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sexta-feira, 15 de março de 2024

JOSÉ GIL

 "O homem, professor e amigo, mais apaixonado pelo Teatro que nós conhecemos"

encenador dramaturgista ator teatro artes do palco e de rua
de 1973-2024 teatro mundial

novos dias novas fotos teatro trabalho regular sempre, lutamos por estrear em Setúbal 24-maio-2024 pode escrever joseamilcarcapinhagil@hotmail.com
Professor Adjunto de Teatro na empresa Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal durante muitos anos, agora jubilado, mas não por vontade própria.

domingo, 21 de novembro de 2021

ONDA DE LETRAS

 


"Quando me tiveres apagado, morto /ou só feito da matéria da memória, /dança uma dança por nada/e debruça em arco o teu corpo sobre o poço da morte/sobre o corpo dividido e espalhado pela última praia".

Manuel Gusmão

 

“ARTE” (Sem Medo) ÉS TU “

 “arte sem medo / arte para ser / arte verdadeira / movimento-amor.”

(Jorge Vicente)

 

A Isabel Pinheiro

A atores e atrizes favoritas

A Maria Simas a favorita das favoritas

Giulia Alessandra Atzori, a internacional e global como

Raissa Segantini

 

O mar revolto o corpo revoltado em ondas, o mar tem tantos

Rios como os dedos dos pés nos lábios

estou sob a Ponte 25 de Abril regresso de Setúbal Praias do Sado

Todos os dias ao fim da tarde, um rio largo e lindo

Prata azul para encantar os olhos até Cascais,

das janelas da Porta vê-se os olhos

Sonhadores o mais íntimo e coletivo que todos temos , à direita

a Tapada da Ajuda

Para continuar esta beleza arte sem medo,

arte para ser, arte ambiental, verdadeira

Movimento amor entre as ancas, para preparar

a ida amanhã de madrugada a Cascais

O cafezinho da Estação de S. João do Estoril

para acordar nos teus seios no correio em

Frente onde te envio as prendas de amor .

A dimensão infinita da tua excitação nos meus

Lábios, estou a aprender a correr na hidromassagem

para te apanhar nos momentos

Vulneráveis, tristes, temos que ser fortes todos

em versos de massinhas douradas

é no vazio que escrevo a tatuagem dos deuses com os lábios

voam as pernas na rua feliz de Stª Catarina em Lisboa, chegarei a Cascais, o Arco Íris sobre o mar e as rochas, não chove há uma semana

os carros lentos atravessam os jardins, quem faz as acácias florir

é o mundo amor entre os dedos como o leite de moça no peito de cerejas

da rocha da Praia da Conceição, avançaremos para dentro de

água 15º graus ninguém nos vê - é a bruma intensa da madrugada

depois vestimos os véus pretos em todo o corpo para abençoar oceano, viajaremos lindos

bebo demoradamente o cálice do namoro

um mamilo claro rosa

sem mexer o corpo, manhã cedo

depois do café leve e do duche

o hotel do Estoril já está barato

e tem vista para o oceano

aqui fico para escrever o livro

amor profundo, há que acertar

as palavras com os lábios e podemos

beber um no outro depois do mel

até ao mel amor, penetrar, a luz

as estrelas da canção e mais

ninguém saber a clementina doce

como um fado, Cascais,

tem fado e do melhor naquelas ruelas

onde nos beijamos noite adentro

podemos mergulhar de manhã e sonhar

amo-te os dedos

voamos como as grandes ondas

no oceano atlântico ou o mar mediterrânico

 

10:49h

12-11-2021

José Gil

sábado, 4 de julho de 2020

José Gil


RESILIÊNCIA DE CAIM
o braço do violoncelo da vida e do mundo
ágil, claro e incisivo no teu corpo
a saudade íntima e a esperança alargada
vibro o fogo das horas no relógio tranquilo
o teu ritmo vegetal em finos raios de luz
um íntimo esboço nas ondas
para libertar os tons amarelos
nos trilhos das pernas doces
ama amor devagar a vida é u navio
os dias ondas para continuar nelas
traço a traço as tuas costas
na delicadeza da música dos
dedos e das cerejas secas de mel
de palmela
Do Castelo avisto a aguarela das cores
e a música das flautas
desenho um cais de chegada
flor seca de tília na sola dos pés e no
chá
resiliência
sensual
fruição
Praias de Cascais
Jose Gil
versão de 1-7-2020
09:37h

sábado, 9 de maio de 2020

Águas Livres


M A I O,
Pedagogia da Situação
às atrizes e atores de Medeia favoritos nestes ensaios online e gravações, Telma Guerra, Inês Trindade, Bruna Manguito, Sónia Ribeiro, Sandro Cordeiro, David Marcos, Cristina Gomes da Silva e Maria Simas, Andreia Bernardo, Inês Jóia, Zé Eduardo

1.
Os rostos desenham aranhas de sacrifício
A tela é de alegria escondida nas rugas
Que fazer?


Rola nos montes que circulam a escola
Junto a Casa do Professor tens os sobreiros
O teatro é um palco
Um trono de luz
Na relva ao ar livre
consigo imaginar com os lápis
o papel sombreado e a fotograia

Minhas mãos aperreio
Lembro memórias da pedagogia da situação
A terna tintura do trabalho esforçado
Horas e horas seguidas na fábrica e no
Campo no palco
Obscena é a pobreza
Pornográfica a fome, a miséria
Os sem casa, os sem teto

Em Maio
Em Africa na Ásia e aqui
Na nossa caminhada confinada
em casa
Encontramos a mão estendida
A barriga vazia
Pelo alcatrão negro da revolta
Trago-te amor a papoula
Abre por momentos os lábios
Os joelhos
A terra fértil
De braço dado dançamos
A poesia tentada
amo o desporto nas ruas vazias da próxima semana
Que os teus olhos dedicados esguios e citadinos
Se percam nos meus também urbanos e solitários
As janelas que deitam para a manhã de sol
São como as tuas sobrancelhas

2.
a língua para a minha decisão
as pernas longas,
um ar claro sobre o poema
como floresceu a neblina
nas praias do sado ou em Cascais ás 7h, um café e um
pão faltava-me um beijo no meio do oceano
proibido o beijo e o abraço no meio do sol
vou continuando a circular entre as tuas pernas quentes a
minha escrita em silêncio longa e quente e doce
na tua pele salgada
passo os dias a escrever mais do que oito horas
de poesia
escrever, ler e re-escrever

3.
Enrola o corpo na areia
Quente
O mar tocará os teus pés
Como a esperança da minha marcha
Sempre mais rápida
Correrei à volta da tua toalha
Que tiras à volta dos teus braços
não há ninguem na praia
Toalha leve, lenço com música tudo dentro de casa
Entrarei agora noutro sonho o mar, mergulho
Na praia inicia “maio maduro maio”
Num pequeno radiozinho negro, smartphone
Tão grande como as vozes que
Começam a cantar em murmúrio
Cada vez mais alto
Há bandeiras vermelhas noutras alamedas
E praças
Lá estarão também os poetas insubmissos
Como Eurípedes e Medeia
Que vão deitando fogo nas praias vazias
Que levantam o corpo ao vento e se imaginam a beijar
Em marchas de novas lutas
Todos sabem o poder do enamoramento
do coninamento amoroso
Na maré das palavras
A serenidade ativa
Muda mudança que não és muda
Linda como as árvores e transparentes
Quando imagino que as abraço como à
Eternidade
A solidão uniu-nos
Na revolução da liberdade

4.
Trazes o veludo da luta e do dia límpido
e claro
bate o sol em cascais desde manhã cedo,
quero
ir à água pouca gente ainda nas ondas,
vibram
mais com a marcha que à tarde será
na Liberdade
na Avenida do teu corpo, entre as
calçadas do dia
vou correr, serei capaz de trazer
a bandeira para
alargar a luta nestes dias novos de
solidariedade
cada vez mais internacional como
os teus lábios de
desejo, vou comer no alcatrão
as primeiras cerejas
vermelhas dos teus dedos de mel
o Fundão Donas chegou com cestos de cerejas
ontem

5.
o poema das 9h
Cor de prata o rio, o tejo
Perto de Paço de Arcos
O comboio fica quase vazio
Alguns estrangeiros peregrinos
Da luz
gostava de fazer uma aguarela
das cores deste dia
do desenho dos corpo
no verão mas
ela já desenha as pernas nos bancos
num olhar sempre sobre a janela
O espelho do desejo
Os dedos tocando os lábios
Ela não existe
O comboio está vazio
São folhas caídas de saudade
No mesmo comboio vestes
O teu casaco de jeans muito leve
azul clarinho
E lês, vais sair em Casa ou
Na Igreja
Afastas-te da estação
Da linha
De luz
Do teu olhar
ando por perto
A Damaia ainda dorme
na sua flor de lilás
do corpo, é 1º de Maio as horas
são umas 8h
As horas poucas para um dia
tão grande, o sol explode
Desenha as ruas de paz com
uma pluma azul
Da claridade e leveza do céu
desta segunda-feira
Os rostos acordam na Garcia da Horta,
no Largo
Cristóvão da Gama, no café Vanda,
na Praceta Bernardo Santareno
na Praceta das Águas Livres
já bebi o primeiro café é o vicio da persistência
faço agora a viagem sonhada na camioneta Vímeca
o poema ganha rodas de coração
até Damaia de Cima sem Passei Marítimo
quero o sol ainda mais quente
a transparência dos dias como uma qualidade das pessoas
e das aves que esboçam pequenos voos junto ao rio


Jose Gil
Águas Livres
1 de Maio 2020
13h

(1) “A Pedagogia da Situação, perspetiva proposta por Gisèle Barret para a área de Expressão Dramática e com possibilidade de ser aplicada em outras áreas artísticas ou em outras áreas do saber” [Leitão] como a Educação Básica, a poesia e o Teatro.
"Como uma pedagogia da vida, que explora cada momento do aqui e agora em sua diversidade aleatória, aleatória e imprevisível, que corre o risco de responder às urgências do momento, (...), especialmente se expressas pelos alunos, enfim envolvidos, motivados a manifestar-se sem medo da divergência, da diferença, espontaneamente e simplesmente não numa relação de força permanente, mas numa convivência dinâmica, onde o confronto permite questionamentos e aprofundamentos "(Barret, 1995: 9),[…] “o Espaço-Tempo; o Pedagogo; o Indivíduo e o Grupo; a Vivência ou o Conteúdo; o Mundo exterior”.referido por Leitão.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

O CÉU ESTÁ COBERTO DE TI PAI


José Gil


O CÉU ESTÁ COBERTO DE TI PAI

a Manuel Gusmão, poeta,

ativei o cavalo que galopas no digital da solidão
toca Eric Satie neste momento de humidade do céu
o céu está coberto de ti no cérebro sensível de todos
os atores jovens no palco
como em todas as pessoas nas arenas e plateias
os atores são uma tribo intranquila e resiliente
exigentes e capazes de ariscar
tens gavetinhas pai em todo o corpo como Dali no
interior escondido
no movimento mais lento do amor entre nós
toca a testa na mão clara dos cabelos curtos
da rotação do teu corpo amor
no meu no último dia
as minhas pernas saltam da cama de madrugada
guardo nestes poemas as rugas da face
escrevo como quem bebe limonada de resistência
a garganta dói e está rouca no verão em longos sorvos
assobiados de crueldade humana de evitar o fim da
pobreza da ignorância da iliteracia
o céu
és amor sem saberes
a minha gaforina desgrenhada
aqui vou deixar morrer o poema
o silêncio está a refluir
ontem a pé na estrada
só de madrugada no campo pequeno
um carro veio contra mim em marcha atrás
senti o corpo frio com o mármore
e depois travou perto de mim
parecia estar no palco
sobre um asfalto sintético negro
alguns móveis muitos livros
encarnações de mofo
até uma cheirava a bafio
os miolos cheios de larvas e enguias podres

há quanto tempo não vou ao cinema
conheço-te a tricotar todos os dias
uma malha de vida e sangue
o teu sentido oculto como Pessoa,
"e não teres sentido oculto nenhum" ator

Praias de Cascais,
20:39h
31-10-2019

José Gil,
Foto Catarina Gil

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Curso Livre de Teatro




1º CURSO DE FORMAÇÃO DE ATORES E ATRIZES
Faltam só 17 Dias! Inscreve-te hoje

Os actores Jose Gil e Maria Simas dirigem de 17 de Junho a 17 de Setembro um Curso Livre de Teatro de 100 horas com diversos Modulos Autonomos.

"Prazer e Necessidade do Teatro " é o objetivo fundamental desta nossa formação teatral para todas as pessoas dos 4 aos 100 anos.

Inscreve-te Hoje! Antes que esgote.

CURSO LIVRE DE VERÃO DE TEATRO DO IPS “O CÓMICO E O POPULAR”
Já temos uma dúzia de inscritos entre crianças, jovens e menos jovens, a maioria do nosso Instituto IPS e do nosso Teatro Comunitário Protocolar Artimanha.

Podemos ter mais uma dúzia inscrevam-se rapidamente!

Além das aulas vamos aos dois maiores Festivais Internacionais de Teatro de Verão. Festival de Teatro de Almada e em Agosto Festival Internacional de Setúbal organizado pelo Teatro Estúdio Fontenova e pela Câmara Municipal de Setúbal. Espetáculos de todo o mundo a preço acessível com debates sempre que possível.

Curso Livre de Teatro do Instituto Politécnico de Setúbal entre 17 de Junho e 17 de Setembro 2019. Aulas diversas ao longo do dia e da tardinha. Total de 100 horas Módulos de 20 horas para diversas faixas etárias dos 4 aos 100 anos mediante Casting simples.

Design de Som, PlayList, Musica, Dança, Voz, Corpo, Cenografia, Encenação, Escrita Teatral para o Cómico e o Popular, Circo, Iniciação à Prática Teatral Professores Jose Gil e Maria Simas (direção do Curso) Filipe Fialho,Sónia Lima, entre outros. Inscreva-se já!

Inscrições simplex teatro.politecnico@ips.pt, pessoalmente na Escola Superior de Educação, (ou telm.912796824).

domingo, 11 de novembro de 2018

37º Poema a I. - José Gil


DO DOCE DE ABÓBORA COM ROMÃS

Deito-me no leito do teu fado
Como uma romã rosa
Como comer o céu
Como comer as estrelas

a abobara em doce  do meu mel escrito
no cabedal das calças 
bem rente à chuva de saudade
espera-me na Damaia

do doce que prepares de abóbora
eu deito as romãs

Ontem fugimos do temporal intenso
Que se prolongou pela madrugada
Em Praias do Sado 9h o sol nasceu e
avançou na guitarra da frente
onde treinas
os carris do comboio que acorda
para Lisboa,
tenho dedos longos de viola
do teu peito
onde vou bordando o sentimento
do pequeno fole emotivo do
acordéon
dos abraços da amizade
no oceano
esqueço as flores das ilusões
como uma cantiga antiga
sei que as tuas costas de tristeza
contam histórias de cavalos e asas
na tua concha do Outono
nos ombros ainda não estão as
tatuagens dos pesadelos
tu és o meu lugar de segunda feira
desenhos tribais no pescoço para eu beijar
e nas pernas
o lugar da lima e da água
não estão claras as bagas de mirtilos
no umbigo
vamos anda  pelo sol das muralhas do Aqueduto
Aguas Livres que
tocam-me de manhã o violino
da vida num só corpo
finisterra
amo-te quando chegas perto em "concha",
vibro por um rio novo o Sado digital
uma maré azul com um largo de palavras
e uma flauta grossa
para te tocar,
para tocares ao largo,
vivam as nuvens rosa
a maré baixa para
vivermos num outro lugar
amo-te, o amor
veste-me junto aos teus seios onde tudo
começa seremos rosa
na concha mais branca da vitória,
terás o poema claro e brilhante
dá um passo no meu umbigo
e dança se chegar a musica
e o silêncio, toco-te,
no movimento criativo
na música e na
dança livre

Praias do Sado
9;43h
5-121-2018

José Gil

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Dança de Pina Baus

CARACOL DE BANDIDA
Em Praias do Sado e Alhos Vedros

Poema a quatro mãos
Andreia Bernardo
José Gil

Só lá eu me sentia
Na flor do eu verdadeiro
Bandida
Desde então nunca mais me senti.
O tempo passa e eu esqueço-me
de quem era
e do que sou.
E quando tenho de ser eu,
Não sei como sou tenho um fado
Caracol em Praias do Sado
caracol de bandida
tocas o verdadeiro coração
mil teclas na concertina
das flores na dança

E falarei na concha que ainda não me entregaste
concha de pele e de cabelos,
gostava de ver chover na praia um bom mergulho
na terça - feira, traz as borboletas pontuais e
efémeras para as tatuagens
da alma profunda, o teatro do circo real
constrói-se em salas escuras e sente-se, o rigor e
transparência da apresentação
começa pelo mel, traz os favos e as abelhas para
decorar o sangue
avançamos pelo fogo o dia não foi igual aos outros viveu o seu destino
gosto destes figos de Setembro na concha da pele,
onde vivemos o
desejo do lençol para o diálogo novo,
Acreditas no Destino em Setembro
Na avenida da rotundas
De ser neste mundo
De ter ainda que ser
O que não sei
Fado da observação
O que tenho que ser eu
Na flor da intimidade
Onde avançam os meus dedos
Nos teus
vamos nos encontrar no outro lado
do mundo onde será verão
às 5,15 nasce o dia
na flor do eu verdadeiro
Tenho um fado


Andreia Bernardo
José Gil
5:35h
18-9-2018
Águas Livres-Amadora
___________________________

“(…) Por detrás da poesia do texto, está a poesia pura
sem forma e sem texto. (…) Não se trata de suprimir a
palavra articulada, mas de conferir às palavras, aproximadamente
a importância que têm os sonhos…”
(Antonin Artaud)

quarta-feira, 5 de setembro de 2018


CARACOL EM QUADRADO AZUL

Desenho no teu umbigo um “quadrado azul” em frente 
ao rectângulo azul de outros saltimbancos
perco-me no triangulo vermelho
da geometria do amor fisico

Perderei meu sangue africano na tatuagem 
do nosso enamoramento 
O teu trabalho está na gare onde chegas no navio, 
nos vitrais da minha fé
Desejo tocar-te nos seios espirituais da modernidade 
dos jardins da fundação
Quem sabia de performance era o nosso mestre 
sem vitrinas entre os múltiplos das
artes plurais – Judite – “nome de guerra”
disseminação de novela e filme sem suportes
avanças de S. Tomé e Príncipe para fazer
a modernidade verdadeira casa das artes
e sublinho o desenho do Arlequim, uma bailarina e um cavalo
no Começar do Teatro as cores, a luz, as sombras, os recortes
as artes, o espetáculo para ser visto.

passo os dedos nos teus braços
na lentidão de um pincel azul

Praias do Sado
17:47h
1-9-2018

José Gil


quarta-feira, 25 de abril de 2018

Relembrando Augusto Sobral


Encenação de José Gil


É já na Sexta-Feira, 27 de Abril 2018, 15h, "Consultório" de Augusto Sobral, as actrizes estudam e preparam os últimos ensaios para os próximos dias, o cenário está pronto,É na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal,Sala de Drama.Como sempre Entrada Livre. Desta vez com uma simples marcação por email individuais, grupos ou turma: teatro.politecnico@ips.pt
23ª apresentação (2013-2018)
A não perder!
Teatro Absurdo -Teatro Rápido - Tragédia Optimista - Tragédia Terapêutica - Trágico-comédia - Actrizes e actor por ordem de entrada em cena Madalena Roque, Júlia Justino, Jose Gil e Anabela Pereira,Cartaz Ana Aguizo, fotografias Francisco Matias

AUGUSTO SOBRAL (1933-2017)


Dramaturgo e homem do teatro, morreu aos 83 anos.
Augusto Sobral, dramaturgo, tradutor e homem do teatro,
nasceu em 1933, foi estudante na Escola de Belas Artes de Lisboa e integrou o grupo de oposição MUD Juvenil.
Estreou-se como autor, em 1961, com duas peças em um ato - O Borrão, pelo Grupo Cénico da Faculdade de Direito, e Consultório, no TNDM II, com encenação de Artur Ramos, seguida, em 1963, de OsDegraus, peça em dois atos não aprovada pela censura.
No teatro, além de autor e tradutor, teve experiência como ator, encenador e cenógrafo. Foi membro fundador do Grupo de Teatro Proposta, em 1975, ao lado de Manuel Coelho, Fernando Gusmão, Luís Alberto e Victor Esteves. Entre os trabalhos deste grupo destaca-se Notícias do Poder (1976)
Em 1977 e 1978, escreve com José Carlos Ary dos Santos, para o Grupo 4, o texto-guião dos espetáculos musicados Os Macacões O Caso da mãozinha misteriosa. Seguiram-se peças, muitas delas publicadas, tais como: Quem matou Alfredo Mann (representada, em 1981, pelo TEAR); Memórias de uma mulher fatal (1981; Prémio da Crítica, ex-aequo para o melhor original português); Abel Abel (1984; Teatro do Bairro Alto); Inexistência (2002; Teatro Mirita Casimiro).
Traduziu, entre outras, as peças Três Irmãs de Tchekhov, Sonho de uma noite de verão de Shakespeare e A Escola de mulheres de Molière. Colaborou ainda com Fonseca e Costa nos guiões dos filmes Os Demónios de Alcácer-Quibir Viúva rica solteira não fica.Terminada
Em 2012, o encenador Rogério Vieira voltou a Memórias de uma mulher fatal, que encenou e interpretou num espetáculo apresentado no Teatro Nacional D. Maria II. Na folha de sala desse espetáculo, um pequeno texto de Augusto Sobral falava da sua aproximação ao teatro do absurdo."[https://www.dn.pt/artes/interior/morreu-augusto-sobral-5645911.html]

quarta-feira, 28 de março de 2018

Onde está a forma da sombra do vento
José Gil e Barbara Pollastri

O Intérprete-sombra para um Teatro inclusivo | uma experiência.



Diário de Trabalho

A Disciplina de Expressão Dramática, vulgo Teatro, existe no Currículo de Tradução e Interpretação para Língua Gestual Portuguesa (TILGP) desde há 20 anos na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal. Foi uma inovação nestes cursos e, apesar de muitas alterações curriculares, conseguiu desenvolver a sua ação.
Não é de estranhar que o Teatro Politécnico IPS já com 5 anos tenha nascido pela mão de duas estudantes de TILGP em 2013: Daniela Sousa e Liliana Machado.
Atualmente a presença do curso manifesta-se com uma dúzia de estudantes/atrizes e com o apoio à direção da estudante finalista Barbara Pollastri que ao longo do seu segundo ano (2016/17) impulsionou de forma ativa e proactiva a continuidade deste projeto.

Quem é o nosso intérprete-sombra? Um ator com conhecimentos de Língua Gestual Portuguesa (LGP), um intérprete de LGP ou um ator/intérprete de LGP?

O intérprete-sombra traz à comunidade surda uma nova forma de vivenciar o Teatro. O intérprete-sobra já não atua no canto do palco, mas sim movimenta-se entre os atores, tornando-se ele próprio um ator. O intérprete-sombra funde-se assim no elenco tornando-se parte do universo cênico. Dessa forma, o espetador surdo já não é obrigado a desviar o olhar para o canto do palco para acompanhar as deixas dos atores. Pode desfrutar de tudo o que se está a passar no palco. Para o espetador ouvinte, o intérprete-sombra distrai menos do que a presença de um intérprete ao lado do palco. Assim como os próprios atores sentem a própria voz de alguma forma “amplificada” através da Língua Gestual.
Mas afinal, quem é o intérprete-sombra? Como todos os atores que acreditam profundamente na Arte do Teatro como expressão de Vida, é alguém que leva esse credo para a comunidade surda, vivenciando em primeira pessoa a emoção do Teatro. Repetir, repetir, repetir... até cair de lado pelo cansaço da emoção... eis quem é o intérprete-sombra.

15-2-2018
Começamos neste dia uma jornada de trabalho de seis ensaios em 4 semanas aproximadamente. Realizar de forma original um espetáculo de teatro com interpretação em LGP em que cada ator tem um intérprete/ator ao seu lado (o intérprete-sombra).

19-2-2018
Abordamos pela primeira vez a vida e obra dos autores das cenas. O primeiro autor a estudar Karl Valentin:
“Nasceu em Munique a 4 de Junho de 1882 como marceneiro, começa uma carreira de cantor popular nas cervejarias de Munique.
 É em 1907 que conhece, com O Aquário, o seu primeiro grande êxito. E passa a assinar Karl Valentin. Será em 1908, quando trabalha como ator em Frankfurter Hof, que conhece Liesl Karlstad que se viria a tornar a sua parceira em palco, durante cerca de trinta anos. Bertolt Brecht frequenta os seus espetáculos, toca na sua orquestra, reconhece a sua influência. Quando, por razões de saúde, Liesl Karlstad abandona a parceria em 1935, Valentin não encontra substituta à altura
Quase esquecido, Karl Valentin morre de pneumonia a 9 de Fevereiro de 1948. O seu teatro é redescoberto nos anos 70, a partir das traduções que foram feitas em França, por Jean-Jourdheuil e Jean-Louis Besson (Éditions Théâtrales), tendo desde então sido reconhecido como um dos maiores autores cómicos de sempre.
[http://www.artistasunidos.pt/publicacoes/40-pessoas/autores/796-karl-valentinValentin Ludwig Fey.recolhido em 26-3-2018]

21 e 26 de fevereiro de 2018
Logo no primeiro ensaio com intérprete-sombra, perguntámo-nos se todas as peças podem ter o intérprete-sombra. Por exemplo neste fragmento de Bombeiro vamos sublinhar as dificuldades.
“Sra. MARTIN: Pois bem, hoje, ia eu ao mercado para comprar legumes que estão cada vez mais caros.
Sra. SMITH: Onde é que isto vai parar!
Sr. SMITH: Não interrompas, querida, sua feia.
Sra. MARTIN: Na rua, ao lado de um café, vi um senhor, decentemente vestido, com uns cinquenta anos, nem isso, que ...
Sr. SMITH: Que o quê?
Sra. SMITH: Que o quê?
Sr. SMITH: Não interrompas, querida, estás a ser nojenta.
Sra. SMITH: Querido, foste tu que interrompeste primeiro, malcriadão”

Este trabalho só foi possível com a participação muito especializada das professoras de TILGP Ana Silva e Maria José Coda. Esta cena pressupõe que os personagens se interrompam constantemente, que se atropelem. Ainda um ator não acabou já o outro está a avançar. Se não se interromperem perde-se a graça, o cómico e o ritmo. O teatro como a música tem um passo e um andamento próprio. Eis que é um grande desafio encenar esta peça mesmo pelo ritmo que obriga a observar. Será que conseguimos? Como melhorar? Talvez distribuindo os atores de forma a terem uma proximidade que permita ao espetador surdo ou ouvinte de focar o seu olhar num perímetro restrito, de forma a conseguir com a visão periférica a acompanhar qualquer movimento, inclusive o diálogo (na perspetiva do surdo), sem perder o ritmo acelerado do mesmo. Sem dúvidas percebemos quantos são os aspetos a trabalhar para um Teatro inclusivo e isso deu-nos ainda mais vontade de continuar nesta experiência.

1-3-2018
O segundo autor a conhecer neste roteiro cómico foi – Eugene Ionesco: o principal autor do Teatro do absurdo-… filho de um advogado e foi batizado na religião ortodoxa, à qual pertenceu durante toda a vida. Ainda criança mudou-se com a família para Paris, onde seu pai tornou-se catedrático em leis. Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, seu pai voltou para a Romênia, deixando Eugene e sua irmã aos cuidados da mãe. Entre 1917 e 1919, Eugene Ionesco morou em La Chapelle Anthenaise, cuidando de sua saúde frágil. Em 1922, voltou a Bucareste para viver com seu pai. Lá fez seus estudos e começou a trabalhar num banco, em 1926. Ionesco cursou a faculdade de francês na Universidade de Bucareste e colaborou com diversos revistas literárias romenas. Em 1934 publicou "Nu!" ("Não!"), uma coletânea de artigos e textos que provocou escândalo no meio literário oficial. Em 1948 começou a escrever a peça "A Cantora Careca", que estreou em 1950. Esta anti-comédia, plena de surrealismo verbal, foi uma das principais peças do chamado "teatro do absurdo". Seguiram-se várias outras peças, que marcaram o teatro do século 20, como "A Lição", "As Cadeiras" e "O Novo Inquilino"... Em 1960 estreou sua obra mais conhecida, "O Rinoceronte". Ionesco tornou-se um escritor de prestígio e em 1971 foi admitido na Academia Francesa. Morreu aos 81 anos, em sua residência, e foi enterrado no cemitério de Montparnasse, em Paris. [https://educacao.uol.com.br/biografias/eugene-ionesco.htm, recolhido 26-3-2018]

15-3-2018 e reposições na semana sucessiva.

ETIQUETAS | Estreia na Casa da Cultura de Setúbal
Teatro Politécnico do Instituto Politécnico de Setúbal na Casa da Cultura de Setúbal às 11h. Seguimos desta vez o Método do Mestre Peter Brook.
Como sempre no dia de comemorar o Dia mundial do Teatro Entrada Livre até ao limite da lotação da sala. Vamos ler parte das Mensagens; “Deixe-nos remover do teatro tudo o que é supérfluo. Deixe-nos desnudá-lo. Porque quanto mais simples é o teatro, mais fácil é lembrar-nos do único fato inegável: nós somos, enquanto estamos no tempo; que somos enquanto somos carne e osso e corações batendo em nosso peito” (Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2018).

LEITURAS | Vamos ler e recitar alguns dos melhores poemas do mundo em português. Um poema em Língua Gestual Portuguesa pela atriz Cidália Jesus. Acompanhada pela atriz leitora Ana Carolina. Outras Atrizes nas Leituras de Poemas Cristina Roldão, Federica Podda, Leida entre muitos outros.


K. Representaremos o nosso espetáculo K com as atrizes e atores Catarina CarvalhoCristina RoldãoDiogo MarianoSusana CostaInês MacedoNicole VivianaAna RosaAna Santos, Inês Santos e Catarina Vilelas entre outros
ENCADERNADORA | Estreia de Leonor Xarepe
BOMBEIRO (2018) | com as atrizes - Laura Sérgio (na foto), Filipa Ferreira, Ana Carolina foto), Carolina Calado, Inês Filipa, Inês Lourenço Jones.
CASAL INCOMUNICANTE | Finalmente o grande êxito do semestre passado “Casal Incomunicante” com Rafaela AlfaceInês Macedo e Sara Alexandra Batista.

Encenação José Gil, Assistente de Encenação Eliana Silva
Direção 
Barbara Pollastri
Técnicos: Ricardo Duarte, Marian Mariana SilvaSara Alexandra Batista e Inês Trindade.

26-3-2018
A IMPORTÂNCIA DA LUZ NO TEATRO
O Teatro não são só os atores e os espectadores. Há várias ferramentas e criadores como o Autor, o dramaturgo, o fotografo, o designer gráfico digital, o sonoplasta, o cenógrafo, o guarda roupa, o comunicador, a costureira, a maquilhadora, o aderecista... Hoje centramo-nos apenas na importância da luz num espetáculo de teatro. Temos aqui duas boas fotos da mesma cena do mesmo espetáculo Etiquetas. Uma com luz de Teatro outra sem luz. Vejam a diferença. Não preciso de dizer mais...

Fotos excelentes de Francisco Ferreira e João Pires