Uma Revista que se pretende livre, tendo até a liberdade de o não ser. Livre na divisa, imprevisível na senha. Este "Estudo Geral", também virado à participação local, lembra a fundação do "Estudo Geral" em Portugal, lá longe no ido século XIII, por D. Dinis, "o plantador das naus a haver", como lhe chama Fernando Pessoa em "Mensagem". Coordenação de Edição: Luís Santos.
domingo, 8 de agosto de 2010
Última Lição de Geometria
Em meus escritos aprendi a achar graça de quando a cidade aparece do nada e mevisita, me lembrando ser eu o eterno visitante dela. As pessoas de lá se cuidam e se conhecem desde tempos imemoriais e costumam perguntar a qual família pertencem nas ocasiões de primeiros encontros, atavismos não sei de onde... Há poucos dias, por razões de trabalho, me deparei com uma pessoa de Igarapava, nascida de Igarapava, que eu não conhecia, em um contexto inesperado, em uma localidade completamente outra: quando me dei conta, estava eu a lhe perguntar de que família era, como vovô até hoje faz por lá.
joão ricardo terra
poeta brasileiro
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Última Lição de Geometria
Dizem que fogo apaga fogo. Mas neste caso, entretanto, poderia haver visões paralelas, perpendiculares entre si, mesmo formando outros ângulos. Como também em relação ao jeito displicente de os carros pararem na rua, em relação ao rio partindo ao meio a cidade centenária, à xeretice infinita das pessoas daquele lugar. Um rumor qualquer, elas ficavam especulando, assuntando, enumerando acontecimentos.
Com a estação seca, a palha dos canaviais cuidadosamente deitados se alastrava. Os tratores se postavam desligados à mercê da plantação, circundando-a, e a cor da palha era quase a mesma que a do vestido dela. Pintada com as cores de que eu mais gostava? Decerto que sim, ela se gabava muito, apesar de, para os outros, aquelas serem apenas cores de uma escala cromática abandonada, fora de moda.
No começo ela dizia que o rio é que era o seu lugar preferido, com suas mãos entre as minhas. Que, em se queimando tudo, concentricamente, haveria um ponto nesse quase braço de mar onde o fogo podia crescer em roda, à vontade, para a comprovação daquilo em que todos nós confiávamos. Depois, misteriosamente, ela passou a dizer que gostava mais do canavial. Ficava horas me contando, me dizendo, me olhando. Seus olhos? Mágicos, sim. Já não havia mais nada que ela fizesse de dia com que eu não sonhasse à noite. Era apenas cana deitada em ângulo aguardando a ceifa, nada além para alimentar novas notícias, mas ela ficava tão bonita naquele vestido clarinho, rodeando a plantação, olhando tanto, que aos poucos os outros percebiam e começavam desconfiar das incoerências ocultas de cada um. Só para olhar a cana ela ia, costumando prometer que ainda entrava no rio, depois, para tirar a contraprova. Eu acreditava, apesar de lhe pedir que não, por favor. Ela respondia:
– Eu gosto tanto de você assim, preocupado.
O estranho é que nunca mais ninguém ficou sabendo a explicação correta dos fatos, talvez o rio fosse um desses mundos em que a lógica fica comprometida. Naqueles mesmos dias, eu a vi entrar na água, viva, e sair tão mudada, escandalizando-nos com sua peculiar naturalidade em convocar e destruir um mito. Se você passasse por aqui depois, iria encontrar uma cidade irritantemente a mesma, o miolo aquático dela, conturbado. Você veria as pessoas comentando: dizem que o escorpião alocado num círculo em chamas ferroa-se na cabeça, para morrer depressa. Dizem que dentro do arcoíris homem vira mulher, e vice-versa. Dizem que em dia de finados os mortos vêm procurar suas camas, em casa. Dizem que dois touros trançaram chifres na praça, certa vez, sem nunca ninguém ter descoberto de onde vieram, muito menos para onde foram. Dizem que o padre antigo andava armado. Dizem que fogo abafa fogo: em pouco tempo você aprenderia tudo.
Íamos à noite ver o rio, enquanto rindo ela me repetia essas histórias descomedidas. Até então, nunca ninguém havia invadido tão gravemente o território das águas. Houvesse o tempo da evitação, mas não. Ela dizia tanta coisa bonita antes, que eu costuma levar em conta. Por exemplo? Sobre o incontestável efeito que sua contraprova teria sobre os carros e cabeças abertos, defronte às casas, sem nada a dizer muito diferente de uma teoria equivocada. Ela dizia um dia ainda se deitar naquele leito d’água e comprovar o que pensava. E se nada acontecesse? Pensativa, quieta como as palhas que se avolumavam à espera de uma divina centelha, ela debochava:
– Eu gosto tanto de você assim, cético.
Antes ela sorria de vestido claro e cabelo preto contra o canavial fundo, dando aviso freqüente, sem ninguém capaz de a compreender, naqueles mesmos dias quentes em que qualquer um morria de vontade de atear fogo à palha, ver o fogo avançando, depois mergulhar depressa no legítimo alívio das águas. Houvesse mais um tempo mínimo, e eu sei que ela ainda estava por aqui.
Numa tarde, então, foi que ela saiu de casa sem dar explicação alguma. Os veículos trancavam-se em ângulo contra as calçadas, todos se entreolhando matematicamente, evitando entender. Houvesse mais tempo, interrompia-se uma dessas antigas histórias prestes a nascer. Dizem que ela caminhou, e andou, e andou por entre a cana, voltando-a à vertical. Dizem que ela ateou fogo ao canavial, religou os tratores e, na esperança de ver o fogo contra o fogo, na descabida esperança de um dia ver isso acontecer, ela veio me encontrar na beira do rio, onde eu já a esperava, como de costume, e me desesperava com a luz diferente de seus olhos e dos canaviais acesos.
Voltando: uma tarde ela se pintou toda e saiu de casa. Até então, nunca havia invadido tão gravemente o território das águas. Dizem que o escorpião alocado num círculo em chamas, em se queimando tudo, concentricamente... Uma vez ela me disse ter medo, mas eu nem acreditei. Por isso, talvez, àquela hora ela gritasse. E gritava, numa ação que se concluiu em quatro mãos separadas: as dela escapando às minhas. De todos os ângulos aparecia gente para ver. Não houve eu que a abafasse.
sábado, 7 de agosto de 2010
VERÃO COM VAN GOGH

Verão de António Tapadinhas Óleo sobre Platex 15x15cm
(clique sobre a fotografia)
Sob a dura estação, pelo Sol incendiada, (Sotto dura Staggion dal Sole accesa), é assim que começa o poema que inspirou a composição musical. Este concerto, tal como o das outras estações, tem três andamentos: dois rápidos e um lento. Vivaldi escreveu para ele próprio ser o violinista solista, dando melodias mais ternas e suaves aos andamentos lentos, e grande vivacidade aos andamentos rápidos. Nigel Kennedy, o solista, é o vulcão visível deste Verão de Vivaldi.
O que inspirou a série de girassóis que fui fazendo, pensando friamente, resultou de um acaso.
Tenho uma caturra que imita o meu assobio no "Hino Nacional", na "Quinta Sinfonia", no "Jingle Bells", entre outras músicas. Ela come uma mistura de sementes. É muito temperamental, como todas as divas, e espalha-as por todo o lado. Normalmente, recolho as sementes do chão e lanço-as no terreno para que outras aves as aproveitem. Há uns anos atrás, duma dessas sementes, nasceu um espectacular girassol, com o qual fui gastando rolos e rolos de fotografias, de todos os ângulos e com todas as situações de sol e sombra.
Mas eu não acredito em acasos! E eu acho que não foi inocente o nascimento dessa flor no meu terreno: Van Gogh esteve lá a cuidar dele...
Interligação de Universos (4)
- Deus sois vós, somos Nós, tudo o que há em ti e ao teu redor, os campos, as àrvores, os rios, o ar, a chuva.
Não existe nada exterior a Ele e tudo está Nele. A tua mente não está preparada para a dimensão que é Deus, o Todo. A tua concepção de Deus crescerá ao mesmo ritmo da ampliação da tua consciência, não dos teus conhecimentos intelectuais. Esta consciência não é a normal, mas a Supramental. Através do silêncio dos sentidos, dos pensamentos, das manifestações exteriores, entrarás num vazio, que não é um nada, mas sim um estado de Plenitude, de pulsação de Vida. É o surgimento em ti da consciência Supramental. O início da tua integração gradual, sentida, naquilo que tu És, Deus.
antonio alfacinha
alfa2749@yahoo.com.br
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Exposição e lançamento da revista em quadrinhos: Aventuras de Jerílio, de Luís Cruz Guerreiro, em Brasília.
"TUDO COMEÇOU EM MÁFIO"
- EXPO DE HQ EM AZULEJOS DE LUÍS CRUZ GUERREIRO
INAUGURAÇÃO DIA 06 AGOSTO ÀS 20H
VISITAÇÃO ATÉ 15 DE AGOSTO DE SEG. a DOM. DAS 9H ÀS 21H
ESPAÇO CULTURAL RENATO RUSSO - 508 SUL, BRASÍLIA.
- e LANÇAMENTO DA REVISTA HQ AVENTURAS DE JERÍLIO NO SÉCULO 25 (ver em baixo).

Luis Cruz Guerreiro
Artista Português, vive e trabalha em Alhos Vedros - Portugal.
Mantém há mais de 20 anos a atividade de pintura de painéis em azulejos, na técnica de vidrado sobre azulejos.
O artista desenvolve basicamente duas vertentes de trabalho: uma de temas característicos da azulejaria portuguesa e outra chamada linha livre com experimentações técnicas e tématicas, como, por exemplo, a obra a ser apresentada nesta próxima exposição, resultado de mais de dez anos de trabalho. Trata-se de uma engenhosa criação de uma história em quadrinhos de ficção científica no século XXV, na técnica portuguesa tradicional, característica dos séculos XVII e XVIII.
Tudo começou em Máfio é a mostra deste produto em questão, onde será lançada também a revista AVENTURAS DE JERÍLIO NO SÉCULO 25 formato de HQ em papel.
Para melhor visualização da obra de Luis Guerreiro acessar:
www.azulejariaguerreiro.com
Contatos com o artista pelo fone: 32425856 (Brasil-Brasília DF) ou (16) 93143307
Saudações Cordiais,
Luís Cruz Guerreiro
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
A Anunciação
Uma noite, das poucas em que consigo dormir, tive um sonho arrebatador. Mas, ao contrário da maior parte dos sonhos em que as imagens, situações e episódios entre pessoas que nunca se conheceram entre si, embora conhecidas do sonhador, passam pela nossa mente em catadupas, livres da filtragem e da crítica exercidas pela nossa consciência, como peças de teatro ou de cinema que tenham lugar em simultâneo no mesmo palco ou estúdio em que o protagonista é sempre a pessoa que sonha, cujos desfechos são não poucas vezes, senão totalmente impossíveis, pelo menos fortemente improváveis, essa capacidade de arrebatamento deve-se ao facto de numa espécie de “Anunciação” por uma entidade que não consegui identificar se mortal ou não, se homem ou mulher, mas que, por analogia com os mais conhecidos episódios bíblicos, poderei chamar de anjo ou anja, pois não vislumbrei as suas partes pudibundas e mesmo que as conseguisse vislumbrar, confesso que não teria certezas, pois características de ambos os sexos lhe reconheci, entidade essa que me revelou o Grande Segredo encerrado em mim, que andei tantos anos a tentar descobrir, em vão, pois o dito estava num lugar demasiado profundo. Foi a primeira vez em que, ao acordar do sonho, não disse para mim mesmo “mas que sonho mais disparatado!” Pelo contrário, não acordei sobressaltado nem transpirado, mas com a tranquilidade e a luz pura e cristalina de um lago nos Picos da Europa.
“Chegou a altura de saberes”, disse-me o anjo (ou a anja, nunca o saberei…) “que foste escolhido pelo Criador como ferramenta que Ele usará na transformação do comportamento da raça humana. Transportas uma nova versão para teste, do síndroma do Rei Midas – aqueles em quem tocares, não se transformarão em ouro, mas as expectativas que criares aos outros acerca do teu carácter e capacidade de amá-los, depressa se tornarão para eles em grandes desilusões que lhes trarão sofrimento e os farão odiar-te. Tudo o que fizeres para os tentar convencer de que, contrariamente ao que possam eles pensar, continuas a amá-los e tudo farás para o seu bem, será interpretado como uma obsessão constante e repetitiva de lhes causares cada vez mais sofrimento. É o teu Destino e não poderás nunca fugir-lhe por muito que tentes, pois o Omnipotente e Omnipresente assim o determinou, sendo a Sua vontade soberana e irrevogável! No entanto, não viverás assim “ad aeternum”. A Humanidade anda confusa e perdida, de costas voltadas para si própria, o que tira o sono ao Criador, que de há muito tomou consciência da imperfeição da Sua obra ((e vou confidenciar-te uma coisa, oxalá não me arrependa, mas parece-me que o mereces; no entanto, se um dia Ele me perguntar se te o disse, jurarei a pés juntos que é mentira, não te esqueças! É que Ele andou a ler uns textos desse tal que tanto aprecias, Saramago. E, na minha opinião, embora Ele o não admita (e ai de mim se Ele sabe o que te estou a dizer agora), nunca mais foi o mesmo desde esse dia – a recuperação da Humanidade tornou-se uma obsessão para Ele, se o termo “Obsessão” se poderá aplicar ao Criador e espero não estar a dizer uma heresia)). No entanto, o dia chegará em que os que te rodeiam compreenderão o mal que fizeram, a ti e, inerentemente a si próprios e os teus dias de Paz chegarão. Tu simplesmente irás acelerar esse processo.”
“Mas porquê eu?”, perguntei.
“Chamaste a atenção d’Ele, quando vestiste a pele do Diabo, mostraste a todos despudoradamente os teus defeitos, os teus erros, as tuas falhas de carácter, as más acções, assumindo-as sem vergonha e com algum ar de desafio. Pintaste-te de Diabo mau (salvo o pleonasmo, pois todos sabemos que os diabos são maus) para protegeres o que há de bom em ti e enganaste toda a gente, menos, claro o Criador. Pior, chamaste a sua atenção, o que o levou a escolher-te, pois Ele, melhor que ninguém, sabe que o Diabo não é tão mau como o pintam. E, quando o pintam assim, querem esconder alguma coisa. Querendo camuflar-te, tornaste-te exactamente o alvo mais fácil.”
Finalmente, fez-se Luz…
Raul Costa
Alhos Vedros, 5 de Agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Marcas
perdendo
tempo
na marcação
das horas
passadas.
Pedro Du Bois, inédito
http://pedrodubois.blogspot.com
terça-feira, 3 de agosto de 2010
O marejar das trepadeiras. Uma folha ressequida bocejando um rastejo sobre as rugas dos plátanos de calcário.
-Mas deixa-me dizer que a observação que tu fizeste é bastante pertinente. Vejo-me mesmo forçado a dizer que para mim não deixa de ser curioso que as pessoas que mais insistem naquilo que podemos definir como uma ideia primitiva de Deus sejam, precisamente, aqueles que, de algum modo, O negam. Dito de outra maneira e parece-me que esta observação vem a propósito depois daquilo que disseste, na grande maioria dos casos ou, se quisermos, aquilo que é o mais vulgar vermos acontecer é que aqueles que mais acerrimamente negam a realidade de Deus têm, normalmente, uma ideia muito primitiva de Deus. Ora isto não deixa de ser bastante curioso, não é?
-Ideia primitiva de Deus? O meu amigo vai ter a bondade de nos explicar isso.
-Sim, podemos dizer que a ideia que está subjacente ao espanto que o meu caro amigo expressou, isto é demasiadamente perfeito para que não possa haver uma qualquer entidade, uma qualquer força –o senhor até se referiu especificamente a uma qualquer energia, não foi?
-Sim, disse isso.
-Pois essa ideia de que isto é demasiadamente perfeito para que não possa haver uma qualquer entidade, seja ou não uma energia, por detrás disto tudo, essa maneira de colocar o problema está contida na visão de Spinoza a respeito do Deus Natureza; em certa medida é mais ou menos a ideia do Deus relojoeiro do século dezoito. Convenhamos que isso, nos dias de hoje, com todos os conhecimentos que temos, não faz lá grande sentido, para não dizer que não faz sentido algum. Ora…
-Mas então Deus depende da interpretação que vamos fazendo dele com o decorrer e o sentido dos tempos? Parece-me um tanto ou quanto descabido, mas não tenho problema em admitir que possa não estar a perceber onde quer chegar.
-Obviamente que não foi isso que eu quis dizer e ao mesmo tempo não me parece que possamos tirar essa ilação das minhas palavras. O que eu quero dizer é que a maneira como nós temos concebido Deus essa é que tem vindo a evoluir ao longo dos tempos e isto é uma verificação de facto, não se trata de nada no domínio da opinião. Nós podemos observar isso mesmo se nos debruçarmos mesmo que superficialmente sobre a própria história religiosa, basta esta, nem temos que considerar minuciosamente a evolução do pensamento religioso a esse nível. Pois bem, à medida que os seres humanos vão adquirindo mais conhecimento e aqui o mais tem validade em termos quantitativos propriamente ditos mas também em termos qualitativos, portanto, à medida que os seres humanos vão aprofundando os seus conhecimentos a respeito da Natureza e da vida, assim eles vão evoluindo na própria concepção que conseguem estabelecer a respeito de Deus. Deus, esse, como é fácil de ver, permanece o mesmo, o que se vai modificando e não há, como vimos, nada de estranho que assim seja, o que se vai modificando, dizia, é a concepção que vamos formulando a Seu respeito. Veja bem, no fundo, se quisermos, até poderemos dizer que Ele é uma criação dos seres humanos.
-Sim, num certo sentido sim, ainda que Ele exista independentemente dos homens. Mas se tivermos em consideração que os seres humanos para O reconhecerem, até mesmo para se Lhe entregarem têm que o nomear, então nesse sentido e quanto a mim só nesse sentido poderemos dizer que Ele é uma criação dos homens. De outra maneira isso não passará de uma heresia de todo o tamanho, para não dizer até uma simples blasfémia.
-Calma, minha querida, calma lá com isso. É claro que era nesse sentido em que eu estava a falar, como poderia ser de outro jeito? Mas o que eu estava a tentar dizer é que essa ideia que se tem que pretende que Deus se intromete nos assuntos dos homens, isto é, nos assuntos deste mundo, essa ideia é, de algum modo, uma ideia primitiva de Deus. Essa era a forma como O viam os nossos mais remotos antepassados, desde que houve a Revelação de Abraão. E a verdade é que se reflectirmos em profundidade, o que sucede no mundo dos homens nada tem a ver com Ele que nada tem a ver com os assuntos deste mundo.
-Ó meu caro amigo, agora sou eu que fico completamente às escuras. Desculpe-me lá estar a cortar-lhe o fio do pensamento mas fico na dúvida. Então como é que é? Agora você vem dizer que Deus nada tem a ver com isto? Mas em que ficamos? Então nesse caso o que seria Deus? Então o amigo não diz que ele é o Criador? Afinal de contas não é nisso que todos os crentes acreditam?
-Eu compreendo que lhe seja um tanto difícil perceber esta construção de pensamento, se, como suspeito que é o seu caso, não tem grande educação religiosa, não está habituado e portanto treinado e reflectir nestes termos, compreendo que lhe seja difícil colocar-se nestes parâmetros de pensamento e que até lhe pareça aqui e ali que as ideias que tenho exposto sejam um tanto ou quanto contraditórias. Quanto a mim acho natural que assim seja e volto a salvaguardar que aqui não há o menor laivo de proselitismo.
-Já sabemos isso. E de facto, tal como diz, não tenho essa experiência do conhecimento religioso.
(continua)
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Jogos Desportivos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa
Os Jogos Desportivos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (JDCPLP) juntam vários atletas dos países que falam português. Esta “competição-salutar” é destinada apenas a jovens atletas (entre os 15 e os 17 anos) e tem como objectivo incutir a prática desportiva nos lusófonos de amanhã. Este ano realiza-se de 29 de julho a 7 de agosto, em Moçambique. Acompanhemos.
Este evento não distribui medalhas, nem tem a normal cerimónia dos hinos; apenas um convívio são e desportivo, de modo a haver uma comunidade lusófona mais forte e unida.
A cidade moçambicana de Maputo recebe esta 7ª Edição dos JDCPLP, que foram criados a 20 de Janeiro de 1990, em Lisboa, por Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Para além de Moçambique, o evento já passou por quase todos os países que participam nesta salutar iniciativa, permitindo que todos os jovens lusófonos tenham contacto entre si.
Leia mais sobre os Desportos Lusófonos em: http://www.hojelusofonia.com/lusofonia/desporto-lusofono-dos-jogos-da-lusofonia-ao-exodo-de-atletas-lusofonos/
Margarida Castro
dialogos_lusofonos@yahoogrupos.com.br
domingo, 1 de agosto de 2010
sábado, 31 de julho de 2010
Crónicas em vídeo de Luís Guerreiro, um paineleiro português, e sua esposa na "Terra Brasilis - 2010", Parte 1
Nota do Editor: Luis Guerreiro, residente em Alhos Vedros, Portugal, dedica-se desde jovem à Azulejaria Artística. Um dos motivos desta sua visita ao Brasil é a organização de duas exposições em painéis de azulejos de sua autoria, em Brasília e Ribeirão Preto. Esta sua viagem inclui também um encontro com o realizador de cinema, jornalista e amante de BD/Animação, carioca, Eduardo Souza Lima (Zé José) que faz pouco tempo esteve entre nós a convite da Azulejaria Guerreiro compartilhando a sua obra, coisa que continua fazendo para muito gáudio nosso.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
A Mágica da Vida
Fernanda Leite Bião(1)
A mágica da vida talvez seja buscar as possibilidades.
Mágica de mistério, mistério, o não conhecido ou mesmo desconhecido. Sempre há o que se retirar da cartola. Coelho, lenço, vida, possibilidades.
Possibilidades, condição do que é possível, do que pode acontecer ou mesmo do que faz a riqueza de alguém, clama o nosso querido e amigo dicionário.(2)
Assim, não espere para amanhã para buscar realizar a mágica do possível em sua vida.
A vida já exprime uma porção de incertezas, de movimentos e de possibilidades de se fazer. Construir-se no infinito do finito – você.
Caminhe mais rápido, se desejar.
Caminhe mais lento, se precisar.
Não olhe somente os obstáculos – podem ser pedacinho de pedras que você transformou em montanhas.
Os labirintos são desafios para a alma, para que não se canse.
Pegue sua bolsa de tesouros. Temos os nossos. Busque o mapa da sua existência (seus projetos), desenhe seu roteiro (suas metas e objetivos) e comece a sua grande viagem.
Quando chegar, me avise!
______________
(1) E-mail: fernandabiao9@hotmail.com.
(2)INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS. Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. 1 CD-ROM.
terça-feira, 27 de julho de 2010
a citação de Fidel - debate?
Caro António Tapadinhas
Nomeio-te porque presumo que a citação do Fidel é uma provocação da tua responsabilidade. Não a subscrevo. Custa-me até ter como rosto deste nosso Estudo Geral uma frase que tão facilmente legitima a violência armada. Mas, como acordámos, o espírito deste Estudo é o da pluralidade de ideias e, por isso, talvez seja um bom ponto de partida para que se abra um espaço de debate. Veremos se há paciência e vontade para que isso aqui seja possível.
O meu programa de participação cívica e política não inscreve a revolução armada como linha de conduta. Defendo o primado da paz e do livre pensamento (com regras, claro) e não posso deixar passar em branco ver como “cabeça do nosso cartaz” a citação de um líder de princípios autoritários e prisioneiros de consciência. E peço, desde já, as maiores desculpas se estou a ser injusto para alguém. Mas ter a polícia à porta por exercer, civilizadamente, a liberdade de pensar e exprimir opinião foi um direito que conquistámos no nosso país à custa de demasiados sacrifícios. Esperemos que não seja necessário repetir. Nem sei se deverei concluir que temos entre nós um pró-castrista?
Luís Santos
domingo, 25 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
"Cantata" de "O Olhar de Ulisses"
Ando pelos ponteados da folha. Deixo respirar o poema no poente.
Há coisas que não sou capaz de dizer por palavras, doem azuis.
em chã de éguas e portas azuis para a “Cantata” inteligente do
último ballet Gulbenkian no sopé do vale no Teatro Camões
choro à morte da livraria Ler Devagar e da livraria Eterno Retorno
a poesia e a dança são irmãs gémeas no sopro musical harmonizo
como o xisto nas casas negras, sublime, elegante e cristalino.
Voo do Bairro Alto ao Piódão, incêndios e cinzas iguais.
salto da Rua. S. Boaventura para um varandim filosófico
da conversa e do bailado das mãos em cada conversa indignada.
Na Quinta Arqueológica de S. Pedro, um necrópole medieval
escrita em cerâmica com quatro andamentos pelo Lago do Álamo
e na Quinta da Pedra Firme em Santarcangelo di Romagna.
um pouco à frente o Rio Uso como Ítaca a sombra do meu corpo
deseja invadir a sombra do teu no sol da areia numa poesia
simples e perfumada ,ao arco íris da tua madrepérola,
vejo a tua blusa vermelha saltando pela fresta do biombo creme
estou deste lado, já, nas cataratas de Itaipu e Iguaçú, a casa
isenta de vela e remos no verde chocante do obelisco do
marco das três fronteiras , bebendo Cauim para “a pedra que canta”
com fé no Deus Mboi e o jovem guerreiro Tarobá dançando na canoa
com Naipi à sombra da palmeira sagrada até lá, volto à Europa no verão
entre a música de Salzburgo e Verona como um farol de luz branca.
José Gil
"O Olhar de Ulisses" - Angelopoulos
terça-feira, 20 de julho de 2010
Os solavancos de um voo directo a uma aterragem entre o verdume das folhas. O chamamento sem resposta, uma e outra vez e as asas coloridas voltaram a abrir-se para um lançamento sob um dos arcos do muro.
-Você diz-se agnóstico, mas tinha dito que o Fernando Pessoa é uma das suas referências o que, a este nível, me leva a concluir que abarca o panteísmo de que ele se reclamou a propósito do que, entre outros aspectos, viria a caracterizar o super-homem.
-Bem, desculpe-me interrompê-la, mas vamos lá a ver isso. Agora sou eu que tenho que fazer um reparo de pormenor. Parece-me que o próprio Pessoa quando colocou a tónica no panteísmo não o terá feito do ponto de vista de quem pensava que essas diferentes entidades, de alguma maneira, regulam as manifestações da realidade no mesmo sentido que os gregos antigos atribuíam aos seus deuses do Olimpo; eu tenho para mim que o Fernando Pessoa falou de panteísmo antes por pensar que esses deuses são uma, digamos assim, uma criação do homem e que precisamente por causa disso é esse mesmo que os contem dentro de si. Quer dizer com isso que é o próprio homem que contem em si o poder e as genialidades dos deuses. Quer-me parecer que foi por aí que ele foi quando divagou por essas águas do panteísmo.
-Isso é verdade.
-Sim, também concordo que o Pessoa vai nesse sentido. Ele é muito complexo e é até muitíssimo curioso verificar que apesar do que aqui se disse de ele ser, de alguma forma, anti-científico, reparemos que ele até acaba o “Ultimatum” justamente a proclamar a criação científica, a expressão, tanto quanto me recordo, é mesmo esta, ele afirma que proclama a criação científica do super-homem e já não estarei tão certo de que aqui ele esteja a assimilar o termo ciência à metafísica como sustentei anteriormente. Aliás, toda a cosmovisão que ele construiu, a sua metafísica ou, se quisermos, a sua visão metafísica do mundo, é, ela própria, uma mistura de referências filosóficas e não só ocidentais; estou convencido que, por exemplo, ele terá lido as “Upanishades” ou pelo menos, algumas delas, provavelmente em número significativo, mas digo isto pelas referências que amiúde perpassam ao nível das ideias marcadas por esses sistemas filosóficos do oriente. A visão metafísica do Fernando Pessoa é, dizia, uma mistura de referências filosóficas e esotéricas e até de informação científica avulsa de que ele seguramente ia tomando conhecimento. Não conheço a biblioteca que ele teve e que não sei se deixou ou não…
-Parece-me que também existe esse espólio e que há quem se esteja a debruçar sobre ele.
-Mas o que eu ia a dizer é que embora não conheça a biblioteca que ela possa ter possuído, não me admiraria muito se na mesma, a existir, claro, exista o rasto disto que acabei de dizer a respeito das suas referências. Mas é precisamente nesse contexto que pessoalmente subscrevo essa sua interpretação a respeito da potencialidade dos deuses dentro do Ser segundo o Pessoa. Creio mesmo que é sobretudo isso que nos transmite a ideia da infinitude do ser, a infinitude e a multiplicidade do Ser que ele defendeu e que teria que ser reconhecida e posta em prática, salvo seja, para que cada um se cumprisse no que de mais elevado temos na nossa existência.
-Também estou de acordo com isso, mas vocês não me deixaram acabar e eu tenho que voltar um pouco atrás. É que apesar disso que o senhor acabou de dizer, continua a intrigar-me o facto de você pôr em dúvida a realidade de Deus, prefiro dizer assim do que usar a palavra existência, mas continua a intrigar-me o facto de você duvidar da realidade de Deus e devo dizer que até o fez de uma maneira bastante veemente e no entanto, depois, fala de deuses e depois ainda diz-se agnóstico. Como é que o senhor conjuga tudo isso? Tenho que confessar que isso me deixa um tanto intrigada.
-Bem, vamos lá ver isso. Eu falo no sentido pessoano que acabei de expor. É precisamente por isso que aceito e repito que estou absolutamente convencido a respeito da pertinência e digo mesmo necessidade do super-homem. É neste sentido que eu me coloco. Quando me digo agnóstico, eu estou sobretudo a referir-me e ao mesmo tempo a recusar essa ideia do Deus judaico-cristão, esse Deus criador do mundo e castigador dos homens. Ora o que eu recuso, aquilo em que eu não acredito é nessa concepção que nos diz que temos que viver de uma determinada maneira para ganharmos o Céu. Esse Deus que nos castiga se formos maus e nos recompensa se formos bons. Nisso, eu não me revejo. Depois há perguntas que ficam no ar, não será assim? Afinal o que é isso do bem e do mal? Quem é que define o que é o bem e o que é o mal? Pois é tudo isso que de modo algum me convence. Contudo não deixo de pensar que possa haver algo por detrás disto tudo, alguma entidade que provavelmente terá que ser uma energia qualquer que ponha tudo isto em movimento. Não sei, embora seja capaz de admitir que isso seja possível. Olhando a Terra, por exemplo, é uma coisa tão perfeita, não é? Por vezes dou comigo a pensar que até leva a crer que de alguma maneira possa haver uma mãozinha por trás disto tudo. É por isso que me disse agnóstico mais do que ateu; acho que posso dizer que o termo agnóstico se me aplica melhor, me designa melhor que a palavra ateu.
-Estou a entender, embora ache tudo isso que acabou de dizer uma enorme confusão. Espero que o senhor não me leve a mal por falar desta maneira.
-De todo, minha cara amiga. Nunca é de mais repetir que estamos a ter uma conversa bastante civilizada e, arrisco-me a dizer, cheia de interesse, não lhes parece?
-Sim, bastante.
(continua)
segunda-feira, 19 de julho de 2010
AVIEIROS

Bateiras de Avieiros Acrílico sobre Tela 50x50cm
Autor António Tapadinhas
(clique sobre a imagem para ver pormenores)
Avieiros são os pescadores oriundos da região centro do país, principalmente de Vieira de Leiria, que procuraram o seu sustento na pesca no Vale do Tejo e no Estuário do Sado. O movimento migratório foi tão forte que ficaram conhecidos como os ciganos do rio. Inicialmente rejeitados pelos habitantes locais, viram-se obrigados a viver nos seus barcos, o que justificou assim a frase que considerava a sua embarcação como o berço, a câmara nupcial e a tumba.
As características mais evidentes da bateira do avieiro, são os dois bicos com a proa e a popa igualmente arredondadas para romper as ondas com facilidade e, também, as suas cores berrantes.
Com o decorrer do tempo, fixaram-se nestas zonas, onde construíram pequenas casas de madeira, que foram pintadas com as mesmas cores dos seus barcos. As casas destas aldeias foram edificadas sobre vigas para evitar as cheias do Tejo. A aldeia de Palhota é das poucas que mantém a originalidade da sua construção palafita e que alguns bem-intencionados procuram preservar, como um traço de união com o passado.
Mais uma vez, é a tentativa de sobrevivência de um tipo de vida em vias de extinção.
Voltarei ao assunto, pois estou a preparar uma série de quadros com as palafitas que existem na reserva natural dos estuários do Tejo e Sado e na ria de Aveiro.
CARTA ABERTA aos Chefes de Estado e de Governo dos países da CPLP
A Guiné Equatorial não pode ser membro da CPLP
A CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa foi criada em 1996 e reúne o conjunto dos países que têm o Português como língua oficial. Tendo como objectivos a concertação politico-diplomática e a cooperação, a CPLP rege-se, entre outros princípios, pelo “...e) Primado da Paz, da Democracia, do Estado de Direito, dos Direitos Humanos e da Justiça Social;...”.
Em 2005 foi criado o estatuto de Observador Associado da CPLP, cujos titulares “terão de partilhar os respectivos princípios orientadores, designadamente no que se refere à promoção das práticas democráticas, à boa governação e ao respeito dos direitos humanos, e prossigam através dos seus programas de governo objectivos idênticos aos da Organização, mesmo que, à partida, não reúnam as condições necessárias para serem membros de pleno direito da CPLP”.
Em 2006 a Guiné Equatorial de Teodoro Obiang tornou-se membro Observador Associado da CPLP, pedindo agora a sua admissão como membro de pleno direito. A decisão será tomada no dia 23 de Julho em Luanda, no quadro da VIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP.
Teodoro Obiang é o Presidente da Guiné-Equatorial desde 1979, sendo recorrentemente reconduzido neste papel com percentagens eleitorais que ultrapassam os 95% ... 31 anos num poder que conquistou através de um golpe de Estado, num país rico, nomeadamente em petróleo, cuja população continua pobre.
Este Chefe de Estado ilustra-se por ocupar os lugares mais altos dos ranking internacionais, tais como o dos piores ditadores ou o dos Presidentes mais ricos do mundo ( ), por acumular referências nos relatórios internacionais de organizações de defesa dos Direitos Humanos que denunciam os abusos e violações nesta matéria na Guiné Equatorial( ), por ter visto a UNESCO recuar na criação de um Prémio associado ao seu nome... E a “sua” Guiné Equatorial é também conhecida por ter sido excluída da iniciativa EITI - Extractive Industries Transparency Initiative, pelo facto de não cumprir as suas mais básicas obrigações.
Todos os membros da CPLP sofreram com as ditaduras que governaram os seus países ou dominaram os seus territórios não autónomos. Pela liberdade deram a vida milhares de cidadãos. Não queremos caucionar um ditador, nem reconhecer uma ditadura que só procura disfarçar a sua verdadeira natureza.
Defendemos um não inequívoco à admissão da Guiné Equatorial como membro de pleno direito da CPLP, na medida em que o país não preenche os requisitos para entrar na CPLP. Nem sequer tem o Português como língua oficial, apesar de inúmeras promessas feitas nesse sentido pelo seu Presidente. E a adopção da língua portuguesa por decreto ou qualquer outro tipo de mecanismo arbitrário resultaria em mais uma imposição brutal ao seu povo, no caso a de uma língua completamente desconhecida.
A admissão da Guiné Equatorial na CPLP constituiria um precedente inaceitável – com amplas consequências políticas - na prática e na ética da organização e levaria à sua grave descredibilização.
Julho 2010
D. Basílio do Nascimento (Timor-Leste)
Frei Carlos Alberto Libânio Christo (Frei Betto) (Brasil)
Eduardo Lourenço (Portugal)
Elisa Andrade (Cabo Verde)
Francisco Buarque de Holanda (Brasil)
Inocência Mata (S. Tomé e Príncipe)
D. Januário Torgal (Portugal)
José Mattoso (Portugal)
Justino Pinto de Andrade (Angola)
Manecas Costa (Guiné-Bissau)
Margarida Pedreira Bulhões Genevois (Brasil)
Maria Victória Mesquita Benevides (Brasil)
Mia Couto (Moçambique)
Iniciativa, promovida pelo CIDAC - Centro de Informação e Documentação Amílcar Cabral, o Fórum pela Paz e pelos Direitos Humanos e a secção portuguesa da Pax Christi, visa questionar séria e publicamente a possibilidade de adesão da Guiné Equatorial à CPLP na próxima Cimeira de Luanda.
domingo, 18 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
A dança do tempo
Perto das estrelas.
Vários pontos luminosos
Enfeitam os jardins do cosmo
E brilham sobre a dança do tempo.
A cada momento,
Em cada época,
Pequena ou grandiosa história.
Não importa,
Somente o crescimento.
Bailam conforme o próprio movimento.
Aprendizes das próprias experiências,
Centelhas do criador,
Criatura cocriadora,
A caminho da evolução.
Fernanda Leite Bião
Curso Açorianidades e Insularidades
Conforme agendado, venho informá-lo/a de que as pré-inscrições para o Curso Açorianidades e Insularidades, na Universidade do Minho, já poderão ser efetuadas. Basta ir ao site dos Colóquios da Lusofonia:
http://www.lusofonias.net/estudos%20e%20cadernos%20açorianos/estudos%20açorianos.htm

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