De que árvore florida chega? Não sei. Mas é seu perfume.

(Matsuo Basho)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O DESAFIO DA MUDANÇA

O ser humano acredita ser a mente individual um pólo coordenador de tudo o que se passa em si e à sua volta. Acreditando nisso, toda a sua aprendizagem foi acumulada e armazenada, sendo posteriormente consultada a cada segundo da sua actividade.

É normal tudo isto escrito até agora. O que sai fora dessa crença, educação, poderá ser considerada incómoda, profana. Então entremos dentro do que poderá ser considerado " anormal ". Subtilmente, consideremo-lo apenas mais uma opinião.

Toda a vida é mudança, actividade, acção. Pode não ser visível, mas está sempre presente. O novo é actualização constante.

A mente existe, está lá, é para ser respeitada, mas não nos poderá ajudar na compreensão evolutiva cósmica. A dança entre dois bailarinos, prevê o desempenho individual, mas também o conhecimento dos passos do outro, para que o bailado seja harmonioso. A mente não aceita companheiro, crê-se auto-suficiente, mas move-se em áreas pré-estabelecidas, limitadas.Tem medo do desconhecido, do não analisado.

O novo, na sua infinita caminhada não tem limites. É criativo a todo o momento. Não pode ser questionado pela mente, pois sabe pertencer a uma área a que esta não tem acesso. Não tem passado, nem futuro, apenas presente, vive no Agora.

Permitamos então a nós próprios admitirmos que a mente pode apenas ser um instrumento na caminhada que todos fazemos, mas não o único, e que na espiral evolutiva em que estamos todos inseridos, outros nos poderão ser dados para adquirirmos uma consciência que nos levará a participar num bailado cósmico, sem limites, responsáveis e co-criadores.

antonio alfacinha
alfa2749@yahoo.com.br

1 comentário:

luis santos disse...

Belo texto.

"O novo vive no Agora... em actualização constante...é criativo a todo o momento."

Como uma flecha que, no eterno momento, atravessa o infinito espaço-tempo.

Mas, como o texto promete sem que o concretize, que outros instrumentos velados(?) temos para além da mente que melhor nos farão dançar com as estrelas, em luminoso bailado? Será que é matéria para um próximo texto?

Abraço.