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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O EXTERMÍNIO DOS GALEGOS/AS



Relembremos o que disse ANTONIO GIL HERNANDEZ  sobre a situação dos galegos . Mas lembro, que nem todos os Galegos pensam assim, por isso ocorre alguma desunião na resistência à perda de identidade!? Mas para a nossa compreensão estas opiniões subsidiam as dúvidas que temos. (Margarida Castro)


1.- Uma pessoa sem língua não é pessoa; talvez seja escrava ou, ao menos, submisso submetido às pessoas com língua. 
2.- Desde muito tempo atrás o reino bourbónico e as escassas repúblicas espaÑolas procuraram fazer da/os Galega/os pessoas sem língua. (Deixemos de lado o conto, bourbónico espaÑol, de "propia": a língua é sempre própria, quer dizer, língua, ou sempre imprópria, quer dizer, dialeto. Mas não pode ser língua a reduzida a dialeto.) 
3.- O processo para lograr que as pessoas galegas ficassem sem língua foi variado: a) Estabelecer que a língua eficaz não é a sua, mas a importada, a invasora. Assim os reis catódicos. b) Obrigar a aprender a língua culta, a latina, desde a língua importada ou invasora. Assim Carlos III, segundo denunciava Fr. Matinho Sarmento. c) Impedir que a língua usual da gente fosse aprendida nas escolas, enquanto nelas apenas era ensinada a invasora, a importada, já tornada na única importante. Assim desde a Ley Moyano (1857) (Lembrem que a Gaita Gallega e Cantares Gallegos envolvem essa data, 1853-1863, ao mesmo tempo que se acham envolvidos pela situação política e cultural de que surge la Ley.) d) Obrigar não só a aprender a língua invasora, mas a usá-la em exclusivo onde quer, salvo (talvez) nos âmbitos da família. Assim desde a II Restuauración boubónica, com a leve parêntese da II República. e) Reduzir a língua "propia" a simples dialeto, na formalização e nos usos, administrativos ou não, e continuar o processo de imposição, excludente, da língua invasora, sentida cada vez menos invasora. Assim desde os últimos tempos do franquismo (Ley Villar Palasí) e em toda a duradoira "transición democrática" e bourbónica até hoje. 
4.- Está servido e avançado o processo exterminador do Galego, duplo, na formalização e nos usos (nisso que se denomina, mal, "normativización" e "normalización"), e portanto da/os Galega/os. Lição moral ou moral: Galega/os, não permitais que vos "suicidem". Fazei o possível e o impossível por viverdes, apenas por viverdes em liberdade.


ANTONIO GIL HERNANDEZ
26 de Junho de 2011
http://coloquioslusofonia.blogspot.com/2011/06/o-exterminio-dos-galegosas.html)

Nota do Editor: Ontem, Mariano Rajoy, galego, líder do Partido Popular em Espanha, venceu as eleições com maioria absoluta em Espanha...


sábado, 13 de agosto de 2011

Letras Galegas para um reintegracionista

Amigas/os foristas,

Infelizmente, no Brasil pouco se conhece sobre a realidade da Galiza e sua luta pela sua identidade. Normalmente ignoram que a Galiza tem uma afinidade com a língua portuguesa e com a lusofonia. E desconhecem que devido ao jugo do Estado Espanhol, a lingua da Galiza, uma variante da língua portuguesa, está sendo substituída por outra. Morrendo aos poucos!
Devemos ficar felizes ao saber que, igual uma fênix, a Galiza está renascendo. Estão ressurgindo e resgatando a própria identidade. A própria cultura de todo um povo. Mas poucos , no Brasil, sabem que a maioria dos imigrantes que vieram da Espanha para o Brasil, vieram da Galiza. Com certeza que os primeiros que vieram contavam para os que vieram a posteriori que aqui, no Brasil, todos os brasileiros falavam galego e não castelhano!
Talvez muitos foristas, do Dialogos_Lusofonos, ainda não compreendam porque neste espaço da lusofonia, insistimos em destacar a Galiza e sua cultura. Por isso faço esta introdução , antes de partilhar com vocês o texto "Letras Galegas para um reintegracionista" (ver aqui), por José Paz Rodrigues.

Saudações

Margarida

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

RICARDO CARVALHO CALERO

A FALA DA GALIZA, O PORTUGUÊS DE PORTUGAL, O PORTUGUÊS DO BRASIL E O PORTUGUÊS DOS DISTINTOS TERRITÓRIOS LUSÓFONOS, FORMAM UM ÚNICO DIASSISTEMA LINGUÍSTICO CONHECIDO ENTRE NÓS COMO GALEGO E INTERNACIONALMENTE COMO PORTUGUÊS.

(citação aposta no pedestal da estátua erigida em Santiago de Compostela em 30 de Janeiro de 2011)

RICARDO CARVALHO CALERO (Ferrol, 1910 — Compostela, 1990) foi um filólogo e escritor galego do século XX, o primeiro Catedrático de Língua e Literatura Galegas, considerado o grande pensador do reintegracionismo linguístico, é uma das figuras mais proeminentes do universo intelectual galego do século XX.(VER MAIS AQUI)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Um Monumento para D. Ricardo Carvalho Calero

A Carvalho Calero, a quem o Parlamento da Galiza no 1996 declarou filho predilecto, neste ano do seu centésimo nom se queria valorizar a sua pessoa memória e obra, e desde a Fundaçom Meendinho, -que presido- uma entidade declarada de interesse galego, impulsionamos todo um processo para que fosse devidamente e publicamente homenageado, -a Carvalho Calero a quem se nega todos os dias-, e ao que se tivo a galanice de nom dedicar o dia das letras, tivesse um monumento digno, um monumento a colocar no lugar da Galiza -Alameda de Compostela- onde o vam ver 1.500.000 pessoas ao ano. O monumento vai ser inaugurado no seu centésimo exacto, o dia 30 de Outubro as 11:00 h. E muito gostaríamos de que nesse acto compartíssemos a tua presença e a das tuas amigas/os e família. (vai anexo o convite ao acto)

A obra está sendo esculpida, polo escultor ganhador do concurso, José Molares. e é espectacular, está feita para interagir com o público, para ser tocada sovada, fotografar-se com ela, por em valor a sua contorna e enriquecer o património da capital da Galiza.

As contribuições das instituições por razões que nom alcanço, agora estám dando volta a trás (ver aqui). Ainda que está havendo contributos individuais, estes som em muito pequena quantia, e nos temos que ir fazendo frente aos pagamentos. AF undaçom Meendinho foi apanhada polo actual padroado totalmente descapitalizada.

Como sei do teu compromisso e apoio pessoal a estas actividades, e que valoras que na Galiza se renda homenagem a quem se dedicou integral e honestamente a ela, homenagem com obras que ao além de qualquer outra cousa vam falar às gerações futuras de realidades bem reais deste país que se tentam apagar.

Para isso há que ingressar na conta da F. Meendinho indicando o teu nome e b.i. para a declaraçom do impresso 182 da AEAT a fim de teres a correspondente "reduçom" do 25 % no IRPF contributos a Fundações sem ânimo de lucro.

Caixanova 2080 0132 15 0040021179
IBAN ES25 2080 0132 1500 4002 1179

Temos também um leilão de obras de arte achegadas polos seus autores e ao que se vam indo incorporando mais que pode ser do teu interesse ( http://agal-gz.org/blogues/index.php/meendinho/ ).

Agradecendo o teu contributo, apoio e difusom.

Alexandre Banhos,
Pte da F. Meendinho