"Cheguei finalmente à vila da minha infância (...) Paro diante da paisagem, e o que vejo sou eu."

- Álvaro de Campos


terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

O DIÁRIO DA MATILDE - O MEU PRIMEIRO ANO DE ESCOLA

Dia estonteante. Mal tive tempo para dizer bom dia aos meus amorzinhos. 

Almocei num ápice e nem uma olhadela aos jornais. 


Ele também há dias de coisa nenhuma. 



Hoje os alunos deram uma nova palavra, árvore, a respeito da qual fizeram muitos exercícios e fichas e trouxeram trabalho para casa que a Matilde fez ao longo da tarde. 



Sexta-feira há sarau de ginástica. 


Alhos Vedros 
  07/06/2004

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

A Ilha dos Amores


Padre António Vieira
O Imperador da Língua Portuguesa, como Fernando Pessoa o designa na "Mensagem", exemplo vivo do homem total e do universalismo português, uma das personagens mais distintas e originais da nossa cultura. Em Vieira, temos a ideia de que terão existido "quatro impérios" já historicamente verificados, assírio, persa, grego e romano, e de um "quinto império" que estaria por vir, por construir, e que seria português.
Como diz Agostinho da Silva, o Vieira falava do mundo redimido, do mundo restituído plenamente ao Cristo! (...) e que esse mundo perfeito tinha que ser fabricado por portugueses e por espanhóis.
Verifica-se que a profecia do Vieira está concretizada até à parte em que Portugal se autonomizou das colónias, acabando assim também por se libertar a si próprio...

Quinto Império e Ilha dos Amores
Há uma linha de continuidade entre Camões, Vieira e Pessoa, embora pesem os diferentes tempos em que viveram. No fundo, os três são heterónimos do desejo de que se desenvolva no mundo uma realização plena do homem, tendo por ideia de homem um ser que não vive apenas alguns anos e morre... Portanto, dizer Quinto Império ou Ilha dos Amores, tem um sentido equivalente, sendo que a designação de Camões é até mais completa, mais ampla. No fundo, num homem superior há a noção de que se é ao mesmo tempo do ocidente e do oriente.
Fotos de Lucas Rosa
Na foto de baixo, ao fundo, a Ilha dos Amores envolta em neblina, no Rio Minho.


terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

O DIÁRIO DA MATILDE - O MEU PRIMEIRO ANO DE ESCOLA

O SANGUE DOS INOCENTES

Passam hoje sessenta anos sobre o dia em que as tropas Aliadas, à custa de milhares de vítimas de ambos os lados, invadiram as praias da Normandia e, a partir daí, conseguiram estabelecer uma nesga de território que lhes serviu de ponta de lança para a libertação da Europa do jugo nazi.

A dívida que temos para a memória desses rapazes é impagável e só a recordação que persista nas gerações do futuro longínquo os poderá compensar pelo eterno repouso em que se entregaram tão prematuramente.

O que seria deste mundo se os norte-americanos tivessem abandonado os ocidentais e tivessem convivido e negociado com Hitler?

Pois é tão bizarra e perturbante a ingratidão que predomina nos nossos dias para com aqueles que então nos ajudaram em nome de um ideal de vida que tão pouco merece àqueles que teimam em escamotear a agressão de que os norte-americanos foram vítimas em onze de Setembro.
Agora são os nossos vizinhos transatlânticos que necessitam do nosso auxílio e como resposta oferecemos-lhes os protestos de rua e as negaças dos governantes.
Como é que é possível conceber-se a derrota da Al-Qaeda e afins sem que se resolva previamente o conflito israelo-árabe?
Bem, diga-se num aparte que nem me passa pela cabeça que alguém possa pensar em negar o direito de Israel à existência.
Em conformidade, como o conseguir se não tivermos na outra parte regimes empenhados na paz e na coexistência com aquele estado?

Ora quanto a mim é nesta lógica que avalio a invasão do Iraque e o derrube do regime de Saddam Hussein, sem dúvida um dos suportes e instigadores do terrorismo entre as facções palestinianas mais radicais que detêm os instrumentos de poder naquela sociedade e com isso, por um lado imprimem determinadas características quanto aos métodos utilizados na luta pela independência e, por outro lado, impedem o aparecimento e expressão de correntes mais moderadas.

Um estado de direito no interior das fronteiras iraquianas e uma economia aberta e estabilizada, um poder respeitador das liberdades e apoiante activo da paz entre israelitas e palestinianos, é um elemento fundamental para um equilíbrio geo-estratégico favorável à harmonia entre os povos de tão conturbada região do globo.

E há governantes europeus, como os franceses e os alemães, que agem como se tudo isto fossem questões sem a mínima relevância ou, no pior dos casos, sem razão de ser.

No fim de tudo é a civilização democrática que está em jogo e é o alvo preferencial do fanatismo dos seguidores de Bin Laden.


Curiosamente, a democracia acaba por ter tão poucos defensores.


Terá sido em vão que há sessenta anos a espuma tenha lambido com sangue aqueles areais do litoral francês?



A Matilde entrou definitivamente no estádio da leitura.

Na sexta-feira, depois de almoço, leu toda a história da gata borralheira e hoje dei com ela a ler uma história de jornal.
“-Ena, pardalito, muito bem!”
E o sorriso satisfeito foi um beijo no peito, lá isso foi e eu estremeci, mas com asas, pelo ar do momento.



Morreu Ronald Reagan, o Presidente norte-americano que declarou que o seu principal objectivo seria derrotar o império do mal que identificou com a União Soviética, mas que acabou por apertar a mão ao seu chefe supremo e com ele assinar a paz que pôs termo à guerra fria e também por causa da qual, em parte, resultou o fim do bloco comunista e a queda daqueles regimes.

Dele se pode dizer que foi o último grande líder do mundo ocidental e em conjunto com Margaret Thatcher, primeira-ministra inglesa à época, encabeçou e estimulou a reacção conservadora à agitação das esquerdas das duas décadas anteriores.
E a verdade é que depois dos seus dois mandatos, a economia capitalista deixou de ter alternativa credível à escala mundial e a aspiração democrática pelo menos em teoria e no discurso, surgiu no horizonte como o único paradigma desejável para o desenvolvimento dos povos.

E a sua vida representa ainda por excelência o ideal americano, ou seja, a crença que um homem comum pode atingir a mais alta posição a partir do seu esforço e capacidades pessoais.
O depreciativo do presidente cowboy com que a esquerda e a intelectualidade europeia da época e ainda hoje o apodam é no mínimo a expressão de um ponto de vista cínico e snob.
Afinal escamoteia o facto de um simples cidadão ter chegado à cadeira presidencial por nada mais que os seus méritos pessoais e depois, se o desenvolvermos a fundo, parte do princípio que o poder é para ser exercido por determinadas estirpes de homens, certamente as elites dentro de cada país.

É uma doçura, esta esquerda, que nem mesmo é capaz de compreender que há um século e meio atrás, Marx felicitou o povo americano por ter eleito um “(…) filho honesto da classe operária (…)” (1), Abraham Lincoln, para o cargo de Presidente, precisamente por ser uma garantia (sic) de uma época socialmente mais justa.



Tarde de praia para culminar um fim-de-semana de repouso de que tanto eu estava a precisar e ainda por cima com a companhia póstuma de Stephen Jay Gould.

É claro que os patos da família caíram dentro de água como as abelhas no mel, isto apesar da brisa fresca que se fazia sentir cá fora.



E agora o silêncio do cair da noite.
Vou esticar-me no sofá.



Devo apenas registar que na sexta-feira os alunos deram a palavra peixe para além das aulas de música e moral e religião.

E não é que a turma da Matilde participou na gravação de um CD com cantigas infantis e que assim resume o trabalho desenvolvido pelo Professor e alunos naquela área?



A felicidade faz-se de tão pouco e pode ser tão grande.


Alhos Vedros
 06/06/2004


NOTA

(1) Marx, Karl, A ABRAHAM LINCOLN PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, p. 18


CITAÇÃO BIBLIOGRÁFICA

Marx, Karl, A ABRAHAM LINCOLN PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, Tradução de Barata-Moura, In “Obras Escolhidas”, Vol. II, de Karl Marx e Friederich Engels, Edições Avante-Edições Progresso, Lisboa, Moscovo, 1983

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

REAL... IRREAL... SURREAL ... (338)


Landscape at the Unstrut, Autor Max Klinger
Oil print on canvas, 60x40 cm 

Max Klinger nasceu em Leipzig, a 18 de Fevereiro de 1857 e morreu em Großjena, a 4 de Julho de 1920. Foi um pintor simbolista, escultor e artista gráfico alemão.

Estudou na cidade de Karlsrushe. Foi um grande admirador do trabalho de Goya e Menzel, passando a atuar na área da gravura. Começou suas obras no ano de 1880. De 1883 à 1893 morou em Roma, o que fez com que seu estilo ganhasse influências do renascimento italiano e da antiguidade.

Klinger viajou em torno de todos os centros de arte da Europa por anos, antes de retornar a sua cidade natal, em 1893. Após 1897 dedicou-se principalmente à escultura. Sua estátua de mármore de Beethoven fez parte da exposição de separação de Viena em 1902.

in Wikipedia

Selecção de António Tapadinhas

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Texto de Ana Lamy



Silencioso Indigo

Caminho na margem,
Vento canta nas ervas e nas asas,
Pássaros preparam a noite, aconchegando-se em chilreadas conversas.
O Sol encarnado funde-se no horizonte em tons violeta, laranja e rosa.
Nuvens de fogo esculpidas, iluminam fugazes o breu.
Sobre esta pureza ardente vagueio,
Por baixo e em cima de mim, o céu.
Entranha-se-me a quietude, quando o sol já oculto, revela reflexos e árvores no espelho líquido... silenciosas sombras longínquas.
Os céus índigos apartam a finitude.

Vejo todo o Universo... constelações, estrelas, cometas... super-novas...
A Lua brilhante, enfeitiçando as águas, iluminando o céu da alma.
Nos braços deste silêncio flutuo.
Até ao fim que não há, serei tudo.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

O DIÁRIO DA MATILDE - O MEU PRIMEIRO ANO DE ESCOLA

Foi simples mas bonita e sobretudo atingiu em pleno os objectivos que poderia colocar no que diz respeito à influência que pode ter na auto-estima das crianças e nos incentivos que lhes dá para se empenharem em atingir determinadas metas e ainda pelo treino que lhes proporciona ao terem que enfrentar uma plateia que, felizmente, estava cheia e ultrapassava a centena de pessoas. 

Como é bom de ver, estou a referir-me à cerimónia de entrega dos prémios de poesia do concurso promovido pela Câmara Municipal da Moita. 

Por muito insignificante que uma actividade como esta possa parecer, estamos a falar de coisas simples mas não anódinas e não me parece muito difícil de compreender o quanto estes resultados podem ser aproveitados, para além do que já disse, igualmente como um dos meios que podemos usar para promover a tão badalada excelência entre os alunos da escolaridade obrigatória e, com isso, sairmos da mediocridade que hoje em dia é dominante nos nossos estabelecimentos de ensino em que quase parece mal ser um aluno atento e aplicado. 

Por tudo isto, os organizadores estão de parabéns e faço votos para que a iniciativa se repita e melhore com o passar dos anos. 


E a Margarida lá esteve a receber o terceiro prémio que foi o seu e a ler o poema “A Paz”.   

Pai e mãe cheios de orgulho, também cientes do papel que têm desempenhado na educação da pardalada, tiveram a companhia dos avós paternos e das amigas Sílvia e Beatriz que a laureada fez questão de convidar. 

E hoje o piolhinho foi referido no jornal local que fez eco do evento. (1) 
Temos ou não motivos para saborear a felicidade deste vento? 



Ontem, quarta-feira, os alunos aprenderam uma nova palavra, bandeira, sobre a qual trouxeram trabalho para casa e, na aula, realizaram exercícios e ilustrações. 
Hoje continuaram a aula do dia anterior e houve Estudo do Meio sobre os símbolos nacionais. 



No Iraque continua a sabotagem terrorista ao processo de recuperação do país e de restauração da sua soberania alicerçada num poder plural e num estado de direito. 


E permanece o autismo ocidental. 


É incrível como se oculta e omite o facto de estarmos envolvidos numa guerra que se faz à escala planetária e a qual não desejamos e muito menos iniciámos mas que independentemente da nossa vontade ou consciência se abate sobre as nossas sociedades e modos de vida, pois é isso que acontece por acção da Al-Qaeda e respectiva constelação de organizações afins que em onze de Setembro declararam as hostilidades a um estado soberano e, por associação, a todos os outros que a ele possam aliar-se ou que se enquadrem na mesma expressão civilizacional. 

Muitos analistas falam deste terrorismo como sendo apenas destrutivo e consequentemente nada visar de construtivo sequer tendo em vista a tomada do poder. 

Bem, nem vale a pena chamar a atenção para a verdade de La Palice que o silogismo encerra nos seus termos. 
Mas vale a pena dizer que aquele é um erro grave e deriva da confusão dos métodos suicidas de que se valem tais criminosos, com os propósitos finais que possam ter em mente. 

Pois a verdade é que Bin Laden e acólitos ambicionam o poder e nada menos que o poder supremo de virem a ver e viver num mundo em que as existências de cada um decorram segundo os princípios que eles acham justos e os melhores para todos e, por isso mesmo, ainda que sem estarem sentados nas cadeiras do estado, cabendo-lhes decidir quem, como e quando alguém transgride e merece punição. 
E quanto aos desideratos destrutivos propriamente ditos, seria interessante que se compreendesse que os mesmos se aplicam única e simplesmente às formas de vida que os novos senhores de Alamute consideram ímpias e pecaminosas e que por isso devem banidos para que prevaleça um quotidiano de acordo com os seus ditames. 
Ora quando sustentamos que este terrorismo nada mais visa que a destruição, estamo-nos a esquecer daquilo que o move e ficamos desarmados perante a guerra total que ele nos declarou. 

Pressinto que estamos na eminência de uma catástrofe de grandes dimensões. 



A Lua 
luando no céu 

I want you 
diz Bob Dylan 
que nos harmoniza com as estrelas. 


Alhos Vedros 
  03/06/2004 


NOTA 

(1) Sob a responsabilidade da redacção, PEQUENOS POETAS DISTINGUIDOS, p. 4 


CITAÇÃO BIBLIOGRÁFICA 

Sob a responsabilidade da redacção, PEQUENOS POETAS DISTINGUIDOS, In “Jornal da Moita”, nº. 209, de 03/06/2004

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

REAL... IRREAL... SURREAL... (337)


Carlo Carrà - The Enchanted Room, 1917 
Óleo sobre Tela – 65 x 52 cm

Carlo Carrà nasceu a 11 de Fevereiro de 1881 em Quargnento, Itália e faleceu a 13 de Abril de 1966 em Milão.
Foi um pintor italiano e uma das principais figuras do movimento futurista que floresceu na Itália durante o início do século 20. Juntamente com Umberto Boccioni, Luigi Russolo, Giacomo Balla e Gino Severini, assinou o Manifesto de Pintores Futuristas, em 1910. Entre os seus propósitos figurava a pretensão que a sua pintura expressasse a velocidade da vida moderna.
Para além da pintura também escreveu uma série de livros sobre arte e lecionou por muitos anos em Milão.
Participou em diversas edições da Bienal de Arte de São Paulo, Brasil.

Selecção de António Tapadinhas

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Livro de Haikus



João Carlos Raposo Nunes
Brancura
Variações II, p.44


Uma borboleta
poisou na cor
dos teus olhos


Na gaiola
um grilo
chora


O gato fixou
o olhar mortal
no distraído pisco


"O haiku tem por forma original dezassete sílabas. Forma de expressão oriental são estes poemas uma forma de ligação entre o monge e o seu maravilhoso poder de observação. Em Portugal é quase impossível moldar o haiku nas suas dezassete sílabas devido à enorme extensão das palavras para determinar uma situação. Na sua impossibilidade tentou o autor transmitir todas as situações que o maravilharam ou que sentiu ao ser transportado para o além, num curto poema." (in, Nota de abertura, in João Carlos Raposo Nunes, Brancura, Livro de Haikus, Editora Licorne, MMXVI, p.51).

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

O DIÁRIO DA MATILDE - O MEU PRIMEIRO ANO DE ESCOLA

Foi hoje conhecido o teor da decisão da Juíza que avalia o caso Casa Pia quanto ao futuro dos acusados no processo. 

E de fora ficaram Paulo Pedroso, Herman José e o arqueólogo Fernando Alves. Os restantes vão ser levados a julgamento acusados de vários crimes sexuais sobre crianças e adolescentes. 

Vamos ver o que vai acontecer. 


Só espero que o deputado socialista tenha mesmo sido vítima de um ou mais equívocos ou até de uma qualquer cabala por parte de quem quer que seja. 
Se por algum momento admitíssemos que o seu não pronunciamento se ficara a dever à sua posição na élite do poder político, teríamos motivos para sentirmos os receios dos que sabem estar a viver sob o jugo de uma qualquer ditadura. 

E nada me espantaria se no horizonte se estivesse a desenhar uma absolvição que tão só deixasse de fora o ex-funcionário da instituição, Carlos Silvino, muito simplesmente por falta de provas consistentes. 
Para tanto, muito em breve começará o circo mediático que poluirá o ambiente informativo e servirá de cortina de fumo para o exercício de pressões de toda a ordem e intensidade sobre as testemunhas. 

O estado de direito já perdeu com todo este imbróglio. 



Hoje os alunos fizeram fichas e exercícios com sílabas e ilustraram desenhos alusivos à nova palavra dada. 



E amanhã, depois do jantar, lá irá toda a família embevecer-se com a Margarida a ler o seu poema premiado. 

Por isso, provavelmente só regressarei na quarta-feira. 

De qualquer forma, amanhã, dia mundial da criança, só haverão actividades lúdicas e apenas no período matinal. 

A Matilde irá cantar com a sua turma e, infelizmente, não poderei estar presente o que muito me entristece, mas não tenho alternativa. 


Alhos Vedros 
  31/05/2004

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

EG 108



ESTUDO GERAL
jan/fev       2019           Nº108


"Fundar a utopia
afundando
a solidão”           

(João Nunes)


Sumário
1.     Editorial – Luís Santos
       9 anos de EG
Diarística
Pintura (sel. António Tapadinhas)
Pintura
Fotografia
Poesia
Livro

Parceria Literária

Rumo ao Mundial



---------------------------------Fim de Sumário----------------------------------