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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Dos Ramos até à Páscoa

Altar-mor da Ig. de S. Lourenço, Autor António Tapadinhas Acrílico sobre tela 100 x 100 cm
Ainda a pensar na viagem de Vasco da Gama, e nas imensas portas que ela abriu entre o ocidente e o oriente, por exemplo, onde Cristo e Buda se encontraram e fortemente se zangaram, mas que puderam, depois, ensinar a viver em paz... E, afinal, o que isso significa hoje para todas as gentes, todo o mundo?
Quinto domingo da quaresma, Domingo de Ramos, início da semana santa, com o altar da Igreja Matriz de Alhos Vedros iluminado, onde ainda se vislumbra pelo meio da penumbra, Mestre de Avis e seus filhos, Ínclita geração, rezando pelo bom sucesso da expedição a Ceuta, o primeiro marco da expansão ultramarina portuguesa. Texto de Luís Santos.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

sábado, 18 de junho de 2016

"O Largo da Graça" - Edições


Ficam fotos e poema da sessão de lançamento no Café-Restaurante Quebra Mar, em Alhos Vedros, de dois livros de Luciano França: "Incandescentes" e "Frescos", com a chancela do "Largo da Graça".
A apresentação dos livros foi feita em mais uma tertúlia poética do Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros (cacav) que vem sendo habitualmente dinamizada por António Tapadinhas. As fotografias são de Lucas Rosa.

Eis o poema que inicia o livro "Frescos" para que se abra o apetite à leitura:

No hemisfério celeste, luzes siderais desaparecentes,
por instantes, espectáculos galácticos
e na superfície, o vento, um silêncio de ramagens.

Eis as fotos:







segunda-feira, 11 de abril de 2016

REAL.... IRREAL... SURREAL... (198)



 Mário Cesariny

 
RUA 1º DE DEZEMBRO
À hora X, no Café Portugal
À mesa Z, é sempre a mesma cena:
Uma toupeira ergue a mãozinha e acena…
Dois pica-paus querelam, muito entusiasmados:
Que a dita dura que não dura
A dita dita dura – dura desdita!
Um pássaro canta diz isto assim é pena
E um senhor avestruz engole ovos estrelados.
Mário Cesariny

Selecção de António Tapadinhas

sábado, 28 de junho de 2014

Poema Construído




Prato à Pequim


Chegou à vida um pato que saiu do forno 

pensando-se a Fénix por causa disso,


assado e cozido, em repasto familiar renascido


as laranjas descascaram-se em espiral para acompanhar

Um pato saudável nunca está só: tem sempre duas patas



Os talheres foram postos em mesa aprumada

"-Para mim", pensou a fénix, olhando a cabeceira,

degolada e decepada, com laranja decorada

mesa posta a rigor já com pato e tudo quem será que vem jantar

Um Coelho que traz Aguiar Branco, Poiares Maduro e Mateus Rosé.



À roda, a mesa coloria de frutas, e cantava-se Alegrias

e o pato que se julgava a fénix lá se ergueu, olhou o coelho e disse:

"-Quem diria Coelho, renascidos os dois na mesma mesa."

O Coelho sorriu, pensando: pois, mas eu venho para comer e tu para ser comido

E, se bem pensou, melhor o fez: comeu a Fénix, com cinzas e tudo!



Diogo Correia
Luís Gomes
Luís Santos
Manuel João Croca
António Tapadinhas


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

REAL...IRREAL... SURREAL...



Carola Justo

2012

Pássaros com cálice

40x50

Acrílico


Nota: O António Tapadinhas teve de levar o computador à revisão e pediu-me para o substituir na produção desta rubrica semanal que é da sua responsabilidade. Vai daí, deixo uma maravilhosa pintura de Carola Justo como, de resto, tem sido a norma da sua gentil colaboração no "EG". Além do mais, entre um mundo colorido de estonteante beleza com que somos prendados, um cálice sagrado e dois pássaros azuis que cruzam a manhã da eternidade. (Luís Santos)