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sexta-feira, 5 de abril de 2019

A poesia colorida de Manuel (D'Angola) de Sousa

1.

“Recuo De Marcha Atrás Quando Necessário Fôr Alterar O Paradigma À Consciência”

Vôo no balancear das danças dos corvos no alto da fortaleza
Aninho-me nas acrobacias deles na deslumbrante paisagem
Fundo-me no ouro reluzente do “El Dorado” do fim da tarde
Amalgamo-me alquimicamente e filosoficamente nos raios de Sol
Embrulho-me a mim e ao meu corpo no calor nascente da aurora

Envolvo-me nas fortes correntes descendentes e ascendentes
Aparafuso-me no ar que redemoinha em movimento helicoidal
Bato as asas o mais depressa e energicamente que posso
Luto contra as influentes correntezas aéreas aos solavancos
Sou levado pelo poder da natureza que teima em mandar

Comanda-me em parte o indelével instinto meio intuitivo
Guia-me a estrela do norte a um dos cantos do olho esquerdo
Com o direito sigo a rota para o campo magnético mais a sul
Leva-me a consciência quase que totalmente a linha do horizonte
Verticalizo a minha atitude e resisto a tudo e a todas as influências…

Faço marcha atrás e recuo quase que radicalmente na direcção oposta ao ocaso…

Escrito em Luanda, Angola, por Manuel (D’Angola) de Sousa, a 3 de Abril de 2019, em Memoria a todos os Homens e Mulheres que, ao longo da Historia e do Desenvolvimento Evolutivo Humanos, tiveram a coragem para proceder à mudança e à substituição de antigos paradigmas disfuncionais e ineficazes por outros mais modernos e mais profícuos, construtivos, inovadores, criativos, inspiradores, libertadores da mente, modernizadores e positivos para o respeito e o comportamento e atitudes Humanas…


2.

“Dobrado Em Silencio Na Confusão Dum Paraquedas Junto À Porta Do Templo À Morte”

Dobro o paraquedas à volta de um poste pára-raios ultravioletas
Pego no crânio sêco e molho-o com vinagre de maçã do Éden
Emagreço umas tantas miligramas a exercitar o abecedário

Tremo à porta do templo com mêdo de não acreditar em nada
Calo-me para melhor escutar o silêncio impune da extinção
Mata-se de maneira gratuita e quem paga são as vítimas disso

Grito sem que ninguém me ouça como um gorila em plena dôr
Fujo que nem uma gazela ameaçada pelos olhares assassinos
Arrepia-se-me a espinha de baixo a cima ao vêr o prazer da morte

Cada vez que oiço um clique fecho os olhos em estado de côma
Corro junto com uma manada de elefantes de coração sangrando
Olho ao espelho quase atónito e vejo um monstro sem pare

Meus olhos raiados de vermelho não permitem que veja a luz
Agiganto-me de uma vez por todas para dizer que basta e nada mais
Arrebento com as balas e com as armas cuspidoras de vil fogo

Deixo que o desejo me faça crescer asas rapidamente nas costas
Subo a uma árvore para visualizar uma série de miragens tremeluzentes
Chamo algumas com as mãos como se lhes fosse dar milho em pipoca

Chocalho a cabeça e a franja rapada à catanada para atrair moscas raras
Enxoto os hipotéticos pensamentos invasores das estepes para longe
Corto o mato pela raiz quadrada para calcular quantos pés há por ali…

Empurro a imaginação para fora da mente com os dentes afiados uma noite antes…

Escrito em Luanda, Angola, a 2 de Março de 2019, por Manuel (D’Angola) de Sousa, em Protesto contra toda a forma de caça e de extinção premeditada aos Animais Selvagens e ainda, a muitos dos Animais Domésticos uteis, como os Gatos que, cada vez são menos nos telhados e ruas das Cidades (permitindo que haja uma autentica peste de ratos e ratazanas a proliferarem livremente pelas ruas, quintais e casas, levando vírus e bactéria transmissora de doenças mortais à Humanidade) …


3.

“De Olho Na Transferência Da Matéria De Eras Passadas Para Aquelas Infinitas Da Alma”

Olho para a transparência do vosso corpo vazio
Encho a garganta sedenta cheia de galhos quebrados
Imagino-me a construir uma cubata de pau-a-pique

Durmo para o lado que me pesa menos quilos
Despejo a consciência cheia num esgoto público
Limpo os vazos sanguíneos capilares cerebrais

Planto neles sementes de cebola e tomate em polpa
Compro papel branco de embrulho para prendas
Presenteio-me a mim e à Humanidade com o presente

Ofereço o tempo que me sobra num altar esvaziado
Remeto idiotices impensadas a um dos sete Céus
Harmonizo a Alma espiritual num dos pratos da balança

Paraliso a cara primeiro e todas as rugas a seguir
Envio o aviso de urgência em envelope fechado lacrado
Mando assuntos compostos e questões ôcas via correio

Aceno no topo da columbófila aos pombos de expressão inglesa
Tombo do alto de uma torre com o relógio de pulso avariado
Agarro-me com afinco aos ponteiros desgovernados

Perco horas e muitos minutos a tentar perceber a Existência
Escangalho a agenda onde tenho tudo planificado ao milímetro
Desarranjo os intestinos grosso e delgado numa tempestade…

Evito o holocausto ao transferir-me da matéria passada para a desta Era…

Escrito em Luanda, Angola, por Manuel (D’Angola) de Sousa, a 1 de Abril de 2019, em Homenagem a todos os Antepassados Humanos e Àqueles que deram Origem à Humanidade e ainda, aos Antepassados Directos, os quais, alguns, tive o privilégio de conhecer vivos e a toda a Humanidade do Presente e Àquela do Advir (Futuro) que, espero, seja formada já por salganhada de Gentes de todas as Origens e ditas Etnias, vindas de todos os cantos de nosso mui Maravilhoso e Único Planeta Terra…

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

“Desejos Extravasantes Da Cabeça De Testa Hirsuta E Farta De Leis De Inata Ortodoxia”


Tenho desejos que não cabem na cabeça de ninguém e nem na minha Cofio a barba rala por desfazer para manter a honra intacta Passo a pente fino e aquecido em brasa as pestanas postiças Franzo a testa hirsuta e as fartas sobrancelhas pretas e lisas Aliso as rugas e as olheiras de uma noite passada com insónias Ando de lado e alentado em bicos-de-pé para fora do cenário Descubro o lado oculto da Lua destapando-lhe o rosto obscuro Parto os pratos e copos usados na santa ceia à maneira Russa Viro-me do avesso e transformo-me em um sêr nada ortodoxo Desrespeito as leis da vida rasgando os regulamentos e os direitos Entorto e distorço as barras de chocolate e de ferro que me prendem Solto um grito de liberdade que se ouve na antiga Sibéria inteira Fragmento os fundamentos essenciais em tantas e incontáveis partes Fracciono em fracções mínimas e máximas alguns inconcebíveis temores Cortejo princesas que correm descalças em grupo dos bailes de meia-noite Jogo a coroa faz-de-conta de idílico príncipe romanesco para o lixo Desmembro a língua dos membros e órgãos e autonomizo-a de repente Automatizo-a aquando de certas mudanças simplesmente teóricas e retóricas Desdramatizo a peça teatral do julgamento final dantesco comovido Limpo o nariz empertigado e ao mesmo tempo tímido a um lenço imaculado Canalizo fluxos de energias anímica e psíquica para as pontas sensíveis dos dedos… Aceno um último adeus de que todos desconfiam ser um de muitos porvires e por vir…
Escrito em Luanda, Angola, por Manuel (D’Angola) de Sousa, a 7 de Janeiro de 2018, em Homenagem a todos aqueles que mantem o estado de constante espirito de esperança, positividade, paz harmonia e construtividade fraterna e solidaria para com a humanidade e o futuro por vir… Aos meus batalhadores e sacrificados Antepassados, os quais, me mostraram e ensinaram a não ter medo da Vida, por muito difícil ou árdua que fosse, abrindo-me assim caminho para a permanente visão esperançada e imaginativa, que me permite hoje caminhar de cabeça erguida…

quinta-feira, 7 de junho de 2018

A Poesia de Manuel (D'Angola) de Sousa


1.

“Encantado De Vento Em Pôpa Pela Ilusão Encaixotada De Cantos Fluídicos Espirituais”

Encantam-me os cantos e os desencantos da desilusão
Encaixo-me dentro de caixas e caixotes de cartão pré-reciclados
Desinibo-me de inibições e exibições pouquíssimo ambiciosas
Desarmo-me de armas e munições de pólvora sêca atómica

Disparo balas explosivas e os próprios canhões a reacção
Desloco-me materialmente para locais deslocalizados
E ainda vou de vento em pôpa sem proa ou leme ou velas
Subo ao mastro principal sempre a escorregar por ele a baixo

Seco o fluido rubro das veias e dou-o a beber aos vampiros do alheio
Descontrai-me imenso ver a carteira vazia cada vez mais contraída
Monto a besta quer queira ela ou não e desmonto-a peça por peça
Alego na escrita mural de parede de só fazer recurso a alegorias

Uso parábolas de desígnios feitos em contrafacção por profetas falsos
Entro em contradição e teimosia plenas em função das metáforas
Contradigo o que digo de olhos fechados com os olhos abertos
Faço desmoronar a ideia fixa e movo-me verbalmente por afinidades

Início o inicio de uma frase com paradoxos e findo-a sem lógica alguma
Rompo com o passado das sentenças desprovidas de sentido figurado
Desfiguro-me facialmente através de gestos de irrelevante significado
Fecho a fonte das origens primordiais e desligo a correnteza espirita…

Encerro por momentos o fluxo dos sonhos mal sonhados e reinicio o programa elementar…

Escrito a 5 de Junho de 2018, por Manuel (D’Angola) de Sousa, em Luanda, Angola, em Homenagem aos Afoitos, Corajosos e Aventureiros da Vida e dos que enfrentam Riscos e outros Perigos com o peito abertamente e com a maior das normalidades e sem que isso pareça constituir algo por aí além…

“Aos que normalmente e de forma muito natural, são heróis das iniciativas da Vida, e que, assim, a ajudam a mudar e a evoluir…”


2.

“Da Verdade E Da Realidade Em Duvida Ao Invisível Azimute Da Irreflexão Ilimitada…”

Já não sei se o diga ou não!
A verdade já não me soa mais ao que devia ser!
Fico agora confuso…
Duvido amiúde disto tudo…
Tenho a própria realidade posta em questão!...

Transplanto a sêde e a fome para outra ocasião…
Busco respostas em tudo o que mexe…
Movimento o ego…
Centralizo-me no umbigo…
Perco o fio à meada e nada sei mais!…

Quiçá vegete tanto e tão pouco!
Navegue sem rumo definido!
Sem destino ou azimute!
Saio tão simplesmente dos limites do tempo…
Sou um nada ou um ninguém e um que nunca fui ou foi!…

Vejo-me espelhado na invisível inflexão interior sem qualquer reflexão exterior…

“Em resiliente e persistente busca de uma Orientação Consciente e da/pela/na Plenitude da Verdade e da/na Realidade…”

Escrito a 4 de Junho de 2018, em Luanda, Angola, por Manuel (D’Angola) de Sousa, em data dos nascimentos de meu Avo Daniel de Sousa (transitado há alguns anos atrás), nascido em São Martinho do Porto, Portugal, e de meu Filho mais velho, Luis Daniel Silva de Sousa, nascido em Luanda, Angola


3.

“Hipotético Ser Aos Poucos…”

Nada sou e hipotético sou e sei disso!
Patético ando e tresando aos poucos…
Escabeceio no meio de um só seio
Parece que ensurdeço com a falta de barulho
Ou será que enlouqueço antes de tudo?...

Escrito a 4 de Junho de 2018, ao início da madrugada, em Luanda, Angola, por Manuel (D’Angola) de Sousa, em semelhança ao estilo dos Hakai Japoneses… e em Homenagem ao singelo Homem Divino, que cada um de nos reflecte e representa…

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Manuel (D'Angola) de Sousa


“De Degrau Em Grau Subo Ao Ingreme Céu Escorregadio Da Mitologia Psicotrópica”

Subo degraus da escadaria e desço graus do termómetro
Ascendo com o ar e a ambição ao tôpo da montanha
Trepo que nem um bode montanhês as íngremes encostas
Pulo de um lado para o outro de penhasco para falésias

O mêdo que tenho do mêdo é tanto que me pélo
Receio não sabêr lidar com os tremores que sinto
Escorrego ao mínimo sinal de pavôr de um terrôr maior
Não controlo as emoções e nem o sentimento mitológico

Acredito nas sombras e em tudo o que mexe aparentemente
Escondo os olhos da claridade e da penumbra também
Vejo mal um simples e suspeito barulho no meio do nada
Vislumbro silhuetas em formas indistintas na escuridão

Queimo calorias e outras porcarias que colecto por aí
Bem desejo reciclar tudo o que é lixo atómico ou simbólico
Há que aprender a fazer coisas que sempre pensei sabêr
Ando errado e troco os pés e os cotovelos e tudo o mais

Rapo e raspo tachos furados feitos de alumínio reaproveitado
Minero antigos resquícios de inteligência em profundas minas
Cavo buracos nos cérebros alheios com o pensamento furador
Influencio sem querer e de propósito mentes cultas e ocultas

Quero lá saber se sei ou sou um inculto em plenitude total
Saiam as palavras como me saírem da boca sinto-me feliz
Gingo até de contente por dizer significâncias distorcidas
Pouco me importa se sou ou não realista e minto ao quadrado

Convenço-me amiúde ao espelho que o melhor é ser vaidoso
Acredito em ilusões e em miragens no deserto sem árvores
Que se lixem as boas maneiras e a ética que poucos usam…
Arrepender-me-ia por obrigatória dôr própria de consciência se estas fossem atitudes minhas…

Acabaria por auto-condenar-me a ficar calado e quieto na mansidão da eternidade moral…

Escrito em Luanda, Angola, por Manuel (D’Angola) de Sousa, a 8 de Maio de 2018, em Alusão à necessidade de existirem práticas de educação forte e de ética e moral firmes, sobretudo no sistema educacional total, a fim de que tenhamos uma Sociedade muito mais harmoniosa e consciente e virada para as questões ambientais e o comportamento digno, de boas maneiras e honesto…

“Viva a Verdade e a Realidade Prática acima de tudo, como valores orientadores essenciais da Sociedade…”

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

“Agudo Silvo De Consciente Solicitação De Perdão Atrasado E Ascenso”


Sopro o vento para ir mais depressa
Toco com as mãos os pés e ao contrário
Revolvo-me para dentro e para fora e vice-versa
Abro a caixinha das surpresas e reviro o Mundo todo

Levanto a tampa de chumbo que me cobre
Pego com os dois braços o peso da consciência
Olho para o interior para ver o que de lá libertei
Fujo antes que os fantasmas do passado me persigam

Carrego aos ombros lembranças irrelevantes
Apago das páginas do meu livro o que já lá vai
Arrumo nas estantes cerebrais as lendas de ninguém
Vou indo a conversar com meus próprios botões sobre alguém

Caminho a eito mesmo à beira da berma
Só me apercebo do perigo quando em queda
Ainda me viro para trás para ver o brilho das Estrelas
Medito no percurso e esboço um silvo verbal de perdão

Corto à faca os nervos sensíveis à flor da pele
Recruto gente que me acompanhe nas façanhas
Converso com quem finge que me escuta das sombras
Recorto à tesoura o perfil de um tesouro de brilhante metal vil

Escondo os remos da barca de Noé algures
Unicamente preciso que me indiquem a fonte
Remarei até onde der e abrirei o portal ao desconhecido
Entrarei de lado pela imensidão do som de milhões de rumores

Libertarei a Alma única e deixarei a colectiva
Abraçarei quem me aparecer à frente em tom generoso
Desmancharei a cara feita de uma imensa colecção de máscaras
Aproveitarei a sequência de acontecimentos primordiais para ser receptivo…

Levantarei a cabeça aos Céus a meio da reza alheia e aguardarei a paciente ascensão…

Escrito em Luanda, Angola, a 26 de Dezembro de 2017, por Manuel (D’Angola) de Sousa, em Alusão à ocasião históricas do lançamento para a órbita Terrestre, hoje, do primeiro Satélite de Telecomunicações de Angola, o Angosat 1 e na sincera esperança que, seja este, o marco de viragem e receptividade, a uma maior evolução tecnológica e de novas politicas de economia de mercado livre…

Também e ainda, a propósito desta época corrente Época Natalina de Festas e do Senso de Perdão e Tolerância que devemos oferecer uns aos outros, como verdadeiros Seres Humanos, possuidores de real sensibilidade e inteligência nobre…

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Dois Poemas de Manuel (D'Angola) de Sousa

1.

“Entre Tuneis E Furos Dérmicos À Sensibilidade Cerebral Grotesca…”

Esgravato múltiplas dimensões sem nexo
Escavo complexas ocasiões dissimuladas
Espreito em todas as fendas expostas ao ar
Descubro de imediato o que é encoberto
Exponho a nudez linguística a mastigar

Dispenso aplausos sem qualquer fundamento
Deixo-me estar na minha pérfida languidez
Mostro partes carnais aos olhos indiscretos
Leio com a voz exaltada a poesia ida há muito
Uso o lirismo da Idade Média para fins grotescos

Liquefaço a fala para que não soe tão sólida
Atrapalho-me na dicção de palavras difíceis
Arrecado atrás da orelha uma parelha de pulgas
Parto de seguida particularmente desgarrado
Nem se me passa pela cabeça onde ir depois

Levo vã pressa e uma azáfama desmedida
Esqueço que trago comigo a fita métrica
Trepo às paredes tão logo travem a escalada
Subo sei lá para onde e sem nenhuma ideia
Aproveito que seja o destino a levar-me ao colo

Saltito que nem um saltimbanco deveras solto
Salto com milhões de molinhas de isqueiro nos pés
Analiso as plantas em busca de raízes das origens
Prematuramente cavo um buraco na fuselagem
Furo a primeira camada dérmica bruta ao cérebro…

Estimulo rios de tinta a correrem sem o entrave de veredas ou lá o que fôr!...

Escrito em Luanda, Angola, a 6 de Novembro de 2017, por Manuel (D’Angola) de Sousa, com o fito de inspirar e recriar sensibilidades criativas e criadoras, seja de arte, seja de novas invenções ou seja do desenvolvimento tecnológico e socio-filosófico e harmonioso de toda a Sociedade Humana em geral e ao nível Global Terrestre…

2.

“Saltitando Magicamente De Presságios Em Premonições”

Saltito entre presságios e premonições
Fico porém com perguntas crescentes
Estabeleço metas e objectivos vazios
Arrisco jogar uma cartada de magia
Simulo acontecimentos inaceitáveis

Magôo os dedos dos pés à martelada
Pontapeio a maldade com muita força
Lanço-me para dentro de uma rede
Sou capturado como um pescado qualquer
Tenho asas e não sei contudo voar

Saio de mansinho das indefinições
Largo tudo e caio fora da ocasião
Abandono o barco antes que afunde
Incendeio-me igneamente com facilidade
Acendo num autêntico fogo-fátuo-de-artificio

Entretenho-me a ouvir os pios de aves
Canto junto com os pássaros no alto
Vibro comungando o gosto pela vida
Tremo quando a terra estremece o solo
Arrepio-me da cabeça à ponta das unhas

A realidade é surrealisticamente linda
São poucas as dúvidas de sua existência
Repouso sobre o ombro enquanto discirno
Tento empreender a compreensão absoluta
Há algumas questões entravantes que não percebo bem!…

Meto-me com assiduidade a destrinçar os códigos inteligíveis do todo…

Estudar e discernir, senão são dos maiores atributos da curiosidade Humana, face ao saber e ao conhecimento requeridos, para que possamos descobrir e descodificar o absoluto da realidade existencial, com certeza, serão dos principais motivos que nos fazem evoluir, seja como colectividade ou seja no formato individual ou pessoal. A este processo, poderemos acrescentar a evolução civilizacional e a criação e a inovação filosofal e da inteligência…

Escrito em Luanda, Angola, a 5 de Novembro de 2017, por Manuel (D’Angola) de Sousa, em Homenagem à Inteligência Humana e a todas as restantes que, por esse Universo, possam existir, em especial, a Inteligência Cósmica, que a todo o Universo imbui e controla, mantendo-o em ordem estrutural e orgânica…