quarta-feira, 16 de maio de 2012

"Espírito Contraditório"


Penso que tenho algo
Pesa-me na mão vazia
Algo que seja material
Mesmo que nada seja

Estou em desiquilibrio
Ando sem norte ou sul
Guino para lá e para cá
Desvio tropêgo o passo

Olho para o finito à vista
Vejo vagamente pouco
Pressinto só a ausência
Quando muito mais ha

Levo tal e qual o que dá
Trago tudo de uma vez
Regulo mal a medida
Meço a litro a quantia

Há desordem no andar
Piso a meta sem lugar
Perco o numero talvez
Bato no peito à chegada

Grito em glória futil
Chamo nomes à toa
Oiço o eco nos olhos
Há neles o perfil sonoro

Viro o futuro do avesso
Mergulho fundo o dedo
Aponto-o ali para o acolá
Acenando à cena passada...

Escrito em Luanda, Angola, por manuel de sousa, a 15.05.2012, em Dedicação aos Seres Humanos do Futuro...e do Passado...

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