dessa história, em 1904, 80% dos Hereros foram mortos durante um confronto com tropas alemãs na Namíbia.

Em Angola, eles também se negaram a baixar a cabeça perante o colonizador português. Porém, é errado dizer que chegaram ao século XXI absolutamente à parte das populações urbanas que se desenvolveram no país africano a partir da instalação dos europeus. Ou seja, os Hereros de hoje fazem comércio, frequentam escolas, consomem bebidas alcoólicas e alguns trocam os seus bois por carros. No entanto, é inegável que, mesmo não tão isolados do que se habituou a chamar de “civilização”, preservam parte significativa de sua cultura.

O gado é fundamental para entender boa parte do modo de vida dos Hereros. “O boi é tudo para eles, é a sobrevivência. Do boi, tiram tudo. Tutano, leite, o óleo com o qual se banham, o excremento que usam para construir as casas onde moram. É o banco deles. E é muito interessante como descentralizam o património. Têm uma dimensão muito precisa do que necessitam para sobreviver e de como devem ser estruturadas as coisas”, explica Sérgio Guerra. O primeiro contacto dele com os Hereros foi em 1999, durante a realização de um programa para a televisão pública de Angola.

Um dos aspectos mais reveladores é, sem dúvida, a poligamia da mulher e numa sociedade patriarcal. Enquanto os maridos viajam, transportando gado, elas podem ter relações sexuais fora do casamento. E, caso engravidem, é comum que os maridos assumam os filhos.

As exposições decorrerão, em Luanda, entre o dia 27 de Julho e 26 de Agosto, no Museu de História Natural e, em Lisboa, de 19 de Agosto a 18 de Setembro, na Galeria Perve.

http://fotosdistodaquilo.blogspot.com/2010/07/sergio-guerra-exposicao-sobre-os.html

in, dialogos_lusofonos@yahoogrupos.com.br