De que árvore florida chega? Não sei. Mas é seu perfume.

(Matsuo Basho)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Alhos Vedros, 500 anos de Foral




Para quando o Museu?

Muito pouco se tem feito pela divulgação do nosso património histórico, nós que temos no Concelho sinais seguros que remontam até próximo do início da formação do país, e por aí fora através dos tempos, insinuando achados que foram revelados pelos nossos arqueólogos de serviço, muito bem liderados pelo amigo António Gonzalez.

Já peca por tardia a inexistência de um núcleo museológico, onde possamos ver ao vivo, a enorme quantidade de testemunhos de que dispomos sobre a nossa história e que têm vindo à tona fruto, sobretudo, de um trabalho de carolice, com fracos apoios financeiros, dos nossos associativistas, políticos, historiadores, arqueólogos, antropólogos, escritores, poetas, entre outros.

Creio que o nosso Concelho deve ser o único no distrito que ainda não tem um espaço museológico condigno. Avançamos com uma sugestão: o espaço mais apropriado para a localização de um futuro núcleo museológico sobre história local será o palacete dos Condes de Sampaio, edifício contíguo ao moinho de maré do cais velho, em Alhos Vedros. Não haverá outro sítio no Concelho onde se respirará com mais força os ecos da nossa história. E até que seria uma ótima solução para evitar a contínua degradação desse nobre espaço antes que, mais uma vez, se faça tarde.

Luís Santos


Nota: Nas fotos a frontaria e as traseiras do Palacete dos Condes de Sampaio

10 comentários:

MJC disse...

Mais uma vez, muito pertinente este texto.
Estou inteiramente de acordo.

Quer quanto à necessidade de acabar com essa lacuna, quer quanto à proposta para o seu preenchimento.

A bem da cultura e do conhecimento.

Abraço.

Manuel João Croca

luis santos disse...


Esperemos que haja mais gente de acordo...

Abraço.

A.Tapadinhas disse...

Eu também estou de acordo...

...mas eu não conto, só desconto!

Abraço,
António

luis santos disse...


Já somos três... uma multidão.

Abraço.

Unknown disse...


Parabéns, Luís Carlos, por este teu texto e pelo desafio nele lançado!

Estou plenamente de acordo com a 'pertinência' referida pelo Manuel João, assim como com a 'concordância' do António.

Acontece... que eu também não conto, apenas desconto!

Abraço,
Francisco

luis santos disse...


Bem, isto está a crescer. Qualquer dia ainda chegamos ao poder, e depois quero ver...

...pensando bem, ao que parece, isto de falar é mais fácil do que fazer.

Abraço.

MJC disse...


Amigo Luís, há muitos mais (oh se há) que apoiam a ideia, vamos a ver se o verbalizam.

Falar não, não é só falar. Qualquer um dos intervenientes neste "painel" tem tido uma participação efectiva nas dinâmicas locais não só a nível da produção de ideias(e convém não desvalorizar essa parte da questão)mas também na sua concretização.

Ainda gostaria de saber o que é que os Amigos António e Francisco querem dizer com essa do não contarem e só descontarem. Nem por ironia se deve dar eco a esses arrotos neoliberais.

Há que dar combate aos demagogos das palavras.
Aqui, na nossa aldeia "gaulesa", cada um é um.
E "mai mada"!

Abraços.

Manuel João.

luis santos disse...


No meu comentário anterior não estava a falar para nenhum dos participantes deste painel... Fiquei muito longe do alvo.

Abraços.

Unknown disse...


Manuel João, não fiques "zangado" com o António e comigo...

Pela minha parte, achei piada à dicotomia conto/desconto.

Quanto ao primeiro elemento da refiro-me à TOMADA DE DECISÕES. No que se refere ao segundo elemento... é por demais evidente!!!

Aquele abraço.
Francisco

Unknown disse...

Manuel João,

O que eu pretendia ter escrito era:

Quanto ao primeiro elemento da dicotomia, refiro-me à TOMADA DE DECISÕES.

Já vou estando gá-gá!!!

Outro abraço.
Francisco