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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Akhenaton Faraó Místico


por Walter Barbosa de Oliveira


Amenhotep IV (Akhenaton - 1378-1350 a.C.) viveu no século XIV a.C., e reinava com o nome de Amenhotep IV, posteriormente mudou seu nome para Akhenaton ou Akhnaton. O monoteísmo era subjacente no Egito antes do reinado deste Faraó e ele adorava a energia irradiante e intangível que está no Disco Solar, que chamava de Aton.

Os historiadores por muito tempo situaram o Êxodo no reinado de Ramsés II, filho de Sethi I, isto é, entre 1298 e 1232 a.C., mas não têm nenhuma prova absoluta disto - cada vez mais autores põem essa data em dúvida, alguns indo a ponto de dizer que esse evento relatado na Bíblia teve lugar em vez disso na época de Akhenaton, como consta na Tradição Rosacruz - Sigmund Freud, em O Homem Moisés e o Monoteísmo, declaram: “Devemos escolher como data do Êxodo o período do interregno que se situa após 1350”.

Outros fatos desconcertantes: Seria Moisés egípcio? Observemos que o nome hebraico de Moisés é “Moshe”, composto das letras Mem, Shin e He, Este nome pode ser lido como “Mose”, vocábulo egípcio que significa “nascido de...” ou “filho de”, donde os nomes Thoutmose / Thoumosis, Ramose, Amose / Amosis... A Tradição Rosacruz relata que Moisés foi encarregado por Akhenaton de guiar o povo hebreu até Canaã e lhe inculcar durante esse périplo a crença num Deus Único. A Bíblia (Deuteronômio) indica que Moisés faleceu com 120 anos após ter passado 40 anos no deserto, pode-se deduzir que ele teria partido do Egito aos 80 anos.

Para que ele tivesse conhecido Akhenaton, teria sido necessário que essa partida tivesse ocorrido por volta de 1295, o que é perfeitamente possível. Por outro lado, a Bíblia nos indica que Moisés (Moshe) significa “Tirado das águas”. Se for de fato a filha do Faraó que lhe deu este nome, isto quer dizer que ela conhecia o hebraico, o que é pouco provável... Nesta linha de pensamento, o Livro do Êxodo indica que Moisés era um mau orador (“Minha boca é inábil e minha língua pesada” - Ex. 4.10) e que Aarão falava por Moisés (“Aarão repetia o que Deus dizia a Moisés” - Ex. 4.30). Pode-se então pensar que Moisés era de fato egípcio e que ele não conhecia o hebreu, donde a necessidade de ele apelar para um intérprete: Aarão.

Vários testemunhos históricos confirmam as ligações entre Moisés e Aquenaton. Assim é que no tratado “Contra Ápion”, o historiador Flávio Josefo (século I d.C.) fala em Mâneto, sacerdote egípcio de Heliópolis (século III a.C.), que teria escrito uma “História do Egito” na qual cita certo Moisés, sacerdote egípcio iniciado a Fraternidade Secreta também chamada de a Grande Fraternidade Branca e que teria feito os hebreus saírem do Egito (Pelo menos até o tempo de Akhenaton, o símbolo definidor dessa Fraternidade era uma Cruz Rosada – A Fraternidade de Akhenaton fez da rosa vermelha na cruz dourada o seu principal símbolo).

No judaísmo, YHWH, o Tetragrama sagrado que representa o Nome de Deus, nunca é pronunciado pelos judeus. Ele é substituído pela palavra “Adonai”, cuja forma antiga era “Adon”. Ora, este termo é foneticamente muito próximo da palavra “Aton”.

Constatamos também que há estranhas semelhanças em certos textos. Na mitologia do deus Tot, associado à cidade de Achmounein, em frente à cidade de Aton, a criação do mundo é apresentada assim: “No começo havia um Caos confuso, primordial, do qual emergiu a Terra. Para esta Terra vieram grandes Veneráveis: o oceano primordial, o infinito, as trevas, o mistério. Depois se deu o nascimento de um lótus iluminando o país com seus raios: Rê, o Sol. Dos amores de Rê nasceu um, íbis, Tot, que criou a vida”. Ora, está escrito no Gênesis: “No princípio, Deus criou o Céu e a Terra. A Terra era sem forma e vazia. Havia trevas sobre a face do abismo. O Espírito de Deus pairava por sobre as águas...”. No Hino a Aton, vemos: “... A Terra está em trevas e parece morta... todos os leões saem de suas covas... Depois Tu reapareces e a Terra se ilumina de novo... Os seres humanos despertam e se põem de pé... Os peixes, por sobre o rio, põem-se a saltar para a Tua face... Tu criaste a Terra, bem como os seres humanos, as manadas e todos os animais selvagens, segundo o Teu coração quando estavas só,...”. No Salmo 104: “Trazes as trevas e é a noite... então os filhotes de leões rugem para suas presas... depois o sol se ergue e eles se retiram... O ser humano sai para sua tarefa, para seu trabalho até à noite... Eis o mar, grande e vasto em todos os sentidos; nele se movem inúmeros animais, pequenos e grandes... Que Tuas obras sejam numerosas! Fazes todas com sabedoria. A Terra está cheia de Tuas criaturas...”.

Todos temos de convir que há analogias entre estes dois textos. Os documentos que nos esclarecem sobre a vida deste faraó do Êxodo das tribos de Israel (18a Dinastia) podem ser divididos em três grupos: Os talatates, os afrescos e os escritos presentes nas tumbas: Eles dizem que Ele era filho de Amenhotep III e Tiy (parece que Ela era filha de um plebeu). A Tradição Rosacruz afirma que a rainha tinha passado dos trinta anos, e ainda não tinha herdeiro para o trono, suplicou a Aton, ou a Deus, durante 12 anos pelo nascimento de um filho varão para o Faraó do Egito e nove meses mais tarde ela trouxe ao mundo o jovem príncipe.

Amenhotep (Akhenaton) que nasceu no palácio real, em Tebas, no dia 24 de novembro de 1378 a.C. era de origem Ariana, como sua mãe.  Após seu nascimento, a criança confirmou sua preparação no seio da Fraternidade, onde foi recebida muito jovem e instruída nos mais altos Mistérios pelos maiores sábios da época. Aos 11 anos de idade (1367), foi coroado cor regente. Foi noivo de Nefertiti e fundador de uma grande escola de misticismo no Egito, se antecipando em séculos à evolução espiritual da humanidade, na sua vitoriosa luta contra as trevas, a ignorância e a superstição; ele foi o primeiro a declarar que havia "UM DEUS ÚNICO" e a revelar poderes latentes em todos os homens; sua carreira jamais foi superada por outro Faraó, e sua história é de particular interesse para diversas Ordens Esotéricas.

Quando atingiu a maioridade, no vigésimo oitavo ano do reinado de seu pai, respondia pelo nome de Amon-hotep (Amon está satisfeito), foi associado ao poder real por uma cor regência, por ocasião de um jubileu que marcava uma nova era para a soberania do Egito. Recebeu como epíteto, "Neferkheperourê" ("As transformações de Rá são perfeitas"), ao qual ele próprio associou o epíteto "Ouãenrê" ("O Único de Rá"), seguido dos qualificativos "Divino soberano de Tebas, aquele que vive muito tempo".

Nessa época, mudou seu nome para "Horus de ouro" para "Que aparece em cerimônia Sed". Tornou-se faraó reinando até 1350 a.C. (consideradas as discrepâncias entre vários calendários antigos); Foi coroado em Mênfis e não em Tebas e no ano VI de seu reinado resolveu instalar-se em Tel-el.Amarna, a fim de implantar sua reforma religiosa – como sabemos, foi Amenhotep IV (Akhenaton) quem rompeu com o politeísmo substituindo-o por Aton, o Deus único sem igual, Senhor da eternidade, simbolizado pelo disco solar com raios descendo para a Terra e mãos nas extremidades desses raios, que simbolizavam a força criativa do deus único incidindo sobre a Terra e implantou esse culto em substituição de todo o panteão tradicional egípcio - portanto, tornando-se o primeiro monoteísta da história.

Nesse sítio, foi contada uma seqüência de mil e seiscentos altares, Ao que se sabe, o templo, construído por Akhenaton tinha 210 metros de comprimento e 32 metros de largura.  A energia a que Akhenaton se referia, era de dupla polaridade; de um lado é “Chu”, a luz e o calor, e de outro, é “Maat”, a consciência universal, atributo da Alma Universal. Essa troca de grande profundidade é de grande importância para os rosacruzes, uma vez que em nossa concepção encontramos essas duas polaridades com os nomes de “Espírito” e “Força Vital”.

Em seu hino, Akhenaton qualifica Aton de “Pai-Mãe” da humanidade, o que era uma maneira alegórica de descrever a dupla natureza, positiva e negativa, do Deus Supremo simbolizado pelo disco-Aton. Essa qualificação emanava da Fraternidade Egípcia a qual pertencia. Mais tarde foi adotada pela extensão dessa fraternidade na Palestina, denominada “essênios”.

Durante o seu reinado houve uma revolução das artes, a pintura e a escultura, tratando-se de seres humanos, deixou de ser “estereotipada” ou estilizada. Houve um arredondamento e escorçamento das figuras para efeito de realismo, havia uma disposição de sacrificar uma parte do rosto ou da cabeça. Características físicas antiestéticas, como queixos ou abdomens salientes, eram retratados fielmente. A noção anterior da simetria, ou equilíbrio foi mantida na composição.

Seu primeiro ato importante foi à construção de um templo dedicado a Aton, em Karnak, a leste do templo de Amon. Por ter permitido aos antigos escravos egípcios (Israelitas) sua partida para sua suposta terra prometida, os sacerdotes da Cidade de Amon (fundada por este faraó), sublevaram os generais contra Akhenaton, culpando-o, e aos israelitas, das calamidades que haviam se abatido sobre o Egito (Pragas do período mosaico, registradas na história bíblica). Os generais se revoltaram e o assassinaram poucos anos depois da construção do templo a Amon em Karnak.

Sua obra foi aparentemente extinta após sua morte, fazendo-a desaparecer nas névoas do tempo através da destruição de seu nome. Akhenaton nem sequer recebeu o privilégio de uma tumba; o local onde foi sepultado permanece desconhecido até hoje (apagar o nome de um homem morto, no Egito era priva-lo da vida póstuma, pois os egípcios antigos davam grande importância ao nome de um homem no seu túmulo. Esta é a razão mais provável para o nome de Akhenaton ter sido apagado da história do Egito). O comandante do exército egípcio assumiu então a Insígnia Real do assassinado e perseguiu os israelitas. Esse general, portanto, foi o homem que morreu no Mar Vermelho, à testa do exército egípcio (acontecimento comemorado com o nome de Pessa’h, festa que comemora ao mesmo tempo a saída do Egito e a travessia do Mar Vermelho (Ex. 13; 18)).

O aspecto original e fundamental de sua reforma reside no fato de que a Divindade não é mais representada por uma estátua, qualquer que seja sua forma. Para adorar o seu Deus, Ele não hesitou em romper com a concepção usual dos templos; o defunto não mais apelava a Osíris, deus dos mortos, para guiá-lo no além. Por todos os fatos relacionados acima, alguns egiptólogos, o acham, megalomaníaco, pois tinha a pretensão de ser o único que podia conhecer Deus. Veja alguns de seus comentários: no trecho bem conhecido do "Grande Hino a Aton", onde Akhenaton diz: “Estas no meu coração, exceto teu filho Neferkheperourê”. “Quando houveres recolhido as sementes (pois não te dou senão a semente de tua transformação pessoal) e houveres recolhido os grãos, retorna ao mundo e cumpre a tua missão até que a terra onde tenha germinado a semente floresça e produza para mim seus frutos. Consagra-te humilde e alegremente ao meu serviço, não há ação por modesta que seja que não te ligue a mim, pois obedecendo assim a lei, teu corpo chega a ser inseparável do meu. “Eu sou teu Pai e tu és meu filho, aquele que vive na Verdade”.

Foi casado com Nefertiti (A bela que veio de longe) filha de Ay, alto funcionário e irmão da rainha Tiy. Teve sete filhas com Nefertiti. Fundou uma grande escola de misticismo no Egito, se antecipando em séculos à evolução espiritual da humanidade, na sua vitoriosa luta contra as trevas, a ignorância e a superstição. Foi o primeiro a declarar que havia “Um deus único” e a revelar poderes latentes em todos os homens (muito embora não se possa contar muito com a exatidão de “suas” declarações. Em virtude do fator “tradução e interpretação”). Segundo essas interpretações, só o faraó conhecia os desígnios desse Deus que nem sequer era chamado de Netjer como outras divindades: “Estás no meu coração e ninguém Te conhece exceto Teu filho Nefer-Kheperou-Ra, pois Tu o tornaste sábio no conhecimento de Teus planos e do Teu poder”. Assim: Akhenaton (nome que adotou), era o único intermediário entre Deus e os seres humanos e era nessa qualidade que ele outorgava um ensinamento. Poder-se-ia dizer: “Não há outro Deus além de Aton e Akhenaton é o seu intermediário”.

Muito tempo depois, o islamismo adotou uma profissão de fé semelhante; a saber: “Não há outro Deus além de Alá; e Maomé é o seu profeta”. O próprio Cristo se expressou em termos quase idênticos: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. “Ninguém vai ao Pai senão por mim; Se me conheceis, conhecereis também ao meu Pai”.

Akhenaton marcou com sua efígie o Pensamento religioso e insuflou no mundo uma nova espiritualidade que inspirou o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Numa Estela de alicerce do templo de Akhenaton está escrito: ”Esta cidade, foi Aton quem a desejou e não um intermediário ou um senhor qualquer. Vede Sua Majestade a encontrou e ela não pertence nem a um deus nem a uma deusa; é um lugar virgem". As maiores autoridades no estudo do idioma egípcio discordam quanto à interpretação ou tradução precisa de algumas de suas declarações. Isto se deve a que não existe um dicionário perfeito do alfabeto egípcio – por exemplo, o alfabeto egípcio que foi entalhado em pedra não continha vogais.

A carreira deste Faraó, jamais foi superada por outro faraó, e sem dúvida alguma foi o mais célebre faraó da XVIII dinastia, embora não tenha sido um grande político, principalmente no plano exterior. Sua história é de particular interesse para a Ordem Rosacruz, que o celebra respeitosamente como grande mestre tradicional da fraternidade secreta do Egito, embora seus sucessores, sobretudo a partir de Ramsés II, tenham feito tudo para destruir sua memória.

Em 1892 foi descoberta em Tel-el-Amarna, no fundo de uma ravina tortuosa, a tumba que fora preparada para Akhenaton, e ate Fevereiro de 2010, não se sabia o destino de sua múmia. Este era um grande mistério egípcio. Após anos de realização de exames genéticos e tomografias de 16 múmias, obteve-se a mais contundente evidência de que a múmia KV55, achada no Vale dos Reis, é mesmo de Akhenaton. E os testes determinaram que KV55 é pai de Tutankhamon (segundo fontes científicas era filho de Akhenaton com uma irmã que era também sua amante) e filho de Amenófis III, uma estirpe que coincide com a de Akhenaton.

sábado, 17 de março de 2018

Sonho Lúcido


O sonho sempre foi associado ao estado de não lucidez e, assim sendo, fora do nosso controle. Eles são decorrentes de estímulos externos – que a mente associa imediatamente a eventos passados – ou então são devidos ao processo de organização do conhecimento que ocorre todas as noites, onde o cérebro arquiva fatos e sensações para eventual uso futuro. Nos sonhos, objetos mudam de posição e forma, e até mesmo pessoas já falecidas se apresentam como ainda vivas, podemos perceber então, que aquilo não é uma atualidade, mas pertence ao mundo mental. Mas no sonho lúcido, você está dormindo, sonhando, e ao mesmo tempo lúcido, fenômeno esse que pode ocorrer de forma espontânea, mas, a princípio, qualquer ser humano interessado é capaz de fazê-lo de maneira programada. Tal condicionamento é simples, muito parecido com aquele que muitas pessoas já dominam, de acordar em determinada hora, sem auxílio externo – de outra pessoa ou de um despertador – basta um pedido à mente subconsciente, antes de adormecer. O fato é que, inconscientemente, repetimos ações da vigília no mundo onírico.

Os sonhos podem ser controlados, ou seja: controlar o conteúdo do sonho, tomando decisões conscientes sobre o que se deseja que aconteça a partir de então. Essa habilidade é desenvolvida e muitas vezes, o simples conhecimento do assunto, uma conversa, uma palestra ou uma leitura como esta - já dispara o processo. É importante saber que todos nós sonhamos e aquelas que dizem que não sonham, apenas esqueceram os próprios sonhos.

De certa forma esse tipo de sonho, já era citado desde os antigos gregos, mas foi descrito detalhadamente apenas em 1867, por Marie-Jean-Léon Marquis d’Hervey de Saint-Denys, que descobriu, sozinho, formas de comandar os próprios sonhos e só os próprios. O seu livro Les Revês et Ies moyens de les diriger chamou a atenção até mesmo de Freud, que não conseguiu, em sua época, um exemplar para estudo. Hoje, essa obra pode ser adquirida facilmente pela Internet na linguagem original, o francês.

Existem muitas comprovações a respeito, citaremos algumas: O Sonho Lúcido foi comprovado em laboratório pela primeira vez pelo psicólogo, Keith Hearne, em 1975; posteriormente, em 1978 Hearne defendeu sua Tese de Doutorado na Universidade de Liverpool, Inglaterra, intitulada Lucid Dreams – na electrophysiological and psychological study. Este fenômeno também foi comprovado nos laboratórios da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e constituiu a Tese de Doutoramento do pesquisador Stephen La- Berge, em 1980.
 Walter Barbosa de Oliveira

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Dicionário de Cores


por Walter Barbosa de Oliveira



Laranja: Ou tonalidade laranja, origina-se da mistura do vermelho e amarelo.
Verde: Ou tonalidade verde, origina-se da mistura do amarelo e azul.

A relação entre as cores e as emoções é hoje comumente aceita. Assim: uma Aura fortalecida possuiu cores melhoradas. Uma pessoa nobre e espiritual tem uma aura cor amarelo-ouro, próxima de um puro e deslumbrante branco. A parte anterior do cérebro, que é a área da Razão e da Percepção, manifesta-se em azul, cor fria e calma; o princípio do amor é representado pelo vermelho.

Idealismo, espiritualidade e sublimidade, que combinam pensamento e emoção, irradiam o violeta, ou a união de azul e vermelho.

A paciência, firmeza, integridade e temperança, têm mais a ver com frieza do que com calor e nelas predomina o azul.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016


"Quando me amei de verdade desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... PLENITUDE".

Walter Barbosa de Oliveira

sábado, 27 de dezembro de 2014

O Homem da Caverna do Século XX


O Homem das Cavernas é o menino de rua das metrópoles atuais. Assim como aquele; vemos hoje em dia pessoas vivendo como no tempo das cavernas, isto é, inconscientes do mundo que as cerca com toda a riqueza e tecnologia atual, vivendo verdadeiras famílias exclusivamente da predação, catando lixo, restos de comida e jornais velhos para alimentação, aquecimento e aquisição de algum bem necessário. Garimpando restos de caixotes velhos, Elas acendem o fogo que vai aquecê-las nas noites de inverno e preparar algum alimento cru retirado do lixo das Feiras Livres. Banhando-se no Chafariz da Praça, lavando ali suas maltrapilhas roupas, latas que utilizam como utensílios domésticos, vivem num abismo primitivo dos viadutos e marquises atuais, vivendo da prima matéria como nossos antepassados moradores das cavernas que pescavam nos rios e lagos seu sustento, assim, o menino de rua de nossos dias, “pesca” na rua através de pequenos furtos e trabalhos informais a sua sobrevivência.

Com latas de azeite e garrafas de vinho encontradas no lixo, fazem seu banquete. Água morna? Nem pensar! Geladeira? Gela mais rapidamente a água completamente fria do Chafariz! Não há um verdadeiro repouso, tudo é apenas aparência. A quietude aparente desses nossos “meninos” é causada pela fome ou pelo frio absoluto do inverno. O tempo é o verdadeiro despenseiro e depositário de suas vidas, e os socorre quando lhe é confiado por um lapso considerável, aquele maltrapilho, protegendo-o, defendendo-o de toda força externa, só se manifestando em ajuda interior, de vez que a ajuda externa está interrompida.

“Pai que está no Céu”; Essência do Cósmico, Mestre Interior, projeta-se para a Terra; Eu exterior, faça o homem estabelecer a comunicação entre os dois; “O Pão nosso de cada dia” (processo de nutrição psíquica, simbolizado no pão) é-nos dado hoje para a necessidade do hoje, no aqui e agora; o pão de amanhã nos será dado amanhã”!

E o pão desses meninos? País da Igreja Católica, neoplatônicos e hermetistas, onde estão vocês?

Como o conceito de Deus não pode ser imposto, não se pode impor a caridade, ambos devem brotar da vivência e da meditação de cada um. É vã a tentativa do homem de compreender a Deus em sua infinidade, em comparação com as coisas finitas deste mundo.

Os chamados pagãos tentam expressar o Deus infinito de maneira finita, disto decorrem seus grosseiros ídolos, ou estátuas. Pela complexidade da ideia, muitos preferem relacionar-se com Deus através de um mediador, alguém mais próximo da experiência humana, um anjo, um mestre ou o próprio Cristo. Outros preferem pensar numa Mente Cósmica, ou no Espírito Santo, contatando diretamente com sua mente subconsciente. Por que então não tentar compreender Deus através da infinidade de suas criações e entre elas o Ser Humano!


Walter Babosa de Oliveira
(in, Jornal da Federação dos Procuradores de Autarquias
Federais do Rio de Janeiro, 16 de Dezembro, 1996)

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Arco-íris


Para muitas pessoas antigas esta configuração Celeste era o signo da divina benevolência.

Na Grécia, Íris, a deusa virgem do arco-íris, era a mensageira que transmitia à Terra as ordens de Zeus ou de Hera; ela era representada com asas e o caduceu. Já o simbolismo cristão da Idade Média representava as três cores do arco-íris assim:
O azul representava o Dilúvio;
O vermelho, o Cataclismo universal que ameaçava incessantemente o mundo;
E o verde a Nova Terra.

Na China Antiga considerava-se o arco-íris o símbolo da unificação do yin e do yang. Já a crença popular europeia associa muitas vezes o arco-íris à previsão de riquezas que estão por vir ou à descoberta de um tesouro (no lugar exato em que o arco-íris toca a terra).

O arco-íris é ainda identificado com o arco de Indra na mitologia da Índia, ao passo que o budismo o associa à serpente na imagem da escada do Buda que se apoia em duas nagas, ou serpentes de sete cabeças.

A observação mostra enfim que os arco-íris aparecem à tarde, raramente de manhã, porque a luz emitida é mais forte e mais filtrada pela atmosfera terrestre.
Muitas lendas estão ligadas a este fenômeno e fazem intervir as fadas, os Elfos as ondinas e outros seres elementares.


Walter Barbosa de Oliveira


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Jin Ji Du Li


por Walter B. Oliveira

Faça este exercício da cultura chinesa simples e eficaz... E verá a essência é que seus olhos devem estar fechados quando você pratica “Jin Ji Du Li”... Preste atenção.

Eis o exercício: Fique sobre uma só perna, com os seus olhos abertos. E só isso. Experimente agora fechar os olhos. Se você não for capaz de ficar em pé por pelo menos 10 segundos seguidos, isso significa que seu corpo se degenerou ao nível de 60 a 70 anos de idade. Em outras palavras, você pode ter apenas 40 anos de idade, mas seu corpo envelheceu muito mais rápido.

Ficar sobre um pé com os olhos abertos, é uma coisa e fazer o mesmo com os olhos fechados... A história é outra! Não precisa levantar muito a perna. Se os seus órgãos internos estão fora de sincronia, mesmo levantando a perna um pouco vai fazer você perder o seu equilíbrio. Os chineses estão bem avançados no conhecimento do corpo humano. A prática frequente e regular do “Jim Ji Du Li” pode ajudar a restaurar o sentido de equilíbrio. Na verdade, os especialistas chineses sugerem que a pratica diária por 1 minuto, ajuda a prevenir a demência. Primeiramente, você pode tentar fechar os dois olhos, não completamente. Na verdade, é isso que o especialista de saúde Zhong Li Ba Ren recomenda. A prática diária de Jin Ji Du Li pode ajudar na cura de muitas doenças, tais como: Hipertensão; Altos níveis de açúcar no sangue ou diabetes; O pescoço e doenças da coluna vertebral; Também pode impedi-lo de sofrer de demência senil.

Zhong Li Ba Ren escreveu um livro intitulado: “A autoajuda é melhor do que procurar ajuda dos médicos”, um best-seller que também foi o melhor livro de saúde à venda na China desde que foi publicado pela primeira vez na época. Seu sucesso pode ser medido pelo fato que rendeu mais de um milhão de cópias vendidas. Diz-se que de acordo com o entendimento de médicos chineses, a doença pode aparecer no corpo devido a problemas surgidos na coordenação entre os vários órgãos internos, o que faz com que o corpo perca o seu equilíbrio.

Jin Ji Du Li pode zerar esta inter-relação dos órgãos e como funcionam juntos. Zhong Li Ba Ren disse que a maioria das pessoas não consegue ficar sobre um pé com os olhos fechados por 5 segundos, mas depois, praticando todos os dias, são capazes de fazer por mais de 2 minutos. Quando você conseguir ficar mais tempo, a sensação de peso desparece. Ao praticar Jin Ji Du Li, você vai notar que sua qualidade do sono fica melhor, a mente limpa e melhora a memória significativamente. A coisa mais importante é que se for praticado Jin Ji Du Li com os olhos fechados por 1 minuto todo dia, você não irá sofrer de demência senil (o que significa que o cérebro continuará saudável). Zong Li Ba Ren explicou que há seis meridianos principais que passam por entre as pernas. Quando você ficar em uma perna, você sente dor devido ao exercício e, quando isso ocorre, os órgãos correspondentes a esses meridianos e suas formas começam a receber os ajustes necessários. Este método é capaz de se concentrar a consciência e canalizar o corpo até os pés.

Os efeitos benéficos da prática de Jin Ji Du Li em várias doenças como a hipertensão, diabetes, pescoço e coluna vertebral, começarão a serem sentidos rapidamente. Problemas como a gota também poderá ser prevenido. Cura doenças básicas como “Pés Frios” e também pode reforçar a imunidade do corpo. Você não precisa esperar até que você tenha uma doença para começar a praticar Jin Ji Du Li. É adequado para quase qualquer tipo de pessoa e especialmente benéfico em pessoas jovens, se praticadas diariamente, a probabilidade de adquirir problemas naturais da idade, será menor. Não recomendado para pessoas cujas pernas são fracas e não podem ficar por longos períodos em pé.



sábado, 25 de outubro de 2014

A Short Lexicon of Mystery, by Walter Barbosa de Oliveira


Nota: O livro pode ser adquirido através de contacto direto com o autor pelo e-mail:  valtereg@oi.com.br



P R E F Á C I O 

Esta nova versão possui assim como a anterior, cinco capítulos, corrigidos conforme o Acordo ortográfico de 1990 adotado por Brasil e Portugal. Acrescentamos ainda, alguns fatos novos, úteis e pouco conhecidos, procurando mostrar aos nossos leitores, algumas falsas concepções que existem no dia-a-dia das pessoas no que se refere a Deus e ao Universo.

Muito se escreveu no passado e mais ainda em anos recentes sobre misticismo. Provavelmente este termo junto com revelações populares do misticismo moderno ou dos processos psíquicos do desenvolvimento espiritual, foi vulgarizado por pessoas que nada sabem a esse respeito. Em meu primeiro livro Aleph-É um Retorno para o Estado de Pureza Original, procurei demonstrar de maneira insatisfatória em comparação com a complexidade do assunto, que certos princípios sagrados dos ensinamentos místicos foram muito popularizados e vulgarizados por pessoas que jamais se deram ao trabalho de estudar detalhadamente aquilo sobre o que falaram. É importante que nossos leitores tenham em mente que pouco eles de fato sabem e o que sabem é incompleto, fragmentado e com certeza é mal interpretado, ao passo que este nosso testemunho, esclarece, suplementa e reforça nosso primeiro livro. Veremos que assuntos profundos como reencarnação e a Lei de Compensação, foram deturpados e incompreendidos, tornando-se Leis Cósmicas ridicularizadas. O mesmo acontecendo com temas como Mente Cósmica, maestria e os Mestres Invisíveis, sobre tudo isso, escreveu-se recentemente num modo tal que sou levado a pensar que os autores simplesmente extraíram o título de algum antigo manuscrito sem o terem lido e depois escreveram o que achavam que fosse uma explicação apropriada para o título. É, pois da maior importância que este livro seja estudado e assimilado tão profundamente quanto possível por todo aquele que aspire à vida espiritual superior, pois o contato da mente do leitor com a dos Grandes Mestres tem o efeito de produzir nos primeiros toda a expansão espiritual que for capaz conforme sua constituição congênita. A preparação para esse contato nem sempre precisa ser feita por meio duma organização, mas deve haver uma preparação definida.

Verificamos que grandes homens passaram muito tempo em preces, meditação e contemplação e que suas vidas eram sistematizadas. Não há dúvida de que seus períodos de leitura, estudo e reflexão foram disciplinados durante um tempo definido para que a Consciência Cósmica lhes adviesse (Iluminação). Técnicas de meditação ajudam os místicos a concentrar e focalizar sua mente... Aconselhamos ao Amigo Leitor que escolha para consulta a este livro, algum momento durante a semana à noite ou de dia em que possa estar livre de qualquer perturbação ou interrupção e que esteja descontraído, em silêncio e em paz com o mundo.


Saudações!

Walter Barbosa de Oliveira


sexta-feira, 20 de junho de 2014

Carta Aberta


Resolvi reproduzir o apelo de Jan Amos Comenius – pai espiritual da UNESCO, escrito no século XVII, por achar oportuno para o momento em que estamos vivendo, ou seja: crise existencial, questionamentos e negação de valores essências a preservação dos valores éticos e morais de uma sociedade. Populações inteiras aviltadas em seus direitos individuais e fundamentais e já se passam quase duas décadas do século XXI e continuamos a ver a mesma intolerância que existia na idade média quanto aos direitos fundamentais do cidadão e o direito ao credo religioso:

“Queremos que todos os seres humanos, juntos ou separados, jovens ou velhos, ricos ou pobres, nobres ou plebeus, homens ou mulheres, possam receber uma educação completa e se tornem pessoas bem sucedidas. Queremos que recebam ensinamentos perfeitos e que sejam treinados não apenas em um ou outro assunto, mas também em todas as leis que lhe permitem compreender sua essência, para aprender a verdade, para não serem enganados por pretensões, para amarem o bem, não serem tentados pelo mal, fazerem o que têm de fazer e distingui-los do que devem evitar, para falar com propriedade de causa sobre tudo com qualquer pessoa e finalmente a sempre tratar todas as coisas, humanos e Deus, com cuidado e não precipitadamente e para nunca se desviarem de sua meta de felicidade”.

Walter

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Vale a pena ver


Walter

(Para ampliar clique na imagem)