22 / 2014
ORGÂNICO ANIMAL
De
mansinho, num relance do olhar, gente que se aproxima.
Perfil
de rostos, sussurro de vozes, roçar de pele que sem se pensar estremece.
Um
cão que ladra e sem pensar avança, o coreto do largo mais as aves que nele
pousam e o musgo que nele cresce.
Ou
a noite que vai caindo depois da tarde que fenece, luz que se acende e
suavemente aquece, estímulo que se alarga e cresce.
Orgânico
animal que se revela e se sente, que se pensa e depois se cala.
Manuel João Croca
