28 / 2014
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que há linhas que dividem o mundo que habitamos
retalhando-o e retalhando-nos.
Claras e evidentes
umas, agredindo valores que julgávamos invioláveis e brutais
mais subtis e menos palpáveis outras mas, admitimos,
igualmente prejudiciais
nos muros que erguem ou trincheiras que cavam,
dividindo-nos.
se o amor é porta que tudo abre e constrói
a indiferença é a que tudo fecha e destrói.
nos e pelos caminhos percorridos, algo se deduz e emerge
da reflexão:
o tempo urge e é preciso construir pontes e canais
com bom-senso e no respeito pelos direitos
essenciais
no sentido e em serviço do escutar do coração.
Manuel João Croca
Fotos: Edgar Cantante
