“ Que imenso descanso, não dar nome às coisas! Que infinito espanto, olhar para um mundo sem nome

Paulo Borges


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

REAL... IRREAL... SURREAL... (237)



As Árvores Vermelhas, Autor António Tapadinhas
 Óleo sobre Tela 50x40cm

Para provar o grau de simplicidade, que era um dos seus objectivos na pintura fauve, Matisse tentou convencer um amigo e companheiro de pintura, que um quadro criado por si (Cebolas cor-de-rosa, 1906), era de autoria do carteiro da vila. Ele não conseguiu convencer o amigo, como talvez eu não os conseguisse convencer de que estas árvores foram pintadas pelo meu neto.
Mas podem acreditar que a tinta gasta nesta tela, usada com parcimónia, daria para fazer uma centena, tal a quantidade que usei para conseguir o relevo, a textura e a profundidade que tinha planeado. 
Espero não ser traído pela qualidade da fotografia, para que possam apreciar a violência suave das cores…

Selecção de António Tapadinhas

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