segunda-feira, 26 de junho de 2017

REAL... IRREAL... SURREAL... (260)


J.M.W. Turner


Amor é fogo que arde sem se ver;


Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;


É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;


É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.


Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?


Luís de Camões

Selecção de António Tapadinhas


sábado, 24 de junho de 2017

"Um rosto algo apático"





"Um rosto algo apático, ou introspectivo"

Ecoline sobre cartão tamanho A4

Ana Pereira

...afinal  Férias não é só  festa  e o descanso  também é  beber por dentro  outros azuis  talvez  celestes. 

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Ouro Preto


duetos luso-brasileiros




Fotografia: Kity Amaral
Texto: Luís Santos

OURO PRETO

 ...também em simbólica
homenagem às vítimas, e aos que lhes são mais próximos, do violento incêndio que se fez sentir nos últimos dias em Pedrógão Grande, coração de Portugal.

Reconheço de imediato essas cores. Portadas e véus. Nunca lá estive, mas tenho uma bandeira igual no vão da minha janela. Arquitetos do universo, pedreiros livres, triângulos em cima de quadrados. Da embarcação 5-15 para vera cruz, nossa terra.
Lembro-me de como era dantes, dos garimpeiros e dos bandeirantes. Do ouro preto da pele que era a minha. Do sonho que então tive com um reino divino, que vinha depois de vir, e dos escravos agrilhoados, a minha família. Daqueles índios, daquela índia.
Ajudámos a fazer um país e demos um grito que foi até ao fundo do mundo, pela libertação da alma de todos, pelo querer fraterno de todos em um, um sentimento de nascermos todos à mesma hora. Do que nos é justo afinal.
A tempestade amainou. Cessou a trovoado seca e o vento enrodilhado das chamas. Mas o desesperante cheiro de carne queimada ficou. O sacrifício foi pesado e, depois, um novo dia nasceu, estranhamente, em paz. O paradoxo é que tudo faz parte e o motivo é uma razão maior, do claro dia.
Hoje somos, e como diz o acaso da foto, rebuscamos "motivos para ser feliz" (como se alternativa houvesse...). A essa feliz cidade, a essa idade feliz. A natureza é assim, e que tempestade é essa? O preço a pagar por termos mantido a discórdia.
Ai, saudade… Foi por ela.

E a música é? - https://youtu.be/hc0QISkjKZs

quarta-feira, 21 de junho de 2017

“De Calças Rasgadas Nas Algibeiras Cheias De Brilhantes Olhos Índigo”


Corro com as calças rotas nas pregas
Falta-me a pureza do ar nas algibeiras
No fundo faltam-me fundos e o fundamental

Deambulo pelo Sol feito um vagabundo
Como a luz que dele sai com garfo e faca
Alimento-me de pura energia heliográfica

Materializo pecados incomuns e idiotas
Arrependo-me momentos ou dias depois
Arrasto-me pelas esquinas beijando mãos

Pego-me mesmo sem cola a olhos brilhantes
Perco-me imediatamente na falta de gravidade
Oscilo como um indeciso pendulo instável

Marco horas e mudo tudo a meio caminho
Idealizo e cumpro nem metade dos objectivos
Dá-me a preguiça e sigo-a hipnotizado a passo

Ronco à noite que nem um Adamastor
Ressono como um troglodita das cavernas
Acendo o candelabro para vêr se está tudo bem

Conduzo o camião pesado como um robô
Descrevo movimentos sincronizados nas rectas
Paraliso antes de chegar às curvas mais apertadas

Toco numa banda de música para não adormecer
Canto a ler o jornal do avesso ao início da madrugada
Qualquer coisa serve como instrumento musical

Escrevo e leio para adultos e crianças índigo
Revelo mensagens de lento despertar suave
Provoco paradoxais polémicas psíquicas de propósito…

Abro um canal receptivo para o interior da compreensão…

Escrito por Manuel (D’Angola) de Sousa, a 17 de Junho de 2017, Celebrando o que a alegria, a sabedorias, o amor, a tenacidade, a tolerância, a compaixão, o perdão, o bom senso e o sentimento de paz, a fraternidade e todos os benefícios, encerram e têm de melhor, de benéfico, de construtivo, de evolutivo e de positivo para toda a Humanidade…

terça-feira, 20 de junho de 2017

O DIÁRIO DA MATILDE - O MEU PRIMEIRO ANO DE ESCOLA

ONTEM FOI FIA DE GREVE

Com o Sol, mesmo tímido, voltamos a usufruir da companhia das asas planantes das andorinhas. 

São inspirações para o diário de uma filha adorada. 



Ontem à noite realizou-se mais uma Assembleia Geral na Vélhinha, para a eleição dos corpos gerentes para o próximo ano e, tendo sido eleito na única lista que se apresentou a escrutínio, cumprirei mais um mandato como Vice-Presidente da Mesa da Assembleia. 

O biénio anterior foi positivo e a colectividade continua pujante nas actividades que desenvolve. Mas permanece com a Biblioteca desactivada e eu sei que ali há boas colecções de literatura de meados do século passado. É uma pena que assim seja e por isso tenho em mente vir a proceder à recuperação daquele espaço de leitura; se o fizer, será o meu contributo para a vida daquela associação por ocasião desta minha passagem por funções directivas, na medida em que pelos finais da década de oitenta fui co-autor dos estatutos que actualmente ainda estão em vigor, ocupando então o mesmo cargo do presente e, ao longo da minha adolescência, dei o meu esforço nos trabalhos de algumas comissões culturais, para além de ter representado as suas cores pela equipa de futebol de salão por esses mesmos anos juvenis. 

Para mim é um orgulho pessoal participar neste género de actividades cívicas. 
Fundamentalmente, trata-se de uma forma de intervenção na sociedade civil que tão importante é para a civilização democrática. 
Para além disso, é com todo o respeito por um dever relativo aos valores familiares; a seu tempo, tanto o meu avô paterno como o meu pai foram Presidentes da Mesa da Assembleia Geral e os meus bisavós, sempre do lado paterno, não só foram directores como músicos da banda em cuja fundação participaram os seus pais. 

Não estranharia e muito me alegraria se alguma das minhas filhas viesse a deixar o seu testemunho naquela história centenária que no conjunto das similares está no grupo das mais antigas do país. 
Para já, ali se iniciaram na educação física. 



Mas este foi um dos motivos porque fiz gazeta a estas páginas. 
O outro foi a greve da função pública que à Matilde proporcionou um dia de folga o que não teve mal algum e proporcionou uma manhã para descanso. 


Na quinta-feira passada, os alunos realizaram exercícios e fichas sobre os números e as palavras dadas. 
Trouxeram trabalho para casa que a minha filha já resolveu com todo o zelo e correcção. 



A sonda europeia “Mars Express” confirmou a existência de gelo no polo sul marciano. 
Aquilo de que há muito se suspeitava obteve agora as provas directas que as fotografias daquelas regiões possibilitam. 
Há dióxido de carbono gelado mas também foi encontrada a assinatura da molécula de água, tal como a conhecemos, sob a forma de H2O. Se alguma vez esteve no estado líquido à superfície do planeta, se bem que alhures hajam alguns indícios disso, ainda não é possível saber. Parece que a quantidade de gelo, embora considerável, apenas formaria uma película com alguns metros de profundidade o que, comparado com a Terra, seria uma gota. De qualquer forma, não deixa de ser uma descoberta importante e depois tem sempre aquele lado empolgante de deixar em aberto a possibilidade de, num hipotético passado húmido, ter surgido alguma forma de vida extra-terrestre. 

À parte dos aspectos quiméricos, a existência de água permite encarar com maior realismo a fixação de populações humanas naquele planeta que assim ganha potencialidades para vir a constituir uma base avançada para a exploração do sistema solar e, posteriormente, do espaço intra e inter-galáctico. 
É essencialmente por isto que esta descoberta é relevante. 
A prospecção cósmica está para o futuro da nossa espécie como a colonização da superfície terrestre esteve para os nossos mais remotos antepassados que um dia saíram de África. 

Se às estrelas devemos uma parte daquilo que somos, provavelmente estaremos a responder a um apelo para que as exploremos. 



Por cá é que a pouca vergonha continua. 

Começou uma nova fase da campanha publicitária ao Euro 2004 e não tem qualificação o despudor com que os comentadores de um programa de debate político, na RTP 1, encomiaram o spot que nos dá a imagem de um país que pára por causa do futebol; até um padre aparece com toques de Rivelino.

O maior desperdício de todos os tempos ganha assim fóruns de culto da irresponsabilidade. 
Devíamos alterar o nome do país para Pintogal. 



E de Itália continuam os sinais perturbantes. 

Entre nós, a palhaçada regionalista tem num dos seus lóbis o gosto pela comparação com a Catalunha e a cidade de Barcelona, mas aos democratas daria mais resultado se usassem os transalpinos como termo de comparação e fonte de ensinamentos. 
A esquerdazinha europeia e a versão lusitana também, falaram muito da xenofobia e do populismo de Haider, na Áustria e os burocratas e políticos de Bruxelas fizeram o chinfrim que se viu com reprimendas àquele país, mas é de Itália e do poder de Berlusconi que vêm os maiores desafios e os piores perigos para a democracia e a própria União Europeia enquanto comunidade de liberdade tal como hoje a conhecemos. São as máfias organizadas – tenham a cor e o timbre que tiverem – que podem sempre usurpar o poder democrático e pô-lo ao serviço dos seus interesses e conveniências. E como nos lembra Darendhorf, podemos sempre eleger não democratas. (1) 

Pois agora o homem pretende descentralizar o poder para as regiões com o que, naturalmente, diminuirá a capacidade e importância do Parlamento, ao mesmo tempo que pretende ver reforçados os atributos do executivo. 
Sabendo nós que este sujeito domina o panorama audio-visual italiano e até já tentou fazer aprovar leis que lhe garantissem imunidade face a processos judiciais em que está envolvido, não estará ele a preparar alguma forma de se perpetuar na cadeira que ocupa, pois não? 

O enfraquecimento do estado com a menorização do parlamento e o reforço dos governos, eis um desafio cheio de perigos para uma sociedade democrática. 
O discurso demagógico será o invólucro em que se processará um tal regresso encapotado à tirania. 
Hoje em dia já existe o exército de políticos que impregnados de pragmatismo permitirão ao condotieri fazer valer as suas vontades. 

Vivemos na era do homo maniatábilis. 


E vejam lá se não é uma coisa parecida o que pretende aquela canalha do Porto que fala em nome do norte? De prática já temos o eloquente exemplo do Senhor Alberto João que já se dá ao luxo de fazer reconhecer uma dívida do estado à região autónoma no valor de trezentos milhões de euros. Deviam enviar-me o recibo da percentagem que anualmente me cabe no orçamento do Marítimo. 



Há um tecto de nuvens que progressivamente se coloca entre nós e as estrelas. 


 Alhos Vedros 
  24/01/2004 


NOTA 

(1) Darendhorf, Ralph, DEMOCRACIA SEM DEMOCRATAS, p. 8 


CITAÇÃO BIBLIOGRÁFICA 

Darendhorf, Ralph, DEMOCRACIA SEM DEMOCRATAS, In “Público”, nº. 5054, de 24/01/2004

segunda-feira, 19 de junho de 2017

REAL... IRREAL... SURREAL... (259)

Pessoa - Álvaro de Campos Ode Triunfal

Desenho de Pedro Sousa Pereira


Selecção de António Tapadinhas


sexta-feira, 16 de junho de 2017

José Flórido


Não creio que se tenha sempre uma ideia correta do fenómeno cultural na nossa vida. Mas, quase todos nós falamos sobre a importância da Cultura: Às vezes, por exemplo, dizemos que determinado programa, apresentado num canal televisivo, é "cultural" e que outro o não é; outras vezes, empregamos a expressão "cultura geral" (sem que se saiba bem o que isso é), quase sempre de acordo com a ideia de "acumulação" de conhecimentos, básicos e geralmente superficiais, sobre variados ramos do saber. E se consultamos um dicionário, vamos encontrar, entre outras aceções, o conceito de Cultura como um conjunto de padrões de comportamento, crenças, conhecimentos, costumes, etc. Mas, talvez a ideia mais precisa de Cultura surja associada a Agricultura, que é, como sabemos, a atividade que tem por objetivo a preparação do solo, tendo em vista a produção de vegetais úteis ao homem.. De facto, sem uma cuidada preparação do terreno, as sementes lançadas à terra não poderão produzir plantas de boa qualidade. E o mesmo acontece connosco: Se a preparação intelectual, ética e estética for insuficiente, é impossível que os conhecimentos e as informações adquiridos, produzam pensamentos e obras de valor elevado. Pretendo com isto dizer que a Cultura não deve apenas ser concebida de um ponto de vista quantitativo, mas, sobretudo, qualitativo. A Cultura fundamenta-se em valores, expressa-se como valores e promove valores. Os valores são o património da humanidade ou de um povo, a experiência adquirida ao longo dos séculos, materializada nas suas realizações técnicas, científicas e artísricas. E o que devem promover esses valores? Devem promover a justiça, a paz, a beleza, a verdade e o amor. Contudo, não devemos perder de vista a relatividade dos valores. A lei do progresso implica muitas vezes a negação do que é, a ultrapassagem do que já foi adquirido e a sua substituição por novas realidades.
Concebida apenas de um ponto de vista quantitativo, a Cultura tem vindo a perder a sua dimensão espiritual, dando lugar ao "culto das exterioridades", porque a simples acumulação de conhecimentos, de factos, de informações e de "coisas" apenas pode contribuir para degenerar ou eliminar a nossa capacidade criadora. Tem razão, por isso, a tradição budista quando afirma que "o acúmulo de conhecimento sobre conhecimento serve somente para aumentar a ignorância".

José Flórido
(Facebook)

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Curso de Tarot (por Skype)




Caros Amigos,

O próximo *Curso de Tarot - O Caminho dos 22 Arcanos Maiores*
será por Skype! :) no conforto da sua casa.... :)


Estudo teórico: jornada simbológica, numerológica e meditativa;
Estudo prático: tiragens diversas abrangendo todas as áreas da vida humana: material, psicológica e espiritual.
O curso tem a duração total de 30 horas.
DATAS: a combinar após as inscrições

Notas:
1) Usaremos o baralho de Rider Waite  (imagem anexa);

2) As inscrições são confirmadas apenas após pagamento por transferência bancária.

Um abraço e até breve!


~Paz&Luz~
Paula Soveral
paulasoveral.terapias@gmail.com 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Espinafre-da-nova-zelândia



por Miguel Boieiro

Acabei de ler o excelente trabalho da minha amiga Maria-Manuel Valagão, ilustre Investigadora do Instituto Nacional de Recursos Biológicos, denominado “A sopa em Portugal e as sopas de plantas silvestres alimentares”. Trata-se de um tratado notável que relata, sobre múltiplas facetas, o percurso histórico, etnográfico e até mesmo filosófico de toda a elaboração culinária, resultado da ebulição em água, durante um certo tempo de vários componentes, e que geralmente se come à colher. O estudo, frisa a importância alimentar das sopas, caldos e papas e os seus benefícios para a saúde das populações, quer sejam abastadas, quer de fracos recursos.
Há naturalmente variadíssimas versões desde as leves sopas de vegetais, à canja (palavra que em concani, idioma falado em Goa, significa apenas sopa de arroz), ao caldo verde (com ou sem rodela de chouriço), até às famosas sopas da pedra, sopas caramelas e sopas de corno. Não cabe nesta croniqueta explicar como elas se fazem, mas sempre direi que as pedras e as pontas dos chavelhos têm de ser de boa qualidade para que as sopas resultem. Isto mesmo, dizem os gastrónomos entendidos. Por mim, aproveito para recordar minudências da minha infância em que o prato único que, todos os dias, tínhamos ao jantar era a sopa de feijão. Num dia adicionava-se arroz, no outro massa e no outro pão de dezassete esfarelado, acompanhado de hortaliças, abóbora porqueira, um naco de toucinho fresco e um pedacinho de chouriço só para dar o gosto.
Tudo isto vem a propósito de uma referência que encontrei no trabalho da Maria-Manuel sobre o uso de espinafres Tetragonia tetragonoides para confecionar sopas no Alentejo e, vai daí, lembrei-me de discorrer sobre essa plantinha.
Em Portugal ela é conhecida como espinafre-da-nova-zelândia, em alusão ao país donde se julga ser proveniente, mas encontra-se completamente naturalizada, sendo mesmo considerada nalgumas regiões uma planta invasora. O seu nome científico tem a ver com a configuração curiosa do fruto em forma de quadrilátero. Em França a planta é conhecida por tétragone, designação que considero mais feliz, dado que, botanicamente, pertence à família das aizoáceas e nada tem nada a ver com o espinafre - Spinacia oleracea - da família das amarantáceas.
Do aspeto do fruto, já estamos conversados. As folhas, a parte que nos interessa para preparar a sopa de legumes, são triangulares, carnudas, papilosas, pecioladas e de cor verde brilhante. A ramagem é prostrada, cobrindo o solo em razoável extensão, dado que com grande facilidade alastra por terrenos abertos. As flores são pequenas, discretas, solitárias nas axilas das folhas e de cor amarelo-esverdeado.  
O valor proteico da planta é fraco, mas em compensação, é rica em vitaminas do complexo B, vitamina C, provitamina A, potássio, cálcio, magnésio, fósforo e ferro. O único senão à utilização desregrada deste “falso espinafre” é a existência de ácidos oxálicos, sobretudo quando a planta já está envelhecida. Por isso, é conveniente rejeitá-la quando se encontra em frutificação.
O espinafre-da-nova-zelândia gosta do calor e da humidade, dando-se bem numa alargada faixa de climas temperados. Não é atreito a moléstias, resiste às investidas dos insetos predadores e possui características halófitas, ou seja desenvolve-se em terrenos medianamente salinos. Lembro-me de que a primeira vez que vi este vegetal em grande quantidade foi junto à praia do Baleal (Peniche), já lá vão umas quatro décadas. Aí, e nessa altura, a planta era espontânea, apresentando uma excelente reprodução. Tal também acontece no meu quintal, visto que a água que obtenho do furo sofre a influência da cunha salina proveniente do estuário do Tejo. Todos os anos tenho abundante produção sem fazer qualquer sementeira.
Quanto às virtudes terapêuticas do espinafre-da-nova-zelândia, aponta-se que o capitão Cook, famoso navegador dos mares austrais, a utilizou largamente para combater o escorbuto que atormentava a tripulação do navio Endeavour.
Contudo, é na gastronomia que este vegetal se mostra relevante. Consulte-se, por exemplo, a obra “Plantes potagères” da editora Gründ, onde o tétragone aparece com grande destaque. Na verdade, a sua primordial utilidade é na preparação de esparregados e de suculentas sopas de vegetais, misturada com outras hortaliças. Fica especialmente bem numa sopa ou estufado com grão-de-bico. Experimentem!

ALMOÇO DE VERÃO DA SOCIEDADE PORTUGUESA DE NATURALOGIA


Sábado, 17/06/2017, às 13:30
Cumprindo a tradição, temos mais uma sessão de gastronomia saudável e pedagógica e de agradável confraternização. Desta vez vamos dar as boas vindas ao Verão que se aproxima. Venha e traga muitos amigos!
Ementa: 
- “Sushi” de legumes, ovos e flores silvestres; 
- Puré de cenoura com cardo-mariano;
- Carolino da lezíria ribatejana com cogumelos e oleaginosas;
- Feijanitos vermelhos com estufado de couve-lombarda e cenoura; 
- Salada de alface, tomate, pepino e cenoura;
- Creme de arroz com cerejas em calda;
- Bolo de vinagre com sultanas;
 - Água aromatizada com flor de sabugueiro e limão;
- Suco de cenoura;
- “Chá” de Mentha spicata.

Preços: Sócios da SPN: 10€       Não sócios: 12€
Inscrições até ao dia 14 de junho: telefones 91 44 30 800 ou 21 346 33 35
SPN: Rua João de Meneses, nº 1 (Metro: Alameda ou Areeiro)

terça-feira, 13 de junho de 2017

O DIÁRIO DA MATILDE - O MEU PRIMEIRO ANO DE ESCOLA

HISTÓRIAS DA TERRA ENCANTADA
16

É através da Arqueologia que nos habilitamos a identificar parcelas do passado para o qual não haja qualquer espécie de documentação escrita. 
Neste sentido, também aqui estamos em presença de uma ciência de carácter histórico pois, o objecto de estudo, em termos cronológicos, será, digamos assim, aparentemente, o mesmo. Devemos acrescentar que as reconstituições arqueológicas ou as simples informações que obtemos a partir destas investigações têm tanto valor como aquelas que a História nos fornece através dos documentos que analisa. Contudo, são ciências distintas no que diz respeito aos procedimentos e a diferença reside, precisamente, no facto de esta última se debruçar sobre sociedades com escrita que procura entender por via desse género de dados, enquanto aquela toma por alvo o tempo mais recuado em que, por motivos óbvios, considera os vestígios materiais que encontra, patamar em que igualmente se aplica nos tecidos sociais históricos. 
Quando estamos a falar em evolução é pois a Arqueologia o conjunto científico a que recorremos para obter os elementos – neste caso específico o que nos chegou de esqueletos mais ou menos inteiros e completos ou das simples partes que os compõem – que depois a Antropologia Física processa para tentar elaborar e explicar a árvore genealógica da espécie a que pertencemos. Bem, com isto não se pense que a primeira é mera subsidiária da segunda o que não é verdade, pois as suas pretensões necessariamente holistas levam os arqueólogos a procurar reconstruir as manifestações culturais dos grupos humanos de que encontrem testemunhos. 
Pois este ramo do saber que, à semelhança de tantos outros, também teve as suas origens no século dezanove, de então para cá não tem deixado de passar por desenvolvimentos no que se refere às técnicas disponíveis, eventualmente desenvolvidas em outras áreas científicas que hoje em dia já lhe permitem dizer a idade dos materiais com grande grau de segurança e precisão, bem como a forma de elaboração e uso dos mesmos, isto pelo desenvolvimento de novos caminhos dentro desta área específica, de que a Arqueologia Experimental é um bom exemplo. 
Não é maravilhoso que tenhamos conseguido descobrir os processos e as tecnologias que viabilizam a identificação da idade e composição das rochas e dos terrenos, bem como datar certos utensílios através de alguns dos seus componentes químicos? É que fundamentalmente são essas as bases para sustentarmos que estes ou aqueles vestígios são desta ou daquela época como, por outro lado, procedimentos similares são usados para identificar os tipos de flora e fauna de outros tempos. 
Ora é assim que a Arqueologia que em si envolve por natureza a vertente do trabalho de campo que consiste nas escavações, logicamente feitas segundo metodologias e técnicas precisas, o que sempre transporta o seu quinhão de aventura, se revela como uma forma de realizarmos o velho sonho de infância de viajarmos no tempo e podermos observar o aspecto, os modos de vida e o meio ambiente em que viveram os nossos antepassados.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

REAL... IRREAL... SURREAL... (258)


Santo Antônio

Maria Bethânia

Que seria de mim meu Deus
Sem a fé em Antônio
A luz desceu do céu
Clareando o encanto
Da espada espelhada em Deus
Viva viva meu santo

Saúde que foge
Volta por outro caminho
Amor que se perde
Nasce outro no ninho
Maldade que vem e vai
Vira flor na alegria
Trezena de junho
É tempo sagrado
Na minha Bahia

Antônio querido
Preciso do seu carinho
Se ando perdido
Mostre-me novo caminho
Nas tuas pegadas claras
Trilho o meu destino
Estou nos teus braços
Como se fosse
Deus menino

Selecção de António Tapadinhas

domingo, 11 de junho de 2017

"Workshop de Verão- Formação de Actores"



Lisboa e outras Localidades

(também para técnicos, guionistas, coordenadores de performances e espectáculos (teatros dos politécnicos e das universidades de todo o país) ,escrita poética e teatral) .

José Reis e José Gil (Teatro UMANO e ESE/IPS) divulgam o 1º de uma série de Oficinas de formação de actores - sábado 24 de Junho 2017 entre as 11h-17h- no Teatro Umano em Lisboa - perto da Av. de Ceuta estação da CP e paragem das camionetas Lisboa-Setúbal (Rua da Cascalheira nº 9- Alcântara Terra.).Voz e Corpo, Movimento e harmonia, criação de escrita para ser escutada através da leitura e voz alta. (aceita-se que quem não poder estar todo o dia participe só de manhã - 11h-1h ou só de tarde - 14h-17h)


Inscrições simples e gratuitas (enviar rapidamente (só há 20 vagas) por email, nome, idade, email, localidade, telemóvel, se tiver alguma experiência de escrita ou de teatro, qual?).


Traga roupa leve, pão, água, sumos, chá, uvas, cerejas,melancia, um pouco de frango, morangos...E almoce connosco na merenda comunitária entre a 1 e as 14h. Colaboração da Escola Superior de Educação e do Instituto Politécnico de Setúbal, do seu Teatro Porta a Porta e GPPII (Grupo Performance Poesia Insubmissa e Itinerante) E Teatro Profissional UMANO de Lisboa.

cordialmente

José Gil

telem. 912 796 824

sábado, 10 de junho de 2017

Duetos Luso-Brasileiros


Fotografia de Kity Amaral
Poema de Luís Santos



Marolas

Uma caravela e o céu aberto só por ela
Triangular bolina a seguir desnorteada
Cruzeiro do sul de luz que nos anima e guia,
O sussurro do vento

Nostálgico balanço na doce cama do mar
O búzio e o eco distante no canto da sereia 
Uma India que ainda nos clama e chama,
O fogo do oriente

O lenço escuro composto atado no pescoço
A camisa de xadrez avermelhada e russa
O mastro gasto a que me agarro e miro, 
A Terra sem fim

Um vislumbre de samba e a deusa das águas
Cachoeira de saudade em chuva de prata
E o regaço de criança da mulata que nos mata,
O tempo sem tempo

quinta-feira, 8 de junho de 2017

POEMA DE VERDES ANOS NAS PAREDES DA AMADORA ESTE - METRO FALAGUEIRA-Lisboa-Portugal



ao amigo Luís Carlos Santos


vou tatuar os corações pequenos da minha cidade

as maminhas soltas que avançam nos subúrbios

a alegria aberta afro árabe da Amadora

parece um batuque o bairro à roda

as moças à solta

cresce nas paredes Carlos Paredes um prédio inteiro

arte urbana pura ao vento da manhã

cravo vermelho das flores da alegria da tranquilidade

da arte bruta

Os melhores amigos são como as mais belas paisagens

os mais belos murais na grande envolvente de Lisboa

Disparo o novo dia com uma maçã verde nos dentes e

uma viagem Vimeca Algés- Falagueira, a carreira 162

Na encosta de um prédio velho o desenho dos dedos de Picasso na guitarra portuguesa de Carlos Paredes

transparentes transportes públicos que partem e chegam a esta grande estação de Metro num deserto onde destacamos o

coração fresco

na Falagueira a alma é o corpo de uma mulata que atravessa

a correr, qual gazela bizarra a passadeira das estradas para o

transporte.

ouve-se a guitarra portuguesa no envolvente

podia dançar-se logo de manhã

o sol forte como estas gentes

a caminho do trabalho


Jose Gil
Metro da Falagueira - Amadora Este
19,37h
7-6-2017


quarta-feira, 7 de junho de 2017

PORTUGAL EM 3° LUGAR NO ÍNDICE GLOBAL DA PAZ

Países Lusófonos a Caminho.
Europa: a Região mais pacífica do Globo.

António Justo

O Instituto para Economia e Paz (IEP) apresentou o Índice Global de Paz (IGP 2017), baseado na análise de 163 países e coloca Portugal em terceiro lugar no Ranking das nações mais tranquilas. 

Países Lusófonos 

A classificação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é encabeçada com o 3°. lugar para Portugal, seguida do 53°. para Timor Leste; 61°. para Guiné Equatorial; 78°. para Moçambique; 100°. para Angola; 108°. para o Brasil; 122°. para Guiné Bissau.
Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe não entraram na análise.
Segundo IEP Portugal passou do quinto para o terceiro lugar, ultrapassando a Áustria na classificação da posição mundial, devido, sobretudo, a uma recuperação constante na sua crise financeira, o que levou a uma maior estabilidade interna para o país.  

Critérios para a classificação dos países

Como factores para a classificação dos países, os cientistas servem-se dos seguintes grupos de indicadores: 1. Os conflitos no país e no exterior: número e duração de conflitos com outros países, e o número de mortes por violência organizada; 2. Segurança Social: instabilidade política e probabilidade de manifestações violentas e do número de detidos nas prisões; 3. Militarização: quanto dinheiro disponibiliza o país para as suas forças armadas, número de soldados disponíveis e se tem armas nucleares.  

Os 10 países com mais paz e menos violência

1.Islândia, 2. Nova Zelândia, 3. Portugal, 4. Áustria, 5. Dinamarca, 6. República Checa, 7. Suíça, 8. Canadá, 9. Japão, 10. Irlanda. 
Entre outros: 16. Alemanha, 23. Espanha, 38. Itália, 41. Reino Unido (ainda sem o recente ataque terrorista), 51. França, 137. Índia, 151. Rússia, 161. Iraque, 162. Afeganistão,163. Síria.
Na carta apresentada pelo IEP a Rússia encontra-se com a cor vermelha tal como a Síria; até o Egipto tem um melhor índice de paz que a Rússia, o que parece questionável.  
O relatório coloca a Europa como a região mais pacífica do mundo. O projecto União Europeia tem sido, certamente, um factor de garantia de paz. Apesar da guerra na Jugoslávia e do bombardeamento da Sérvia, nos anos 1990, a paz tem-se estabilizado, apesar de certos indícios de insegurança e medos a aumentar. 
Apesar do cancro da guerra em muitos países e do terrorismo islamista a esperança é maior que o medo!
O facto de alguns se afogarem na praia não justifica que se traga colete salva-vidas na banheira.
O importante é assegurar a paz sem que isso aconteça à custa da exploração de outros. O Estado, as instituições e os indivíduos terão de se empenhar no grande projeto de criar uma cultura de afirmação pela paz.

António da Cunha Duarte Justo

terça-feira, 6 de junho de 2017

O DIÁRIO DA MATILDE - O MEU PRIMEIRO ANO DE ESCOLA

PARABÉNS, MÃE!

Os prodígios do “Spirit” prosseguem. Oxalá estejam ainda no início. 
A esta hora deve o robot estar a analisar uma rocha marciana, junto da qual parou. 
Brevemente começarão a chegar os dados à base terrestre. Isn’t that wonderfull? 
Espera-se um considerável aumento dos conhecimentos a respeito do planeta vermelho. 

Onde também há dias de Sol 
apenas sem o encanto que a Vida incute na luz 

e no ar 
que a abençoa. 



E esta? 
No mesmo artigo, (1) o Professor Fernando Rosas consegue dizer que não é possível democratizar o Iraque e que a solução do problema iraquiano passa pela democratização daquele país. Parece uma contradição mas não é. O referido fenómeno será possível desde que enquadrado sob a responsabilidade das Nações Unidas – presume-se – embora não explique como nem porque se resolverão mais facilmente os contenciosos em apreço, mormente os militares. 



O meu pai sofreu ontem uma pequena cirurgia no olho direito que hoje está tapado com o respectivo penso. 

Graças a Deus está bem e a recuperação será rápida e a preceito; a atitude do paciente é boa e o ânimo está em cima, o que é bom. Mas o médico aconselhou repouso nas próximas quarenta e oito horas. 
É isso que o homem está a fazer e as netas fizeram-lhe companhia. 


Infelizmente, com isto se passou o dia do aniversário da minha mãe que hoje faz setenta e um anos de idade. 



A aula repetiu-se entre a Matemática e a Língua Mãe e por fim houve trabalho para casa que a Matilde resolveu na perfeição. 
Os alunos realizaram exercícios com números a propósito do que fizeram ilustrações e colagens e depois exercitaram a nova palavra aprendida e outra a partir dela, nomeadamente mão. Com as fichas a este respeito, fizeram desenhos e pinturas. 

Sem que necessite de as ver para copiar, a Matilde já escreve todas estas palavras. 


E eu sinto um calor cá dentro do peito… 



Santana Lopes, presidente da câmara de Lisboa defende a construção do túnel do Marquês do Pombal por comparação com os túneis da Avenida João XXI. 
João Soares, o responsável pelo executivo municipal aquando desta última obra, respondeu que ela destinou-se a escoar o trânsito da cidade ao contrário da actual que tem a função oposta. 

É isto a politicazinha, entre nós. 



E as noites continuam estreladas mas frias, muito frias. 


Alhos Vedros 
  21/01/2004 


NOTA 

(1) Rosas, Fernando, O IMPASSE AMERICANO, p. 5 


CITAÇÃO BIBLIOGRÁFICA 

Rosas, Fernando, O IMPASSE AMERICANO, In “Público”, nº. 5051, de 21/01/2004

segunda-feira, 5 de junho de 2017

REAL... IRREAL... SURREAL... (257)

A recreation of  Keith Haring’s first major outdoor project. (1982)

SEMÁFORO
Ao caminho
De passagem avenida acima.
Espera, o semáforo para peões não está verde.
Ainda para mais acabou de passar um carro vermelho,
Não, não posso atravessar ainda,
Não sei que ideia tenho em mim para querer atravessa-la agora.
Agora respiro, coço a cabeça, mexo o braço
E faço uma vénia ao carro que acabou de passar.
Os carros pensam como um homem e sentem como uma máquina
E basta ligar a ignição para começarem a sentir,
A roncar, a rir ou a chorar
Ou não, ou talvez seja ao contrário
Talvez o homem pense como um homem e sinta como uma máquina.
Não sei... se o soubesse faria do mundo uma máquina,
O meu cavalo possante feito de aço e ferro
Com todas as leis da engenharia astral que um homem necessita
Para poder sonhar, e fazer vibrar as cordas das constelações.
Tenho o chapéu de chuva numa das mãos
Esta sol e aguardo que o semáforo se ponha verde
Sou peão na minha consciência ao querer passar a rua,
Do lado de lá o mistério da vida encontra-se,
O cão que urina no passeio
A mulher que vende cautelas
O velha que passa bengalando
O menino que avança sorrindo,
Com a mãe pedindo colo.
Ou não, espera...
Um só segundo é necessário
Para alterar o sentido mundano das coisas,
Se assim não o fosse não estaria agora
Querendo eu passar a rua,
Pode- se passar uma rua em apenas um segundo
que o mistério do mundo continua intacto,
E mesmo que demorássemos milénios
Uma só ideia de um homem santo faria
Com que o tempo de passar a rua se reduzisse ao mais ínfimo milésimo.
Aguardo... aguardo com todas a emoções dignas de um homem.
De um homem sim, eu o homem, com outro ao lado fumando cachimbo,
Com uma mulher do outro manipulando o hiphone aguardando,
Na a paciência constante com que todos seres aguardam
Entretanto o semáforo muda de cor, mas ainda não está verde...

Diogo Correia
Málaga 2017

Selecção de António Tapadinhas

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Poemas com Jazz


SEMÁFORO 

Ao caminho 
De passagem avenida acima.

Espera, o semáforo para peões não está verde.
Ainda para mais acabou de passar um carro vermelho,
Não, não posso atravessar ainda,
Não sei que ideia tenho em mim para querer atravessa-la agora.

Agora respiro, coço a cabeça, mexo o braço
E faço uma vénia ao carro que acabou de passar.
Os carros pensam como um homem e sentem como uma máquina
E basta ligar a ignição para começarem a sentir,
A roncar, a rir ou a chorar 
Ou não, ou talvez seja ao contrário 
Talvez o homem pense como um homem e sinta como uma máquina.

Não sei... se o soubesse faria do mundo uma máquina,
O meu cavalo possante feito de aço e ferro
Com todas as leis da engenharia astral que um homem necessita
Para poder sonhar, e fazer vibrar as cordas das contelações.

Tenho o chapéu de chuva numa das mãos
Esta sol e aguardo que o semáforo se ponha verde
Sou peão na minha consciência ao querer passar a rua,
Do lado de lá o mistério da vida encontra-se,
O cão que urina no passeio 
A mulher que vende cautelas
O velha que passa bengalando
O menino que avança sorrindo,
Com a mãe pedindo colo.

Ou não, espera...
Um só segundo é necessário 
Para alterar o sentido mundano das coisas, 
Se assim não o fosse não estaria agora
Querendo eu passar a rua,
Pode- se passar uma rua em apenas um segundo
que o mistério do mundo continua intacto,
E mesmo que demorássemos milénios
Uma só ideia de um homem santo faria
Com que o tempo de passar a rua se reduzisse ao mais ínfimo milésimo.

Aguardo... aguardo com todas as emoções dignas de um homem.
De um homem sim, eu o homem, com outro ao lado fumando cachimbo,
Com uma mulher do outro manipulando o hiphone aguardando,
Na a paciência constante com que todos seres aguardam

Entretanto o semáforo muda de cor, mas ainda não está verde...


Málaga 2017

Notinha: O poema tem jazz. Para ouvir clique no nome do autor.

quinta-feira, 1 de junho de 2017


ESTUDO GERAL

Mai/Jun              2017          Nº88

«A meta é provavelmente o ponto sem dimensão. E esse é muito difícil. Acho que não o vou atingir e estou contente por a meta ser essa!» 
Agostinho da Silva

Sumário
















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