Levou tempo para que eu percebesse que quem presta muita atenção no que é dito não consegue escutar o essencial. O essencial se encontra fora das palavras.

Rubem Alves


segunda-feira, 23 de setembro de 2019

REAL... IRREAL... SURREAL... (366)


Carl-Henning Pedersen, Celestial Path, 1988,
Óleo sobre Tela, 206 x 290 cm.


Nasceu a 23 de Setembro de 1913 em Copenhaga  e faleceu a 20 de Fevereiro de 2007, nesta mesma cidade.

Pertencente a uma família da classe trabalhadora de Copenhaga, Pedersen foi encorajado a encarar a pintura como um jovem, por Else Alfelt, uma colega de pintura que mais tarde viria a tornar-se na sua primeira mulher.

Algumas vezes chamado de Hans Christian Andersen da pintura, Pedersen foi um artista prolífico conhecido por criar trabalhos coloridos invocando fantasia e contos de fadas. Era um artista autodidacta, e a sua inspiração vinha de artistas como Pablo Picasso, George Braque e Marc Chagall.

Nos finais da década de 1940, Pedersen formou com uma mão cheia de artistas dinamarqueses, belgas e alemães uma união artística conhecida internacionalmente como COBRA, a partir das cidades onde estavam estabelecidos: Copenhaga, Bruxelas e Amesterdão. O grupo produziu pinturas semi-abstractas brilhantemente coloridas, inspiradas no primitivo e na arte folk.

Depois da Segunda Guerra Mundial, Pedersen tornou-se um dos principais artistas visuais da Dinamarca. Representou o seu país na Bienal de Veneza, feira de arte internacional e foi contactado para criar vários murais públicos.

Pedersen quis doar centenas dos seus trabalhos à sua cidade natal, mas a capital dinamarquesa declinou a honra porque as autoridades disseram que não podiam responsabilizar-se pela sua exibição num museu independente.

A cidade de Herning construiu um museu dedicado ao artista e exibindo centenas das suas pinturas, ilustrações e esculturas. Pedersen também foi nomeado um cidadão honorário de Herning em 2001.

in Wikipedia

Selecção de António Tapadinhas

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