O Miguel Torgal não deu
notícias.
Não sem alguma surpresa,
percebi que estava com alguma ansiedade em as receber. Determinado, acabei por
conseguir refrear essa coisa.
A racionalidade neste
caso funcionou, «até pode ser que não volte a dar notícias, o nosso encontro
não deixou de ser uma coisa fugaz», segredou-me a voz da consciência e tudo se
aquietou.
Assim, vou partilhar
outra coisa prometendo que, quando surgirem novas do personagem, as partilharei.
FIM DE
TARDE
Na contraluz
do fim da tarde,
quedavam-se
os seres quietos,
observando-se
em silêncio.
Nas suas
individualidades próximas,
insinuavam
em nós um outro conceito.
Sim,
juntos somos outra coisa.
Aqui
começa a floresta.
Manuel João Croca
