"Cheguei finalmente à vila da minha infância (...) Paro diante da paisagem, e o que vejo sou eu."

- Álvaro de Campos


terça-feira, 2 de outubro de 2018

O DIÁRIO DA MATILDE - O MEU PRIMEIRO ANO DE ESCOLA

Infelizmente, não foi possível ver o eclipse total da Lua uma vez que o céu esteve encoberto pela opacidade de nuvens carregadas. 


Em contrapartida vi o Futebol Clube do Porto ganhar em La Corunha, ao Deportivo e com isso conseguir o apuramento para a final da liga dos campeões. 

Depois do abalo do apito dourado, eis o tónico que Pinto da Costa precisava para reforçar a imunidade junto de uma justiça incapaz de pôr um poderoso atrás das grades e uma classe política que, vergada à magia das mordomias, se limita a assinar de cruz aquilo que os esconsos interesses lhe impõem. 



Give me winds to fly 
Tell me why, tell me why 

Há quantos anos não ouvia os Barclay James Harvest? 
Seguramente há mais de um quarto de século. 

E de facto é uma música datada. São sons que têm ecos de Moody Blues e Génesis e guitarras com sotaque de David Guilmor. 

Mas o que é isto? 
Agora o Dylan, esse sim, a great one, and maybe you stay, 
forever young. 



Hoje os alunos trabalharam em números a respeito dos quais fizeram exercícios e fichas e contas de somar e subtrair. Como amanhã terão folga, a Professora anunciou que faltará, trouxeram trabalho para casa. 



E a Matilde que já consegue escrever sozinha, incorporou a escrita e a leitura nas suas brincadeiras. Antes da aula de ginástica esforçou-se por ler qualquer coisa numa história de Harry Potter para dar verosimilhança ao seu papel de menina que ia requisitar um livro na biblioteca. 



O pai vive encantado. 



E hoje iniciou-se mais uma presidência aberta sobre a educação. 
Amanhã tudo continuará como dantes, mas nestes próximos dias haverá retórica com fartura. 

Querem apostar? 


Alhos Vedros 
  04/05/2004

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