O oceano é um Upanishad, a terra um Sutra, o sol um Corão, o vento um Evangelho. E tu uma deusa-deus que se rebola a nascer e morrer e a rir e chorar pelas colinas do tempo e do espaço até que regresses ao Infinito de onde tudo vem e de onde nada jamais saiu a não ser na mente estúpida que acredita piamente nas histórias que a si mesma conta para se distrair do Extraordinário que é. (Paulo Borges)


sábado, 23 de janeiro de 2010

Quadras


Agostinho da Silva

Na tristeza dos triunfos
E na alegria das dores
És nada pelo que digas
Só vales pelo que fores.

O que faço só importa
Se traduz o que vou sendo
Se assim não for tudo é nada
Só finjo que estou fazendo.

De força a vida te muna
Para um humilde assumir
De alegria trina e una
De ser, saber e servir.

Não corro como corria
Nem salto como saltava
Mas vejo mais do que via
E sonho mais que sonhava.

Tudo o que faço na vida
É só linha de poema
Que cada um ordenará
Conforme for seu esquema.

Fulano que bem conheço
É pior do que lacrau
Mas talvez se eu for melhor
Se torne ele menos mau.

Nunca voltemos atrás
Tudo passou se passou
Livres amemos o tempo
Que ainda não começou.

3 comentários:

Paula Soveral disse...

obrigada querido amigo por tudo aquilo que partilhas connosco :) beijos

VOADOR IÓGUICO PARA A PAZ MUNDIAL disse...

Ora aí está quem me dá alegria
de Saber(Agostinho)
que agora já não morre
Constante em cada dia que alinho
O Tempo que por dentro corre

eduardo espirito santo

pelo agostinho disse...

Muito agradecido estou eu, manda dizer o Agostinho. Muito feliz por saber que "o tempo que corre por dentro já não morre". Isso é Obra.