MIRADOURO 20/2015
(esta rubrica não respeita o acordo ortográfico)
Foto: João Ramos
Suspendeu-se até o canto dos pássaros congelado naquele cinzento
de dia sem brilho.
Uma criança trazia uma chama mas um sopro gelado, surgido do
nada, apagou-a.
Então, a criança, eliminou o nada preenchendo-o com a luz do seu
riso gorgolejado.
Reacendeu-se a luz - e a chama - e os pássaros, de novo
pássaros com asas e tudo, reinventaram-se em novos cantos e tudo se coloriu nas
novas possibilidades de recomeços.
Elevaram-se no ar e no voltear do seu vôo
desenharam estradas no ar para quem não tivesse asas mas, ainda assim, vontade
para andar.
É verdade.
Vamos contar uma história mas, agora, nova.
E vai ser assim todos os dias.
Manuel João Croca

