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segunda-feira, 26 de março de 2012

Já é possível ‘visitar’ o Amazonas

Projecto do Google disponibiliza uma forma de conhecer local na Internet

2012-03-22, in Ciência Hoje
Gostava de conhecer o Amazonas? Agora isso é possível. O Google lançou ontem, no Dia Mundial da Floresta, um projecto que permite visitar virtualmente zonas protegidas com acesso restrito, como a Reserva do Rio Negro.
Através do «Street View» nos «Mapas» do Google é possível ter acesso a este local especial do planeta que, de outra forma, não seria possível visitar.
Algumas das propostas incluem uma viagem de barco pelo Rio Negro e pelos afluentes mais pequenos onde a floresta é inundada, um passeio pelos caminhos de Tumbira, a maior comunidade da Reserva brasileira, ou uma visita a outras comunidades, com possibilidade de observar animais.
O projecto foi realizado em parceria com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS), uma organização de conservação local sem fins lucrativos, que convidou o Google para a área. No total, foram tiradas mais de cinquenta mil fotografias de rios, florestas e comunidades para criar mais de 200 imagens panorâmicas com 360 graus.
Muitas áreas do Amazonas, incluindo a Reserva do Rio Negro, estão sob a protecção do governo brasileiro com acesso restricto ao público. Desta forma, o objectivo da Google e da FAS é ajudar a disponibilizar uma forma de investigadores, cientistas e curiosos poderem conhecer melhor este local e a forma como as comunidades trabalham para preservar este ecossistema.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Português envolvido em descoberta de “pulsar muito especial”

Paulo Freire trabalha actualmente no Instituto Max Planck, na Alemanha


Um pulsar é uma estrela de neutrões muito densa (400 mil vezes a massa da Terra) cujo estudo pode trazer novidades sobre vários fenómenos do universo.“São os objectos mais compactos que existem (depois dos buracos negros) e têm um núcleo atómico gigantesco”.
Até 2008 tinham-se descoberto seis pulsares. Apenas são detectáveis através de ondas de rádio pois emitem raios-gama. Só depois da NASA lançar o Fermi, telescópio espacial de raios-gama, se tornou mais fácil encontrá-los. Agora são já mais de cem os detectados. Sabe-se que existem mais de 2000. Uma investigação internacional que envolveu o português Paulo Freire, do Instituto Max Planck, descreve um pulsar milessegundo muito especial. Em conversa com o «Ciência Hoje», o investigador explica por quê.

O pulsar – denomidado PSR J1823-3021A – encontra-se dentro daquilo que se chama de enxame globular, um tipo de aglomerado de estrelas antigas de formato esférico e muito denso. O enxame onde foi encontrado chama-se NGC 6624 e está a 27 mil anos-luz.
O que torna especial este pulsar “é que consegue emitir energia equivalente a 100 pulsares e o seu período de rotação é de 183 voltas por segundo”. O estudo destes pulsares binários (associados a uma estrela) é útil para se “testar a teoria da relatividade geral”.
“Os pulsares são usados para fazermos testes de teoria da relatividade. Até agora, todos os testes confirmam a teoria de Einsten”.
Esta investigação, que reuniu numerosas instituições de vários países (Alemanha, EUA, Itália, Espanha, França, Japão e Suécia), está publicada na «Science» com o título «Fermi Detection of a Luminous γ-Ray Pulsar in a Globular Cluster».
Bolsa para estudar leis do Universo
Além de mostrar satisfação com a publicação deste estudo, Paulo Freire confessa que os últimos meses têm sido muito bons. O cientista foi um dos poucos privilegiados que conseguiu este ano ganhar um apoio da European Research Council, concorrendo na secção Starting Grant. Esta bolsa específica “visa dar apoio a investigadores que estão, como eu, numa fase inicial de carreira, já depois de terem feito o doutoramento”, explica
Paulo Freire vai, assim, continuar a aprofundar a sua investigação em pulsares. O projecto chama-se«Beacon» e é bastante ambicioso. Durante os cinco anos previstos para a investigação, o investigador estudará pormenorizadamente os pulsares através de um novo tipo de radiotelescópio para fazer “medições ainda mais precisas”.
“O estudo vai permitir excluir algumas teorias da gravidade alternativas. Vai tentar responder à pergunta: Será que existe mesmo matéria escura ou são as leis da gravidade que estão erradas?”. Seja qual for a resposta, “esclarecerá muitas dúvidas sobre as leis fundamentais do universo”.


(in, Ciência Hoje, Revista Digital)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Portugal não está preparado para a população idosa

Centenas de especialistas reúnem-se no Porto para falar sobre geriatria
2011-10-28
Por Marlene Moura (texto)

A preocupação com o estudo, a prevenção e o tratamento de doenças e da incapacidade em idades avançadas tem sido crescente, já que a tendência aponta para uma população cada vez mais envelhecida. O Instituto Nacional de Estatística (INE) estima que, em 2050, um terço da população portuguesa seja idosa e quase um milhão de pessoas tenha mais de 80 anos.

Centenas de especialistas internacionais em saúde mental, geriatria e gerontologia estarão no Porto (Hotel Porto Palácio), na próxima semana, de 2 a 4 de Novembro, para debater e partilhar experiências sobre os cuidados assistenciais prestados aos idosos, em particular na área das demências e das doenças psiquiátricas associadas ao envelhecimento, como a depressão.



(VER MAIS)


Ciência Hoje, Revista Digital
http://www.cienciahoje.pt/

terça-feira, 19 de julho de 2011

Sonda espacial entra na órbita de Vesta


Após quatro anos de viagem, a sonda espacial Dawn entrou na órbita do asteróide Vesta, situado entre as órbitas de Marte e Júpiter. Durante um ano, vai tirar fotografias de alta definição e recolher dados que vão ajudar os cientistas a estudar a formação do sistema solar.

Charles Bolden, director da Agência Espacial Norte-americana – NASA, afirma em comunicado que este acontecimento“é notável, pois é a primeira vez que uma nave espacial entra em órbita de um corpo na principal cintura de asteróides”. Acrescenta que a NASA está encarregada de enviar astronautas a um asteróide em 2025, sendo a missão Dawn crucial para a preparação dessa viagem.

Depois de estudar Vesta, Dawn vai viajar até ao planeta-anão Ceres, onde chegará em 2012. Vesta e Ceres são dois dos maiores corpos da Cintura de Asteróides, região do Sistema Solar compreendida aproximadamente entre as órbitas de Marte e Júpiter. Nesta região encontram-se aproximadamente 100 mil asteróides, considerados escombros da formação do sistema há 4600 milhões de anos.

A sonda transmitiu informações que confirmam a entrada na órbita de Vesta, mas o momento preciso desse acontecimento é desconhecido. O momento da captura Dawn dependeu da massa e da gravidade de Vesta, sobre as quais não há certezas, só estimativas.

A massa do asteróide determina a força de sua atracção gravitacional. Quanto mais massivo for Vesta mais forte é a sua gravidade. Com o Dawn agora em órbita, será possível medir com mais precisão a gravidade do asteróide.

As observações a realizar vão ajudar a compreender os “primeiros capítulos” da história do Sistema Solar. A NASA indica que os dados vão permitir ainda abrir caminho para futuras viagens tripuladas, sendo Marte o principal objectivo das próximas décadas.

Esta missão está a ser dirigida pela Universidade de Califórnia e conta com a colaboração do Centro Aeroespacial alemão, o instituto Max Planck para a Investigação do Sistema Solar e a Agência Espacial Italiana.


in, Ciência Hoje, 19/7/2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Observatório Astronómico explica eclipse de quarta-feira

(Condições meteorológicas podem condicionar observação)

A lua vai estar "escondida" quando nascer na quarta-feira devido a um eclipse total, o único visível em Portugal, dos seis previstos para 2011, e o Observatório Astronómico, em Lisboa, abrirá portas para o acompanhamento do fenómeno.

A partir das 20h30, numa acção pública de observação, os telescópios da entidade vão estar virados para a lua e os seus especialistas em astrofísica ficam disponíveis para explicar os detalhes sobre os eclipses, contou à agência Lusa o director do Observatório Astronómico de Lisboa.

Todos, principalmente os interessados em astronomia e os curiosos sobre estes assuntos, são convidados a deslocar-se ao Observatório e a levar os seus binóculos ou pequenos telescópios, já que o eclipse é visível, caso as condições meteorológicas o permitam.
Rui Agostinho referiu que o fenómeno é "um dos seis eclipses que ocorrem este ano. Este é um ano especial" já que por vezes só se registam quatro situações. Apesar daquele número, em Portugal, o eclipse do sol parcial em 4 de Janeiro, "teve uma visibilidade má" e agora resta a oportunidade de assistir ao fenómeno na quarta-feira, pois os restantes não serão visíveis nesta região do planeta.

O nascimento da lua em Lisboa será às 20h58, no Funchal às 21h13, na ilha Santa Maria às 20h55 e na ilha das Flores às 21h27, segundo uma informação do site do Observatório. "Em termos de visibilidade, este eclipse da lua não é mais do que a lua a entrar no cone de sombra do planeta Terra", como especificou Rui Agostinho, acrescentando que, "nesta altura, há cidades do planeta que irão ver [o fenómeno] no início, meio ou final da noite".

Para Portugal, tanto no continente como nas ilhas, este eclipse pode ser observado ao nascer da lua, ou seja, "quando nascer já vai estar totalmente eclipsada, por isso não vai ser vista", disse."Com o sol a desaparecer no outro horizonte, temos um céu azul claro ainda e o brilho da lua vai ser tão fraco que ficará escamoteado pelo céu azul. Com o passar das horas, teremos um céu azulado a perder brilho, a ficar cada vez mais escuro, a lua progride pelo céu, começa a sair do cone de sombra e começa a ver-se cada vez melhor", segundo a descrição do eclipse feita pelo presidente do Observatório.

O eclipse total da lua é um fenómeno astronómico em que a lua mergulha completamente na sombra da terra, o que sucede quando a lua cheia passa nos nodos da sua órbita ou na proximidade.

O Observatório Astronómico de Lisboa previne que as actividades programadas para quarta-feira dependem de "bom tempo atmosférico, pelo que serão canceladas em caso de ocorrência de chuva, mau tempo ou céu totalmente nublado".

(in, Ciência Hoje, 13/06/2011)