Levou tempo para que eu percebesse que quem presta muita atenção no que é dito não consegue escutar o essencial. O essencial se encontra fora das palavras.

Rubem Alves


quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

A Matriz Cultural de Portugal #1



Luís Santos

O LATIM e o CRISTIANISMO

A romanização da península ibérica durou, grosso modo, cerca de 600 anos, entre 200 anos, antes de cristo, e 400 anos, depois de cristo. Corria a primeira década do século V, quando Alarico, o primeiro rei visigodo, conquistou no ano de 410 a cidade de Roma, capital do império romano do ocidente.

Duas das marcas culturais mais significativas que os romanos deixariam na península foram: o latim e o cristianismo.

O latim, uma das línguas mais faladas no extenso império, a par com o grego. É do latim, sobretudo, que deriva a Língua Portuguesa, mas também outras línguas românicas como o italiano, francês, espanhol, português, romeno, catalão, entre outros idiomas. Como a Língua Portuguesa se acabará por desenvolver a partir do latim vulgar, falado na província do Lácio que se situa na atual região central italiana, por isso, o poeta brasileiro Olavo Bilac lhe atribuiu a feliz designação de “Flor do Lácio”.

O cristianismo, que por decisão do imperador romano Teodósio I, se tornou na segunda metade do século IV, depois de cristo, a religião de todo o império, depois de se caracterizar durante vários séculos pelo politeísmo que, entretanto, se tinha desenvolvido a partir do panteão grego. Ora, quando no século seguinte, o império romano do ocidente acaba por ruir às mãos dos povos germânicos que invadem a península ibérica, o cristianismo já tinha criado raízes suficientemente fortes para perdurar com grande força, por todo este território.

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