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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

M.F.I. (MOVIMENTO DAS FORÇAS INTERROGATIVAS)



Por PEDRO VARGAS

Para que serve o Estado?

Antes de responder, convém responder à pergunta original: o que é o Estado? O Estado é o conjunto das Instituições que “servem” (e o termo é mesmo este #) os cidadãos (sociedade civil), em troca de impostos e/ou taxas. As Escolas, os Hospitais, os Tribunais e outros serviços que existem para o bem comum, constituem o Estado.
Se o Estado não serve para servir os cidadãos, para que pode servir?

No tempo da primeira democracia, Platão escreveu na República (obra conceituada) que os Guardiões do Estado (vulgo, Governantes e Militares) deveriam ser formados ao longo da vida para que aos cinquenta anos de idade (idade madura e sem necessidades materiais) pudessem assumir a governação. Depois de uma formação em música, matemática, filosofia e educação física, estariam aptos a governar. Apenas os melhores poderiam governar.

Estava assim lançada a matriz da democracia moderna. Cabia ao governante zelar, proteger, organizar e acompanhar a vida na “cidade” (sociedade). Cada cidadão seria da sua responsabilidade. Reuniam no monte mais alto de Atenas e em Assembleia decidiam o que fazer para garantir a boa organização da vida social, económica e política. O Estado tinha a missão de proteger o cidadão.

Como conceber um Estado que está longe (cada vez mais afastado) e em rota de colisão com o cidadão? Como aceitar um Estado que “enfrenta o cidadão”, que “se pensa” à parte “que o ataca”, como se as Instituições não tivessem o dever de o proteger?

Para mim, é difícil pensar que o Estado esteja contra mim, quando eu sou parte do Estado.
Porque é que as Instituições parecem estar em confronto com a cidadania?
Afinal para que serve o Estado?
E para que pago Impostos, se o Estado não assegura o funcionamento gratuito e de qualidade dos serviços públicos?
Caminharemos para uma sociedade sem Estado?

Ironicamente, o socialismo científico doutrinado pelo marxismo (de Marx do Século XIX) prognosticava uma sociedade sem Estado depois do processo de proletarização (ditadura do proletariado) parece, agora, plasmado e/ ou replicado numa sociedade capitalista sujeita a um processo de mercado livre, sem Estado, “à solta”.
Onde está a “res publica”? Que lugar terá se é que tem a República que Platão antecipou?
Fará sentido hoje em dia?
Para onde caminharemos?

Se a “coisa pública” (República) não faz sentido, o Estado também não. Sendo assim caminharemos para uma sociedade sem impostos nem taxas. Porque as taxas e impostos fazem sentido para manter a vida pública. Caso contrário, que sociedade e Estado queremos? E para que serve o Estado?

(o MFI pergunta. Responda quem souber)



# As Intuições existem para servir a Sociedade Civil e não o contrário.