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sexta-feira, 15 de março de 2024

JOSÉ GIL

 "O homem, professor e amigo, mais apaixonado pelo Teatro que nós conhecemos"

encenador dramaturgista ator teatro artes do palco e de rua
de 1973-2024 teatro mundial

novos dias novas fotos teatro trabalho regular sempre, lutamos por estrear em Setúbal 24-maio-2024 pode escrever joseamilcarcapinhagil@hotmail.com
Professor Adjunto de Teatro na empresa Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal durante muitos anos, agora jubilado, mas não por vontade própria.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Curso Livre de Teatro




1º CURSO DE FORMAÇÃO DE ATORES E ATRIZES
Faltam só 17 Dias! Inscreve-te hoje

Os actores Jose Gil e Maria Simas dirigem de 17 de Junho a 17 de Setembro um Curso Livre de Teatro de 100 horas com diversos Modulos Autonomos.

"Prazer e Necessidade do Teatro " é o objetivo fundamental desta nossa formação teatral para todas as pessoas dos 4 aos 100 anos.

Inscreve-te Hoje! Antes que esgote.

CURSO LIVRE DE VERÃO DE TEATRO DO IPS “O CÓMICO E O POPULAR”
Já temos uma dúzia de inscritos entre crianças, jovens e menos jovens, a maioria do nosso Instituto IPS e do nosso Teatro Comunitário Protocolar Artimanha.

Podemos ter mais uma dúzia inscrevam-se rapidamente!

Além das aulas vamos aos dois maiores Festivais Internacionais de Teatro de Verão. Festival de Teatro de Almada e em Agosto Festival Internacional de Setúbal organizado pelo Teatro Estúdio Fontenova e pela Câmara Municipal de Setúbal. Espetáculos de todo o mundo a preço acessível com debates sempre que possível.

Curso Livre de Teatro do Instituto Politécnico de Setúbal entre 17 de Junho e 17 de Setembro 2019. Aulas diversas ao longo do dia e da tardinha. Total de 100 horas Módulos de 20 horas para diversas faixas etárias dos 4 aos 100 anos mediante Casting simples.

Design de Som, PlayList, Musica, Dança, Voz, Corpo, Cenografia, Encenação, Escrita Teatral para o Cómico e o Popular, Circo, Iniciação à Prática Teatral Professores Jose Gil e Maria Simas (direção do Curso) Filipe Fialho,Sónia Lima, entre outros. Inscreva-se já!

Inscrições simplex teatro.politecnico@ips.pt, pessoalmente na Escola Superior de Educação, (ou telm.912796824).

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

TEATRO PORTA A PORTA


TEATRO PORTA A PORTA - INSTITUTO POLITÉCNICO DE SETÚBAL
DIÁRIO DE TRABALHO PARA CELEBRAR O 4º ANO DE TEATRO NO IPS (2013-2017)

O ESPAÇO VAZIO, 9-10-2017
“Posso chegar a um espaço vazio qualquer e fazer dele um espaço de cena. Uma pessoa atravessa esse espaço vazio enquanto outra pessoa observa – e nada mais é necessário para que ocorra uma ação teatral. No entanto, não é bem a isso que nos referimos quando falamos de teatro. Cortinas vermelhas, projetores, verso branco, riso, escuridão, todas estas ideias estão misturadas na imagem difusa transmitida por uma só palavra com múltiplos sentidos." (Peter Brook, O Espaço Vazio, sublinhados e citações de setembro 2016, Orfeu Negro, 2011)
Todos os dias um tema, uma citação, um youtube, uma cena, uma peça…em qualquer espaço da escola. Peter Brook o meu Mestre, o meu professor (1973-1974). Preparamos uma representação (uma Performance Curta no Hall da ESE). Há que sagrar o espaço. Começamos o ensaio a experimentar a voz no novo espaço. Congresso Internacional de Animação APPDASC, próximo dia 20, às 20,45h. Repetimos o espetáculo curto no dia 23, às 12,15h. Celebrar o 4º Aniversário do Teatro no IPS.


CONTEMPLAR, 6-10-2017

"A mais nobre paixão humana é aquela que ama a imagem da beleza em vez da realidade material. O maior prazer está na contemplação." (Leonardo Da Vinci)

Este ano chegaram muito jovens, alguns com 17 anos, não sei se vão ser atores. Chegaram dos cursos de Comunicação, Educação Básica, Animação, Língua Gestual Portuguesa... Muitos serão atores neste Clube de Teatro. Depois vão encarar as suas saídas profissionais e serão certamente Espectadores mais ativos e críticos. Hoje o tema é a Contemplação.


JOGAR O SILÊNCIO, 3-10-2017
"O silêncio é uma outra maneira da palavra viver e há coisas que não podem ser ditas de outra maneira." (Mia Couto)

O Tema do ensaio de hoje é "Falar com o SiLêncio" - Falar com o Corpo". Entender no teatro e na vida o não dito. Há uma banheira em cena com atores e manequins.


PROCUR
AR A LUZ, 4-10-2017
Nos ensaios trabalhamos com luz e sombra e cor na caixa negra das quatro paredes. Rafaela Alface (na foto em cima à direita), desde o primeiro ensaio conhece o movimento da “água de luz” nas mãos. Pesquisa constantemente por instinto a iluminação em cada dedo.
Ela já sabia “ir à luz” como dizemos nos Bastidores. “Ilumina-te com as palavras as ideias e as lâmpadas”. Ensaiamos de dia com luz artificial. Quando saímos da Escola ao fim da tarde louvamos melhor o ar livre, o sol e a lua. O rio e o mar azul de Praias do Sado.


(fotos de Francisco Ferreira (ESE/IPS) com uma das pequenas equipas do Teatro do IPS  - Miguel Silva, Patrícia Brioso (foto da esquerda) e Rafaela Alface (foto em cima à direita). [4-10-2017]

Quando era jovem da idade da Rafaela Alface (1973), no Conservatório Nacional Escola Superior de Teatro e Cinema, li Brecht sobre a Iluminação - “Dê-nos luz no palco, iluminador. Como podemos nós, dramaturgos e atores, proclamar nossa conceção do mundo em meia-obscuridade? A penumbra induz o sono. Precisamos do espectador desperto, mesmo vigilante. Que tenham seus sonhos bem iluminados.” (Brecht).
TEATRANDO NO IPS…5-10-2017. Nova semana, novos ensaios por todos os dias úteis  da semana entre 2 e 6 de Outubro 2017, por volta da hora do almoço (teatro ao almoço com refeições muito ligeiras e rápidas durante os ensaios). Em cada dia ensaia um pequeno grupo. Todos os dias jovens atrizes e atores diferentes. Cada um ou dois ou três, por cada  cena.
Apresentação da primeira pequena performance dia 20 de Outubro, 20h, no refeitório da Escola Superior de Educação de Setúbal. 
Segunda pequena performance (data provisória) 23 de Outubro, 12,15h, no mesmo local.
Ensaiaremos, espero, que de forma já regular, ao longo da semana com Elisa Pegado da Silva, Patrícia Brioso, Miguel Baltasar da Silva, Márcia  Beicinha, Ruben Patrocínio, Rafaela Alface, Inês Macedo, Catarina Carvalho, Cristina Freitas Piedade, Margarida Pratas, Rita Santos, Jéssica Pereira, Cátia Oliveira, Ana Machado, Sara Batista, Ana Catarina Camacho Parreira, entre outros
José Gil

sexta-feira, 14 de julho de 2017

TEATRO POEMA NO MUNDO



“E se de repente as palavras desaparecessem dos livros? E se um camelo comesse as palavras todas e se transformasse num Atelier de Animação da Leitura e da Escrita de uma Biblioteca itinerante em todos estes desertos urbanos em que vivemos”

Trabalhámos uma ideia do escritor Rui Saramago em “A Escrita Efémera”. (Circulo de Leitores),

TEATRO POEMA NO MUNDO
25ª Celebração da IDEA
Por José Gil
no Colégio do Espirito Santo – Universidade de Évora





1. O poema teatro e mundo


No dia 12 de manhã, apresentámos a intervenção “O MEU PAIS É O MEU CORPO” com o “pontapé de saída” da atriz e diretora de Teatro, Rita Wenglorowius. Depois de apresentar os atuais Projetos de Teatro Social, pelo Teatro Profissional e Comunitário Teatro Umano e do Mestrado em Teatro Comunitário da Escola Superior de Teatro, do Instituto Politécnico de Lisboa, lançou-se o mote para a nossa intervenção: “Se tu fosses o Poema e o Teatro no mesmo mundo de todos aqueles em que vivemos.”
Retomámos ideias do mesmo escritor na mesma obra e que nos serviram de indutores: “E se… a comunicação numa cidade [como Lisboa] se tornasse tão intensa que provocasse uma saturação de símbolos e significados na mente das pessoas? E se o mundo contemporâneo, com as suas imagens [o nosso foco é o país dos viajantes que são o seu corpo em viagem pelo mundo] e os seus slogans por todo o lado induzisse essa saturação?!”
O nosso indutor ou isco chave — a metáfora do pescador, do isco e do peixe — poderia aproximar-se de uma crónica do descalabro. Do caos nasce a luz?
Os participantes eram da Sérvia, da Finlândia, da Itália (Nápoles), do Uganda, da Áustria, da Alemanha, do Peru, da Austrália e de Portugal (Chapitô, Umano - Lisboa, IPS Setúbal). Lançaram-se logo nas palavras, escreveram nas folhas brancas ultrapassando as restrições habituais em Oficinas de Escrita criativa (poesia e teatro) em todo o mundo. Recordamos e registamos:

“na cabeça amo mangas
como um copo de água”
Winnie, 28 anos, Uganda (África). 28 anos

 “o som do amor
quando o ouvi
sentei-me no chão
com as minhas orelhas
comi abacaxi”
Anónima, 26 anos, Áustria

“Águas quentes
Dançam dentro dos olhos
Se me apaixono
E sou uma mandarina
Sumarenta”
Lili, 61 anos, Peru (América do Sul)

 “Quando nado na água
Os meus olhos
Perdem-se por 
Amor
Numa árvore de
Mangas”
Davis, 26 anos, Uganda (África)

“O pêssego é amigo do fogo
Meus olhos
Perdem-se nele
Quando morre
Queimado”
Salvatore, 54 anos, Itália (Nápoles)

“Rir (Alegria)
Com ouvido para ouvir
A risada d’água 
é refrescante
como a laranja”
Tintti, 65 anos, Finlândia

 “Meus dedos do pé estão queimando
De busca de paus
que eu estou cozinhando para
meu milagre wafes.

Como wafes com a minha cabeça
já parece uma melancia

Humor e confiança no amor
Faça-me ir”
Aline, 31 anos, Alemanha

“Há morango nos meus olhos…
Isso é uma paixão
Que não pode ser lavada om água pura”
Jovana, 18 anos, Sérvia

“Meus olhos veem um vislumbre
De madeira de “swayina”
Suavemente no ar e na minha casa
 cheios de gratidão”
Nina, 66 anos, Austrália (de origem italiana)

“Espero com todos os meus ouvidos
Então continue me perguntando 
(…) enquanto estou na terra
por instantes a maçã
(,,,) nesta terra
Continuo me perguntando
Com todo o coração
Sobre a maçã (...)”
Adriana, 65 anos, Países Baixos

“Seus olhos estavam olhando para a água no grande lago
enquanto fazia uma maçã, 
(…) ela gosta do amor
que une o seu corpo”
Peppe, 31 anos, Itália

“os meus olhos são laranjas
De ar pleno de amor”
anónima, 42 anos, Portugal

Trabalhámos os poemas a partir de imagens/indutores:
        1. A fruta que mais gosta;
        2. A parte do corpo preferida;
        3. Um elemento da natureza (ar, fogo, água, terra);
        4. Uma emoção, um sentimento…
Os participantes/autores leram os poemas e fizeram alterações em inglês e na sua língua materna e novamente em inglês contando com a colaboração dos participantes estrangeiros com conhecimentos de português. O português escrito foi contextualizado para lhe dar a forma oral e performativa.
A seguir trabalhámos a recitação nas várias línguas com atenção à postura, todos em pé, à respiração, à leitura em voz alta com serenidade, o peso de cada palavra e de cada verso… iniciando-se a improvisação gestual e em movimento que permitiram melhorar a interpretação e partir para o segundo grande jogo.

2. Teatro é Repetição


O Teatro provoca diferença de tradução e interpretação corporal. A proposta foi que cada participante contasse com o corpo (gestos e movimentos e poucas palavras) a história mais terrível que lhe contaram na sua infância. Poucas palavras, as necessárias à narração na língua materna de cada um. Foi mantida a língua inglesa como língua veicular, de forma a decifrar as mensagens, depois de intensa repetição e melhoria do gesto, do movimento e da expressividade das contadoras de história tradicionais da África, da Europa do Sul, da América do Sul, da Europa Central, do Norte ou do Leste, da Austrália. 
O Teatro deriva da ação da improvisação do ensaio repetitivo e diferenciado:
1.       Repetição após repetição sempre diferente. Este é o grande prazer de fazer diariamente teatro. Repetição com novos elementos. Repetição e diferença como nos fala Gilles Deleuze;

2.       “Um conceito de diferença implica uma diferença que não é só entre duas coisas e que não são mais do que uma simples diferença conceptual, é preciso ir até a uma diferença infinita (teologia) e para uma razão simples (física). Qual são as condições para constituir um conceito puro de diferença. Um conceito de repetição implica uma repetição que não é só da mesma coisa do mesmo elemento. As coisas é o elemento que supõe uma repetição mais profunda, rítmica. A arte não é pesquisa de repetição, mas também de pensamento (Contracapa)”. (1)

3. Celebração
Tratando-se da Celebração 25ª da IDEA, fizemos com fotos uma viagem rápida sobre alguns momentos do 3º Congresso no Quénia, Lago Vitória onde estivemos com um Atelier Internacional “Flying Like a Bird Over the Stage” (traduzimos neste momento por “Voando como um pássaro por dentro do palco”) e incluímos no título chave desta investigação que temos vindo a registar: “O meu país é o meu corpo” (projeto IPS-ESE). Através da Alexandra Espigão, as fotos foram entregues ao Repositório Digital de Memórias da IDEA. Foi a nossa pequena prenda aos 25 anos da IDEA.
Neste tipo de intervenções trabalha-se sobre três níveis:
1.       O criador – o poeta, o bailarino, o encenador, o dramaturgo, o guionista;
2.       O instrumentista – o corpo como instrumento, a improvisação teatral, um instrumento musical (por exemplo o cavaquinho) e a Voz (articulação, projeção, dicção);
3.       O espectador – levar as pessoas às salas de espetáculos e realizar debates abertos e muitas vezes intervenções nos espetáculos pelos espectadores.

José Gil
14-7-2017

quinta-feira, 23 de março de 2017

“POR VEZES TEMOS O FOGO NA BOCA”


por Barbara Pollastri e José Gil



Celebração da Poesia no seu Dia Mundial,  21 de março de 2017, com um “Atelier de Animação Teatro e Performance” numa colaboração entre a Biblioteca Municipal do Pinhal Novo e a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal.

“O meu País é o meu Corpo” é o título do Atelier que realizámos na sala multimédia da Biblioteca com o objetivo de Sentir, Dizer e Fazer uma Performance de palavras, frases, versos, poemas inspirados por “Lençóis Bordados” da pintora contemporânea Lourdes Castro.

Participaram neste evento jovens da Escola Secundária do Pinhal Novo, acompanhados  pela sua  professora, e estudantes da ESE das Licenciaturas em  Tradução e Interpretação de Língua Gestual Portuguesa com as professoras Sandra Marques e Ana Silva e da Licenciatura em Animação e Intervenção Social com a professora Sandra Cordeiro.

                A música e a luz serenas criaram o ambiente criativo num chão povoado de lençóis e jornais. Num primeiro tempo, alguns dos participantes deitaram-se e relaxaram nos lençóis, enquanto outros desenhavam contornando os corpos com marcadores pretos [para sermos fiéis à referência da Pintora Lourdes Castro, num workshop mais prolongado no tempo, os lençóis seriam a seguir bordados].

                Num segundo tempo, cruzámos com outros corpos contornando também e deixando espaços vazios de interação para escrever palavras, frases, versos, poemas alusivos ao olhar refletido dos participantes.

                Resultou desta experiência laboratorial de “ensino” da poesia [alguns diriam “escrita criativa”] os “trabalhos” que foram paginados numa marcação própria para poemas a dizer na performance que se realizou de seguida:

(1)
“Por vezes temos o fogo
Na boca (…)
O avanço do relógio
Dá-nos uma certa
Alegria
Luz na
Vida”
João, 13 anos Escola Secundária do Pinhal Novo

(2)
“Dançarino dança na lua
Livre
Como as aves voam
Com as asas
No céu azul”
Mariana Silva, 13 anos Escola Secundária do Pinhal Novo

(3)
“A voz do sol,
Comeu a maçã do joelho
Uma ave tocou nos lábios
Com azeite
Com a cabeça”
Gabriel, 13 anos Escola Secundária do Pinhal Novo

(4)
“O otorrinolaringologista
Comeu com o cabelo o
Abacaxi e o ovo
Que estavam
No frigorífico
Na sua
Casa em
Júpiter
João Ribeiro, 13 anos Escola Secundária do Pinhal Novo 7º E, nº 14

Neste Atelier desenvolvemos técnicas da Professora e Poetisa Maria Alberta Meneres,  publicadas no seu livro “Um poeta faz-se aos 10 anos”, nos anos 70, e de outros colegas “professores de Poesia” que criaram com o estudante Rosi, de 12, anos o seguinte texto:

“O TEXTO
Era uma vez um texto
Era uma vez uma casa no texto
Era uma vez um cão no texto
Era uma vez um gato no texto
Há um pássaro
Ele voa
No texto”

O pensamento o a inquietação deste tipo de Ateliers retratam as temáticas de Alda Bizarro, bailarina e coreógrafa num livro recente “10X10 Encontros entre Arte e Educação”, Fundação Calouste Gulbenkian, 2017, p.41: “fica de fora [da educação] as danças malucas, o espaço dos que não têm jeito para jogar, dos gorduchos, dos que temem a competição, dos que gostam de se sentar no chão, ou até dos que gostam de estar deitados a ouvir, a escrever ou a desenhar. Na escola, bem como no resto da sociedade, a posição sentada ganha prevalência na hierarquia das posições. No entanto, a minha experiência no 10X10 diz-me que a estratégia de aprendizagem que põem as cadeiras de lado e recorrem a atividades que envolvem diretamente o corpo têm um enorme impacto junto dos alunos, suscitando o seu entusiasmo e a sua motivação”.

Performance Recital
A partir do Atelier com os  jovens, realizámos a Performance Recital que envolveu alguns estudantes dos cursos de Licenciatura da Escola Superior de Educação de Setúbal TILGP (Flávia Silva, Sara Tavares, Catarina Cândido, Barbara Pollastri e Ana Pires); AIS (Patrícia Brioso, Ana Catarina Barroqueiro, Ana Isabel Muge dos Reis, Ana Maria Ferreira, Sara Monteiro, Eulália Matta);  a estudante Erasmus Cecília Boechat e os jovens da Escola Secundária do Pinhal Novo.
Os poemas lidos foram, em alguns casos, criados pelos próprios estudantes da ESE, ao longo das aulas do 2º semestre, como é o caso seguinte:

“Quadris”

“Balançando ao som da Canção
Entre contração e Convulsão
Os passos consoados vão desenhando a dança

O movimento dos quadris aos poucos revela
A sedução velada que o corpo não nega
Mas esconde do tabu instituído e velado

O corpo fala enquanto a mente consente
Com as regras infundadas mas conscientes
E funciona como escape para o real desejo

E quando liberto o corpo explode
Extravasa, respira, suspira, transborda
E revela a verdadeira essência da carne”
(Cecília Boechat, março de 2017)

De salientar ainda o poema da colega Eulália Matta, escrito no próprio momento da Performance.

A Performance realizou-se em língua portuguesa de Portugal e do Brasil, bem como em crioulo, francês e italiano, enriquecida com a Língua Gestual Portuguesa, desenvolveu-se num cenário protagonizado pelos lençóis desenhados ao longo do Atelier.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Teatro em bando

(Uma pequena reportagem)

Vale de Barris foi, no passado fim-de-semana, capital do teatro europeu. Foram acolhidas treze companhias de teatro dos vários cantos da Europa representando cada uma das suas peças nos vários palcos espalhados pela serra de Palmela.

Tratou-se de um evento muito singular e fraterno organizado pela companhia de teatro “O Bando” e o seu mentor João Brites que promovia um intercâmbio internacional a diversos níveis. Houve sobretudo muito boa energia a circular naquela encosta da serra, pois quem assistia a uma peça ao relento não podia deixar de sentir aquela aragem pura campestre, tão bem como o cantar das cigarras que não deixavam de dar beleza á noite.

As pessoas essas estavam sempre com um sorriso no rosto e empenhadas também em trocar impressões e conviver com os nossos convidados estrangeiros. Teve também um lado poético este festival teatral. No fim e com uma encenação de João Brites juntou-se numa peça só as várias companhias que contracenando uns com os outros e dentro de uma boa harmonia despregavam as gargalhadas aos espectadores.

AAHH. Digo que teve um lado poético porque esta encenação tinha como tema a lua que por coincidência encontrava-se cheia no calor da noite, o que fazia despertar um certo transe nas emoções de então.

Foi memorável este evento que tanto fez felizes as pessoas que se inseriam nele, ou não será o teatro um despertador de emoções num corpo que sabe que pensa.

Diogo Correia
07/ 2010