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quarta-feira, 22 de abril de 2020

Silêncio



Fotografia de Lucas Rosa


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

A Ilha dos Amores


Padre António Vieira
O Imperador da Língua Portuguesa, como Fernando Pessoa o designa na "Mensagem", exemplo vivo do homem total e do universalismo português, uma das personagens mais distintas e originais da nossa cultura. Em Vieira, temos a ideia de que terão existido "quatro impérios" já historicamente verificados, assírio, persa, grego e romano, e de um "quinto império" que estaria por vir, por construir, e que seria português.
Como diz Agostinho da Silva, o Vieira falava do mundo redimido, do mundo restituído plenamente ao Cristo! (...) e que esse mundo perfeito tinha que ser fabricado por portugueses e por espanhóis.
Verifica-se que a profecia do Vieira está concretizada até à parte em que Portugal se autonomizou das colónias, acabando assim também por se libertar a si próprio...

Quinto Império e Ilha dos Amores
Há uma linha de continuidade entre Camões, Vieira e Pessoa, embora pesem os diferentes tempos em que viveram. No fundo, os três são heterónimos do desejo de que se desenvolva no mundo uma realização plena do homem, tendo por ideia de homem um ser que não vive apenas alguns anos e morre... Portanto, dizer Quinto Império ou Ilha dos Amores, tem um sentido equivalente, sendo que a designação de Camões é até mais completa, mais ampla. No fundo, num homem superior há a noção de que se é ao mesmo tempo do ocidente e do oriente.
Fotos de Lucas Rosa
Na foto de baixo, ao fundo, a Ilha dos Amores envolta em neblina, no Rio Minho.


domingo, 4 de novembro de 2018

Chuva de Luz



Chuva de Luz sobre o Tejo, e mais além...

Fotografia de Lucas Rosa

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

a mente mente... e desmente, absolutamente


Quão extraordinária força da evolução da natureza, da própria vida, a mente humana e a sua enormíssima capacidade transformadora: um instrumento super poderoso que, afinal, capaz do melhor e do pior, ergue e destrói coisas belas.

Luís Santos


Fotografia de Lucas Rosa

quarta-feira, 21 de março de 2018

Fotografias com Música






Fotografia de Lucas Rosa

s/ título

Para ouvir a música clique no céu



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Chuva de Luz



Chuva de luz sobre o estuário do Tejo. À esquerda a "Ilha do Rato" que nos meus sonhos às cores chamo de "Ilha dos Amores", ponto de confluência entre a zona ribeirinha de Alhos Vedros, o Barreiro e o Montijo. Por detrás da luz, base aérea e ponte Vasco da Gama (Alcochete). Tudo junto, uma boa fatia de lugares da margem sul.

Lucas Rosa
Dez./2017


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

'Reflexões - Encontros com o Eu'


Foto de Lucas Rosa

Por vezes é preciso um tempo e um espaço para nos recolhermos dentro de nós mesmos, em algum momento que nos possamos permitir a tal introspecção. 
Precisamos de nos libertar das vestes em que nos tornámos viciados, limpar a casa, a nossa casa interior, o nosso templo, varrer o velho, e deixar aquele vazio chegar... Não um vazio mau, mas aquele que abre um espaço e pode acolher o novo e a esperança em algo melhor.
A vida por vezes, apanha - nos na correria, nos afazeres, ou então, na apatia, no descanso, momentos vários, que, de uma forma, ou de outra, não permitem o diálogo entre os nossos vários 'eus', de nós connosco mesmos.
Esse diálogo é no entanto urgente e necessário.
E tal ocorre em várias fases da vida, esta necessidade.
Reciclagens que devemos ir fazendo...
Sentir, pensar, expressar afetos sem medo, de cada um para consigo próprio, os muitos 'eus' que temos, num ameno diálogo em que passado, presente e futuro se confrontam e cruzam, diálogos vários, pensamentos soltos em forte catarse...
É aqui também que tomamos contacto com o nosso inconsciente, exposto sem reservas, confrontado em si mesmo, pelo consciente que o desafia.
Nesta altura, por vezes, se o encontro é pleno, também se chora em silêncio ... Por vezes dá - se conta da responsabilidade imensa das nossas escolhas, da culpabilidade a ser gerida e compreendida por decisões de vida que arrastam outras vidas com elas, sem misericórdia...
Inevitáveis decisões, porém.
Inevitável escolher e decidir sair tantas vezes do convencional, do requerido, do esperado, e dar um salto no mundo desconhecido do vazio que nos aguarda, vazio que se ri do medo de quem o ousa confrontar...
Mas é todavia inevitável escolher.
Se muitos vivem na ilusória aparência do que reluz, outros ambicionam o verdadeiro encontro com eles mesmos, a autenticidade, a verdade.
Estes, os que não se iludem no quotidiano que cuida do seu narcisismo, impedindo-o de chegar ao eu e deitá - lo por terra nas suas insuficiências, estes, dizia, terão que romper com o confortável conhecido, onde nada cresce, nada evolui, apenas vive na ilusão de que o faz.
Muitíssimo mais arriscado esse confronto, esse salto no vazio, que desanima, se oco e pleno de nada, e se anima da mais harmoniosa esperança se abre espaço à nossa entrega total ao que virá.
Alguns de nós simplesmente não querem ser felizes, nem deixar de o ser... Entendem pois que o caminho faz - se do bom e do menos bom, não buscam um paraíso perdido, mas tão só pensar e caminhar, sentindo a cada momento único de felicidade aquilo que traz consigo, e concedendo o saudável espaço de encontro com o seu lado sombra, integrando - o finalmente, indo ao encontro do Self.
Não devemos pois temer nada.
Nem a nossa personalidade, nem a nossa sombra... Não devemos sobretudo viver na ilusão.
A ilusão do espelho, e a ilusão do mundo que olhamos.
Devemos nada temer.
Não temer também as escolhas que fazemos ao longo desta caminhada, que mais não é que uma breve passagem, onde bem e mal caminham lado a lado, inevitavelmente. É que um não existe sem o outro.
Toda a escolha, cada uma das nossas escolhas, pode trazer dor e incerteza.
A verdadeira escolha traz dúvidas, questões, inseguranças várias, finalmente assumidas quando decidimos escolher.
Há quem lhe tenha correctamente chamado angústia existencial.
E de facto, em cada passo, o simples e fugaz optar por atravessar ou não uma estrada num dado momento, e repare - se que aqui falo de uma hipotética passagem pelo quotidiano, em que escolhemos atravessar, de facto, uma estrada para chegar ao outro lado do passeio, e esta escolha não muito pensada pode de facto traduzir - se na vida ou na morte... Nunca sabemos se somos atropelados nesta travessia... E no entanto, mesmo prudentemente, ou não, teremos de escolher quando e onde atravessar.
Escolhas. Angústias. Vida. Morte.
Nunca sabemos.
Temos que viver com o facto de termos que fazer inevitavelmente escolhas, sem sabermos na verdade as consequências das mesmas... Sabendo apenas que mesmo o não escolher se traduz em si mesmo, numa escolha...
A vida é por isso cheia de caminhos, escolhas, trilhos e encruzilhadas, várias...
Algumas significam momentos de dor e pesar, outras momentos mágicos, outros pura alegria...
Umas são quase uma eternidade, vivenciada com a Alma, num momento único atemporal ...
Outras são apenas isso mesmo, momentos...
Momentos que, ainda assim, devem ser antecedidos por maior ou menor reflexão, e que têm que acontecer para evoluirmos no caminho que vamos traçando.. Alguns evitam caminhar... Outros caminham como que sem olhar a nada que os possa levar para um lugar que desconhecem...
Preferem as rotinas, o quotidiano, as horas programadas...
Outros preferem arriscar e caiem...
Outros, porém, fazem do seu caminho uma verdadeira caminhada. Uma caminhada rumo ao Sol que desponta e que os ilumina não porque sejam selecionados, pois os Raios de Sol não selecionam apenas iluminam, mas porque se expõem a esta dádiva de Luz...
Precisam no entanto de fazer esta escolha. E esta escolha não é compatível com o senso comum.
Iludem - se sim, muitos, tentando até ser vulgares, com a sensação de que assim encaixam no esquema da sociedade alienada, têm a estranha e agradável sensação de serem normais...
Mas a vida e mesmo a resposta à nossa volta dos que a olham com o senso comum, vai fazer rapidamente com que os que não o são se apercebam de que não o podem ser.
Vão sentir por vezes até a discriminação, o preconceito, o dogma social do padrão onde esses outros encaixam, e entender de uma vez, que não pertencem a esse lugar. Viajam nele. Mas não lhe pertencem.
Nem todos ousam fazer algumas escolhas...
Deitar fora o certo pelo incerto...
Tantas vezes o passo fundamental para quem ousa ser livre no pensar, no agir, e na vida...
Livre não por um qualquer ato de egoísmo, mas antes por um ato de lucidez plena do quão pequena se torna uma vida pregada ao materialismo e ao comum, se reduzida a isso mesmo.
Pensar, ser simplesmente pensante, é na nossa sociedade um ato puro de rebelião.
Ato permitido apenas aos que ousam sair do sistema, este desenhado cuidadosamente para nos manter alienados por entre o entretenimento e as horas de trabalho, ou a falta dele e a falta de recursos básicos... Alienação total, formatação de cada indivíduo, para que encaixe no molde, no convencional, sendo mais uma peça do sistema.
Por isso não tenhamos medo do confronto connosco e com o Ser no Mundo...
De ser pensantes, ainda que reduzidos ao Nada.
De ousar finalmente deixar de querer encaixar e sermos autênticos na nossa originalidade, humanos com o mundo, críticos e pensantes, interventivos se necessário for.
Inevitável escolher a verdade, o encontro com o Eu e com o Outro, inexorável afirmar a nossa diferença perante um sistema que nos quer alienados e não pensantes. Questionamos. Escolhemos. Ousamos. Pensamos.
Enfim, caminhamos.
Mas nunca esquecemos, e citando Goethe: 'Nem todos os caminhos são para todos os Caminhantes'.
Assim é. 

Por Lúcia Reixa Silva, 24/8/2017


sábado, 15 de abril de 2017

"Be"



"Be"

Foto de Lucas Rosa

Clique na gaivota que ela o guiará: Boa Páscoa.


sábado, 22 de outubro de 2016

Versículos


Lucas Rosa

(São Jorge)
Rara a santidade
Quase sempre um título póstumo
Mas há que não desistir.

(Manifestação)
No fundo egoísta mais recôndito
de si mesmo,
eis o que mais interessa.
Todos.
Tudo.

(Aniversário)
A Beleza
é uma responsabilidade,
as coisas bonitas
mudam com a idade.

sábado, 10 de setembro de 2016

Crepúsculo, de Lucas Rosa

Essencialmente, Portugal é um país cristão e, neste sentido, os portugueses são "mensageiros" de cristo, da paz universal, do Amor. Quem não perceber isto, não percebe nada. Foi esta a ideia dominante que norteou a consolidação de Portugal como território independente, da mesma forma que o Projeto da expansão ultramarina portuguesa. O que não é contraditório com o facto de hoje nos constituirmos como um estado laico. A ideia de Cristo sobre a importância do Amor e de fraternidade universal entre a humanidade, é muito superior à ideia de luta de classes como motor da história, embora no fundo, bem lá no fundo, não sejam excludentes uma da outra. Essencialmente, ser cristão é o mesmo que ser socialista. Mas cremos que o marxismo é, em larga medida, uma insuficiente necessidade histórica, uma interpretação desviada do cristianismo primitivo, dados os erros do catolicismo inquisitorial, do desenvolvimento do protestantismo religioso e do maquiavelismo político. A inquisição católica ao segregar outros credos religiosos, outras lógicas, racionais ou não, de compreensão do universo, transviou-se. Ser católico, por definição, é ser universal e não se pode ser universal sem o reconhecimento do outro, da sua razoabilidade, da diversidade cultural que nos constitui. Por isso, é que enquanto marxistas, socialistas, anarquistas (e aqui relembrando Proudhon, Bakunin, etc, mas sem entrar no debate da diversificação da filosofia anarquista), não aprenderem a dar a mão a uma ideia religiosa, ecuménica, que os ultrapassa, mas que igualmente seja extensível a ateus, não poderão atingir uma proposta de organização social, de Vida, pouco mais que sofrível. Todos, cristãos ou islamitas, indús, budistas ou ateus, precisam de saber que as liberdades essenciais são valores absolutamente inalienáveis, a liberdade até de não ser livre. Os portugueses precisam não esquecer o essencial espírito ecuménico que sempre os caracterizou, pois que faz parte da sua primordial natureza cultural, criando etapas primeiras de uma ininterrupta expansão que já não (só) ultramarina. É a isto que, na senda de muitos outros, chamamos de "Quinto Império", em síntese, não hajam confusões, um império de amor e de serviço, pelo possível bem de todos, seja na terra, seja no céu.
(Conseguem ver o Cristo-Rei?) - Lucas Rosa

sábado, 13 de agosto de 2016

A Ilha dos Amores





A Ilha dos Amores
Rio Minho

Lucas Rosa

Miradouro do Espírito Santo
Vila Nova de Cerveira
13.8.2016


quarta-feira, 27 de julho de 2016

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Postais de Portugal



Castelo Branco

Foto de Lucas Rosa


sexta-feira, 20 de maio de 2016

Lugares de Portugal


Alhos Vedros - Uma Vila com História

por Lucas Rosa

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Lugares de Portugal - Tomar


Cidade Templária fundada por Gualdim Pais

Fotos de Lucas Rosa










quinta-feira, 24 de março de 2016

Lugares de Portugal - Estremoz


O castelo de Estremoz data do séc. XIII. Foi mandado construir por D. Afonso III para defender Portugal dos ataques de Castela. No seu interior D. Dinis mandou construir um palácio para oferecer à Rainha Santa Isabel, sua mulher, e foi neste lugar que ela se encomendou aos céus.

Fotografias de 
Lucas Rosa


















quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Vai um cafezinho?





Quem, senão nós?
Quando, senão agora?
Onde, senão aqui?


Foto de Lucas Rosa


(Na foto, Diogo Correia, poeta, músico, artista de variedades.)

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Poemas com Música



DOS MISTÉRIOS...

TRÊS

Acertar o passo com a "lei natural".
Aquietar a mente, 
Pacificar o coração.
Amar Tudo acima de todas as coisas,
Amar cada parte como se de Tudo se tratasse.


Luís Santos


Clicar AQUI para ouvir música


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Fotografias com Música





Madrugada e Amor

Foto de Lucas Rosa


(Para ouvir música clique na fotografia)



quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Fotografias com Música





Ilha do Pessegueiro,
Porto Côvo

Foto de Lucas Rosa


Nota: Para ouvir a música clique na imagem.