Levou tempo para que eu percebesse que quem presta muita atenção no que é dito não consegue escutar o essencial. O essencial se encontra fora das palavras.

Rubem Alves


segunda-feira, 16 de setembro de 2019

REAL... IRREAL... SURREAL... (365)


Barco desaparecido, 1890, JOSÉ JÚLIO SOUSA PINTO
Óleo Sobre Tela, 73 × 91 cm

Nascimento: 15 de setembro de 1856, Angra do Heroísmo
Falecimento: 14 de abril de 1939, Pont-Scorff, França
Ingressou na Academia de Belas-Artes do Porto, onde estudou Pintura entre 1870 e 1878. Discípulo de Tadeu de Almeida Furtado, Soares dos Reis e João António Correia, sobressaiu como aluno brilhante, reconhecido com várias distinções. Dois anos após finalizar o curso, parte para Paris como bolseiro do Estado, na companhia de seu colega Henrique Pousão.
Frequenta o atelier de Cabanel, Yvon e Bouguereau na École des Beaux-Arts, e desenvolve um academismo com influência de Bastien-Lepage e Jules Breton. O contacto com a estética do realismo de Millet e de Courbet é traduzido nos temas rurais da Bretanha, de gosto salonard e, com os impressionistas, na forma como trabalha os efeitos luminosos e atmosféricos. Explora de forma triste e sombria a atmosfera dramática da vida dos pescadores, mas de modo afável e intimista a representação das crianças como personagens principais. Durante as longas estadas no seu país, realiza obras expressivamente luminosas, em temas “pitorescos” e rústicos.
Obteve distinções nos salons e recolhe as melhores críticas do público e do círculo artístico francês e integra museus como Orsay (La récolte des pommes de terre), Museu Monte Carlo (No Bosque, 1889), Museu de Amiens (Preparativo do Barco,1892), Museu de Nice (Ao Canto do Fogo), Museu de Melbourne (Nos Campos).

Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado
Catarina Duarte

Selecção de António Tapadinhas

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