"Firme, forte, bem enraizada, a última azinheira e a sua dríade ou Espírito da Natureza, qual Deusa Mãe Terra, saúda-nos e pede-nos para defendermos mais as árvores, em especial as mais velhas, raras e sagradas..." (Pedro Teixeira da Mota)



segunda-feira, 17 de outubro de 2016

REAL... IRREAL... SURREAL... (225)

Os Grandes Amigos, Georg Baselitz, 1965
Óleo sobre Tela, 250 x 300 cm

Amigo

Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».

«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!

«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.

«Amigo» é a solidão derrotada!

«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!

Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca' 

2 comentários:

MJC disse...

Outra vez no "top".
Os artistas são assim...
Olhando para o conjunto ocorre-se-me dizer:

Desde tempos imemoriais a hoje em dia
e mesmo nos tempos que virão
amigo é casa, estrada que «funda a utopia
e afunda a solidão.»

Abraço.

MJC

A.Tapadinhas disse...

MJC: Obrigado, obrigado! Pelas palavras e por serem em forma de poema!

Abraço,
A. T.