sábado, 15 de novembro de 2014

Ponto de Vista


A reforma política (bandeira dos todos os candidatos à atual presidência) é uma ação necessária e de consenso geral (povo, PT, PSDB, PSD...). É mais que acabar ou não com a reeleição e com o voto proporcional. É conhecer a força popular no que é voto distrital, é saber como funciona o Sistema majoritário, é mexer numa estrutura política complexa, eleitoreira, viciada e acomodada. Reformá-la é uma questão que exige seriedade, conhecimento profundo das leis políticas do país, o que são e fazem, as composições e coligações partidárias, quais são suas prerrogativas e delegações políticas. A imensa maioria do país vota sem saber nada disso, “emprenha” pelo ouvido aquilo que diz, o que mais alto grita!
O país precisa de leis feitas às claras, por quem tem conhecimento e competência para isso, e depois de elaboradas, apresentadas e aprovadas (ou não) pela população, para então serem promulgadas. Tudo feito de acordo com a nossa Constituição.
No Brasil, o Congresso Nacional (órgão de âmbito federal eleito pelo povo para legislar, fiscalizar e controlar o governo), é que tem essa atribuição. O que se deve fazer é cobrar do Congresso uma decisão.
Com a desculpa de consultar as ruas, a presidente quer passar como um trator por cima de tudo isso, tirando do Congresso Nacional a sua função e representação legítimas! Então para que servem as nossas Instituições se não são respeitadas pela cúpula política da nação?... E onde ficam as regras da nossa democracia? Isso não é constitucional e nem desejável.... O povo que elegeu Dilma também elegeu os Senadores, deputados,...nossos representantes legítimos, no Congresso Nacional.

Uberaba, 31/10/14
Maria Eduarda Fagundes

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