Sopro o vento para ir mais depressa
Toco com as mãos os pés e ao contrário
Revolvo-me para dentro e para fora e vice-versa
Abro a caixinha das surpresas e reviro o Mundo todo
Levanto a tampa de chumbo que me cobre
Pego com os dois braços o peso da consciência
Olho para o interior para ver o que de lá libertei
Fujo antes que os fantasmas do passado me persigam
Carrego aos ombros lembranças irrelevantes
Apago das páginas do meu livro o que já lá vai
Arrumo nas estantes cerebrais as lendas de ninguém
Vou indo a conversar com meus próprios botões sobre alguém
Caminho a eito mesmo à beira da berma
Só me apercebo do perigo quando em queda
Ainda me viro para trás para ver o brilho das Estrelas
Medito no percurso e esboço um silvo verbal de perdão
Corto à faca os nervos sensíveis à flor da pele
Recruto gente que me acompanhe nas façanhas
Converso com quem finge que me escuta das sombras
Recorto à tesoura o perfil de um tesouro de brilhante metal vil
Escondo os remos da barca de Noé algures
Unicamente preciso que me indiquem a fonte
Remarei até onde der e abrirei o portal ao desconhecido
Entrarei de lado pela imensidão do som de milhões de rumores
Libertarei a Alma única e deixarei a colectiva
Abraçarei quem me aparecer à frente em tom generoso
Desmancharei a cara feita de uma imensa colecção de máscaras
Aproveitarei a sequência de acontecimentos primordiais para ser receptivo…
Levantarei a cabeça aos Céus a meio da reza alheia e aguardarei a paciente ascensão…
Escrito em Luanda, Angola, a 26 de Dezembro de 2017, por Manuel (D’Angola) de Sousa, em Alusão à ocasião históricas do lançamento para a órbita Terrestre, hoje, do primeiro Satélite de Telecomunicações de Angola, o Angosat 1 e na sincera esperança que, seja este, o marco de viragem e receptividade, a uma maior evolução tecnológica e de novas politicas de economia de mercado livre…
Também e ainda, a propósito desta época corrente Época Natalina de Festas e do Senso de Perdão e Tolerância que devemos oferecer uns aos outros, como verdadeiros Seres Humanos, possuidores de real sensibilidade e inteligência nobre…
2 comentários:
Belo Poema!
Sem dúvida!
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