"Cheguei finalmente à vila da minha infância (...) Paro diante da paisagem, e o que vejo sou eu."

- Álvaro de Campos


sexta-feira, 25 de junho de 2010

Natural

Sopra o vento suavemente
Ao dar-se a quem o sente,
Pois quem não sente não vê
Morrendo cego constantemente.

Se à vida uma flor é lançada
Contemplar é um dever humano.
Quem com os olhos a desdém
Sua sorte será um dano.

Diogo Correia

2 comentários:

MJC disse...

Contemplar e sentir.
Manifestações aparentemente passivas mas que, como tu bem sabes, são muito empreendedoras.

Consta que Buda terá terminado os seus dias sentado na margem de um rio vendo correr as águas e que aí encontrava resposta para todas as suas perguntas.

Um abraço.

M. João

Diogo Correia disse...

Pois é. Penso que se valorizarmos as pequenas coisas o mundo acaba por ter outro sabor, e acredito se aprendermos a contemplar o que a naturaza nos apresenta ela nos dará muitas respostas.

Um grande abraço

Diogo Correia