No Canto IX dos Lusíadas, Ilha dos Amores, «Camões dá este conselho pedagógico aos portugueses: os meus amigos, se querem alcançar o Céu na terra, tratem do seu navio, mantendo-o em ordem, com disciplina a bordo, porque um dia a Ilha dos Amores aparece».

Agostinho da Silva


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Estudo Geral: 9 anos

EDITORIAL

por Luís Santos

Hoje, 23 de janeiro, o Estudo Geral faz 9 anos.

Permanece a ideia de um pasquim que permite a publicação de artigos multimédia, onde texto, música e imagem, podem coabitar numa única página digital, num panorama em que as formas de edição e de publicação também muito se alterararam, e ficaram mais fáceis para todos.

Como temos por cá, em Alhos Vedros, uma Feira do Livro que se realiza, consecutivamente, há 47 anos, e se constitui como uma das mais duradoiras do país, o gosto pela escrita é coisa que vai germinando com alguma facilidade. Hoje temos por aqui, e pelas redondezas, uma sólida frente literária e o Estudo Geral não deixa de o acusar.

Por outro lado, as criatividades ligadas às artes plásticas e ao audiovisual, também estão significativamente mais abundantes. Disso mesmo dá testemunho uma ininterrupta publicação semanal de pintura que se faz desde que o EG nasceu, até hoje.

Outra novidade relativamente recente, como sabemos, é a mundialização que qualquer artigo, desde logo, ganha ao ser publicado. Este facto tem permitido uma fácil internacionalização do EG que conta entre os seus colaboradores com muitos autores de vários países, de todos os continentes, sobretudo, no que à Língua Portuguesa diz respeito. De resto, muito nos move a causa lusófona, num projeto que mais aproxime os países e as comunidades de língua oficial portuguesa, mas sem que se neguem ou subalternizem quaisquer outros países, outras formas de expressão.

A participação nas publicações deste mês de janeiro, de Manuel (d’Angola) de Sousa com um dos seus infinitos poemas, e de um texto que partilhamos vindo dos Diálogos Lusófonos, coordenados desde sempre pela mineira, brasileira, Margarida de Castro, ambos parceiros desde a primeira hora deste Estudo Geral, dão conta disso mesmo, e garantem a realização de um triângulo lusófono no Atlântico Sul que muito mais despertos nos deixam.

Mas não deixe de se (re)acentuar que é num devir universal comum, ecuménico, que nos temos mantido apostados, e é nesse caminho que prosseguiremos. 

Amem.


Sem comentários: