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sábado, 22 de setembro de 2018

O Distrito de Setúbal, Portugal


A imagem pode conter: montanha, céu, árvore, casa, ar livre e natureza
Imagens do Google

Entre os rios Tejo e Sado, o oceano e a parte ocidental da província alentejana, eis a península de Setúbal. Nove concelhos constituem o rendilhado do lugar (Setúbal, Palmela, Sesimbra, Almada, Seixal, Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete). Para sul, completando o distrito, os quatro concelhos alentejanos (Alcácer-do-Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines).  Um lugar pleno de parques e reservas naturais, património histórico de excelência, zona de estuários que dão para mil praias, imensa beleza paisagística, da cordilheira da Arrábida, da arriba fóssil da Costa da Caparica, do Cabo Espichel, do Parque Natural do Sudoeste Alentejano. Das fortalezas, dos castelos, dos conventos e das igrejas. Dos flamingos e dos golfinhos.

Na foto, o Convento de Nossa Senhora da Arrábida, em plena Serra da Arrábida, onde Frei Agostinho da Cruz (1540-1619), o poeta místico, viveu como eremita os últimos 15 anos de vida. As comemorações do quarto centenário da sua morte começarão muito em breve...


Luís Santos


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Um importante contributo para a história de Setúbal



Manuel Henrique Figueira
Munícipe em Palmela
(manuelhenrique@netvisao.pt)
Todo o local é nacional (faz parte de um dado nacional) e todo o nacional é local (faz parte de um todo mais abrangente, mais global).

Saiu mais um importante contributo para a história de Setúbal, o livro de Albérico Afonso Setúbal sob a Ditadura Militar (1926-1933), que é parte de um projecto mais vasto que visa colmatar a lacuna ainda existente quanto a instrumentos de trabalho de história local.

Inventaria factos do passado «que ficaram e se tornaram noutra coisa», factos que foram a «vida que foi (…) sendo até se tornar a vida que veio depois», como nos diz o autor, decorridos no período de sete anos de duração do regime da Ditadura Militar saído do 28 de Maio de 1926.

O 1.º volume deste projecto – História e Cronologia de Setúbal (1248-1926) −, publicado em 2011, abrange essencialmente o período desde 1249 (data do 1.º foral de Setúbal, antes da qual a história da cidade ainda não se encontra estabelecida) e 1926. Com 336 páginas (incluindo a «Iconografia Setubalense»), está dividido em três partes: «Setúbal Medieval e Moderna», de 15/8/1248 (abertura da igreja de St.ª Maria da Graça) a 15/12/1819 (nascimento de António Maria Eusébio, o poeta popular Calafate ou Cantador de Setúbal); «Setúbal Liberal», de 24/8/1820 (criação de uma «Sociedade Patriótica» angariadora de apoios para o regime liberal) a 10/1910 (greve dos carroceiros locais); «Setúbal Republicana», de 5/10/1910 (incêndio na Câmara e ataque anticlerical à igreja do Coração de Jesus e ao Convento de Brancanes) a 28/5/1926 (notícias do golpe militar e dos salários em atraso dos trabalhadores da Câmara).

Uma introdução-resenha dos factos mais importantes antecede as três partes, estruturando a identidade do período. Termina com uma lista bibliográfica, um índice analítico (sempre útil) e 47 páginas da «Iconografia Setubalense» com reproduções fotográficas de documentos raros.

O 2.º volume, alvo desta análise, inicialmente previsto para abranger a Ditadura Militar e o Estado Novo, acabou por se esgotar na primeira, tal o manancial de informação coligida. De estrutura semelhante à do 1.º volume, a introdução-resenha é mais desenvolvida (77 páginas) e, no final, uma novidade, a biografia do anarquista Jaime Rebelo. Inicia-se com a notícia da organização de um destacamento de forças de Infantaria 11 e de Vendas Novas para interceptarem os revoltosos de Infantaria 33, de Lagos, e termina com o apelo, a 17 de Março, à votação no plebiscito à Constituição de 1933.

Espera-se, portanto, o 3.º volume, sobre os 41 anos da Ditadura Civil de Salazar e Caetano: período conhecido como Estado Novo.

Com este projecto Albérico Afonso continua Almeida Carvalho, Manuel Maria Portela e Peres Claro, mas com um nível de exaustividade, rigor e riqueza de pesquisa das fontes (e informação disponibilizada) sem paralelo com estes autores.

Conhecendo-se a obra publicada por Albérico Afonso no âmbito académico, Salazar e a Escola Técnica (Tese de Mestrado) e A FPA: A Fábrica Leccionada – Aventuras dos tecnocatólicos no Ministério das Corporações (Tese de Doutoramento), ou no âmbito da história local aquando das comemorações do centenário da República, Setúbal: Roteiros Republicanos, entre outros títulos, a qualidade da obra que analiso não nos surpreende.

Sobre a imprescindibilidade deste tipo de instrumentos de consulta, no caso uma cronologia de factos históricos, tomo de empréstimo as palavras de António Nóvoa (adaptadas) aquando da publicação de Imprensa de Educação e Ensino – Repertório Analítico (séculos XIX-XX): «As dificuldades de consulta das publicações periódicas e a percepção da sua importância como fonte para a História (…) [local] tornaram bem nítida a necessidade de organizar instrumentos de identificação e de descrição das revistas e jornais portugueses (…)». Embora Albérico Afonso vá muito além da imprensa local como fonte essencial para o seu trabalho, as entradas da mesma que nos apresenta são fundamentais em si e, ao mesmo tempo, abrem-nos caminhos para outras consultas.

       Sobre o reconhecimento científico da História local, e da sua importância, Clifford Geertz e Michel Foulcaut abriram espaço à modalidade de História escrita a partir de realidades particulares.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Setúbal, Cidade Verde

Olá a todos!

Depois dos jornais e dos livros, decidimo-nos por uma nova aventura: uma curta-metragem documental. O argumento é meu, a realização é da Lena, a música é do maestro Rui Serodio.

Chama-se "Setúbal, Cidade Verde" e estreia no próximo domingo (dia 15), pelas 16:00, no Auditório Municipal Charlot, em Setúbal.
É apresentada no âmbito das Curtas Sadinas, tendo sido uma das 29 películas seleccionadas entre 91 candidatas. :-)


Para vos aguçar o apetite, aqui fica a sinopse:
"Unidos na protecção da natureza, dois alunos do Liceu de Setúbal estavam, em 1976, longe de imaginar o papel que teriam na política ambiental da região, bem como de supor que uma associação por si fundada daria um contributo inestimável para a maior organização ecologista de Portugal."

O nosso trabalho é amador, mas os entrevistados - que muitos reconhecerão - são profissionais. ;-)
Por isso, venham ouvi-los numa história nunca antes contada!

Contamos com a vossa presença.
Um abraço,
Luís e Lena