quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Duetos luso-brasileiros


Fotografia de Kity Amaral
Poema de Luís Santos



Roseiral

A Rosa é sem porquê,

se tem água, se tem luz
força que a rasga na terra
cresce e floresce, radiosa

metida no centro da cruz
véu de endeusada fragrância
redenta e rebenta, cheirosa

em janeiro faz milagres
em novembro dá poema
e ei-la em nevoeiro, encoberta

uma prenda templária
uma rosada cristianice,
um diz que disse.


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