“ Que imenso descanso, não dar nome às coisas! Que infinito espanto, olhar para um mundo sem nome

Paulo Borges


terça-feira, 27 de novembro de 2018

O DIÁRIO DA MATILDE - O MEU PRIMEIRO ANO DE ESCOLA

Fim-de-semana de repouso cheio de leituras e jornais. 
Estava a precisar de um descanso assim. 


Esta tarde fizemos um passeio de varino pelo Tejo que chegou ao Rosário, de onde partira duas horas antes. 
Até parece que estamos de férias. 



E ao fim da tarde assisti à vitória do Benfica sobre o Porto na final da Taça de Portugal. 


Dois a um, num jogo emotivo e com alguns bons lances de futebol em que os encarnados jogaram à campeões e provaram que são melhores e, por isso, justos vencedores. 

Como há oito anos que não se conhecia a alegria de qualquer título, hoje é um dia de festa. 

E há uma curiosidade em torno das águias e destes diários. 
Tenho a sensação que se o primeiro registou o último campeonato ganho por este grande clube, este volume que findará a série, marcará o regresso do Glorioso às grandes vitórias. 



Lê-se e não se acredita, tão atroz é o retrato da realidade, melhor será dizendo, sórdida realidade em torno dos tentáculos pedófilos que se abateram sobre as crianças da Casa Pia. 

Afinal, há muito que teria sido razoavelmente fácil para as autoridades neutralizarem tais actividades criminosas e prenderem e levarem a julgamento os culpados. (1) 

Há uma lágrima no céu por tanta inocência vilipendiada. 



Arqueólogos polacos e egípcios descobriram a localização da antiga biblioteca de Alexandria. 



Há greve dos médicos da maternidade Alfredo da Costa. Pretendem impedir a saída de especialistas e o pagamento das horas extraordinárias. 
A saúde vai de mal a pior. 
E quem paga é o mais pobre. 


Alhos Vedros 
  16/05/2004 


NOTA 

(1) Cabrita, Felícia, OS MORTOS TAMBÉM FALAM, pp. 26 e ss 


CITAÇÃO BIBLIOGRÁFICA 

Cabrita, Felícia, OS MORTOS TAMBÉM FALAM, In “Grande Reportagem”, Ano XV, 3ª. Série, de 15/05/2004

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