“Gosto imensamente destes grandes silêncios, porque então ouço-me a mim mesmo, e vivo mais em cinco minutos de solidão do que em vinte horas de bulício.” (Machado de Assis)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Poemas com Jazz



Gato de Sala

Se sentou á mesa o gato, 
A torradeira estalou a compasso 
E o gato ronronou a vozes mansas,
Da mesa descendo e pelo chão caminhava 
Em direcção á porta.

Queimadas as torradas,
Traçadas a fogo puro de tão negras
Como a noite agora vê o gato sentado
No sofá junto á lareira.

Uma fagulha saltou ao tapete,
O gato permaneceu imóvel no seu sonho
Estendido ao comprido no sofá pelo cheiro 
Queimado que da cozinha flutua.

O relógio bate meia-noite e a sala vibra 
Na altura máxima das estrelas.
É de noite e a vida compõe o esqueleto 
Que sustenta o sonho do gato.



Notem bem: Cliquem no nome do poeta que dá jazz, e muitoooo boommm!


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