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quarta-feira, 28 de setembro de 2022

A ILHA

Luís Santos


Neste nobre estremenho lugar

                   Onde vêm as águas do Tejo

                   Trazidas pelo vaivém do mar

                   Existe uma pequena vila

                   Em si, tão só e tranquila 

                   Dando forma aos pensamentos

                   Desde o princípio dos tempos

 

                   Ao largo desta vila há uma ilha

                   Que a voz mansa dessas águas

                   Chama de eterna maravilha,

                   Num momento mais insensato

                   Chamaram-lhe "Ilha do Rato"

                   Mas nós, nos nossos sonhos a cores

                   Chamamos de "Ilha dos Amores"

 

                   Foi ela que em tempos de outrora

                   Sussurrou aos ouvidos do rei

                   Que se tinha chegado a Hora,

                   Sentira curiosidade ao pensar

                   Em quais os caminhos do mar,

                   E o Mestre de Avis, por causa de Dinis

                   Lá foi fazer o que ela quis

 

                   E à nossa ilha em homenagem

                   Camões escreveu um canto

                   Deixou Pessoa uma mensagem,

                   E um dia através dela, por certo,

                   Se há-de revelar o Encoberto

                   Como nos contou com carinho

                   O bom amigo Agostinho

 

                   Esta ilha tem uma vila

                   E esta vila tem um grupo

                   Que vai em direção ao Absoluto,

                   Ela em si lá vai estando

                   Os amigos a vão rendilhando       

                   E quem distraído passa

                   Nem vê que ela está cheia de graça


quarta-feira, 5 de setembro de 2018


CARACOL EM QUADRADO AZUL

Desenho no teu umbigo um “quadrado azul” em frente 
ao rectângulo azul de outros saltimbancos
perco-me no triangulo vermelho
da geometria do amor fisico

Perderei meu sangue africano na tatuagem 
do nosso enamoramento 
O teu trabalho está na gare onde chegas no navio, 
nos vitrais da minha fé
Desejo tocar-te nos seios espirituais da modernidade 
dos jardins da fundação
Quem sabia de performance era o nosso mestre 
sem vitrinas entre os múltiplos das
artes plurais – Judite – “nome de guerra”
disseminação de novela e filme sem suportes
avanças de S. Tomé e Príncipe para fazer
a modernidade verdadeira casa das artes
e sublinho o desenho do Arlequim, uma bailarina e um cavalo
no Começar do Teatro as cores, a luz, as sombras, os recortes
as artes, o espetáculo para ser visto.

passo os dedos nos teus braços
na lentidão de um pincel azul

Praias do Sado
17:47h
1-9-2018

José Gil


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

FILOSOFIA DA FELICIDADE


Neste início de Setembro quando muitos dos meus amigos já regressaram da felicidade das suas merecidas férias aqui fica uma sugestão que partilho convosco para continuar
a alimentar esse anseio de todos nós, A FELICIDADE, que poderão ver no poema formatado, neste link:

http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/Filosofia_da_Felicidade/index.htm

Desejos duma semana repleta de FELICIDADE.

Euclides Cavaco
cavaco@sympatico.ca
www.euclidescavaco.com


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Du Bois: Poemas


FOGO

Repetição do fogo: labareda e chama
                                ao encontro da terra.

Sobre a grama ressecada crepita:
decrépito senhor do fogo.

Queima o horizonte poente
e se desdobra em cores: repete o fogo
e derrete a terra. Calcina o corpo.

 (Pedro Du Bois, inédito)
FIRE

The fire’s repetition: blaze and flame
                                      to meet the earth.

On the resected grass crakles:
decript lord of fire.

Burns the west horizon
and unfolds in colors: repeat the fire
and melts the earth. Calcinates the body

(Marina Du Bois, versão)



HORIZONTES

Na fórmula encerra o contexto.
Nenhum número impensado à palavra.
Nenhum verbo disparado à ação.
Nenhuma palavra armada em números.

O lugar comum permite ao cientista
avançar a busca: o inalcançável
se faz longe em horizontes.

(Os horizontes se repetem).

(Pedro Du Bois, inédito)
HORIZONS

The formula keeps the context.
No number is unidvised to the Word.
No verb is fired to action.
No word is armed in numbers.

The common place lets the cientist
progress the search: the unachievable
is made far away in horizons.

(The horizons reapet itselves).

(Marina Du Bois, versão)


outros poemas: