No Canto IX dos Lusíadas, Ilha dos Amores, «Camões dá este conselho pedagógico aos portugueses: os meus amigos, se querem alcançar o Céu na terra, tratem do seu navio, mantendo-o em ordem, com disciplina a bordo, porque um dia a Ilha dos Amores aparece».

Agostinho da Silva


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Arco-íris


Para muitas pessoas antigas esta configuração Celeste era o signo da divina benevolência.

Na Grécia, Íris, a deusa virgem do arco-íris, era a mensageira que transmitia à Terra as ordens de Zeus ou de Hera; ela era representada com asas e o caduceu. Já o simbolismo cristão da Idade Média representava as três cores do arco-íris assim:
O azul representava o Dilúvio;
O vermelho, o Cataclismo universal que ameaçava incessantemente o mundo;
E o verde a Nova Terra.

Na China Antiga considerava-se o arco-íris o símbolo da unificação do yin e do yang. Já a crença popular europeia associa muitas vezes o arco-íris à previsão de riquezas que estão por vir ou à descoberta de um tesouro (no lugar exato em que o arco-íris toca a terra).

O arco-íris é ainda identificado com o arco de Indra na mitologia da Índia, ao passo que o budismo o associa à serpente na imagem da escada do Buda que se apoia em duas nagas, ou serpentes de sete cabeças.

A observação mostra enfim que os arco-íris aparecem à tarde, raramente de manhã, porque a luz emitida é mais forte e mais filtrada pela atmosfera terrestre.
Muitas lendas estão ligadas a este fenômeno e fazem intervir as fadas, os Elfos as ondinas e outros seres elementares.


Walter Barbosa de Oliveira


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