(in, A Verruma, http://acverruma.blogspot.pt/2016/09/totalitarismo-e-democracia.html?m=1 )
Uma Revista que se pretende livre, tendo até a liberdade de o não ser. Livre na divisa, imprevisível na senha. Este "Estudo Geral", também virado à participação local, lembra a fundação do "Estudo Geral" em Portugal, lá longe no ido século XIII, por D. Dinis, "o plantador das naus a haver", como lhe chama Fernando Pessoa em "Mensagem". Coordenação de Edição: Luís Santos.
sábado, 12 de novembro de 2016
TOTALITARISMO E DEMOCRACIA
(in, A Verruma, http://acverruma.blogspot.pt/2016/09/totalitarismo-e-democracia.html?m=1 )
sexta-feira, 10 de julho de 2015
PARTIDO ALEMÃO (AfD ) NAS PEGADAS DA “FRONT NATIONAL” FRANCESA?
António Justo
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Thomas Piketty “o Karl Marx do nosso tempo”?
sexta-feira, 29 de março de 2013
Comunicação Social miserabilista
sábado, 23 de julho de 2011
Viva a Liberdade!

Nobreza de espírito é a realização da verdadeira liberdade, é a busca permanente da verdade e do bem, a encarnação da dignidade humana.
Não pode haver democracia nem sequer mundo livre sem este alicerce moral.
A verdadeira liberdade é aquela que permite seguir na busca do padrão absoluto pelo qual o nível da dignidade humana deve ser medido.
Eis o grande ideal!
***
Quem preza a civilização e a vida intelectual olha para a história do século XX com verdadeira perplexidade. Quase diria, com estupefacção. Quantos eruditos – académicos, artistas e cientistas – puseram de lado a vida civilizada optando pelo triunfo da mentira, da ditadura, daviolência? Quantos deles colocaram as suas potencialidades às ordens do terror? O rol é certamente incontável.
Mas também, quantos os que se recusaram a abandonar a integridade e por isso morreram às mãos dos algozes da Civilização? Eis outro rol interminável que nos deixa atónitos…
E olhando em redor, o que vemos? Vemos exércitos de eruditos queconsideram mais importante alcançar a resposta final política do que dizer a verdade e pensar sem preconceitos.
Foi depois da guerra de 1939-45 que Hannah Arendt concluiu que a crise só se transforma em drama quando lhe respondemos com preconceitos. E estes mais não são do que as ideias politicamente formatadas. Em vez de recorrerem à liberdade, recorrem às «cartilhas». Ironicamente, fazem-no em nome da liberdade que, desse modo, nãopraticam nem sequer, afinal, admitem.
A traição de parte significativa da intelectualidade está na razão directa da falta de capacidade para assumpção das responsabilidadesintelectuais. É para esses mais cómodo responderem às questões com soluções politicamente formatadas do que assumirem a integridade que deles seria legítimo esperar. Não passam daquilo a que Thomas Mann ironicamente apelidava de «literatos da Civilização», os que sabem tudo relativamente ao que os outros pensam mas pouco ou nada acrescentam da sua própria autoria. Para estes, a felicidade não é uma questão metafísica ou religiosa mas sim e apenas um problema político.
Logicamente, arriscam-se a propor soluções baseadas em ideias geradas em contextos completamente diferentes dos que estão na circunstância em observação. É que, se existe algum lugar onde a submissão reina, é seguramente entre os intelectuais politizados.
Cúmulo da ironia, bradam as receitas encartilhadas à mistura com VIVAS à liberdade.
Porquê tanta traição à nobreza de espírito?
Sedução do poder, influência, inchaço por ser ouvido e quiçá admirado. Numa palavra, vaidade.
O significado de conceitos imortais como o do bem, do mal, dacompaixão, da sabedoria, da justiça, da virtude, raramente é aflorado porque a linguagem actual preza a objectividade dos factos que se analisam em função de objectivos que visam o progresso material.
A busca da verdade só pode seguir a via dos valores perenes dedistinção entre útil e inútil, bem e mal, relevante e insignificante.
Assim, em nome da liberdade, se mata a verdadeira liberdade e seabandona a procura da verdade.
17 de Julho de 2011
Henrique Salles da Fonseca
BIBLIOGRAFIA:
Riemen, Rob – NOBREZA DE ESPÍRITO, UM IDEAL ESQUECIDO, Ed. Bizâncio, Lisboa, Abril de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
A União Europeia destruiu a Indústria tradicional portuguesa e agora pede-lhe Contas. O Negócio com as Dívidas dos Países sob Observação da Troica.
Assistimos a um conflito macabro entre a Europa do Norte e a Europa do sul; fundamentalmente um conflito entre os países carentes e os países fortes.
Os países ricos querem vender /exportar para os países pobres, sem contrapartidas de investimento sério nestes países. Como macro-produtores colocam, os seus produtos a preço de concorrência com os produtos das empresas locais. Em Portugal, a União Europeia destruiu as indústrias do calçado, das pescas, dos têxteis e em parte a agricultura. A princípio, as multinacionais internacionais instalaram-se provisoriamente nos países da periferia para se aproveitarem dos fundo perdidos da EU. Depois de passar o prazo de compromisso assumido começaram a abandonar o país ou a reduzir a produção. Ficam redes de intermediários que passam a servir o mercado com produtos importados. Resultado: a fraca economia é ainda mais enfraquecida ao ver as pequenas e médias empresas desaparecerem.
Em Portugal pude observar isto na zona de S. João da Madeira. Uma empresa alemã, aproveitando-se do saber especializado da região em calçado, instalou, lá e noutras zonas, grandes fábricas de calçado. A sua concorrência levou muitas empresas pequenas e médias à falência. Depois a empresa fechou uma fábrica e racionalizou outras para se irem aproveitar doutras zonas mais baratas fora de Portugal. Para trás ficam os trabalhadores sem capacidade de compra. Estes servem-se dos produtos chineses baratos mas de má qualidade.
O turbo-capitalismo passa pelos países como um furacão arrastando tudo atrás dele. Deixam o país com maus hábitos explorando-os depois através dos abutres financeiros.
A Europa é um projecto político que está a ser destruído por interesses económicos turbo-capitalistas demolidores de nações. São de tal modo grandes que obrigam os países a pôr tudo à venda e a privatizar tudo no seu interesse.
Atendendo às diferentes tradições na economia não se pode chegar nunca a uma solução satisfatória, com agravante da moeda única. Como a política económica europeia é inconsequente, torna-se consequente a exigência da Chanceler alemã Merkel ao exigir que os bancos apoiem os países fracos. Os credores têm de renunciar a uma parte das suas exigências através dum acordo de dívida, para que Portugal e a Grécia se libertem de parte da sua dívida. Consequentemente alguns bancos entrariam em crise.
Só uma prorrogação dos períodos de reembolso para os títulos do governo e créditos de apoio com juros baixos poderão dar tempo ao país para reorganizar e disciplinar a sua economia. Só neste caso se poderia compreender a intervenção duma Troika controladora. Portugal para cumprir o memorando da Troika terá de renunciar à sua soberania e transformar os portuguesesem assalariados do grande capital, sem capacidade de se erguer com dignidade.
Temos uma EU com economias de diferentes tradições. O Norte, exportador e disciplinado está interessado num euro forte devido aos interesses financeiros mundiais e o Sul que não consegue produtividade concorrente e que pelo facto estaria interessado na desvalorização do Euro, para assim poder exportar os seus produtos mais baratos em relação a outras moedas. Como os países fortes não instalam empresas de grande alcance internacional nos países da periferia, estes, para manterem um nível alto de vida, recorrem à importação e ao crédito financeiro internacional. Assim passa um país inteiro a viver “com as calças na mão.” Terá de hipotecar também os esforços de estabilização não lhe restando fundo de meneio para investimentos próprios.
No caso de não haver na Europa uma distribuição equitativa das fontes de produção, o Norte Europeu terá de fazer grandes transferências de capitais (fundos de solidariedade) para os países pobres. Assistimos a um jogo de batoteiros em que uns têm os trunfos e os outros a “canalha”. A Troika vela pelos interesses do grande capital! Os deuses europeus parecem agarrar-se à vaca da europa mas só enquanto ela dá leite.
Faltam os investimentos; os créditos de apoio financeiro estrangulam povos enações. Este apoio revela-se apenas em favor dos accionistas e dos países com economias fortes. Precisa-se uma política de investimento económico, de firmas alemãs e dos países criar fábricas e lugares de trabalho nos países da periferia. Doutro modo encontramo-nos numa divisão do mundo em países ricos produtores e em países pobres consumidores. Assiste-se, ao mesmo tempo, à concentração do saber especializado nas mãos de alguns e do saber proletarizado para a generalidade.
O programa de assistência financeira visa assegurar o pagamento aos credores internacionais. Estes vêm dos países fortes, que se vêem divididos entre a defesa dos seus bancos interessando-se por isso em facilitar os créditos para que os governos possam pagar os juros aos seus Bancos. Seguem assim uma política anti-contribuinte.
Um país como a Alemanha consegue créditos no mercado financeiro internacional a 3% para depois poder emprestá-lo a Portugal a 7% e à Grécia a 11%. Facto é que Portugal também disponibilizou dinheiro para a Grécia ganhando algum; não muito porque não tem o crédito/confiança internacional duma Alemanha. Este sistema só beneficia os especuladores bancários com os seus accionistas e promove a irresponsabilidade. Na União Europeia não há honestidade.
António da Cunha Duarte Justo
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