De que árvore florida chega? Não sei. Mas é seu perfume.

(Matsuo Basho)

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

REAL... IRREAL... SURREAL... (94)

Os Pilares da Sociedade, George Grosz, 1926
Óleo sobre Tela, 200x108 cm

 Vive-se ali num estado mais puro. É como brincar aos pobrezinhos
Cristina Espírito Santo na Herdade da Comporta

Não sei se é o meu espanhol que traduz mal uma palavra e não dá para perceber o que diz Séneca, ou não estou de acordo com ele. Em Portugal no tempo da ditadura, diziam que os pobres eram mais felizes do que os ricos, porque tinham menos problemas. Levado ao extremo, dir-se-ia que ter fome é bom, porque quando tivermos de comer, saberemos valorizar mais esse facto. Infeliz te julgo por nunca teres sido infeliz. Não! Prefiro : feliz te julgo por sempre teres sido feliz! Meu amigo, isto é utópico, eu sei, mas não vamos lutar só pelas causas já ganhas, não achas? Um grande abraço.


António Tapadinhas

4 comentários:

luis santos disse...


António,

Não sou simpatizante do binómio riqueza/felicidade ou pobreza/infelicidade; tão pouco acho que não existe relação entre uma e outra.

Depois, não gosto muito da palavra "lutar"... mas gosto da palavra Paz.

Por isso não sou simpatizante do conceito "luta de classes", embora ache que há por aí muito quem vive "pobremente" à custa do suor dos outros... Quer dizer, não gosto de autocracias, nem de extremos liberalismos, mas também nunca me iludi com o "arco da governação" e suas clientelas.

Mas, para já, e por agora, uma questão: Será que nos dias que correm pelo país alguém é obrigado a trabalhar para alguém?

O abraço é certo.

MJC disse...

Ainda que utópica, a Felicidade é o melhor lugar para se estar. Até porque, para que a Felicidade seja, muitos "problemas" que entram nela e a compõem já estarão resolvidos concretizando-a.

Abraço.

MJC

A.Tapadinhas disse...

Os binómios existem para todos perceberem as coisas.

Pobrete mas alegrete, toda a gente percebe.

Anteontem, no CC Vasco da Gama, os polícias perceberam as instruções: branco tem carta branca para entrar, preto não entra.

A questão pode pôr-se ao contrário.

Tenho em casa uma pessoa bem formada, e com boa formação, paga por mim numa Universidade reconhecida, com habilitações mais do que suficientes para ser professora.

Esta pessoa está desejosa de ser obrigada a trabalhar, a dar aulas...

Apetece dizer, como o outro: Deixem-me trabalhar!

Abraço,
António

A.Tapadinhas disse...

MJC: Receita:
O manto diáfano da felicidade, sobre a nudez crua dos problemas diários...

Abraço,
António