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terça-feira, 18 de janeiro de 2022

SONHOS

Há 3 tipos de sonhos:

1º Os ditos normais, comuns, que pouco ou nada trazem à evolução do ser humano. O indivíduo tem a noção de estar no meio do sonho, consegue até modificá-lo, sair acordando e voltar a entrar nele. Os pesadelos estão incluídos neste grupo. Vêm do nível astral ou emocional.

2º Aqueles que são enviados pela Alma, são evolutivos, com informações e orientações precisas. Simbólicos, necessitam que a intuição do individuo já esteja presente.

3º Sonhos proféticos com origem na Alma e de níveis mais elevados. O sonho profético avisa o individuo para o que se aproxima, para experiências pelas quais terá que passar e às vezes avisa-o para o que ele pode e deve evitar.

António Alfacinha

Nota do editor: agradecemos a gentileza do autor em permitir a partilha deste seu texto.



Imagem de autor desconhecido

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Reflexão




Há uma necessidade premente, em cada ser humano, de estar em movimento, querer ajudar os outros, uma dificuldade em estar quieto, como se a quietude seja um estado de inércia. Todos somos energia, e a maneira como a utilizamos é da responsabilidade de cada um. O desejo de movimento compelido é emanado pela mente, e conduz o ser a um desgaste energético, que se manifesta no corpo.
Não há necessidade de fazer tantas coisas como pensamos. O equilíbrio energético requer uma ligação à fonte que alimenta, a Alma, então sim, o que realmente tiver que ser feito, sê-lo-à, em pleno equilíbrio.

A.A.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

L U Z


Um único fósforo aceso
pode incendiar
uma vasta floresta
torna-te aquilo
que já És em essência,
Luz,

e poderás contagiar
e Iluminar
uma vasta multidão


António Alfacinha



sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A Azeitona


por António Alfacinha


De bandeja na mão colocava a bica, bem cheia, e o queque em cima da mesa. Ao mesmo tempo espreitava o titulo do livro que ela lia, “ Tristeza não se procura “. Achava estranho, pois o ultimo que ela tinha lido era “ Melancolia, não és sábia “. Os seus olhos percorreram a figura da jovem. Cabelos pretos, ondulados, olhos verdes, demasiado verdes. Expressão triste. Não lhe sabendo o nome, resolveu dar-lhe um, Azeitona, porque não, era o que mais condizia, e só ele saberia. Imaginava-a em seus braços, e aí seria azeitoninha. 
A tristeza, talvez alguma paixão perdida, ou estado de alma passageiro.
Enquanto aguardava no balcão os pedidos dos clientes, olhava-a e apreciava aquelas pernas cruzadas, talvez como a sua vida.
Saía sempre sem o chamar para pagar, e lá estavam as moedas, um euro e meio, como era habitual.
Deixou de aparecer, estranhou-lhe a ausência, talvez umas férias ou uma pequena doença.
Sentia falta daquela Azeitona, que nunca falava. Lentamente o tempo ia passando e apagando a sua imagem.
Um dia, um comentário de uma cliente chamando a atenção para uma fotografia que vinha no jornal, como sendo de alguém conhecido, foi espreitar e reconheceu-a,era ela, a sua azeitoninha. Por cima da foto, um título que talvez não fosse de todo surpresa. Tinha resolvido “ partir “ de sua livre vontade. Angustiado olhou, olhou para a mesa onde ela costumava sentar-se e estava ocupada com uma jovem de acabara de entrar, que olhando para ele fez-lhe sinal que se aproximasse para ser atendida. Pediu-lhe então uma bica e um queque. Achou estranho a coincidência do pedido, e olhou para o título do livro que a jovem tinha colocado em cima da mesa, “ Azeitonas, somos muitas “.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Duetos

Para Ti

Clamei por Ti
na madrugada dos meus tempos
Corri veloz à tua demanda,
percorrendo tempos infinitos
do meu labor
À profundidade do meu ser,
a Tua voz serena
incutia um som não audível,
que permitia o meu deslizar
numa tranquilidade apetecível
Não foram tempos de ontem,
nem sonhos do amanhã
mas a eternidade
dum Agora,
que me seduz,
quando já não ouço a perturbação
da minha carne,
insatisfeita,
num caminhar
que parece não ter fim
Posso enfim gritar ao vento,
perscrutar vales e montanhas,
deixar que as minhas lágrimas
tombem em terra de ninguém,
mas sei que um dia acordarei
no teu doce regaço,
Pai-Mãe.

António Alfacinha

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Génios?














Definição de génio – ser diferente do comum dos mortais. Será assim ?
Quem exterioriza a obra é o autor da mesma ?

Sempre que temos acesso a obras de seres considerados génios, quer na música, pintura, escrita ou outras formas de expressão sentimos um êxtase, uma alegria interior dificilmente descritível, e vivenciada muitas vezes de maneiras diferentes, dependendo também da sensibilidade de cada um.
“ ...aquele que acreditar em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai”, disse Jesus Cristo.
O ser humano pode ser comparado a um aparelho de telefonia. Emitirá a frequência para a qual estiver sintonizado. Frequências mais altas ou mais baixas. É apenas o instrumento que serve de passagem para permitir a manifestação. Jesus utilizou a palavra “ obras” e não milagres. “Acreditar em mim “, ter fé, acreditar sem interferência do mental que está sempre a questionar,querendo perceber, ver na forma visível.
Televisão, telemóveis, internet etc... hoje aceites como normalidade, há cem anos seriam considerados impossíveis, ficção, milagres e outros rótulos.
Voltando a Jesus, quem manifestava a obra ? Ele sabia perfeitamente que era apenas o instrumento para que a manifestação se tornasse visível. A altíssima frequência que passava através dele Jesus, era a energia Cristica.
Todo e quaisquer ser vivo possui a nível da sua estrutura celular gravado no seu DNA informação sobre a sua composição física, mental e espiritual. Esta ultima frase será considerada ficção, inverdade, por muitos, assim como o foram os exemplos anteriores há cem anos atrás. Então faz-se-à a pergunta:
-Como é que seres considerados génios manifestaram as sua obras no visível, o que é que fluiu, e onde se encontra essa fonte de criatividade ? É acessível a quaisquer um, ou só aos escolhidos ou predestinados?
A acessibilidade está mais naquele que nada quer, não deseja , no que se desapega, ou seja, naquele que não se identifica com a ilusão física ou mental. Não há nenhum ser humano que não possua em si a capacidade de ser instrumento para o mal, como para o Bem, a Criatividade pura. Somos todos diferentes uns dos outros na forma, na aparência, na ilusão, no temporal, logo todos génios, mas todos com as mesmas potencialidades interiores que emanam da Fonte Criadora.
Aproxima-se o dia em que o homem considerará como verdadeira evolução não a tecnológica, a intelectual mas sim a de Consciência. E aí sim, atingirá uma sintonia com a frequência vibratória que lhe permitirá o acesso ao campo de Criatividade que sempre lá esteve aguardando o regresso do filho pródigo a Casa, a gota de água que regressa ao Oceano de onde partiu um dia. É o terminus da frase de Jesus Cristo...porque eu vou para junto do Pai.

António Alfacinha

sexta-feira, 29 de maio de 2015

CARTA ABERTA A RENÉ DESCARTES

“ Penso, logo existo“. Será?
Caro amigo René,
Desculpa vir incomodar-te, mas gostaria de saber, se essa tua frase que se tornou famosa, ainda a afirmarias nos dias de hoje. Escrevo-te quando estamos no ano de 2015, em que estão a surgir grandes mudanças em todos os setores incluindo o da expressão, da investigação e da observação neste belo planeta onde tu deixaste obras muito importantes na área da Filosofia,da Física e da Matemática.
Permite-me dizer que hoje eu discordo dessa frase, o que provavelmente não seria a minha opinião no século XVII, data desse teu “ Discurso do Método “.
Quando afirmas “penso” logo queres dizer “eu”penso. Este eu é fruto da mente, que pensa. Logo dizes que existes porque tens mente. Então,quando eu durmo não penso, a mente não está presente, e será que eu não existo? Quem mantém este corpo vivo com todas as funções vitais energizadas?
Esse eu a que te referes é o temporal, é a tua personalidade, o corpo a quem deram um nome e com o qual tu te identificaste. É a imagem distorcida do teu verdadeiro Eu. Convido-te a fazeres uma experiência.
Faz o silêncio em ti, exterior e interior, quando a tua mente intrigada com esse teu estado te começar a en viar pensamentos e imagens não os negues e não te identifiques com eles, entrarás assim no estado de observador. Sem fazeres quaisquer esforço mantém-te
e verás que surgirá em ti alguém ou algo que observa o observador. Quem é? Vivências aí o estado de Consciência, o Eu, sem forma, pensamento ou sentimento, atemporal, sem nunca ter nascido, O que sempre foi, é e será. Nesse estado em que não pensas tu És, Existes.
Assim caro amigo René, não será que a frase atualizada será “ EU SOU,logo Existo “?
Esperando uma tua resposta,
O amigo e admirador,
António Alfacinha

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Duetos



Para Ti

Clamei por Ti
na madrugada dos meus tempos
Corri veloz à tua demanda,
percorrendo tempos infinitos
do meu labor

À profundidade do meu ser,
a Tua voz serena
incutia um som não audível,
que permitia o meu deslizar
numa tranquilidade apetecível

Não foram tempos de ontem,
nem sonhos do amanhã
mas a eternidade
dum Agora,
que me seduz,
quando já não ouço a perturbação
da minha carne,
insatisfeita,
num caminhar
que parece não ter fim

Posso enfim gritar ao vento,
perscrutar vales e montanhas,
deixar que as minhas lágrimas
tombem em terra de ninguém,
mas sei que um dia acordarei
no teu doce regaço,
Pai-Mãe.

antónio


Existência

Mais do que cada um,
migalha divina e cósmica
só Tudo.


Luís Santos

domingo, 17 de julho de 2011

Interligação de Universos (17)


……………fala-me sobre identificação e ilusão.

- Ao colocares uma vara dentro de água, verás uma imagem distorcida da mesma, quando observada no plano menos denso, o ar. É uma imagem refractada, uma ilusão. Neste meio menos denso a vara encontra-se mais perto do que ela é na realidade, na essência. Os vossos corpos externos, aqueles que visualizais com os vossos órgãos dos sentidos e com os quais vos identificais são imagens distorcidas dos vossos corpos Reais, o que sois em essência, num plano superior. A vossa Real imagem antes de chegar ao plano mais denso, o físico, atravessa vários planos que se vão densificando verticalmente de cima para baixo. Em cada plano existe um vosso corpo mais ou menos subtil. Ao vos identificardes com o plano mais baixo acreditando ser aquele o único existente, irás continuar com o vosso estado de hipnose neste belo planeta, pensando que estais a evoluir, quando na realidade marcais passo não saindo do mesmo degrau da escada evolutiva. A cada plano corresponde um tipo de consciência cada vez mais ampla e Leis que se tornam necessário cumprir. Sabendo viver essas Leis e que as mesmas se encontram numa escala evolutiva é um estimulo constante para não nos identificarmos com o patamar já atingido. Sabendo morrer para o que já se passou e sendo audazes no Caminho, sem angústia pelo amanhã, ireis vos aproximando da essência, o Eterno Presente. Aí vereis que as vossas passagens pelos planos mais densos são experiências que têm como único objetivo o aproximar da Consciência Única, o Imutável.

António Alfacinha

sábado, 16 de julho de 2011

Pensamentos?


Sem palavras ou sons podereis mergulhar num conhecimento não poluído de verbalização humana.

António Alfacinha

sábado, 2 de julho de 2011

Pensamentos?


Que seria do homem de superfície se não estivesse ligado por linhas invisíveis ao sustento cósmico?


António Alfacinha

domingo, 5 de junho de 2011

INTERLIGAÇÃO DE UNIVERSOS (16) - milagres e visão espiritual

………………………………….fala-me sobre os milagres e visão espiritual.

- Aquilo a que chamais milagres são apenas acontecimentos que a vossa mente ainda não consegue compreender. O que num nível de consciência é tido como milagre num nível superior é normalidade. À medida que a vossa consciência for evoluindo os tais ditos milagres irão diminuindo. Um grande Mestre que passou nesta Terra há dois mil anos disse: como Eu o fiz, vós fá-lo-eis também. O que neste planeta há duzentos anos seria considerado milagre, TV, Internet, rádio, hoje é pura normalidade. Podereis vós então aceitar o que hoje considerais impossível, amanhã será um fato banal e normal.
A humanidade caminha a pequenos passos porque optou por focalizar a sua atenção na sua mente racional, a que analisa, que deduz, que quer comprovações. Pobre mente, tão valorizada mas tão limitada no propósito evolutivo. Assim o homem de superfície atrasa a sua evolução cósmica impondo-se um ritmo incompatível com as necessidades planetária. Com o seu livre arbítrio fez deste belo planeta a sua prisão e utiliza os outros reinos, mineral, vegetal e animal, que se encontram aqui também em processo evolutivo, não com uma visão abrangente mas egoísta, umbilical, destruidora. Crê que está no ponto mais alto da pirâmide, encontra-se cego, ignorando-o. A Natureza Mãe já começou a responder-lhe dizendo-lhe que também ela é um ser vivo, que sente e que necessita de voltar a um estado de equilíbrio, não permitindo mais agressões daqueles a quem deu guarida. Assim, aquilo a que chamais calamidades poderão permitir ampliações de consciência no ser humano de superfície, conduzindo-o a um comportamento e ritmo compatíveis que permitam a este planeta a sua integração numa Vida Cósmica regida por Leis Superiores. Será o surgimento da visão espiritual. Através da intuição a humanidade poderá alcançar mais precocemente este estádio e colaborar com o Plano Evolutivo que engloba todos os reinos. Será o fim do período egóico, o surgimento da Nova Humanidade.

António Alfacinha

sexta-feira, 20 de maio de 2011

INTERLIGAÇÃO DE UNIVERSOS (15)

……………………………………fala-me sobre a aspiração.

Se usares a mente, a tua aspiração é seres aquilo que já conheces, um estado ilusório, que te faz caminhar usando os teus sentidos, à procura dum estado material, numa via linear, que sacie as tuas necessidades aparentes. Esse é o sentido de aspiração da maior parte da humanidade. Ilusão após ilusão. Se atingido aquilo a que aspira, provoca imediatamente no seu portador um vazio que tem que voltar a ser preenchido. A mente jamais se sente satisfeita com quaisquer metas atingidas. E assim transcorrem vidas atrás de vidas.

Aquele que aspira, a ser o que ele já É noutro plano, entra numa espiral evolutiva sem retorno. A cada degrau que sobe, já não olha para trás, a leveza que vai sentindo permite-lhe um estado de ser de que já não quer abdicar. A entrega total de si ao novo é o passaporte nessa ascensão, da qual nada vislumbra, mas também nada questiona, encarna a Fé ativa. Conhece a Graça reverenciando-a. Vivencia o desapego de tudo aquilo que o prendeu, amigos, família, bens materiais. Entra então na conhecida loucura sã. Já não é ele que vive, é Vivido. Acordou do estado anestésico que o adormeceu nas malhas da matéria por milhares de anos. Já nada mais aspira. Já É.

António Alfacinha

segunda-feira, 2 de maio de 2011

VIAGEM FORA DO TEMPO

Para ti que inicias esta leitura quero convidar-te a vires comigo, sem questionares. Aceitas? Então vem. Antes de iniciares a caminhada liberta-te do teu nome. É-te difícil? É só ousares. Dá os primeiros passos nesta caminhada, aparentemente a dois. Como te sentes? Mais livre? Com receio de teres perdido um bocado de ti? Se ousares, se continuares a caminhar verás que gradualmente te sentirás mais leve. Cortaste o primeiro laço contigo próprio. Estás um pouco livre. De ti mesmo. Daquilo que pensavas que eras e agora vês que já não te faz tanta falta. Começas a ter a sensação do inicio da verdadeira liberdade. Queres continuar a viagem? Se sim permite-te começares a flutuar, a iniciar o voo. Pequenos saltos, como um pardal, sensação agradável, mas um pouco temerosa. Se olhares para trás para aquilo com que te identificavas, um nome, uma profissão, uma família, os amigos, irás aumentar o vale dos caídos. Para prosseguir terás que contar só contigo. A minha voz sem que me vejas, será uma confirmação de que estarás sempre acompanhado. Se sentires que já caminhaste o suficiente e te deres por satisfeito parando, ao olhares para os lados verás que todos os que fizeram essa opção estão num estado de patético sonambulismo, pensando que já lá chegaram. Ignoram que o caminho não tem fim. Apercebes-te que foram muitos os que iniciaram o caminho, mas a grande maioria achou-o difícil, temeram o desconhecido, preferiram agarrar-se a formas que não passaram de ilusões. Ao olhar para os lados não verás ninguém, mas no chão que tens à tua frente nele encontrarás as peugadas cada vez menos profundas dos que seguem à tua frente. Parecer-te-ão passos de gigante tal é a distância entre os seus passos. A indiferença sobre ti próprio começa a aflorar em ti. Os teus antigos pontos de referência deixarão de ter sentido, é como um renascimento na própria vida. Partilharás o voo dos pássaros que ambicionavas. O impossível deixará de o ser. Sorrirás ao lembrar os milhares de anos em que rastejaste pensando que ias em alguma direcção, mas agora neste ponto um pouco mais alto em que te encontras vês que apenas andavas em círculos, não saindo do mesmo lugar. Neste voo que agora inicias já não olhas para baixo, mas para o alto, para esses que te atraiem nessa verticalidade de ser. Não é o inicio de um sonho, mas o vislumbre da Realidade.

António Alfacinha

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Interligação de Universos (14)

……………. fala-me sobre a sorte e azar.

- Os Universos dançam e comungam numa simultaneidade que não permitem o uso de terminologias não adequadas para o padrão vibratório em que se encontram. O vosso vocabulário utiliza palavras compatíveis com a dimensão em que vos encontrais e que, usando a vossa linguagem verbal se pode chamar primária. Essas duas palavras sorte e azar revelam a ignorância em que vos encontrais neste momento. Como pode haver sorte e azar numa dança energética em que tudo é resultado de causa e efeito? Toda a acção desencadeia no mesmo nível uma reacção, não previsível no espaço e no tempo. Chegastes a este belo planeta com todo o potencial para a Cocriação, mas ao focalizardes as vossas acções no mundo externo baseadas no vosso ego contribuístes para o aparecimento da dor e do sofrimento. Isolando-vos criaste a vossa verdade relativa e o surgimento de sons verbais de baixa densidade como a sorte e o azar. Coarctastes-vos da vossa Totalidade. Cada um de vós tem dentro de si um espaço aberto, um Caminho que vos conduzirá à Criatividade, fazendo despertar os potenciais energéticos que eliminarão os vossos limites. Entrareis então numa sintonia vibratória multidimensional em que até a própria comunicação verbal será um marco ultrapassado.

António Alfacinha

segunda-feira, 14 de março de 2011

Interligação de Universos (13)

………………………fala-me sobre a mente.

- Abordar o tema da mente é permitir que a mesma fale de si própria. Visualizai uma escada, a que chamais mente e que se encontra graduada desde o degrau mais baixo até ao degrau mais alto. Assim, como quando subis uma escada estimulado pelo que procuras alcançar ao subir, a vossa mente é o vosso processo de ascensão interno. Ao primeiro degrau chamamos mente racional ou material, aquela que todos vós conheceis e na qual se encontra posicionada a maior parte da humanidade, por empatia vibratória. É lá que se emitem os pensamentos, a procura das vossas actividades diárias. A permanência neste patamar, sem estímulo à subida, à ascensão, produz no ser humano a angústia, a ansiedade, a pré-ocupação. Faz o homem girar em torno de si próprio, às vezes durante milhares de anos, acreditando estar a progredir, caindo assim numa letargia e ignorância não evolutiva. Quando cansado de tanto caminhar, pára para pensar e tem o privilégio de deixar de o fazer, nem que seja por alguns segundos, podem surgir-lhe vislumbres do degrau seguinte, aquele em que já não prepondera o material. Se audaz, dá pequenos passos interiores na direcção do novo e como em dia de nevoeiro começa a vislumbrar algo mais subtil, que o atrai, mas que também por ser desconhecido receia. Aí, se persistente, começa a ter noção de uma mente já não compulsiva, não rotineira, é a mente intelectual. Não aquela das escolas, das faculdades, não o vosso Q.I., mas sim a que faz a ligação ao mais alto, à serenidade, ao não esforço, ao que aparentemente é novo, mas que sempre esteve lá, apenas esperando a chegada do Novo Homem. Aqueles que lá conseguem chegar saciam a sua sede nesse oásis e já não querem voltar à etapa anterior, o da mente concreta, racional, mas também sabem que esse ponto de que se aproximam é apenas mais um marco na subida em espiral, dessa escada infinita de evolução da Consciência. Termino a resposta à tua pergunta, pois a escrita verbal não permite a entrada em áreas a que não tem acesso, mas informo-te que o ultimo degrau evolutivo da mente é a abstracta. Houve consciências que passaram por esta Terra e deixaram testemunhos vibratórios práticos desses patamares de Conhecimento, aqueles a quem chamais Mestres Ascensos.

Antonio Alfacinha

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

INTERLIGAÇÃO DE UNIVERSOS (12)

………………. Fala-me do bem, do mal e da existência.

- Que é o bem, senão a ausência do mal. Mas o mal é uma concepção mental, limitada do vosso cérebro. Sendo o vosso cérebro uma ferramenta condicionada do vosso veiculo físico, não será fiável na sua análise, desde que o observado esteja para além desse condicionamento. Assim, o mal, poderá não o ser, mas um caminho, entre outros, na direcção do Bem. Então o mal poderá ser uma Ilusão, levando também a considerarmos o observador incluído nessa Ilusão. Logo, tudo é Ilusão. Então onde se encontra o Real?
-Só o Todo, que a tudo inclui, poderá separar as águas. O reconhecimento dos limites dos veículos físico e mental, permitirá o surgimento em cada um dum espaço maior entre cada pensamento emitido. Esse espaço, a que podemos chamar silêncio, é o inicio da entrada num campo ilimitado, para além do visível e sentido, uma Realidade maior, que existe e que transcende o âmbito humano. Existindo É. E só é possível entrar no mesmo abdicando totalmente daquilo que se é em aparência, nome, profissão, pensamentos, emoções, desejos. O vazio total. A entrada no Bem, no Real. Aí o observador estará integrado na Totalidade, sabendo que tudo caminha num só sentido, o Bem. É a entrada num patamar evolutivo da consciência, denominado EXISTÊNCIA.

António Alfacinha

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Interligação de Universos (11)

………………………………. fala- me sobre a palavra e multidimensionalidade.

- Na dimensão em que vos encontrais a comunicação faz-se de acordo com a capacidade do vosso cérebro, que está preparado para receber, analisar e armazenar informação, apenas e só dentro do limite dessa mesma dimensão. Ignorando e não estando preparados para sair do casulo em que estais encerrados quaisquer projecção multidimensional será coarctada, limitada e catalogada dentro das possibilidades das vossas capacidades. Terá a lagarta que morrer para surgir a borboleta? Podem ambas coexistir? Quaisquer projecções de outras dimensões não poderão ser objecto escrito ou falado, pois o receptor, neste caso o vosso cérebro irá converter, desvirtuando e adaptando, confinando-as dentro do vosso casulo. Assim a lagarta jamais poderá falar do voo da borboleta, mas também esta terá dificuldade em transmitir por não ter receptor compatível. Assim, a palavra está limitada, pois o estádio de borboleta que se libertou do casulo, só é entendido vivenciando-o, não podendo ser convertido em palavras. Um dia, a lagarta cansada de rastejar vai querer voar e aí saberá que só o fará fora do seu casulo, abdicando do que a prende a esse nível, o querer, o possuir, o ter. Iniciará então um processo de abandono total, activo, de entrega ao Novo, àquilo que não sabe o que é, mas que a levará à multidimensionalidade, à Ascensão. Vai morrer para si própria, entrando gradualmente no estado de apenas Ser. Serão então a lagarta e a borboleta projecções multidimensionais do mesmo ser nos primeiros estádios evolutivos? Seremos todos nós projecções fragmentadas do nosso EU multidimensional? As respostas encontram-se no interior de cada Ser.

António Alfacinha

sábado, 11 de dezembro de 2010

Interligação de Universos (10)

………………….fala-me sobre o amor.

- Palavra tantas vezes pronunciada e tão mal compreendida. Que é o Amor senão a expressão da tua aliança com Deus, com o Uno, contigo. Palavra tão utilizada em relação a algo exterior a vós, a tudo que vos rodeia e que é mutável, a tudo que é ilusão. Como podereis amar a alguém ou algo, sem teres partilhado da essência que é o Amor? Aquilo a que muitas vezes chamais amor, na verdade é apego, é posse, é desejo. Despe-te de ti próprio e penetra no teu interior, procura dentro de ti a pérola que existe em todos, o teu Núcleo Divino. Aí, então, mergulha nesse néctar, sacia a tua sede. Saberás então que o Amor sempre esteve em ti, aguardando a tua empatia vibratória, a tua inclusão naquilo que tu já És, Amor, Unidade Cósmica. Vidas e vidas despendeste procurando no exterior aquilo que sempre esteve em ti. Cansada de tanto caminhar a humanidade rende-se e inicia o caminho de retorno a Casa, ao verdadeiro Amor. Aquele que não exclui, que não tem preferência por credos, religiões, raças, laços familiares, desejos, sentido de posse e que tudo envolve em um só. Ama-Te e estarás amando tudo e todos. O verdadeiro Amor, aquele que te completará não está no exterior em qualquer outro ser, mas dentro de ti.

António Alfacinha
Alfa2749@yahoo.com.br

domingo, 7 de novembro de 2010

Interligação de Universos (9)

…………………….fala-me sobre a co-criação.

-Todos vós sois partículas do Todo. Quando decidiste experienciar os níveis mais densos de manifestação véus foram colocados entre nós. Com o esquecimento de quem Sois iniciaste o caminho de regresso, partindo do ponto mais baixo da evolução. Através do livre-arbítrio criaste e manifestaste formas, que foram alimentando aquilo que pensaste satisfazer as vossas supostas necessidades diárias. Só que, a maior parte dessas necessidades apenas alimentavam o vosso ego e seu sentido de posse. Durante éons mantiveste-vos alimentando as vossas personalidades (1), acreditando ser essa a razão da vossa existência. Provocaste o sofrimento em vós e à vossa volta, através de disputas, de guerras, muitas delas em defesa do vosso Deus, da vossa verdade, sempre diferentes e mais justos que os dos vossos opositores. Basta examinardes para dentro de vós e ao vosso redor para verificardes que aquilo que criaste durante milhares de anos, não trouxe o equilíbrio, a saúde física e mental, o bem-estar, que todos almejais.
Agora estais entrando em uma época de grande reversão, correcção e expansão de consciência. Aquilo a que chamais de caos, que não o é, permitirá aos mais audazes, mas também aos que mais sofreram, por um desgaste equivoco das energias que dispõem, uma correcção do caminho a seguir, uma vontade indomável do regresso a Casa. Este regresso predispõe um abandono total daquilo que se é aparentemente e a manifestação exteriorizada da essência que existe em todo o Ser. Haverá então um alinhamento com o Plano Evolutivo, o Plano Divino, e o homem será então a manifestação, o canal, para uma Co-Criação que a todos beneficiará. Será o fim do livre-arbítrio, o inicio da Nova Era, o elixir do Santo Graal, onde todos poderão saciar a sua sede.

(1) Personalidade – conjunto de forças, faculdades e energias dos níveis psíquicos do ser humano incluídos os corpos físico, mental e emocional (ou astral).

António Alfacinha
Alfa2749@yahoo.com.br