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sábado, 21 de maio de 2011

As palavras de silêncio


Cada palavra do teu silêncio, fere-me o corpo como ferro em brasa.
Elevam-se pelo espaço cornucópias do aroma da carne queimada,
Enquanto vagueia a alma pelo deserto das coisas incompreendidas.
Não vejo, não ouço, não toco….
a viagem feita de olhos vendados e mãos atadas,
não sabendo para onde vou,
não sabendo aonde estou…

Não posso saber. Apenas pressentir… pressentir-te…
sinto-te ondulando no espaço como nuvem invisível; como o nevoeiro suave que desce à terra.
E neste jogo de adivinhar o espaço e o tempo das coisas suspensas,
Chovo a água do desespero…
… que dá depois lugar à calma inflamada dos leitos encharcados.

Amo sem saber o que amo.
Amo como setas que vão e não voltam… que falham, por ventura, o alvo…
Amo com o amor de sempre na floresta densa da solidão dos amores contidos.

… enquanto isso… entrega-se o corpo fértil à erosão das emoções perdidas…
Amores marcados na pele a fogo,
A cada palavra do silêncio que me envias.

Cléo.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

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sábado, 12 de março de 2011

quarta-feira, 2 de março de 2011

Silêncio Simples


Silêncio….
Silêncio corrosivo da alma,
que entra gritando pelos ouvidos dentro,
a dor chegada na ponta da seta perfurante:
Tímpanos… tambores….
Silêncio na forma da mão invisível que te cala a palavra
mesmo dizendo, mesmo saída silvando pela boca e pela ponta dos dedos
coisa simples na compreensão das simples coisas da vida
o silêncio… simplesmente o silencio….
As cordas que te puxam para o lugar onde deves ficar,
queimam a pele quando tentas escapar.
É simples, não vês?
Pára. Deixa ficar.
Mas algo que não é nomeado te impele para onde não sabes,
E ficas circulando como o vento,
uivando fúrias de coisas incompreendidas,
coisas simples no fundo, como dizem…
O silêncio no vácuo da vida por fora…
O grito rasgando tudo por dentro….
Fica. Sossega. Se parares não dói.
É simples… não vês como é simples?

Não vejo. Não ouço. Não sinto.
… silêncio… simplesmente o silêncio…

Cléo.
15/2/2011

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O corpo já sem alma

Estranha coisa essa de se fechar o corpo quando se esgota a alma…
Fecham os olhos, a boca, as mãos…
Fecha a glote… a traqueia…
… e o coração…
Fecha a vida para a vida ainda que permaneça.
Sobrevida daquela que foi, na qual não se crê ainda…

O pulso lento e o ar entrando devagarinho.
Pulmões murchos no desejo do vazio.
E a voz de fora que aponta a força que tens…
… a maldição da força que te cola onde queres não estar…
… lugar que queres largar…

Que vida é essa onde te fechas para tudo?
Onde estás agora nesse dentro escuro?
O sangue gotejando nas veias
O corpo sucumbido ao peso dos cadeados…
A alma esgotada no silencio de tudo,
a pele rasgada pelo trilhar de sonhos,
o mundo parado… gelado…

A alma no corpo ainda….
… e o corpo já sem alma.

Cléo.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A ponta da árvore visível ainda


A não fome.
A sede seca na boca.
Alma que gela nos espaços do tempo…
a visão turva pelo chover intenso
e o fogo extinto queimando ainda dentro.
… as cinzas espalhadas pelo sopro do vento...

Coração teimoso, gritando, já rouco,
e a voz suplicante…
… os ouvidos sangrando…
Gira o mundo na orbita do infinito,
planetas e estrelas impondo-se no caminho.
As mãos vazias calejadas do esforço,
unhas que faltam pelo escalar do monte…
… que monte...

Monte-montanha tocando de leve a ponta do céu que foge,
Nas feridas o pó, a terra, o sangue…
O ar que falta no excesso do ar que se expande,
explodindo o que existe na falta do sonho.
… ar flutuante…

Um quê de ácido corroendo a pele,
vincando sulcos pelos tecidos até ao osso.
A alvura da parte dura resistindo ao golpe,
O borbulhar dos tecidos moles padecendo no tempo.
Segundos que são minutos… horas… momentos infindáveis
… incontáveis…
O tempo caindo como lama grossa do alto dos muros.
As unhas que faltam entranhadas nas paredes da vida,
E a vida que falta agonizando… moribunda…

Do lado de lá do muro, a ponta da árvore visível ainda,
muro de onde escorre o barro do tempo
e árvore de onde cantam seres encantados.
A dor crescente por dentro do corpo
e o coração, teimoso, sempre gritando

… mesmo que rouco…

Cléo.
24/1/2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011


Olá amigos.

Inicio na 6ª feira um novo projecto direccionado para mulheres de todas as idades.

http://sementesdamor.blogspot.com/2011/01/circulos-femininos-ser-e-sentir-mulher.html

Para as amigas que estejam por perto, convido a participarem...
Para os outros amigos, peço que divulguem a actividade :)

No link a informação vem mais detalhada.

Obrigada!

Abraço grande.
Cléo